Combate à crise hídrica

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Combate à crise hídrica

Brasil vive momento desafiador em relação à escassez de água; empresas contam com diversas ações para gerir de forma mais eficiente esse importante recurso natural

O Brasil vive, atualmente, uma crise hídrica histórica. Para se ter uma ideia, de setembro de 2020 a maio deste ano, o volume de chuva alcançou o seu pior nível em um período de 91 anos.

A necessidade de economizar ainda mais recursos tem sido bastante discutida nos últimos tempos. Diante de todo esse cenário, diversas empresas têm realizado ações para contribuir com o não desperdício de água e energia elétrica.

Economia

O Divino Fogão, conta o diretor de operações Emiliano Silva, “recomenda que todos os franqueados utilizem torneiras de pedais e apenas inauguram novas lojas que contam com esse tipo de peça. Além disso, também utilizam redutores de vazão de água em todas as torneiras”, diz ele. “Reunindo a torneira com pedal e o redutor de vazão conseguimos ter uma economia no consumo de água entre 35% e 40% por mês”, destaca.

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“Como temos 186 restaurantes nos principais shopping centers de diferentes estados brasileiros, sempre buscamos alternativas que visem diminuir o impacto ambiental, como a falta de recursos hídricos que se tornou uma questão recorrente”, diz o diretor de operações do Divino Fogão, Emiliano Silva

A marca investe há mais de 10 anos na torneira de pedal e há oito anos no redutor de vazão. “Como temos 186 restaurantes nos principais shopping centers de diferentes estados brasileiros, sempre buscamos alternativas que visem diminuir o impacto ambiental, como a falta de recursos hídricos que se tornou uma questão recorrente. Tais investimentos e estratégias deixaram de ser algo financeiro, para se tornar uma meta pessoal e de sobrevivência, para auxiliar o planeta de alguma forma”, afirma Silva. “Atuamos apenas com restaurantes localizados dentro das praças de alimentação de shopping centers. Com isso, o fornecimento é feito por eles e não pelas companhias de abastecimento. Buscamos de forma contínua alternativas para serem implantadas nos restaurante pensando na economia e na sustentabilidade”, relata.

Mas essas não são as únicas ações sustentáveis da marca, pelo contrário. “Há mais de 20 anos, todo o óleo usado na cozinha é enviado para empresas certificadas que descartam a substância da forma correta, sem agredir o meio ambiente. Nos treinamentos que passamos aos franqueados e colaboradores que atuam nas unidades da rede, ensinamos a importância do consumo consciente de água e energia elétrica. Além disso, investimos sempre em equipamentos com baixo consumo, não só para economia financeira, mas para trabalhar em prol do planeta”, diz Silva.

Inovação

A Yakult conta com um processo inovador quando o assunto é economia de água. “Desde 2015, o processo inovador utilizado pela Yakult nos 33 tanques que compõem a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) – entre os quais estão duas caixas de separação de material sólido e 15 unidades de purificação –, permite que o tratamento biológico atinja um índice de remoção de carga orgânica próximo de 99%. Com isso, parte da água pode ser reutilizada para sanitários e irrigação de jardins, e parte segue praticamente limpa para o Ribeirão Taboão, um dos efluentes do rio Paraíba. Com capacidade de tratamento de 1,2 mil metros cúbicos por dia – cerca de 160m3 /hora, o que corresponde a 1/3 da capacidade dos três poços artesianos que atendem à fábrica – a ETE possibilita à Yakult uma economia aproximada de 15% no consumo de energia elétrica. Neste ano, estamos iniciando as operações piloto para atender à Resolução Conjunta SES/SIMA Nº1 de 13/02/20 do Estado de São Paulo, que disciplina o reuso direto não potável de água, para fins urbanos, proveniente de Estações de Tratamento de Esgoto Sanitário e dá providências correlatas, e a NBR 13969/97, cujo objetivo é oferecer alternativas de procedimentos técnicos para o projeto, construção e operação de unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos de tanque séptico, dentro do sistema de tanque séptico para o tratamento local de esgotos. Desta forma, os efluentes tratados em nossas instalações de tratamento atenderão aos parâmetros da Classe A da Resolução e da NBR acima. Nossos projetos em andamento envolvem o aumento da área de irrigação paisagística, a inclusão de reuso da água para lavagem de veículos e o aumento do reuso sanitário”, conta o presidente da Yakult do Brasil, Atsushi Nemoto.

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A Yakult conta com um processo inovador quando o assunto é economia de água

De acordo com o presidente da Yakult do Brasil, a marca entende que “a água é um bem que deve ser preservado e, por isso, a Yakult investe em sistemas modernos e que permitem o uso controlado e responsável desse recurso. Em nosso portfólio existem produtos que necessitam de água, inclusive para a composição, e a qualidade dessa água é fundamental para manter o padrão dos produtos que oferecemos aos consumidores”, diz.

Os consumidores, segundo Nemoto, recebem esse tipo de ação de uma forma muito positiva. “O mundo tem despertado, cada vez mais, para a necessidade da preservação dos recursos naturais, e as empresas – das pequenas às grandes corporações, como o Grupo Yakult – têm dedicado muitos esforços para atingir metas cada vez mais ousadas”, afirma ele.

Conforme explica Nemoto, “o Grupo Yakult – que tem sede no Japão – estabeleceu uma visão geral para a preservação do meio ambiente no mundo até 2050. Todas as filiais mundiais, incluindo o Brasil, seguirão esta visão e já́ estão concretizando os seus planejamentos. A Yakult está presente em 40 países e regiões, em cinco continentes. A Visão Ambiental 2050 do Grupo Yakult é um guia que visa unir as pessoas e o planeta – o slogan é People and Planet as One – e detalha os planos para uma cadeia de valor com impacto ambiental zero. O Grupo Yakult acredita que a sociedade consiste em água, solo, ar, plantas, animais e pessoas, e que somente quando todos esses elementos são saudáveis é que se forma uma sociedade saudável. Assim, a Visão Ambiental 2050 do Grupo Yakult buscará contribuir para uma sociedade na qual as pessoas e o planeta possam coexistir, agora e no futuro. A Visão Ambiental do Grupo Yakult vai priorizar seis temas na cadeia de valor: Inovação, Cocriação de valor com as comunidades, Gestão da cadeia de suprimentos, Alterações Climáticas, Recipientes e embalagens de plástico e Água. Na perspectiva de concretizar uma sociedade global sustentável, o Grupo Yakult designou três temas relativos ao meio ambiente: mudanças climáticas, recipientes e embalagens de plástico e água como áreas relevantes para a Visão Ambiental, e estabeleceu metas fixas a serem alcançadas até 2030. A empresa pensa em conservação do meio ambiente de maneira global, com redução geral de emissões liquidas de carbono zero e redução de desperdícios de energia, água e outros recursos naturais”, diz ele.

Reuso e redução

Helene Marcelle Roberte Menu é gerente de responsabilidade socioambiental da Agropalma. De acordo com ela, em busca da economia de água, a marca investe, sobretudo, em reuso e redução do consumo.

“Em relação ao reuso de água, trabalhamos em duas frentes: em Tailândia (PA), nas indústrias de extração de óleo, o foco está no reuso da água residual no processo produtivo propriamente dito, ou seja, aproveitar a mesma água em fases diferentes do processo de extração de óleo. Como exemplo, a água da fase de secagem volta para a fase de prensagem. Já na Xhara, unidade de refino localizada em Limeira (SP), contamos com uma unidade de tratamento de água para reuso. O efluente da indústria de refino é tratado no final do processo, para que a água seja reutilizada posteriormente. Também investimos em novas tecnologias, mais eficientes no quesito consumo de água. Em Tailândia, por exemplo, substituímos a clarificação estática pela clarificação dinâmica, gerando uma redução de 60% no consumo de água, nesta etapa”, conta.

Combate à crise hídricaE os resultados já podem ser vistos. “Notamos, entre 2019 e 2020, nas indústrias de extração de óleo em Tailândia (PA), uma redução de 9% do consumo de água no processamento de CFF (Cachos de Frutos Frescos). Já na unidade de Limeira (SP), as iniciativas ligadas ao consumo responsável nos permitiram reduzir a demanda de água em nossa outorga, demonstrando o nosso comprometimento junto à sociedade, em reduzir o nosso consumo”, relata ela. “Água é um recurso escasso e, infelizmente, estamos sendo lembrados disso este ano, com a crise hídrica. As mudanças climáticas estão aí e a redução das precipitações é claramente um dos impactos gerados por esta situação. Por isso, iniciativas de redução de consumo ou de reuso de água são de fundamental importância para o negócio”, salienta.

