Cultura que enriquece

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Ele é um dos alimentos mais populares do planeta, tanto é que mais da metade da população mundial o consome. Ele ocupa o terceiro lugar na produção de grãos no mundo todo, perdendo apenas para o trigo e o milho.

No Brasil, estima-se que são produzidos mais de 13 milhões de toneladas anuais deste grão. O número não é de se espantar. Afinal, o arroz é presença garantida na mesa dos brasileiros, assim como o seu “cônjuge”, o feijão.

Mas nem apenas de arroz com feijão vive o brasileiro. Também aderimos a pratos internacionais, como o sushi e o risotto, apresentados por imigrantes japoneses e italianos, respectivamente. Criativos, não nos cansamos de criar receitas, como o arroz de forno, bolinho de arroz e arroz doce.

A evolução do risotto

O risotto, típico prato do norte da Itália, sempre foi presença garantida na capital paulista, dada a enorme presença dos descendentes de italianos e restaurantes temáticos na cidade.

No entanto, quando começou a ser servido no Rio de Janeiro, mais precisamente nos anos 1980, a primeira reação dos cariocas foi de estranhamento. Quem conta é a chef de cozinha ítalo-brasileira Silvana Bianchi.

“Há décadas, abri o restaurante Quadrifoglio e, claro, havia risotto no cardápio. A reação das pessoas era muito engraçada. Até então, risotto, aqui no Rio de Janeiro, era arroz de forno com frango, servido aos domingos”, relembra.

Por sua vez, no restaurante de Silvana, entendia-se por risotto o arroz molhado com caldo e servido al dente, prato que não era bem assimilado pelos clientes à época. “As pessoas me devolviam os pratos, dizendo que o arroz estava duro e parecia uma sopa. Então, eu explicava aos clientes o que era o risotto italiano. Aos poucos, eles foram se acostumando”, relata.

Na visão da chef, nos dias de hoje, o risotto praticamente virou um prato nacional. “Há versões do prato, a exemplo do risotto de abóbora com carne seca. Ouço com atenção e satisfação quando um cliente chega com uma receita do risotto para me apresentar”, comenta.

Para preparar risotto, Silvana prefere o arroz carnaroli. “O arroz é um cereal muito versátil. Há milhares de tipos que hoje chegam ao Brasil. Isso é ótimo, pois diversifica a gastronomia e desperta a curiosidade”, diz.

Atualmente, o Quadrifoglio pertence a outro dono. Por sua vez, Silvana divide com o chef Antônio Costa a cozinha do IX Bistrot, na Gávea. Neste restaurante, a chef serve um prato de peixe com leite de coco e especiarias que ela experimentou na Tanzânia. O arroz basmati, caracterizado por seu perfume exótico, segue como acompanhamento e é bastante pedido pela clientela da casa.

Para todos os gostos

Arroz parboilizado, arroz integral e, claro, o arroz branco fazem parte do portfólio da Arroz Rampinelli, da Rampinelli Agroindustrial. Com sede em Forquilinha, em Santa Catarina, a empresa comercializa seus produtos dentro do estado e possui representantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Maranhão.

“O arroz branco, por si só, já é uma delícia. Soltinho e muito bem temperado, é um ótimo acompanhamento para aves, peixes, carnes bovinas e suínas e pratos como estrogonofe e picadinho de carne”, define a empresa.

Além do paladar, a Rampinelli levanta os atributos ligados à saudabilidade. “Além de gostoso, o arroz possui importantes características alimentares, sendo rico em vitaminas e minerais. Segundo alguns estudos feitos nos Estados Unidos, quem o consome regularmente, além de se alimentar com mais qualidade, tem 27% menos chances de aumento na circunferência abdominal, 34% menos possibilidades de hipertensão e menos tendência a engordar”, informa.

