Dark kitchen ganha ainda mais força

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Aumento do delivery tem impulsionado o modelo no food service

Uma tendência mostra cada vez mais força no mercado de food service: as dark kitchens.
As dark kitchens são, como o próprio nome sugere, cozinhas “escuras”, fora da vista do público, que podem ser uma ótima pedida para aproveitar o momento de crescimento do delivery. Nesse modelo, a empresa trabalha somente com entregas, reduzindo assim o custo com espaço, mobília e colaboradores. Além disso, não precisa se preocupar tanto com questões como localização e oferta de certos serviços.

Bom custo-benefício

Dark kitchen ganha ainda mais força
Nossos franqueados tiveram um aumento de 60% nas vendas do período de março a agosto”, conta Luiz Henrique Castro, gerente de expansão da N1 Chicken

Luiz Henrique Castro, gerente de expansão da N1 Chicken, destaca a tendência crescente do modelo e as razões para isso acontecer.
“Desde a primeira unidade do N1 Chicken, sabíamos que nosso modelo de negócio era uma tendência para o futuro, por conta da modernidade, tecnologia, correria das pessoas no dia a dia também. E para as pessoas que querem ser donas do próprio negócio, o conceito dark kitchen é excelente para se manter um baixo custo com uma margem de lucratividade agradável”, diz ele.
Além disso, com a pandemia da Covid-19, as pessoas passaram a ficar mais em casa, por causa das medidas de isolamento social adotadas para combater a doença. Com isso, houve um aumento ainda maior do delivery.
“Com esse impacto da pandemia, nossos resultados aumentaram tanto para as vendas diretas de cada unidade dos franqueados quanto também aumento de vendas de franquia. Nossos franqueados tiveram um aumento de 60% nas vendas do período de março a agosto. E como franqueadora, nossa média de venda de unidades aumentou para 22 unidades N1 Chicken”, conta Luiz Henrique Castro.
Sobre os principais cuidados que as empresas de dark kitchen precisam tomar atualmente, o gerente de expansão citou a satisfação dos clientes como ponto-chave.
“Cuidado principal com o cliente final. O mercado ficou mais concorrido pelo fato de os restaurantes não estarem funcionando com atendimento ao público como era de costume. Mas o principal ponto de manter a qualidade do produto, dentro do prazo esperado de entrega pelo cliente”, salienta.
Ele também cita o adiantamento da chegada do consumo em casa como tendência, causado pela pandemia, apostando numa continuidade desse cenário.
“Com certeza. Até porque essa tendência que seria para o futuro aconteceu mais rápido do que esperávamos e, depois de as pessoas terem vivenciado essa comodidade, qualidade e segurança, não se esquecerão da experiência”, afirma.
A N1 Chicken vem aumentando seu número de franquias, aproveitando o momento de alta do setor, e tem adotado algumas estratégias para isso. “Atualizamos nosso site para as pessoas interessadas em se tornarem um franqueado e também participamos de algumas feiras virtuais, convidando nossa própria base para participar. No último mês (agosto), foram vendidas 26 unidades, a cada mês batemos nosso recorde”.

Bom relacionamento com o cliente

O Brasileirinho Delivery também tem expandido os seus negócios. Para André Portugal, responsável pelo marketing da empresa, o sucesso do setor pode ser explicado pelos baixos custos de operação, que é a principal vantagem do segmento.
“O sucesso das dark kitchens se deve pelo fato do baixo custo fixo de operação, já que não têm recebimento de clientes no local. (Trazendo um) alto retorno”.
Como a N1 Chicken, o Brasileirinho Delivery também teve crescimento das vendas durante a pandemia. André destaca a importância do relacionamento das empresas com o consumidor, aproveitando o momento de alta.
“Tivemos um aumento nas vendas e levamos vantagem por já termos um modelo de negócio focado em delivery. As dark kitchens devem ter cuidado ao aproximar os clientes e também no momento de fazer o marketing, para não parecer um negócio frio e sem relacionamento com o consumidor”, destaca ele.
André afirma que a tendência é o mercado continuar em alta. “O setor continuará em alta, pois ainda tem muito espaço a ser explorado. O consumidor tem se sentido cada vez mais à vontade para consumir via delivery”, pontua ele.

Um novo leque de opções

O grupo Pão de Açúcar, em abril deste ano, lançou o restaurante Cheftime, “projeto para o delivery de refeições prontas e produzidas a partir de suas lojas”, segundo informações da marca enviadas para a imprensa.
De acordo com o Pão de Açúcar, o empreendimento oferece um cardápio com diversas opções, como pizzas, sopas, cozinha oriental, menu saudável, entre outras.
“Desde o início, o propósito da Cheftime é proporcionar uma relação de qualidade entre as pessoas e a alimentação. Oferecer, portanto, opções de refeições prontas, saborosas, nutricionalmente equilibradas e a preços competitivos, é uma forma de contribuir para este momento desafiador que estamos vivendo e onde, muitas vezes, precisamos nos dividir entre o home office, o cuidado com a família e a preocupação com as práticas de higienização – tudo junto e ao mesmo tempo. Foi por isso que decidimos acelerar este projeto em conjunto com o Pão de Açúcar e a James para que pudéssemos continuar levando comida de verdade com um toque de chef às mesas das pessoas”, afirma Daniella Mello, CEO e fundadora da Cheftime, em material enviado para a imprensa.

N1 Chicken
www.n1chicken.com.br
Brasileirinho Delivery
www.brasileirinhodelivery.com.br
Cheftime Pão de Açúcar
www.paodeacucar.com/cheftime

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