Segundo Helene Menu, os clientes valorizam esse tipo de ação. “Nossos clientes valorizam essas iniciativas e esse posicionamento, pois demonstram que não só estamos comprometidos com o tema, monitorando a disponibilidade do recurso, mas estamos em busca de soluções para minimizar o impacto que a falta dele pode acarretar à nossa atividade e, por consequência, ao cliente”, diz ela.

A gerente de responsabilidade socioambiental da Agropalma também ressalta que a empresa “monitora seu consumo de água, de forma a garantir que se mantém dentro da meta estipulada, além de estar sempre atenta a novas tecnologias que permitam reduzir ainda mais esse consumo e definir, assim, metas mais desafiadoras em relação ao tema”, afirma.

Outra ação sustentável da empresa, conforme Helene Menu, está relacionada “ao uso responsável da terra, assegurando que a nossa atividade não está ligada e nem provoca desmatamento. Desmatamento Zero é o principal lema da Agropalma. Para tanto, a empresa, antes de realizar qualquer novo plantio em suas áreas ou em propriedades de agricultores familiares parceiros, faz estudos de avaliação de impactos socioambientais e de alto valor de conservação, dentre outros, de forma a garantir que as áreas prospectadas são aptas para o cultivo da palma, não foram desmatadas depois de 2008 e nem acarretam perdas de áreas de alto valor de conservação. A Agropalma também conserva 64.000 ha de florestas que contam com um sistema de proteção contra caçadores, roubo de madeira e incêndios, e de monitoramento de biodiversidade – esta ação é feita em parceria com a Conservação Internacional (CI)”, diz.

Comitê

“Nos últimos anos a NISSIN FOODS DO BRASIL, por meio do seu Comitê de Meio Ambiente, estabeleceu 35 projetos sustentáveis importantes, principalmente em suas unidades fabris, entre eles a redução de consumo de água. Os projetos relacionados a consumo de água foram desde investimentos expressivos para o reaproveitamento de água de reuso da Estação de Tratamento de Efluentes na fábrica de Glória do Goitá (PE) até o reuso de água no processo de degelo do liofilizador, na fábrica em Ibiúna (SP), incluindo trabalho de conscientização dos colaboradores em ambas as fábricas”, conta Glaucia Tonelli, gerente geral da Qualidade da NISSIN FOODS DO BRASIL.

De acordo com ela, “o conceito de reaproveitamento de água gerou um importante resultado para a companhia, pois outros projetos foram estabelecidos visando a redução do consumo hídrico. No caso do projeto de reuso no processo de degelo do liofilizador conseguimos reduzir 726.000 litros de água/mês, o que equivale ao abastecimento de 55 casas/mês com 4 pessoas. Além disso, estabelecemos metas desafiadoras em relação a este tema em que as ações geraram, no ano de 2020, uma redução no consumo de água na ordem de 11,7% e 5,9 % nas fábricas de Glória do Goitá (PE) e Ibiúna (SP), respectivamente”, destaca.

Glaucia Tonelli diz que a marca entende que “as empresas devem assumir sua responsabilidade em momentos e assuntos em que a sociedade precisa de apoio. Por isso, todos os colaboradores da NISSIN estão empenhados em evoluir sempre dentro dessas práticas sustentáveis, para ajudar o planeta e as próximas gerações a terem acesso aos mesmos recursos que seus antecessores tiveram. O macarrão instantâneo, inventado pelo Sr. Momofuku Ando, carrega em suas premissas a sustentabilidade, somando assim os sete pilares do produto: prático, saboroso, seguro, com armazenabilidade, preço acessível, ser nutritivo e ecologicamente sustentável”, destaca.

Em relação aos planos de médio e de longo prazo para a economia de água, Glaucia Tonelli salienta que a “ampliação da setorização da medição de consumo de água nas fábricas é uma das ações de curto e médio prazo que objetivam melhorar o monitoramento de água nas áreas, sendo possível estabelecer metas e ações junto aos processos de maior consumo. Implementar sistemas de irrigação com água de reuso, bem como otimização e automação de processos de higienização são projetos de médio prazo nas duas unidades fabris”, diz.

Em relação às ações de sustentabilidade da empresa de maneira geral, Glaucia Tonelli relata que são várias. “Estamos engajados na diminuição da geração de resíduos e trabalhamos em várias frentes como, por exemplo, a redução de descarte de embalagens que já apresentou um decréscimo de 43% em 12 meses, além do ‘aterro zero’ por meio de ações de reciclagem e destinação de resíduos orgânicos para compostagem, resultando em uma redução de resíduos para aterro de 11,4% no ano de 2020 na fábrica de Ibiúna (SP). Outro processo importante realizado pela NISSIN FOODS DO BRASIL é a prática da economia circular em que as aparas e as embalagens do Cup Noodles são recicladas e transformadas em chapas de papel, utilizadas como divisórias e proteção no armazenamento e transporte de produtos acabados da NISSIN. No que se refere a projetos de eficiência energética, estamos realizando a substituição das luminárias tradicionais das áreas externas da unidade de Ibiúna (SP) por iluminação fotovoltaica que resultará em uma economia de 19.710 kWh/ano, o que corresponde ao consumo de nove residências em um ano. Outras ações foram estabelecidas para redução de consumo de energia desde substituição de equipamento até mapeamento de desperdícios e respectivas ações de correção, impactando em uma economia neste último ano de 9% e 4,9% nas fábricas de Glória de Goitá (PE) e Ibiúna (SP), respectivamente. Em relação aos gases de efeito estufa, um projeto importante realizado na fábrica de Ibiúna (SP) foi a substituição da caldeira de óleo BPF por Gás Natural Liquefeito, contribuindo para redução de 24% na emissão de CO2, além de promover economia de energia e consumo de combustível”, diz.

A profissional conta que NISSIN FOODS DO BRASIL trabalha em consonância com as diretrizes sustentáveis da matriz, que fica localizada no Japão. “Pensando na proteção do planeta e nas gerações futuras, a NISSIN FOODS Group estabeleceu como um dos seus princípios estratégicos a sustentabilidade, visando ações que contribuam com o meio ambiente e a sociedade. Assim, foram estabelecidos desafios para um desenvolvimento sustentável em todas as empresas do grupo até 2030 (Earth Food Challenge 2030), por meio de compromissos para gerir os recursos naturais de forma eficaz e fortalecer o papel das empresas do grupo na redução das mudanças climáticas”, relata.

Indicadores

A Nestlé atua de forma a acompanhar, de maneira rotineira, seus indicadores de consumo de água, conforme relata a empresa.

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A Nestlé atua de forma a acompanhar, de maneira rotineira, seus indicadores de consumo de água, conforme relata a empresa

“As fábricas da Nestlé realizam acompanhamento rotineiro de seus indicadores de consumo de água e possuem metas de redução atreladas a esses dados. São feitas medições mensais e reportados indicadores em um sistema interno da Nestlé para acompanhamento desses indicadores. De 2010 até 2020 reduzimos em 40% o volume de água captada por tonelada de produto em nossas fábricas no Brasil. Como uma das principais iniciativas, temos a reutilização da água extraída do leite nos processos de condensação e produção de leite em pó, o que nos últimos 5 anos representou uma redução de captação de 3.2 milhões de m³. Os investimentos em projetos em nossas unidades são voltados para a redução do consumo de água, bem como a implantação de sistemas de osmose reversa em estações de tratamento de efluentes para possibilitar o reúso da água para processos que não exijam que a água seja potável”, diz a organização.

Qualidade de vida

“Na Sodexo, atuamos diariamente em benefício da qualidade de vida de colaboradores, clientes, consumidores, comunidades e planeta, por meio do combate à fome e à má nutrição, promoção do bem-estar, diversidade e inclusão, desenvolvimento local e responsabilidade ambiental em toda a cadeia de valor. Nossas iniciativas socioambientais são pautadas no compromisso de criar um Amanhã Melhor. Entre as diversas atuações podemos destacar a Limpeza Responsável, utilizando uma linha profissional de equipamentos que reduzem significativamente o uso de água nos processos de limpeza, diminuem as emissões de gases poluentes e também o uso de produtos de limpeza biodegradáveis, que não agridem o meio ambiente.

