Culinária Maravilhosa

Destaque por suas belezas naturais, Rio de Janeiro oferece gastronomia diversificada, criativa e atraente, segundo profissionais

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Bastante conhecido por seus encantos e belezas, o Rio de Janeiro tem sido palco de grandes eventos e é procurado por turistas de diversas partes do mundo. Com isso, muitas empresas de alimentação têm o desafio de servir itens que agradem consumidores diversificados e que sejam capazes de chamar a atenção deles de uma forma bastante satisfatória e, até mesmo, memorável. Pensando nisso, a Food Service News conversou com vários estabelecimentos para saber como eles enxergam a culinária do local e como é o dia a dia deles.

Para todos os gostos

Para o chef Daniel Hollanda, do restaurante Olimpo, a culinária do Rio de Janeiro é bem diversificada e conta com opções para agradar o paladar de qualquer pessoa. “Você consegue oferecer opções para quem quer apreciar a culinária regional, opções de comida internacional e modelos não muito adotados em outras partes do mundo, como por exemplo, o rodízio e/ou a comida a quilo”, diz.

No entanto, para ele, a gastronomia do Rio de Janeiro ainda não é a responsável por atrair os turistas. “A cidade do Rio atrai por suas belezas naturais, carnaval e Réveillon, por exemplo. Ainda precisamos melhorar muito para chegarmos no nível de Nova Iorque, Paris, Londres, Lisboa, Milão e Madrid”, diz ele, que também ressalta como atender as pessoas que vêm de fora do Brasil. “Oferecendo opções nacionais. Os turistas gostam de experimentar alimentos típicos brasileiros, mas, caso bata uma saudade de casa, temos obrigação de reproduzir de forma correta algum clássico de seu país”, diz.

A simpatia, o bom serviço, boa comida e preço justo são também uma das formas de cativar os clientes, segundo o profissional. “Procuramos oferecer uma experiência agradável, que traga boas recordações e que faça o consumidor sentir vontade de voltar. Sempre procuramos inovar. Acrescentamos novas opções, reformulamos clássicos, utilizamos produtos da época e ouvimos os clientes”, afirma.

Versatilidade

Versátil. É assim que o chef Flávio Carraco, do Domum Restaurante, classifica a culinária do Rio de Janeiro. Para ele, a gastronomia do Rio não é responsável por levar os turistas até a cidade, mas atua como uma espécie de complemento dos pontos turísticos. E, se a culinária do Rio de Janeiro pode ser assim classificada, o chef ressalta que o Domum Restaurante também. “O cardápio é pensado para melhor atender nosso cliente. Somos versáteis e proporcionamos o melhor da gastronomia. Trabalhamos com os melhores cortes, vencedores de prêmios como o Swift Black, além de excelentes acompanhamentos, um restaurante a la carte. Apresentamos tudo o que temos de melhor, como nossas carnes, temperos e molhos únicos, que só o Domum tem”, finaliza.

Excelência

O chef Alexandre Henriques, do Restaurante Gruta de Santo Antônio, classifica a culinária do Rio de Janeiro como de excelência no cenário mundial, oferecendo de tudo um pouco e se destacando por sua diversidade e criatividade. “Acho que inovar é importante, mas manter raízes e tradições tem que andar junto. Não existe milagre
O segredo do sucesso é ter produtos de excelência para um grande prato.
Em outra vertente, criar festivais de forma organizada e com bom alcance na mídia”, diz.
Na Gruta de Santo Antônio, que foca a gastronomia portuguesa, segundo o chef o produto, a execução e o serviço de qualidade são sempre prezados. “Além dos tradicionais pratos portugueses, pensamos em inovar, trazer novidades ao paladar dos nossos clientes. Assim, através das nossas viagens, conhecemos o que há de melhor em gastronomia e trazemos esses conceitos, adaptando ao que temos na nossa terra, sempre pensando no gosto do nosso povo, dos nossos clientes. Também acreditamos que o cardápio tem que ser pensado com os produtos que você tem mais a mão. Não adianta ficar usando produtos que têm curta validade ou que esporadicamente acabam”, diz. “Quando um prato é bem feito e com bons produtos, ele consegue agradar o bom apreciador de gastronomia”, finaliza.

