Cultura sobre a mesa

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Pratos típicos de vários países reunidos em um só lugar obtêm êxito

Um cardápio elaborado e atualizado de maneira constante de acordo com os locais visitados pelos sócios Tamara Lacerda, de 29 anos, e Lucas Meireles, de 31 anos – eles já visitaram aproximadamente 30 países. Essa é a proposta do Trip Food – Comida Mochileira, que foi criado após um mochilão que a dupla fez pela Europa.

A ideia é oferecer lanches diferenciados, multiculturais e que contam com um preço acessível. Hoje, o restaurante já tem duas unidades localizadas em Belo Horizonte (MG) e uma em São Paulo (SP).

Meireles relata que a dupla sempre foi apaixonada por viajar e foi em uma dessas viagens que surgiu a ideia de montar o negócio.

Cultura sobre a mesa
“Creio que o maior desafio é o de aprender a como fazer cada prato”, afirma Lucas Meireles, sócio do Trip Food – Comida Mochileira

“A ideia nasceu em uma viagem. Ambos somos apaixonados por viajar e estávamos caçando alguma coisa boa e barata para comer em Amsterdam, quando conhecemos as famosas e muito bem vendidas batatas belgas. Sim, estávamos na Holanda comendo batata belga (risos). Quando começamos a comer, foi como um click: por que não levar essa batata e outras comidas típicas de rua dos outros lugares que fomos? A partir daí, fomos indo com papel e caneta em cada barraquinha que fosse possível para aprender a como fazer aquele prato e levar para o Brasil de volta”, conta ele.

O resultado deu certo, de acordo com Meireles. Ele afirma que o empreendimento tem sido muito bem recebido pelos consumidores, apesar dos desafios, como o alto grau de exigência dos mineiros, conforme pontua ele.

“Como mineiros, sabíamos que empreender aqui não seria fácil, pois sabemos que mineiro é um ‘bicho desconfiado’ e muito exigente em relação à cozinha e preço. Então, a partir do momento que conseguimos consolidar a marca aqui, sabíamos que podíamos expandir para outros lugares, e em São Paulo graças a Deus estamos caminhando bem, o povo paulista nos recebeu de braços abertos”, afirma ele.Para o empresário, os principais diferenciais do restaurante giram em torno do cardápio variado, atendimento e preço justo. “Creio que o conjunto de bom atendimento, comida de vários países em um lugar só e preço justo. Colocar alma no negócio também nos encanta. Enxergamos nossa marca como uma pessoa, cheia de sentimentos e muito carinho a entregar para o público”, destaca ele.

Aliás, quando se trata do que é mais atraente na comida de rua, Meireles diz que são vários os motivos que atraem. “A possibilidade de poder viajar pelo mundo sem sair do lugar, conseguir conhecer várias culturas pela culinária delas, poder matar saudade daquela viagem comendo aquele prato típico que já comeu em algum lugar… são vários os motivos que atraem. Nós, como viajantes além de empreendedores, temos a convicção de que é na comida de rua, a mais comum de cada cantinho do mundo, que conseguimos encontrar verdadeiramente a essência de cada cultura”, diz ele.

O prato mais pedido no restaurante, segundo o empresários, são os poutines canadenses. “O prato mais pedido são os poutines canadenses. São tão atrativos porque realmente é uma delícia! Mas acreditamos que também é um paladar que se assemelha ao brasileiro. Um prato que leva batata frita e queijo derretido não tem como errar”, salienta.

Aliás, quando se trata do exterior, também houve os aprendizados trazidos de fora para o Brasil. “Creio que o maior desafio é o de aprender a como fazer cada prato, e trazer a receita e adaptá-la aos produtos que encontramos aqui e ao paladar brasileiro. Muitos insumos de muitos pratos que gostaríamos de trazer não existem no Brasil. Escolher a dedo o cardápio para que também consigamos entregar os pratos e bebidas com qualidade, ainda que diferentes, é um grande desafio para a cozinha e para o bar”, diz ele.

Alimentação fora do lar

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“Acreditamos que não existe fórmula mágica. No nosso caso, destacamos ser muito persistente, ter foco no que quer e saber enfrentar os fracassos, aprender com eles e melhorar sempre”, afirma Lucas Meireles, sócio do Trip Food – Comida Mochileira

Sobre a área de alimentação fora do lar de maneira geral atualmente, Meireles salienta a pandemia da Covid-19 e os seus reflexos no setor.

“Nesse período de pandemia, vemos uma grande queda desse segmento. O que vinha em uma crescente, pois as pessoas cada vez mais têm ‘preguiça’ de cozinhar em casa”, diz ele, que acredita ainda que essa será uma tendência também para o ano de 2021.

Nesse momento especificamente, afirma o empresário, o cenário é de dificuldades. “Nesse momento específico, apenas dificuldades. Mas em um geral, enxergamos como um mercado em que sempre é possível inovar, o que traz uma maior conexão com o público, que em consequência gera um resultado bacana em médio prazo”, salienta ele.

Mas a área não enfrenta somente os desafios relacionados à Covid-19, conforme
afirma Meireles. Também existem outros. “São muitos! No mercado geral, mão de obra qualificada, conseguir montar um time de confiança é uma missão árdua”, destaca ele, que afirma, ainda, que não existe fórmula mágica quando se trata de obter sucesso profissional. “Acreditamos que não existe fórmula mágica. No nosso caso, destacamos ser muito persistente, ter foco no que quer e saber enfrentar os fracassos, aprender com eles e melhorar sempre”, diz ele.

No restaurante, conta o empresário, existe uma filosofia que é: cozinhe como se fosse para você mesmo. “Temos uma filosofia da nossa empresa que seguimos para tudo: na produção das comidas ao atendimento. Cozinhe como se fosse para você mesmo. Com carinho, com qualidade e com limpeza. Atenda o cliente como gostaríamos de ser atendidos. E por aí vai”, diz. “Uma coisa que achamos que muita gente não sabe é que até um prato chegar à mesa, muitas pessoas estão envolvidas, trabalhando muito. Uma valorização de quem está por trás dos holofotes é sempre necessária”, acrescenta.

Trip Food – BH
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