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“Faz parte de nossa responsabilidade evitar o esgotamento dos recursos naturais, a fim de manter um ecossistema equilibrado e preservar o capital natural”, afirma Monica Soto, head de responsabilidade corporativa da Sodexo On-site

Já em nossos Restaurantes temos entre as ferramentas que podemos ressaltar a Cozinha Inteligente®, uma solução que reestrutura processos e agrega vantagens no preparo das refeições, desde o recebimento dos insumos até a apresentação de cada prato servido. Com um nível de satisfação acima dos 85%, atualmente, temos 276 processos de Cozinha Inteligente® implementados com equipamentos de alta tecnologia que proporcionam uma performance mais sustentável e eficiente em relação a cozinhas tradicionais, que contribui para um ambiente mais organizado, seguro e limpo. Essa solução traz ganhos para o meio ambiente,para as pessoas e permite a redução de custos. Alguns indicadores que podemos destacar são a redução de 21% no consumo de água, 32% no consumo de eletricidade, 30% da geração de resíduos orgânicos, 62% do consumo de gás, 40% do uso de óleo e 50% no tempo de cocção dos alimentos”, conta Monica Soto, head de responsabilidade corporativa da Sodexo On-site.

Monica Soto diz que, para a empresa, esse é um tema muito estratégico. “Para a Sodexo, esse é um tema muito estratégico, pois como empresa temos que ser exemplo e gerar resultados positivos com base em valores como ética, transparência, respeito à diversidade e cuidado com os recursos naturais. Assim, nossa missão é melhorar a qualidade de vida dos nossos colaboradores e de todos aqueles aos quais servimos e nos relacionamos, contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental das comunidades, regiões e países onde operamos. Faz parte de nossa responsabilidade evitar o esgotamento dos recursos naturais, a fim de manter um ecossistema equilibrado e preservar o capital natural. Atuar de forma sustentável não é uma opção, é uma necessidade, nosso papel como cidadão corporativo”, diz ela.

Os consumidores, conforme afirma ela, recebem bem esse tipo de ação. “Nossos mais de 1,5 milhão de consumidores são impactados diariamente com os benefícios de nossas ações voltadas à preservação dos recursos naturais. Além de trazer tecnologia, praticidade, excelência e segurança, eles recebem serviços sob medida que levam em consideração impacto positivo em suas entregas. Para medir esse reconhecimento, realizamos pesquisas diárias com nossos consumidores para entender a satisfação de nossos usuários, e nas unidades em que implementamos alguma das soluções do Restaurante 4.0 a satisfação dos nossos consumidores é 400 bps maior do que a satisfação observada nos nossos restaurantes ‘tradicionais’”, afirma.

Conforme Monica Soto, “garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) e faz parte da estratégia da Sodexo. Por meio do Better Tomorrow 2025, nossa diretriz de Responsabilidade Corporativa, visamos contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável, atuando com transparência, respeitando os direitos humanos e promovendo a transformação social e a preservação do meio ambiente. O Better Tomorrow 2025 consiste em 9 compromissos que se desdobram em metas para um Amanhã Melhor, a serem atingidos até o ano de 2025, com o objetivo de reforçar a cultura de comportamento responsável em todos os negócios da Sodexo, e estão totalmente alinhados com os ODS da ONU. Nele, nos comprometemos a melhorar a qualidade de vida de nossos colaboradores e de todos aqueles que servimos, contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental das comunidades, regiões e países onde operamos”, afirma ela.

Promoção

Combate à crise hídricaMariana Modesto, diretora de Sustentabilidade da BRF, destaca a promoção, por parte da empresa, do uso responsável dos recursos naturais. “Como empresa global, temos a responsabilidade de promover o uso responsável dos recursos naturais em nossa cadeia de valor. Nosso compromisso é proteger e conservar o meio ambiente, além de gerenciar o portfólio de produtos com foco na redução dos impactos pós-consumo. Nossas operações contam com a água como um recurso essencial. Por isso, seguimos padrões para controle de qualidade rigorosos que garantem a conformidade com todos os regulamentos para o consumo, assim como seguimos as diretrizes de uso de água nos processos produtivos, garantindo o atendimento de nossas outorgas de água e efluentes. O monitoramento de água para captação e devolução ao ambiente é uma prática diária nas operações. Temos indicadores que fornecem subsídios para uma tomada de decisão ágil, a fim de garantir o uso eficiente e o cumprimento dos requisitos legais em nossas operações. Em nossa cadeia, por meio do Código de Conduta para Parceiros de Negócio, informamos sobre a necessidade de manter a regularidade com as legislações ambientais, o que inclui as concessões de uso de água e o cumprimento de suas condicionantes. Da mesma forma, para os produtores integrados da BRF, nossa gestão inclui o monitoramento e a orientação para regularidade das outorgas e suas condicionantes nas granjas. Avaliamos os possíveis riscos hídricos nas localidades onde atuamos com o objetivo de entender os impactos específicos da nossa empresa nessas regiões e, consequentemente, reduzir o nosso consumo de água e a exposição aos riscos de falta de abastecimento de água nas unidades e comunidades onde estão nossas operações. Nestes estudos, são analisadas as bacias hidrográficas que compõem a região das atividades industriais e as características de uso dos recursos hídricos, a fim de compreender o crescimento da demanda local, antecipando-se aos riscos e tomando medidas paliativas. Uma das ferramentas que utilizamos para este tipo de análise, chamamos de ‘Índice de Vulnerabilidade Hídrica’. Desenvolvida internamente com base em metodologias globais, o índice considera duas abordagens analíticas complementares: um olhar interno, relacionado à operação; e um olhar externo, ambiental, vinculado às características da bacia hidrográfica onde esta operação está inserida, assim como aos múltiplos usos da água na região. Essas abordagens têm seus indicadores integrados, permitindo a síntese quantitativa da vulnerabilidade hídrica, no qual obtemos um ranking”, diz ela.

São vários os resultados obtidos ao longo do tempo. “Em 2020, anunciamos o nosso Plano de Sustentabilidade conectado com a Visão 2030 da Companhia. O Plano reforça a nossa agenda ESG e endereça, por meio de compromissos públicos, aspectos relevantes nessa agenda, a exemplo o tema Água. Nossa meta pública é reduzir 13%, até 2025, o indicador de consumo de água na BRF. E essa meta está atrelada a remuneração variável de todos nossos colaboradores e executivos elegíveis. Ainda em 2020, reforçamos a gestão de recursos hídricos em todas as operações e implementamos uma diretriz corporativa para padronizar e aprimorar a gestão de consumo de água, o que inclui orientações para o controle, medição e monitoramento dos recursos hídricos; o registro das informações sobre recursos hídricos de acordo com os procedimentos estabelecidos; indicadores de monitoramento e metas para promover o uso sustentável dos recursos hídricos. Além disso, treinamos cerca de 100 profissionais de meio ambiente nas diretrizes da norma bem como nos indicadores padronizados para a gestão de recursos hídricos”, diz.

Na BRF, diz Mariana Modesto, acredita-se que “é preciso colocar em prática ações que proporcionem maior eficiência ambiental. Para nós, isso significa promover o uso adequado dos recursos naturais e ao mesmo tempo mitigar qualquer possível impacto das nossas atividades. Estamos atentos às mudanças climáticas e cada vez mais engajados em aspectos relacionados à escassez hídrica, uso consciente de energia e gestão de resíduos. Essa postura traz equilíbrio para nossos processos e ajuda a levar maior entendimento e gerar participação de toda a cadeia, inclusive dos nossos consumidores”, afirma.

De acordo com ela, os consumidores valorizam esse tipo de ação. “Hoje, mais do que uma escolha sensorial do produto os consumidores esperam e valorizam as empresas que se posicionem perante desafios globais. A expectativa é que as empresas, seja qual for seu setor, se engajem e contribuam para os diversos aspectos que impactem positivamente as pessoas e o mundo. Estamos falando de marcas que chancelem a produção ética e sustentável, com consumo consciente de recursos na geração de produto final. Os consumidores estão cada vez mais conscientes e isso inclui o seu maior interesse para saber como os produtos que estão consumindo estão sendo produzidos e se esta é uma cadeia responsável ambiental, social, econômica e culturalmente. Na BRF, prezamos pela transparência de nossas ações e, desta forma, investimos em práticas de responsabilidade ambiental, que levam o desenvolvimento sustentável em consideração. Nossas iniciativas são anualmente divulgadas no nosso Relatório Integrado, com todas as informações sobre as ações implementadas pela empresa, baseadas nos compromissos fundamentais de Integridade, Qualidade e Segurança. Além disso, temos a Política de Sustentabilidade da BRF, que estabelece as diretrizes da Companhia no que diz respeito a compromissos e princípios a serem aplicados no negócio, com foco na incorporação de aspectos ambientais, sociais e de governança. O estabelecimento da Política de Sustentabilidade amplia o entendimento da sociedade sobre o que estamos realizando em relação às práticas sustentáveis em toda a nossa cadeia de atuação. Todas essas informações podem ser acessadas em nosso site institucional, na nossa página de Sustentabilidade”, afirma.