Variável

“Assim como a culinária brasileira, ela é diversificada, variável, para todos os gostos e preços. Acho que o Rio de Janeiro segue uma tendência nacional, como todos os estados do Brasil é possível encontrar um cardápio bem variado e com influência de vários países, além das forças ativas. O carioca está sempre muito aberto a novas experiências”. É dessa forma que o chef Celso Fortes, do Açougue Vegano, vê a gastronomia do Rio de Janeiro. “Uma característica importante no Rio de Janeiro é a vertente saudável. É uma cidade com praia, onde as pessoas se preocupam muito com a saúde e o bem-estar. Então, há um destaque para a cozinha fitness, o que facilita o cardápio ‘saúde’, ‘vegano’ e ‘vegetariano’. O carioca tem uma ligação muito grande com a natureza, o mar e com a saúde”, diz.

Para o profissional, a culinária do Rio de Janeiro, alinhada às belezas naturais da cidade, é capaz de atrair muitos turistas, do mundo inteiro. “Até porque, como disse antes, no Rio de Janeiro você vai encontrar a culinária de todas as regiões do Brasil. Você aqui pode encontrar um cozido, uma feijoada, um acarajé. Aqui é possível encontrar bons exemplos e boas cozinhas representado o Brasil de um modo geral”, diz. “A inovação passa desde novos cardápios, processos de fabricação do produto e o preço. Ou seja, entregar um cardápio de primeira linha, de alto valor gastronômico a um preço justo. Isso, inclusive, é um dos pilares do Açougue Vegano. Entregar um cardápio vegano e vegetariano que tenha um preço justo e que consiga atingir o maior número de pessoas”, salienta.

De acordo com Celso, o cliente do Rio de Janeiro é muito exigente e, ao mesmo tempo, muito fiel. “É um conjunto de fatores que conquista esse consumidor. Passa pelo preço e o atendimento também. O pós-venda, por exemplo, é fundamental. O consumidor carioca, por ter muita opção e facilidade de locomoção – pode ir na rua ao lado e encontrar outra opção – ele tá muito ligado a esses três pilares: qualidade, preço e atendimento”.

Satisfatória

Daniel Cruz, um dos organizadores e idealizadores do projeto Carioca da Gema – Gastronomia Artesanal, vê a culinária do Rio de Janeiro como satisfatória, apresentando variedade e opções de excelentes restaurantes. No entanto, ele não acredita que ela seja considerada uma atração para a maioria dos turistas.

Já o carioca, para ele, busca novos sabores e mantém uma alimentação saudável, sem abrir mão da sua tradicional “feijoada de domingo”.“A fórmula para o sucesso está, principalmente, na elaboração de um menu diferenciado e original. Encontrar os fornecedores certos também é importante”, diz ele.

À frente da edição Barra Indoor do projeto Carioca da Gema – Gastronomia Artesanal, que é voltada para os condomínios da Barra da Tijuca e agrupa desde gastronomia a shows, ele conta como surgiu a ideia. “A ideia foi uma sacada do Markão, que, na ocasião, trabalhava na produção de um truck, com seu amigo Chico – sócio- proprietário do Bubba’s Burger. Após dois meses de pesquisas e brain storms, formatamos a edição Barra Indoor, um evento que vai além da gastronomia e oferece ao público entretenimento cultural, com todo o conforto e segurança por ser realizado no interior dos condomínios. A intenção é cair nas graças dos moradores e realizar novamente a cada dois meses, variando as atrações, e também de acordo com o calendário festivo”, diz. “Nossa proposta é agregar expressões artísticas à programação do início ao fim, aproveitando esse contexto da produção artesanal. A exemplo, o show de stand up comedy, que é uma inovação em eventos com food trucks. Além disso, nos preocupamos com questões ambientais e buscamos apoio em campanhas que vão equilibrar alguns fatores relevantes ao bem-estar comum”, afirma.

