Dia do Biscoito ou Dia da Bolacha? Conheça a origem do produto brasileiro que ocupa o quarto lugar no ranking global de produção

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Popularizado nos anos 50, o famoso Biscoito Marilu era uma das produções do Moinho Marilu, no Rio de Janeiro, adquirido pela Bunge na década de 90

É biscoito ou bolacha? Existe diferença? Em todo o Brasil, a discussão parece eterna, especialmente entre as capitais Rio – São Paulo. Com uma nomenclatura tão regionalizada, calcula-se que 110,3 milhões de pessoas utilizem “bolacha”, enquanto cerca de 99,1 milhões prefiram o nome “biscoito” – termo este consagrado pela indústria alimentícia. Há Estados que designam como “biscoito” aqueles feitos com a massa fina, mais caros e utilizados para chás, equivalentes ao “biscuit”, do inglês britânico. Outros afirmam que esse nome seria somente referente ao produto feito com polvilho.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking global da produção de biscoito, totalizando, em 2018, 1,36 milhões de toneladas do produto. Entre os preferidos do brasileiro, o famoso “Cream Cracker”, ou biscoito de água e sal, lidera a lista, na frente dos recheados e dos waffers.

Nomenclaturas à parte, o produto é tão popular no mercado brasileiro que recebeu um dia especial para ser homenageado: 20 de julho. Mas sua produção remete décadas e sua história cruza as fases de industrialização do País, da qual a Bunge, uma das principais empresas de alimentos, bioenergia e agronegócio do mundo, teve papel fundamental.

Em meados dos anos 40, o Moinho Marilu, do Rio de Janeiro, era o responsável pela fabricação da farinha de trigo Marilu para uso doméstico e, a partir da década seguinte, passou a produzir biscoitos, massas alimentícias, gordura hidrogenada, entre outros. Na época, o famoso Biscoito Marilu, tradicionalmente conhecido por sua lata em formato de cesta ilustrada com fotos infantis, era sucesso entre as crianças.

Mas foi em 1999 que a Bunge adquiriu o controle acionário do Moinho, após ter participado do investimento desde a década anterior à inauguração. Ali, instalou a mais moderna fábrica de misturas para panificação do País, à época, com capacidade para 11 mil toneladas por mês.

Além da fabricação dos biscoitos Marilu, a Bunge foi responsável pela modernização de uma das marcas mais tradicionais e apreciadas pelo consumidor brasileiro: a Petybon, que, na virada do século XX, consolidou-se como sinônimo de biscoitos e de massas. As latas de biscoito Petybon com decoração natalina, por exemplo, eram um presente tradicional nos fins de ano na época.

Da fábrica de Biscoitos Marilu a Petybon, da produção de pães, sorvetes, balas e confeitos, a Bunge marcou a indústria brasileira com um portfólio completo para indústrias de alimento. No Centro de Memória Bunge é possível encontrar um acervo com importantes registros históricos deste processo, inclusive, com documentos e fotos sobre as primeiras fábricas de biscoito (ou bolacha) no país.

Sobre o Centro de Memória Bunge

O Centro de Memória Bunge foi criado em 1994 e desde então é um dos projetos da Fundação Bunge. Referência na área de preservação da memória empresarial, o local tem como objetivo a guarda e preservação de documentação histórica, a disseminação do conhecimento e a utilização de seu acervo como um instrumento estratégico de gestão.

Para facilitar o acesso ao público e compartilhar com a sociedade o aprendizado construído, o CMB disponibiliza seu acervo online (www.fundacaobunge.org.br/acervocmb/) e conta com atividades gratuitas como Atendimento a Pesquisas, Exposições Temáticas, Visitas Técnicas e Benchmarking. Além disso, promove as Jornadas Culturais, série de palestras e oficinas gratuitas com objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação de acervos históricos e patrimoniais.

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