Compromisso

Combate à crise hídrica
A Ajinomoto do Brasil, diz Venâncio Forti, gerente de Sistema de Gestão Integrado da empresa, “acredita que é possível seguir boas práticas e ser uma empresa socialmente consciente, que pensa em um futuro cada vez mais sustentável”

A Ajinomoto do Brasil, diz Venâncio Forti, gerente de Sistema de Gestão Integrado da empresa, “tem compromisso com boas práticas ESG e traça metas de sustentabilidade em todas as áreas de atuação, com um objetivo em comum: reduzir ao máximo os impactos de seus processos seguindo o conceito global ASV (The Ajinomoto Group Creating Shared Value) – que gera valor econômico por meio de ações em prol da sociedade e do meio ambiente. Em nossas operações, trabalhamos esse conceito por meio da otimização de processos produtivos, adotando novas tecnologias que contribuam para a redução de recursos hídricos na produção. Também priorizamos a utilização de água de reuso, reduzindo, assim, a captação de água”, conta.

De acordo com ele, as metas da companhia “trazem parâmetros e critérios altamente restritivos quanto a emissões, superando em muitos casos as legislações ambientais vigentes. Todo processo de produção exige a captação de recursos como água, insumos e energia que geram efluentes, resíduos sólidos e emissões atmosféricas que, se não forem tratados, podem causar impactos ambientais significativos. O grande desafio das unidades da Ajinomoto está no uso mais eficiente dos recursos e, consequentemente, na redução da geração dos resíduos. A partir das nossas iniciativas de preservação hídrica, conseguimos reduzir em 77% o consumo de água e em 80% a geração de água residual do processo produtivo em comparação ao ano de 2005. Tanto nas plantas onde há captação de água do rio quanto naquelas onde há captação de água do lençol freático, após a utilização, a descartamos com a pureza e qualidade melhores do que as da água captada. No que diz respeito aos resultados de outras iniciativas ESG, também destacamos a redução de 79% da emissão de dióxido de carbono (comparação 2005). Meta atingida principalmente pela instalação de Caldeiras de Biomassa nas plantas de Laranjal Paulista e Limeira, em São Paulo, que suprem em mais de 80% as demandas dos processos com custo menor que dos combustíveis fósseis e reduzem a zero a emissão de dióxido de carbono. Já a unidade de Valparaíso (SP) utiliza o vapor de biomassa fornecido por um terceiro desde sua  inauguração”, afirma.

A Ajinomoto do Brasil, diz ele, “acredita que é possível seguir boas práticas e ser uma empresa socialmente consciente, que pensa em um futuro cada vez mais sustentável. As iniciativas ESG não são apenas uma tendência, mas sim um compromisso que deve ser adotado por companhias em todo o mundo”, afirma. “Diversas pesquisas apontam a preferência dos consumidores por marcas e empresas que se comprometem com o meio ambiente. Por isso, além de contribuírem com o meio ambiente, iniciativas sustentáveis também geram valor agregado para os negócios”, conta.

Venâncio Forti afirma que “a Ajinomoto do Brasil tem como meta reduzir em 76% o consumo de água geral. Atualmente, já conseguimos reduzir 77%. A partir desses resultados, a Ajinomoto do Brasil se compromete em ultrapassar os objetivos de redução suportada pela equipe de técnicos, avaliando os processos e reduzindo de forma geral a utilização dos recursos naturais e minimizando seu impacto ambiental”, destaca.

Além disso, “estabelecendo o Plano de Emissão Zero (AGZEP), a Ajinomoto do Brasil direciona e monitora todas as suas atividades com o objetivo de reduzir ao máximo suas emissões atmosféricas, de efluentes e resíduos sólidos. Essas atividades são baseadas no conceito 3Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). Alinhado com o conceito 3Rs e ao problema mundial de geração de resíduos plásticos, o Grupo Ajinomoto estabeleceu como meta global reduzir ou tornar 100% das embalagens plásticas de seus produtos de fácil reciclabilidade, zerando a sua geração de resíduos e, para isso, criou comitês especialmente dedicados à pesquisa de novas embalagens para reduzir seu impacto ambiental. A empresa também desenvolve programas de conscientização nas rotinas diárias, desde a integração dos novos funcionários até palestras voltadas a visitantes”, diz ele. “Gostaria de acrescentar que 100% dos subprodutos dos processos produtivos da Ajinomoto do Brasil são transformados em fertilizantes, o que diminui os impactos ao meio ambiente e adiciona valor ao negócio. Além disso, o uso de fertilizantes com aminoácidos em sua composição melhora a qualidade de produtos agrícolas, com frutos mais doces e com melhor aspecto, facilitando a comercialização e gerando mais renda ao produtor, reforçando o conceito de valor compartilhado adotado pela Ajinomoto”, finaliza.

Uso sustentável

“O uso sustentável da água é uma preocupação constante e a Coca-Cola Brasil realiza investimentos recorrentes no tema. Como a água é o principal insumo de uma empresa de bebidas, temos consciência dos desafios e da importância de cuidarmos e termos muita consciência no uso da água, buscando sempre uma maior eficiência e menor uso possível em nossas operações. Por isso, em todas as nossas fábricas monitoramos e avaliamos diariamente um índice chamado de ‘Water Use Ratio’ que no Brasil batizamos de ‘Litro por Litro’. Ou seja, para cada litro de bebida que produzimos avaliamos e buscamos reduzir a quantidade de água que é utilizada em todo o processo produtivo. Em 20 anos, aumentamos a eficiência hídrica de nossas fábricas em 35%. Em 2020, o índice atingiu o novo recorde de 1,55, ou seja, para cada 1 litro de bebida produzida nas fábricas foram utilizados outros 0,55 litros de água nos processos produtivos, recorde conquistado com muito treinamento, dedicação e investimentos constantes em monitoramento, dados, melhorias de processos e tecnologia. Em 2019, o índice foi de 1,63. Para fora das fábricas, a Coca-Cola Brasil investe desde 2009 em ações de reflorestamento e conservação de mais de 103 mil hectares de áreas naturais para a proteção de bacias hidrográficas no país, e desde 2017 investimos em iniciativas de acesso e tratamento de água para mais de 350 comunidades rurais e isoladas beneficiando 135 mil pessoas em 8 estados brasileiros. Trabalho este realizado com 15 organizações sociais parceiras que mobilizam e apoiam estas comunidades para a autossustentabilidade de seus sistemas. Entre 2017 e 2020, o programa Água+Acesso contribuiu para o tratamento de 2,5 bilhões de litros de água que foram consumidos pelas comunidades atendidas com investimentos de infraestrutura pelo programa. Apenas em 2020 foram mais de 1,6 bilhão de litros de água tratada consumida, volume suficiente para abastecer durante um ano uma cidade com 44 mil habitantes”, conta Rodrigo Brito, gerente sênior de Sustentabilidade Cone Sul na Coca-Cola América Latina. “A água é um recurso essencial para a vida, para economias e ecossistemas, e também o principal insumo de todos os produtos do Sistema Coca-Cola Brasil, além de um dos principais elos da empresa com a sociedade e com o meio ambiente. Investir em água é investir no futuro do nosso país e também do nosso negócio”, diz.

Os consumidores recebem bem esse tipo de ação. “Comunicamos estes esforços, avanços e iniciativas principalmente através de nosso site, redes sociais, imprensa e em nosso relatório de sustentabilidade, além de termos marcas que abraçam e também comunicam nossos compromissos e ações de sustentabilidade para consumidores em suas campanhas e plataformas de conexão com o consumidor. Percebemos que os consumidores mais conectados e interessados nos temas de sustentabilidade têm acompanhado e percebido todo este avanço e evolução da empresa no tema, sendo o retorno em geral muito positivo. Acreditamos que a sustentabilidade não é um conceito abstrato, ela é parte da rotina, está totalmente integrada à nossa cadeia de valor e processos produtivos, é parte das metas e objetivos de todas as áreas da empresa, assim como das relações que estabelecemos com nossos clientes, parceiros e colaboradores. Essa busca pela melhoria constante e a coerência entre o que fazemos, comunicamos e nos comprometemos com certeza se reflete e é percebido pelo público positivamente”, afirma ele.

Segundo Rodrigo Brito, “em 2020, a empresa estabeleceu um novo compromisso global para água com metas específicas ainda mais desafiadoras por região e país até 2030 nestes três pilares: eficiência nas operações, proteção das bacias hidrográficas e acesso para comunidades. No Brasil além de ampliarmos ainda mais os investimentos em eficiência hídrica nas fábricas, devemos iniciar novos projetos de conservação e proteção de bacias hidrográficas em outros 3 estados, além de ampliar o programa de acesso e tratamento de água chegando a 10 estados e 155 mil pessoas beneficiadas em 390 comunidades de 104 municípios. Para isso estão sendo destinados mais de R$ 3,5 milhões em iniciativas de acesso para à água para comunidades vulneráveis e na conservação do meio ambiente”, afirma.

