Conhecimento técnico, valor agregado

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A tualmente, é possível observar que o trabalho técnico está em alta no mercado de países do mundo inteiro. No Brasil, conforme o Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), até 2015 o setor industrial precisará de mais de sete milhões de profissionais com formação técnica e profissionalizante, distribuídos em mais de 150 diferentes ocupações. As principais são as indústrias de alimentos, têxtil, automotiva, construção civil, eletrônica, entre outras. Analisando o cenário, percebemos que o setor da alimentação fora do lar também passa pela mesma situação.

Por isso, é de extrema importância que haja investimento na contratação desse tipo de profissional, visando sempre ao aperfeiçoamento da qualidade oferecida aos transformadores e, consequentemente, aos consumidores finais. O estudo ainda estima que mais de um milhão de empregos para profissionais de nível técnico e de média qualificação serão criados pela indústria brasileira nos próximos anos. A necessidade de profissionais para os três próximos anos é quase 25% mais alta que a do período anterior e o maior número de oportunidades estará concentrado nas regiões Sul e Sudeste do país.

Treinamento

O investimento nesta mão de obra torna-se relevante porque o resultado afeta diretamente a qualidade de todos os desenvolvimentos, sejam estes produtos ou serviços. Como exemplo, a Academia Bunge elabora planos de incentivo e desenvolvimento profissional. “Temos um projeto claro para os profissionais, envolvendo Chefs e especialistas em todos os segmentos: gastronomia, panificação, confeitaria. Além disso, também há para a coordenação e até para a gerência”, conta o Chef Luiz Farias, gerente nacional de serviços e atendimento ao cliente de Alimentos & Ingredientes da instituição.

A Academia fortalece o segmento por meio do desenvolvimento de conceitos, produtos, serviços, assessorias e consultorias, fatores que agregam valor ao negócio. Além disso, é um espaço de capacitação e apoio ao setor de food service e, ainda, de inovação. O serviço tem o objetivo de atender os clientes Bunge Brasil e também garantir que eles tenham acompanhamento, alcançando, dessa forma, excelência e resultados. Outra atividade é a atuação na criação, no aprimoramento de soluções e técnicas, para agregar praticidade e qualidade a estabelecimentos como restaurantes, padarias e confeitarias.

Segundo ele, os investimentos da organização são altos. “A Bunge é líder neste segmento. Temos uma equipe de sessenta Chefs e especialistas, além de engenheiros, nutricionistas e químicos”. O principal diferencial é o treinamento, porque o objetivo é capacitar profissionais “do mercado e da nossa própria equipe, de várias áreas: marketing, trade e toda a força de vendas. Assim, contribuímos com informações, tecnologia, novos conceitos, desenvolvimento de receitas, cardápios, argumentação e técnicas na transformação dos produtos”, completa Farias.

O motivo para preocupar-se com a profissionalização técnica é simples, conforme o Chef. “A indústria brasileira de alimentação fora do lar possui crescimento constante de dois dígitos anuais e desempenha um papel fundamental no atendimento de uma necessidade básica da sociedade, o alimento de qualidade. Para nós, esse mercado é muito importante e, por ter convivido com empresários na transformação ao longo dos últimos anos, trouxe aprendizado e contribuições, oferecendo bons produtos e serviços”, enfatiza Farias.

Vital

Renata Holzer, gerente de Food Service da Vigor, considera os profissionais do setor técnico o coração do negócio, “pois são eles que alavancam a rentabilidade dos estabelecimentos, levando as soluções para a cozinha e para o salão. Hoje é mais fácil encontrar pessoas com interesse nesse mercado, já que vem ganhando notoriedade por meio de marcas e empresas profissionalizadas e bem-sucedidas”.