Eclética

A empresária Magali Magalhães, do China in Box, enxerga a culinária do Rio de Janeiro como eclética. “O Rio faz a festa no quesito alimentação, dando preferência aos pratos leves, aos sabores exóticos e à qualidade do produto. O cliente hoje é mais exigente e conhecedor do que é bom”, diz.

Ela acredita que, cada vez mais, o Rio de Janeiro se especializa para que a sua culinária esteja ma primeiro lugar na hora da escolha do cliente que vai visitar a cidade. Para isso, segundo a profissional, algumas atitudes são importantes, como a busca constante por novidades, respeito à cultura e adaptação ao paladar.Produtos bem preparados, preço justo e bom atendimento também devem ser focados, de acordo com Magali.
Conforme ela destaca, no China in Box todo cardápio é elaborado por profissionais da franqueadora e agradar pessoas de diferentes lugares do mundo é possível com “produtos de altíssima qualidade e muito cuidado e primor em sua cocção, enriquecendo os pratos com sabor da cultura. O cardápio atende a todos os paladares, principalmente os de fora, já acostumados com essa culinária”, diz.

História

Celso Fortes conta que a ideia do Açougue Vegano começou com uma conversa na faculdade entre ele e a sua sócia Michelle Fernandez. “Nós nos conhecemos por lá e, desde então, viemos conversando sobre a importância de criar um cardápio vegano e vegetariano de alta qualidade gastronômica.

Queríamos criar algo que agradasse não só os vegetarianos e veganos, mas também quem não é. Na verdade, o nosso grande desafio foi fazer com que os não vegetarianos percebessem a existência de outro tipo de cardápio. Queríamos que eles vissem o quão saudável ele é e o quanto vale a pena consumi-lo. Esse foi um dos nossos objetivos originais. O diferencial do açougue é que todos as receitas e blends são feitos, pensados e elaborados por chefs. Então a gente tem todo um cuidado não só com o processo de criação, mas também com o sabor do produto final. São receitas que envolvem técnicas. Ou seja, nós aprofundamos e melhoramos algumas receitas e isso é um diferencial para o mercado. O foco foi uma questão muito natural para quem já pratica a alimentação vegana. A Michelle Fernandez já pratica há quatro anos e ela mesmo sentia falta de lugares de qualidade. Locais em que ela pudesse comer ou levar para casa e poder fazer o almoço no dia seguinte. E a gente começou a fazer as comidas para nós mesmos. A partir daí, nós percebemos que outras pessoas tinham os mesmos problemas que nós. Ou seja, falta de lugar, produtos de baixa qualidade e o preço muito alto”, diz.

Investir na área de alimentação, porém, reserva alguns desafios. “O desafio é como qualquer outro de negócio dessa área. É preciso ficar muito atento à qualidade dos alimentos. Muito atento a buscar parceiros e fornecedores de qualidade e com preços competitivos. Pensar sempre no consumidor final, sempre! É preciso levar em consideração o preço. Então, quando a gente está lutando para um fornecedor enviar um produto de qualidade, a um preço justo, nós não estamos lutando pelo negócio, mas pelo consumidor final. Eu acho que isso é um grande desafio”, ressalta ele, que também fala a respeito dos benefícios. “É conseguir criar, com qualidade e respeito, uma fidelização. O consumidor carioca é muito fiel. Existem muitos exemplos aqui no Rio de Janeiro, com lugares que o carioca utiliza para almoçar, jantar e lanchar que estão abertos há décadas. São negócios que vão passando de pai pra filho. O carioca é bem fiel ao cardápio e localização”, afirma.

Celso conta que um dos planos para o Açougue Vegano é expandi-lo para outras capitais. “Não só as lojas-conceito, mas também ir para a prateleira de alguns mercados e outros lugares. Nós queremos que o nosso produto chegue ao maior número de pessoas. Não só pelo acesso, mas também para que elas possam ser beneficiadas pelo nosso conceito de qualidade e preço que estamos criando. Esperamos fazer isso o mais rápido possível”, finaliza.

 

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