Além disso, “desde 2009, por exemplo, a Coca-Cola Brasil atua em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) no projeto Bolsa Floresta, que beneficia 504 comunidades de 16 unidades de conservação e atua para conservar e proteger uma área de 103 mil hectares (o equivalente a 103 mil campos de futebol) de floresta e bacia hidrográfica amazônica, região com importância estratégica para a formação dos rios voadores e equilíbrio climático no país. Pelo projeto Bolsa Floresta, a companhia garante a reposição de 100% da água utilizada nas suas fábricas. Outra iniciativa muito interessante se dá em nossa cadeia do guaraná e chama-se ‘Olhos da Floresta’ e é realizada em parceria com a ONG Imaflora. Hoje 100% do guaraná utilizado nas marcas Kuat, Fanta Guaraná e Tuchaua é proveniente do Amazonas, sendo que toda a produção realizada por agricultores familiares de mais de 300 unidades de produção que beneficiam mais de 3 mil pessoas em uma cadeia que fomenta o desenvolvimento econômico, inclusão social e a conservação da natureza em 112 comunidades da Amazônia. Todo este trabalho e mais de R$13 milhões em investimentos contribuíram para que o ‘Olhos da Floresta’ ajudasse a transformar os pequenos produtores familiares do Amazonas em fornecedores de alto padrão e critérios de sustentabilidade, com vários deles já vendendo para outros clientes e exportando para outros países. Reforçando a atuação em projetos de impacto social e ambiental, a Coca-Cola Brasil e o BNDES assinaram acordo de cooperação com o objetivo de promover, nos próximos anos, projetos e iniciativas conjuntas de desenvolvimento sustentável em diversas frentes, entre elas, acesso à água, proteção e reflorestamento de matas de bacias hídricas. A primeira ação consiste na instalação de cisternas de água em escolas em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba, beneficiando cerca de 3.400 alunos e educadores”, destaca ele.

Solução

“Como líderes do setor na região, nós da Arcos Dorados, operadora da marca McDonald’s na América Latina e Caribe, estamos cientes dos desafios da sociedade e estamos comprometidos em fazer parte da solução. Para guiar nossa atuação, nos baseamos na plataforma Receita do Futuro, que é a estratégia ESG da companhia e tem como um de seus pilares a Economia Circular, que trata da gestão responsável de recursos. É neste aspecto que entra o Programa Natal, projeto implementado em 2010 e pelo qual reaproveitamos a água condensada gerada pelos condicionadores de ar para limpeza de banheiros, rega de jardins, lavagem de fachadas e passagem do Drive-Thru, entre outras áreas externas”, diz Gabriel Serber, Diretor de Impacto Social e Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados.

Combate à crise hídrica
“Como líderes do setor na região, nós da Arcos Dorados, operadora da marca McDonald’s na América Latina e Caribe, estamos cientes dos desafios da sociedade e estamos comprometidos em fazer parte da solução”, diz Gabriel Serber, Diretor de Impacto Social e Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados

De acordo com ele, “no Brasil, as mais de 400 unidades do McDonald’s participantes do programa captaram e reutilizaram mais de 86 milhões de litros de água em 2020. Além disso, os novos restaurantes estão sendo construídos com sistema de captação de chuva, ampliando o potencial do programa”, afirma ele.

E por que é importante investir nesse tipo de ação? “Primeiro, porque é o certo a fazer. Além disso, faz parte da essência da marca gerar um impacto positivo nas comunidades em que está presente e não é de hoje que estamos comprometidos a liderar o setor em direção às melhores práticas, sempre pensando nas futuras gerações e no legado que queremos deixar. Lançamos recentemente o Relatório de Impacto Social e Desenvolvimento Sustentável de 2020, documento que já está em sua 7ª edição e apresenta os avanços das iniciativas e políticas nas esferas ambiental, social e de governança corporativa da Arcos Dorados na América Latina e Caribe. Apesar de um cenário incerto e desafiador como o que todos passamos em 2020, pudemos continuar reafirmando nosso compromisso de impactar positivamente o planeta e a sociedade em todos os mercados onde estamos presentes. Também acreditamos que podemos usar nossa escala para influenciar toda a cadeia e contar com o engajamento de todos os nossos fornecedores em práticas sustentáveis. Estamos orgulhosos do progresso que fizemos em questões ESG no último ano, mas como líderes sabemos que ainda há muito a ser feito” afirma Gabriel Serber.

Os consumidores, diz ele, esperam comprometimento e ações efetivas das empresas. “Partimos do princípio de que todos estão muito mais atentos aos desafios para se viver em uma sociedade melhor e em um planeta mais sustentável. Desta forma, esperam comprometimento e ações efetivas de suas empresas favoritas. No nosso caso, temos inúmeros funcionários de um lado do balcão atendendo milhões de pessoas diariamente do outro, portanto, temos a grande oportunidade de engajá-los, educá-los e convidá-los a fazer parte das soluções que vão gerar as mudanças necessárias. Para nossos clientes, agimos e comunicamos com transparência todas as nossas atitudes em prol de assuntos sociais e ambientais, além de ter nos próprios restaurantes e em nossas plataformas digitais um canal de conscientização. Acreditamos que a educação da sociedade é o melhor caminho, então apostamos nisso e sempre buscamos dar o exemplo”, afirma.

E, quando o assunto é sustentabilidade, A Arcos Dorados tem outra série de ações. “Trabalhamos constantemente para reduzir o impacto de nossas operações nos 20 países da América Latina e Caribe em que estamos presentes. Desde 2018, a Arcos Dorados conta com um programa para redução de plásticos de um único uso, que já soma ações como a substituição das embalagens de plástico de saladas por outras fabricadas com papel cartonado certificado, redução do uso de tampas de plástico para bebidas e sobremesas, fim da entrega proativa de canudos, entre outras. Como destaca nosso 7º Relatório de Impacto Social e Desenvolvimento Sustentável, até o fim de 2020, o programa já gerou a redução de 40% no uso do material nas operações da rede. A companhia também conta com um programa para substituição dos objetos feitos de plástico em seus restaurantes por versões de menor impacto ao meio ambiente. Uma das ações foi a parceria com a UBQ, empresa israelense que desenvolveu um processo inovador e patenteado para conversão de resíduos domiciliares em um termoplástico sustentável. O primeiro resultado da parceria é a substituição das bandejas de plástico utilizadas pelos clientes nos salões dos restaurantes McDonald’s. Com as bandejas já fabricadas com a matéria-prima UBQ, temos uma redução da emissão de dióxido de carbono estimada em 3.713kg e 1.221kg de resíduos que deixaram de ir para aterros. O relatório também reforça que, no Brasil, 100% das embalagens provenientes de fibra de celulose já contam com certificação FSC ou PEFC. Na América Latina, o Programa Natal, que reutiliza água do sistema de condicionadores de ar para tarefas como rega do jardim e lavagem do Drive-Thru, já levou à economia de mais de 86 milhões de litros em 2020, nos mais de 400 restaurantes participantes. Além disso, como um importante passo em nosso compromisso em reduzir o impacto de gases de efeito estufa provenientes de nossas operações, passamos a divulgar a medição das emissões de tCO2e (tonelada de CO2 equivalentes) diretas e indiretas. Globalmente, a rede tem a meta de reduzir em 31% as emissões de GEE de toda sua cadeia de valor até 2030, em colaboração com seus parceiros e fornecedores. E de reduzir em 36% a emissão de seus restaurantes e escritórios até o mesmo ano. Por fim, implementamos uma política de construção de restaurantes sustentáveis, isto significa que todos os novos projetos incorporam as melhores tecnologias e inovações que permitem maior eficiência no uso de energia, água, uso de materiais reciclados e estrutura para segregação dos resíduos recicláveis gerados”, relata Gabriel Serber. “Estamos trabalhando constantemente para criar soluções que ampliem nosso uso inteligente de recursos. O programa Natal, por exemplo, por sua relevância e resultados obtidos, passou a ser um item obrigatório para abrir novos restaurantes, sendo incorporado ao projeto desde sua concepção. Além disso, temos o plano de implementar o programa em mais unidades, fortalecendo nossa atuação”, diz.

