Criar um sistema alimentar virtuoso, o maior compromisso da nossa pauta

Escassez de alimentos para alguns e a abundância para outros, degradação de solos causada pelas secas e enchentes, fazendeiros empobrecidos e níveis crescentes de obesidade e subnutrição - todos são sintomas de um sistema alimentar fadado ao colapso, e para o qual é imperativo que haja uma atitude.

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Escassez de alimentos para alguns e a abundância para outros, degradação de solos causada pelas secas e enchentes, fazendeiros empobrecidos e níveis crescentes de obesidade e subnutrição – todos são sintomas de um sistema alimentar fadado ao colapso, e para o qual é imperativo que haja uma atitude. As previsões indicam que, até 2050, a população mundial vai aumentar em 2,5 bilhões, o que significa que, nos próximos 40 anos, serão consumidos mais alimentos do que tudo o que foi consumido nos últimos 10 mil anos.

Contudo, aumentar a produção não é su­ficiente. Nesse quesito, a América Latina é o exemplo perfeito para ilustrar o paradoxo que há no sistema: apesar de a região ser a maior produtora alimentar do mundo*, a subnutrição continua atingindo 5% da popu­lação, enquanto quase metade dos latinoa­mericanos estão acima do peso.

Portanto, o problema deve ser analisa­do de forma abrangente: a agricultura e os alimentos são denominadores comuns nas Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU, e sua interação é tão óbvia que seja a ser alarmante que o trabalho nos dois segmentos seja realizado separadamente. A produção e o consumo representam o co­meço e o fim de um processo diretamente ligado à saúde do planeta e seus habitantes: enquanto a agricultura é responsável por dois terços de toda a retirada de água e, todos os anos, toneladas de alimentos não são vendidos por problemas de logística e armazenamento inadequado, os consumido­res em países industrializados desperdiçam o equivalente a uma colheita anual de um país africano de baixa renda por ano. Os governos, ONGs, a indústria alimentícia, fa­zendeiros, fornecedores, vendedores e con­sumidores devem criar parcerias e mudar a nossa forma de pensar e agir. O sistema alimentar não pode continuar como está.

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a Unilever reconhece seu papel na reestruturação do sistema alimentar, para que possamos democratizar o acesso a alimentos saudáveis por uma população cada vez maior. Por isso, a empresa adotou cinco compromissos que consideram a in­ter-relação entre a produção e o consumo de alimentos. A Unilever acredita que a empre­sa pode ter um impacto positivo sobre cada uma das áreas envolvidas e ainda colaborar com a redefinição do sistema alimentar em cada etapa.

Os cinco compromissos são:

Bom para as Pessoas, Bom para o Plane­ta: oferecer alimentos nutritivos cultivados de forma sustentável, melhorando a vida de pequenos produtores, distribuidores e ven­dedores, e atendendo a demanda dos con­sumidores por uma nutrição mais natural.

Saúde & Bem-Estar: oferecer soluções que permitam que as pessoas adotem dietas mais saudáveis, incluindo mais alimentos que atendam nossos mais altos padrões nu­tricionais – com menos carne, sal, gordura e açúcar; e mais verduras, legumes, alimentos naturais, integrais e óleos saudáveis – com informações claras, de forma que a escolha mais saudável se torne também a mais fácil.

Fortificação Alimentar: oferecer alimen­tos fortificados para ajudar a combater as deficiências nutritivas.

Culinária Nutritiva: incentivar as pessoas a cozinharem refeições mais saborosas e nu­tritivas, com ingredientes variados, de for­mas flexíveis que atendam aos seus estilos de vida e orçamento.

Reduzir o Desperdício: reduzir o desper­dício de alimentos e embalagens da produ­ção até o prato.

Para cada um desses compromissos, a Unilever adota ações de longo prazo. Com a integração desses cinco conceitos-base nos planos de crescimento da empresa, a Uni­lever busca compartilhar com os consumi­dores a sua visão de que os alimentos sejam bons, façam o bem e não custem caro para o meio ambiente.

* De acordo com os dados apresentados pela Organização de Alimentos e Agricultu­ra (FAO) da ONU.

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