Para tornar-se qualificado a exercer as atividades de food service, segundo Renata, o profissional deve unir três requisitos básicos: “visão de negócios, prazer por gastronomia e, é claro, um bom networking”. O diferencial das empresas que investem na qualidade da mão de obra é o resultado. “Temos a missão de contribuir para o aprimoramento do mercado de alimentação através da capacitação de profissionais e da divulgação de nossos produtos e serviços. Clientes, parceiros, consumidores e funcionários dispõem de um centro técnico de aprendizagem e criatividade que nos posiciona em igualdade ao que há de mais qualificado no mercado de Food Service”, destaca Renata.

O centro técnico Vigor Food Service nasceu em 2004 e é um espaço destinado aos profissionais do segmento de alimentação para a multiplicação das informações sobre os produtos da marca.
A Vigor conta com um time de seis técnicos e uma coordenadora chef e nutricionista. O plano da empresa é aumentar esse quadro conforme o crescimento de seus negócios e a demanda de seus clientes, pois atualmente esse é um mercado com taxas altas de expansão no Brasil. “Embora ainda represente uma pequena parcela do mercado total de alimentos, é uma grande oportunidade, uma vez que o varejo é um segmento competitivo e quase saturado em suas categorias”, finaliza a gerente.

Comprometimento

A falta do profissional técnico existe por diversas razões, mas principalmente por ser um trabalho muito específico, conforme afirma Fabricio Gonçalves, consultor técnico Food Service da Liotécnica. “A pessoa precisa ter o dom da cozinha e, ao mesmo tempo, o da venda. Ela é responsável por ajudar a desenvolver e implantar novos produtos e pratos, facilitando todo o processo até a fase final. Também precisa estar sempre antenada às tendências para atender aos interessados da melhor maneira, sem contar os treinamentos que realiza para as equipes de diversas distribuidoras e para os próprios operadores finais”, comenta.
Hoje, nesse cenário, esse tipo de trabalho ainda exerce mais um papel, o de agregar valor. Gonçalves explica que “isso acontece porque o técnico ajuda com as vendas e, principalmente, com a consolidação das marcas no mercado, por ser um ‘trabalho de formiguinha’, feito pouco a pouco. A consequência é a lembrança da marca dia a dia”.

Portanto, é imprescindível um profissional interessado, “estudioso, comprometido e aplicado ao trabalho para realmente valer a pena, porque não existe uma fórmula exata. Cada lugar tem uma necessidade diferente”, diz. Outro ponto levantado por ele é o fato de o resultado agradar ambas as partes, quem produz e quem compra.

Atualmente, quem quiser se especializar precisa entender bem as partes gastronômica e administrativa. “Fazer uma faculdade de gastronomia, estudar em em uma pós-graduação de gestão de bares e restaurantes ou até em comunicação e marketing. O importante mesmo é ter humildade e disposição para reciclar constantemente o próprio conhecimento e se manter atualizado”, diz.

A coordenadora de Marketing e Consumo da Liotécnica, Fabiana Mazzulli, conta que a companhia oferece um dos mais extensos portfólios ao mercado e que o suporte técnico é um dos pilares da visão da empresa. “Queremos ser reconhecidos como a empresa que melhor entende e atende ao cenário do food service”, ressalta ela.

“Contamos com uma equipe de técnicos especializados em gastronomia, confeitaria e/ou panificação. O objetivo deste grupo é a prestação de serviço, ou seja, levar ao operador as melhores soluções para o seu negócio, seja na elaboração de um cardápio mais rentável e atrativo, no treinamento ou reciclagem dos funcionários ou no desenvolvimento de uma boa receita”, diz a coordenadora. Outra consequência dessas ações é o lucro do estabelecimento.

O investimento em pesquisa e treinamentos é constante, de acordo com Fabiana, e há a oferta de um plano de incentivo anual como forma de reconhecimento e motivação. Além disso, a Qualimax oferece um suporte técnico por telefone, no qual podem ser esclarecidas dúvidas relacionadas ao preparo, rendimento e aplicações dos produtos.

Academia Bunge
www.bungepro.com.br
Liotécnica
www.liotecnica.com.br
Vigor
www.vigor.com.br

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