Gestão

Combate à crise hídrica
A Gerente Sênior de Relações Externas da General Mills, Patrícia Zabele, conta que “a gestão do uso de água é uma das metas que a General Mills estabeleceu como prioridades nos próximos anos”

A Gerente Sênior de Relações Externa da General Mills, Patrícia Zabele, conta que “a gestão do uso de água é uma das metas que a General Mills estabeleceu como prioridades nos próximos anos. De acordo com relatório da UNICEF, 785 milhões pessoas não têm acesso à água potável no planeta. Com o crescimento populacional esperado para as próximas décadas – as principais estimativas nos trazem que até 2050 teremos 9 bilhões de pessoas no planeta – a vida em regiões com pouca água tende a se tornar um grande desafio para algumas pessoas. As indústrias têm um papel importante no trabalho que precisa ser desempenhado para o uso consciente da água. Desde 2006, a General Mills tem objetivos específicos quanto ao uso de água em suas unidades produtivas. A empresa percebeu que a maior parte do consumo acontece antes das operações diretas, sendo 86% na produção dos ingredientes e 14% na produção de embalagens. Ainda assim, estabelecemos programas em nossas plantas para excelência operacional e redução do uso de água. Quanto aos nossos fornecedores e o cultivo das nossas principais culturas, implementamos políticas de agricultura de baixo carbono e práticas sustentáveis, visando entre vários objetivos a redução do consumo de água. Em alguns países, como os Estados Unidos, já fazemos o gerenciamento de bacias hidrográficas e recuperação de nascentes de rios. Tais esforços devem ser replicados em outros mercados em breve”, diz ela.

E os resultados já podem ser vistos. “No Brasil, por meio da reutilização de água e processos de melhoria contínua, além do incentivo direto à redução do uso de água, estamos conseguindo avançar dentro do ambiente produtivo em questões relacionadas à economia. Em nosso último ano fiscal, encerrado em maio de 2021, atingimos a meta estabelecida para a América Latina, com 17% de consumo menor, quando comparado ao ano fiscal anterior”, afirma ela. “Água é essencial para a vida, entendemos que agir de forma sustentável e consumir os recursos do planeta com responsabilidade e de maneira regenerativa são ações essenciais para preservação da vida. Buscamos inovação e parceiros que nos auxiliem a avançar neste sentido, produzindo os ‘alimentos que o mundo ama’, com inovação e de forma cada vez mais ambientalmente correta”, diz ela.

De acordo com Patrícia Zabele, “os consumidores estão cada vez mais conectados a propósitos e causas e procuram empresas para entender quais iniciativas são tomadas para preservação do meio-ambiente, produção responsável, consumo consciente de água e bem-estar animal. São temas que precisam ser debatidos amplamente, gerando conscientização e ações efetivas de mudanças. Nós, como uma grande indústria de alimentos, entendemos nosso papel de influenciar parceiros, produtores, fornecedores, clientes e demais membros em nossa cadeia produtiva para contribuirmos como um agente de mudança positiva”, afirma ela.

A General Mills tem metas robustas relacionadas à sustentabilidade, conforme Patrícia Zabele. “A General Mills tem metas robustas relacionadas à sustentabilidade e produção responsável de seus ingredientes e produtos. Até 2025 todas as unidades da empresa no mundo vão operar em sistema Aterro Zero, isto é, sem enviar resíduos fabris para aterros sanitários, fazendo uso de práticas como reciclagem, compostagem etc. Em 2030, todos os mercados da General Mills no mundo estarão operando com embalagens 100% recicláveis, reduzindo os danos ao meio ambiente causados pelo descarte pós-consumo – em nosso ano fiscal 2020, 88% das embalagens nos Estados Unidos já foram produzidas com matérias recicláveis, e 72% nas regiões de Europa e Austrália. No Brasil, estamos iniciando o desenvolvimento de um plano de ação para implementar e entregar tal meta até 2030, no entanto, já fazemos parte da Coalizão de empresas para atender os requisitos legais do Governo Federal em relação à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Até 2030, também nos comprometemos a estabelecer energias 100% limpas em todas as nossas unidades fabris ao redor do mundo. Em nossa cadeia produtiva, a General Mills está comprometida em reduzir em 30% a emissão de gases de efeito estufa, até 2030 considerando todas as etapas do processo para produção de seus alimentos. Até 2050, o grande objetivo é atingir 100% de redução de emissão de gases nocivos à atmosfera. Temos ainda outros objetivos importantes como reduzir o desperdício de alimentos em 50%, atuando com bancos de alimentos e reavaliando processos fabris para evitar que alimentos sejam jogados ao lixo”, diz.

Investimentos

“A PepsiCo investe fortemente em ações para a redução do uso de água e pelo reuso de água em toda a sua cadeia produtiva, desde o campo, de onde vem as principais matérias-primas de seus produtos, até as às comunidades. Como exemplo de nossas ações com esse objetivo, desde setembro de 2019, na fábrica da PepsiCo em Itu – SP, existe um complexo para reaproveitamento de água, por meio do qual já foram repotabilizados mais de 130mil m³ de água até 2020, o equivalente a 4 piscinas olímpicas por mês. Por meio de uma tecnologia pioneira no Brasil, a empresa economiza o total de 9 mil m³ de água por mês. No período entre 2015 a 2021, geramos uma economia de 80% no consumo de água nessa fábrica. Em dados efetivos, em 2015 o nosso consumo de água era de 9.9 litros por quilo produzido na planta de Itu. E hoje, no acumulado de 2021 estamos em 2.07 litros – e temos o compromisso de atingir o consumo de 1 litro por quilo produzido. Nesse complexo, a companhia está ampliando o uso do MBR (Reatores de Membrana) trazendo uma economia de 9 mil m³ mensais do uso de água do sistema público, e foi indicada ao Prêmio de Conservação e Reuso de Água deste ano. A escolha da região de Itu no país foi estratégica, já que é um local com alto risco de escassez hídrica. Considerando toda a operação da PepsiCo no Brasil, houve uma economia de mais de 599 milhões de litros no período de 2015 a 2020 nas fábricas pelo país. O uso inteligente de água também está presente no dia a dia do time de Agro da PepsiCo, e é parâmetro de análise e acompanhamento dentre os produtores parceiros, para que os insumos que vêm do campo sejam produzidos da forma mais sustentável possível, seguindo os parâmetros do SFP (Sustainable Farming Program), programa da companhia que implementa melhores práticas agrícolas entre todos os elos da cadeia agro. Na fazenda própria da PepsiCo em Petrolina (PE), por exemplo, onde são cultivados parte dos cocos verdes usados na produção de KERO COCO®, existe uma estação meteorológica, que monitora o clima e o sistema de irrigação, oferecendo apenas o que as plantas realmente necessitam de água, evitando assim desperdícios. Já na fábrica de KERO COCO® há sistemas de recuperação de água e caixa d’água, o que gera uma economia de 428 mil metros cúbicos por mês. Na cultura de batata – matéria-prima para as linhas de batatas RUFFLES®, LAY’S®, batata palha ELMA CHIPS® e SENSAÇÕES™, – em 2018 a PepsiCo teve a iniciativa de medir a quantidade de água limpa e potável usada das estações de beneficiamento que lavam as batatas para reduzir o desperdício. O resultado foi a redução de 60% do uso de água limpa, que representa cerca de 50 milhões de litros de água desde o início do projeto. Essa quantidade de água é suficiente para abastecer uma cidade de 65 mil habitantes por 7 dias no Brasil. Foram também realizados investimentos por parte dos produtores de batata para reduzir o uso de água limpa da natureza, tais como armazenar água de chuva, usar pressão de aspersores, e criar um circuito fechado de água por tanques de decantação, reciclando a água de forma natural. Esse projeto ajuda a reduzir a extração de água da natureza permitindo construir um sistema alimentar mais sustentável, incorporando ainda mais propósito no negócio e marcas da PepsiCo, fazendo ainda mais pelas pessoas e pelo planeta”, conta Marcelo Zanetti, Diretor de Manufatura da PepsiCo Brasil na PepsiCo Brasil Alimentos.