A empresa frisa que o arroz está presente em muitos pratos e receitas. “Os bolinhos, por exemplo, exigem poucos ingredientes e são fáceis de fazer, assim como o arroz de forno, que permite o uso de vários ingredientes, a exemplo do molho de tomate, milho, ervilha, azeitonas, frango desfiado e salsicha”.

Pratos como arroz à grega, arroz de forno e arroz à piamontese também merecem destaque. Sobre o último, a Rampinelli constata que caiu no gosto do brasileiro. “Ele apresenta uma textura mais cremosa e um sabor mais acentuado, devendo ser servido sempre quentinho. É um prato perfeito para os dias mais frios”, diz.

Por sua vez, os risotos, de origem italiana, não envolvem muitos segredos em seu preparo, de acordo com a marca. “Eles podem levar diferentes itens. Como resultado, temos os risotos de camarão, de frango, de bacalhau, de funghi seco, de palmito e de queijo”, comenta.

Referência no mercado

Referência na indústria alimentícia, o Arroz Tio João, fabricado pela Josapar, apresenta um portfólio diversificado e produtos diferenciados.

A começar pelo Tio João 100% Grãos Nobres, o principal produto da marca. Os grãos deste arroz não precisam ser lavados, uma vez que já foram higienizados. O arroz branquinho, com grãos inteiriços, soltinhos e saborosos resultam de grande investimento em pesquisa e produção feito pela Josapar, mais especificamente 88 milhões de reais.

“Há uma grande parcela de consumidores que valoriza produtos com qualidade superior, diferenciais para a saúde e com forte apelo gastronômico”, revela Janaína Coelho da Silva, coordenadora de marketing da Josapar. “Além da questão nutricional, há também a questão cultural entre os brasileiros. A dupla arroz e feijão é reconhecida mundialmente pelo forte apelo nutricional”.

Tendo em vista as demandas dos clientes e consumidores finais, a linha Variedades Mundiais oferece aos brasileiros tipos de arroz originais de outros países, a exemplo do arroz carnaroli, da cozinha italiana, ideal para o preparo de risotos. “Tradicional em países europeus, o risoto também é muito apreciado pelos brasileiros”, diz.

As linhas de semi-prontos, Cozinha Fácil e Cozinha e Sabor são ideais para os consumidores com pouco tempo. Práticos, são produtos para serem finalizados em micro-ondas ou da maneira tradicional, mas sempre de forma rápida, não necessitando acrescentar qualquer ingrediente extra.

Além dos tipos citados, a Arroz Tio João também comercializa Arroz Parbolizado, Integral, Carreteiro, 7 Grãos, Basmati (inspirado na cozinha indiana), Sasanishiki (japonês), Jasmine (tailandês), Preto (chinês) e Selvagem (canadense), entre outros.

Integral especial

Há 34 anos no mercado comercializando alimentos saudáveis e bem distantes dos industriais, a Mãe Terra acaba de lançar uma novidade: Ritto 7 cereais + quinua e linhaça.

No total, o produto é composto por nove grãos integrais, além daqueles já mencionados: arroz integral longo, arroz integral vermelho, trigo, triticale, cevadinha e aveia.

A quinua é considerada um “alimento completo” e a linhaça, além de ser importante fonte de ômega 3, ajuda a melhorar a saúde do coração. Completam o produto os demais grãos naturais e integrais, que também possuem alta performance nutricional.

Do sul para o Brasil

Localizada a nove quilômetros da cidade de São Borja, no Rio Grande do Sul, em uma área de preservação natural cercada de lavouras de arroz e soja, a marca Albaruska produz diferentes tipos de arroz.

De acordo com Régis Londero, diretor comercial da empresa, dentre os produtos vendidos, 80% é o arroz branco tipo 1, enquanto 12% é o arroz integral e 8% arroz parboilizado.

Além do Rio Grande do Sul, a marca possui representantes no interior dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Diversidade

Um alimento fundamental. É assim que Renata Rezende Pegoraro, gerente de marketing da Ciagro Alimentos, define o arroz, tão presente no cotidiano dos brasileiros. De acordo com ela, o arroz é uma das principais fontes de carboidratos, substâncias orgânicas que fornecem energia ao organismo, além de contribuir para a restauração e o desenvolvimento dos tecidos.