Combate à crise hídrica
“Estamos atentos(as) às demandas da sociedade e, também, às de nossos(as) consumidores(as) e sempre buscamos responder a essas demandas proativamente”, afirma Marcelo Zanetti, Diretor de Manufatura da PepsiCo Brasil na PepsiCo Brasil Alimentos

Marcelo Zanetti diz que na Pepsico acredita-se que “a água é um direito humano fundamental, indispensável para todas as comunidades ao redor do mundo. As mudanças climáticas e o aumento do consumo estão sobrecarregando o abastecimento de água, resultando em cidades que enfrentam crises hídricas, comunidades sendo deslocadas e sistemas ambientais sendo degradados. Temos a certeza de que nós, como indústria, temos como papel fundamental não só garantir o uso eficiente desse recurso natural em nossas operações e em toda a nossa cadeia, mas também a de atuar como agentes de transformação, e de recuperação socioeconômica de nosso país, e das regiões onde atuamos. Para fazer a nossa parte para honrar esse direito, adotamos uma abordagem integrada para a gestão de bacias hidrográficas, que inclui; Melhorar a eficiência do uso de água em fazendas e instalações de manufatura; Reabastecer água local nas regiões que estão em maior risco e onde operamos; Aumentar o acesso à água tratada para comunidades que enfrentam escassez. Com foco nesse último ponto, no Brasil, anunciamos em junho (2021), junto à PepsiCo Foundation, um investimento social privado de R$16,5 milhões em iniciativas de Prosperidade Econômica, Segurança Alimentar e de Acesso à Água. Nesse último eixo, vamos apoiar a Water.org e o Aquafund do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além do Banco do Nordeste, em projetos para o fornecimento de água potável para 52.000 pessoas no Nordeste do país, onde cerca de 80% das pessoas não têm acesso a esgotamento sanitário e 40% não possuem rede de água em suas residências. Também vamos apoiar a Habitat para a Humanidade, com a instalação de estações de lavagem de mãos, reconstrução de banheiros, caixas d’água e outras melhorias estruturais para higiene, que beneficiarão 1.500 pessoas por dia nas favelas de São Paulo. Essa ação é ainda mais necessária em função da pandemia da Covid-19, objetivando a higienização das mãos em combate ao vírus nessas comunidades. O alcance geral dos beneficiários após 6 meses será de mais de 270 mil pessoas. E ainda, apoiaremos a The Nature Conservancy para a restauração de aquíferos e recuperação de bacias hidrográficas brasileiras”, destaca ele.

Combate à crise hídrica
“A PepsiCo investe fortemente em ações para a redução do uso de água e pelo reuso de água em toda a sua cadeia produtiva, desde o campo, de onde vem as principais matérias-primas de seus produtos, até as às comunidades”, afirma Marcelo Zanetti, Diretor de Manufatura da PepsiCo Brasil na PepsiCo Brasil Alimentos

A empresa, afirma Marcelo Zanetti, está atenta às demandas da sociedade. “Estamos atentos(as) às demandas da sociedade e, também, às de nossos(as) consumidores(as) e sempre buscamos responder a essas demandas proativamente. No entanto, mais do que responder a um anseio, temos uma visão de negócio como empresa de agir localmente em cada uma das comunidades em que estamos presentes para sermos um agente transformador. Nossos projetos sociais e ações por uma cadeia produtiva mais sustentável vem ao encontro do nosso propósito de crescimento e prosperidade compartilhados e, cada vez mais, vemos que o público está atento a esses movimentos. Acreditamos que é um movimento que deve ser de toda a sociedade, e que enxergamos como algo que não deve mais retroceder, mas sempre avançar. Enxergamos essa nova geração muito mais atenta e engajada com propósitos verdadeiros e que vão além do discurso, e vemos isso com muito bons olhos porque somos parte dessa construção do futuro, agindo sempre com muita transparência com as pessoas e com o planeta”, diz.

Reutilização

“A Gomes da Costa possui um Comitê de Eficiência Energética, que desenvolve, entre outras ações, a reutilização de água da chuva para sistema de resfriamento e limpeza de pátio; a reutilização de águas de processo nas áreas da sardinha; e a instalação de uma central de pressurização de água para higienização, o que substituirá em alguns pontos as mangueiras atuais, que consomem 45 l/min., por mangueiras pressurizadas que consomem 15 l/min. Além disso, a Gomes da Costa instalou 18 hidrômetros para realização de um balanço hídrico na fábrica e saber quais as áreas com maior consumo. Também está em desenvolvimento pela GDC um estudo para aplicação de ozônio na água dos tanques de descongelamento do atum para prolongar o tempo de uso dessa água sem a necessidade de substituição ou reposição”, conta a empresa. “Os hidrômetros citados anteriormente foram instalados em locais de maior consumo e, atualmente, temos 85% do consumo mapeado. Porém, apesar de grandes, nossos esforços ainda não atingiram o ponto de redução que objetivamos, em função de fatores como alterações nas regras sanitárias, que a GDC segue fielmente. Por isso, continuamos a trabalhar em projetos e adaptações que, certamente, em breve, nos trarão um resultado ainda mais satisfatório. Todas as ações do Comitê de Eficiência Energética vêm contribuindo muito para a redução do consumo de água e essas ações são monitoradas semanalmente”, diz a organização.

A companhia também salienta a importância da transparência e responsabilidade social. “A transparência e a responsabilidade social está cada vez mais em pauta quando se fala sobre consumo consciente e compra responsável no mundo. A Gomes da Costa, por meio do Grupo Calvo, é signatária do Pacto Global e adere aos seus princípios de sustentabilidade, sendo um deles o compromisso e o respeito pelo meio ambiente e pelas comunidades. Publicamos anualmente o relatório de sustentabilidade da GDC, que traz o seu desempenho ambiental e social, com os objetivos, projetos e ações da empresa voltadas a esse tema. Além disso, somos membro ativo do Movimento ODS Santa Catarina e fazemos parte do Comitê de Itajaí, onde a fábrica da GDC está instalada”, diz. “Sabe-se que o comportamento do consumidor brasileiro vem mudando ao longo dos anos, e chegamos num momento em que diferenciais de sustentabilidade são vistos como atributos de desempate no momento de escolha de compra de determinados produtos. A Gomes da Costa está pronta para atender a essa ‘nova geração’ de consumidores de forma responsável e transparente. Publicamos em nosso site e redes sociais informações sobre ações e projetos de sustentabilidade que entendemos serem importantes para os nossos consumidores”, afirma a empresa.

De acordo com a companhia, “a Gomes da Costa já tem essa preocupação com a sustentabilidade mesmo antes dessa tendência chegar ao Brasil. Em 2019, demos mais um passo neste sentido com o desenvolvimento de um ambicioso programa de sustentabilidade: Compromisso Responsável, destinado a organizar e dirigir nosso desempenho em matérias não financeiras nos próximos 5 anos. Esta iniciativa se materializa em 17 objetivos de redução de impacto em três áreas: oceanos, meio ambiente e pessoas. Projetos de destaque que estão diretamente ligados ao Compromisso Responsável são: o Programa Resíduo Zero, que tem por objetivo não enviar mais resíduos para aterro, mas transformá-los em subproduto para geração de renda ou transformação em energia. Temos ainda o Sistema de Compra Responsável, que visa a gestão e avaliação de nossa cadeia de suprimentos, mitigando possíveis riscos e aplicando conceitos de sustentabilidade como requisitos de compra. Outra ação muito importante: em 2020, implementamos um projeto para substituição das sobretampas plásticas por metálicas em nossos produtos, reduzindo o consumo de plástico de nossas embalagens”, diz. “Um dos objetivos do Compromisso Responsável da Gomes da Costa, dentro do tema de meio ambiente, é reduzir em 10% o consumo de água por tonelada produzida, compromisso esse que queremos alcançar até o ano de 2025”, destaca a empresa.

De acordo com a Gomes da Costa, a companhia entende que “dar visibilidade aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável é muito importante para criação de um senso comum e sensibilização das pessoas para busca de um mundo mais harmonioso e equilibrado. Nosso Compromisso Responsável (Objetivos 2025) que é basicamente nosso plano de sustentabilidade e norteador até o ano de 2025, está pautado nos ODS, e as ações e projetos desenvolvidos para atingirmos as metas também são desenhados pensando no atingimento desses objetivos mundiais. Os ODS que impactamos diretamente com nossas metas do plano de sustentabilidade são: saúde e bem-estar; igualdade de gênero; trabalho decente e crescimento econômico; indústria, inovação e infraestrutura; consumo e produção responsáveis e vida na água”, afirma.