“O cereal é uma boa fonte de sais minerais, como o fósforo, ferro, potássio e vitaminas (tiamina, riboflavina e niacina). Além disso, não contém colesterol, é de fácil digestão e indicado na convalescença de quase todas as doenças”, completa.

A Ciagro comercializa versões tradicionais do arroz, como o branco Tipo 1 e Tipo 2, integral, parboilizado e o arroz para cachorro, que serve como complemento para alimentação de cães de porte grande.

Para Renata, o risotto pode ser feito com qualquer tipo de arroz. No entanto, para a receita, ela indica arroz como o arbóreo e o carnalori. “A diferença entre eles é o tamanho dos grãos, o tempo de cocção e a capacidade de absorção do caldo”, pondera.

De olho nas cozinhas industriais

Uma unanimidade, o arroz branco está presente em praticamente todo o território nacional. Sendo assim, a Codil Alimentos investe em alta tecnologia de seleção para que o arroz seja empacotado e beneficiado com a qualidade que permite levar o produto do pacote direto para a panela, proporcionando grande rendimento, o melhor sabor e praticidade que o preparo no dia a dia demanda.

De acordo com Dennis Rodrigo de Oliveira, gerente de marketing da Codil, no caso das versões diferenciadas do arroz, a demanda pelos mesmos está diretamente ligada aos hábitos de consumo de determinadas regiões. “O arroz integral, com suas muitas benesses comprovadas para o bom funcionamento do organismo, é bastante procurados nas gôndolas das capitais e das cidades mais populosas, além de ser recomendado por médicos e nutricionistas”, afirma.

Oliveira identifica outras demandas. “O arroz parboilizado, que passa por um processo hidrotérmico para que os grãos conservem seus nutrientes durante o beneficiamento industrial, é muito apreciado no norte de Minas Gerais”, diz.

Com o objetivo de atender a demanda de cozinhas industriais, a marca desenvolveu o Codil Mix, produto que resulta da soma de 70% de arroz branco e 30% do parbolizado. “Desta forma, as cozinhas industriais garantem às mesas do refeitório um arroz de grande rendimento, coloração branca e dotado de propriedades nutricionais”, explica.

Para todas as classes

A marca Arroz Pilecco, premiada diversas vezes, investe em tecnologia, tanto que conta com avançado parque industrial, sem deixar de lado a sustentabilidade.

No portfólio, Arroz Pilecco Nobre, Arroz Super Ecco e Arroz Alegrete (todos do Tipo 1), Arroz Trivial (Tipo 2 e Tipo 4) e Arroz Alegrito (Tipo AP).

De acordo com Andreia Giordani Bernardes, do departamento de marketing, a Pilecco comercializa arroz branco. Dada a versatilidade do alimento, é possível fazer risotto com o mesmo, “embora o arroz tipo arbóreo seja o mais indicado para este prato, mesmo não existindo uma grande demanda por parte dos consumidores”.

Ainda segundo Andreia, há produtos da marca que atendem todas as classes sociais, o que reforça a preferência nacional pelo alimento. “O arroz é indispensável em qualquer dieta. Quando acompanhado do feijão, torna a alimentação completa”, reforça.Arroz

Pilecco:
www.pilecco.com.br

Ix Bistrot:
www.ixbistrot.com.br

Arroz Rampinelli:
www.rampinelli.com.br

Codil Alimentos:
www.arrozcodil.com.br

Ciagro Alimentos:
www.arrozciagro.com.br

Arroz Tio João:
www.tiojoao.com.br

Albaruska – Arroz de pilão:
www.albaruska.com.br

Mãe Terra:
www.maeterra.com.br

Quadrifoglio:
www.quadrifogliorestaurante.com.br

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