Prioridade

Marina Yoko, Gerente de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da Unilever diz que, para a empresa, “reduzir o consumo, reutilizar e conservar a água são prioridades. Por isso, focamos nossos esforços em tecnologias de medição, monitoramento e tratamento de água. Com a indústria em revolução digital, a companhia busca formas cada vez mais efetivas de fazer dessa necessidade uma realidade, como medidores inteligentes que possibilitam localizar, de maneira rápida e digital, oportunidades de melhoria, evitar consumos desnecessários ou perdas em processos. Dessa forma, a gestão do recurso se torna ainda mais assertiva e acontece em tempo real. Além das ações em medições, buscamos investir em tecnologias que nos permitam usar a água de forma circular, reutilizando-a em nossos processos industriais e assim evitando consumo de fontes naturais. São muitas as iniciativas para a economia de água nas fábricas e destacamos a ação desenvolvida na unidade de Pouso Alegre (SP), que tem suas matrizes de limpeza com consumo totalmente online, que trouxe ainda mais robustez para a gestão interna. A fábrica ainda se comprometeu com o desafio de encontrar soluções para viabilizar a redução e reutilização da água. Para isso, foi realizada a implementação de um sistema de aquecimento dedicado à limpeza dos processos por meio da instalação de um trocador de calor de vapor e uso de água 80°C. Com isso, o processo de três etapas de lavagem foi reduzido para apenas uma. A fábrica de Indaiatuba (SP) possui duas Estações para Tratamento dos Efluentes, sendo uma para os efluentes industriais e outra para os sanitários. Todo o efluente industrial gerado é reutilizado em sua totalidade, ou seja, não há descarte da água mesmo após tratada, a qual retorna ao processo industrial e aos sistemas de refrigeração. A governança interna é uma das ações-chave para que esse plano seja executado e novas tecnologias estudadas, por isso em 2020 a Unilever implantou o projeto ‘Water Squad’, no qual líderes de sustentabilidade de todas as fábricas trabalham em conjunto para estudar a matriz hídrica dos complexos fabris e propor aprimoramentos e projetos disruptivos”, afirma ela.

São vários os resultados obtidos. “A Unilever antecipou sua meta relacionada à água estabelecida em 2010, que ambicionava reduzir em 40%, até 2020, a extração de água de sua rede global de fábricas. A meta foi batida em 2018 – dois anos antes do prazo – e, em 2020, a companhia alcançou uma diminuição de 53% no consumo de água por tonelada de produção nas fábricas em todo o mundo, superando o objetivo traçado em seu plano de sustentabilidade. Isso representa aproximadamente 2.400 (dois mil e quatrocentos) milhões de litros de água que não retiramos da natureza. A construção desse plano e das metas de redução de consumo de água são suportadas por projetos disruptivos e que trazem o propósito da economia circular, atualmente de nossas 9 operações no Brasil temos 2 delas trabalhando com o conceito de zero descarte líquidos para a natureza, onde todo efluente líquido gerado de nossos processos industriais são devidamente tratados e reutilizados em outros processos internamente e nossa meta e seguir com as demais plantas nos próximos anos. Um outro exemplo de resultados expressivos foi o projeto Eletrox, que nos ajudou a reutilizar mais de 100 milhões de litros de água por ano na fábrica de Vinhedo-SP, através de tecnologias avançadas no processo de tratamento de água o efluente gerado nos processos industriais da Fábrica é submetido a um sistema de filtração com uso de eletrocoagulação, onde através da aplicação de eletricidade é feito a separação dos contaminantes da água residual e por final é submetido a um sistema de osmose reversa que retira os demais contaminantes e nos ajuda a obter uma água de excelentes condições e possibilita o reuso total em nossos processos”, diz ela.

Conforme destaca Marina Yoko, “a Unilever é uma das líderes mundiais em produtos de Beleza & Cuidados Pessoais, Cuidados com a Casa e Alimentos, com produtos vendidos em mais de 190 países para 2,5 bilhões de consumidores por dia. No Brasil, estamos presentes em 10 de cada 10 lares. Por isso, para nós, essa responsabilidade é grande. E é justamente por isso que a Unilever coloca o tripé da sustentabilidade no centro da sua estratégia de negócio. Alcançar a melhor eficiência hídrica é parte fundamental para a conservação do planeta e contribui para o desenvolvimento sustentável, que busca satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras. As organizações precisam olhar para dentro – olhar para seus processos, produtos, serviços e colaboradores e avaliar oportunidades de melhoria, oportunidades de repensar o impacto de suas ações na sociedade. A segurança hídrica aliada a outras ações focadas em mudanças climáticas são fundamentais para garantir o futuro das novas gerações e evitar eventos hidrogeológicos críticos. Seguimos a jornada para alcançar nosso propósito de tornar uma vida sustentável parte do dia a dia das pessoas. Na Unilever, são traçados objetivos e metas claras, para que todos os países adotem de acordo com suas próprias prioridades e atuem no espírito de uma parceria global que orienta as escolhas necessárias para melhorar a vida das pessoas, agora e no futuro”, afirma.

De acordo com ela, “um dos nossos objetivos é, justamente, conscientizar a população a fazer escolhas mais sustentáveis no momento do consumo, mostrando que nossas marcas impactam positivamente a sociedade, em toda a sua cadeia. Com mais de 2,5 bilhões de consumidores pelo mundo, a companhia soma aos esforços internos o poder da escala e da capilaridade de suas marcas para influenciar e liderar mudanças de impacto positivo na sociedade e no planeta e, desta forma, fomentar atitudes mais sustentáveis no dia a dia das pessoas. Essa atuação é percebida e bem recebida pelos consumidores, principalmente, os que já possuem novos hábitos de consumo, baseados em escolhas mais sustentáveis. Neste sentido, a Unilever realiza investimento em pesquisa para desenvolver produtos inovadores, que ofereçam o mesmo desempenho para o consumidor de modo mais sustentável, o que inclui, entre outros aspectos, o menor consumo de água. Vale lembrar que as questões que impactam nossa sociedade são complexas e exigem ações conjuntas e esforços multi-públicos. O consumidor hoje tem esse papel. É um ativista e preocupado com causas ambientais, sociais e econômicas. E esse ‘novo consumidor’ recompensa empresas e marcas que estão engajadas com a sua confiança. Aqui na Unilever, as marcas com propósito crescem em média mais de 70% mais rápido que as demais”, afirma.

Mariana Yoko também conta que “a Unilever finalizou o ciclo de 10 anos do USLP (Plano de Vida Sustentável da Unilever), a companhia reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade e reforça o seu papel de liderança na busca por soluções aos desafios ambientais e sociais enfrentados em todo o mundo com o seu novo plano de sustentabilidade, o Unilever Compass, que é nossa nova estratégia de negócio para entregar uma performance superior, impulsionar um crescimento responsável e sustentável. A companhia entende que sem um planeta saudável, e pessoas saudáveis, não é possível ter um negócio saudável. A nova estratégia da Unilever está dividida por três pilares que se complementam e, com base neles, o novo plano estabelece prioridades plurianuais que abrangem todo o espectro dos negócios da Unilever. Cada prioridade terá metas ambiciosas, com programas e projetos que enfrentam desafios fundamentais, como descarbonização, embalagens e resíduos, igualdade de gênero, inclusão e saúde e bem-estar. Entre as ações sustentáveis nas fábricas do Brasil, destacamos os resultados em Valinhos (SP), na qual as caldeiras são movidas a biomassa desde 2018. Alcançamos mais eficiência energética com a redução de 90% e zero emissão de CO2 em duas das três fábricas que compõem o site. Na gestão de resíduos, alcançamos ‘aterro zero’: 96% menos descarte de resíduos por tonelada de produção nas fábricas, centros de distribuição e escritórios. Os resíduos orgânicos vão para compostagem e viram adubo para horta comunitária: ‘Ilha Ecológica’ em Pouso Alegre (MG). Em energia, alcançamos 100% de energia renovável nas fábricas; em 2008, este índice era de 15,8%. Além disso, a Unilever integra as iniciativas Round Table on Responsible Soy (RTRS) e Aliança da Terra, que atuam pela certificação de agricultores no cultivo sustentável da soja e adoção de melhores práticas agrícolas. Em abril deste ano, no Dia da Terra, anunciamos os novos ‘Princípios de Agricultura Regenerativa’, uma atualização do Código de Agricultura Sustentável lançado em 2011. O objetivo é impactar positivamente, por meio de nossas práticas agrícolas, a saúde do solo, qualidade da água e do ar, captura de carbono e biodiversidade”, diz.

Segundo ela, “após alcançar, com dois anos de antecedência, a meta de redução de extração de água da rede global de fábricas, recentemente, a Unilever assumiu novos compromissos mundiais de enfrentamento à escassez de água e conservação de recursos hídricos. As metas relativas à água, que têm como data limite o ano de 2030, visam transformar as fórmulas dos produtos para que sejam 100% biodegradáveis e ter cada vez mais fábricas da companhia com circularidade de água, o que significa reaproveitar a água das estações de tratamento de efluentes, retirando cada vez menos água da natureza”, diz.

Conceito

A Gramado Parks também atua de forma a economizar água e a ter bons resultados nesse cenário. “O hotel Exclusive Gramado, da Gramado Parks, erguido com conceito contemporâneo compartilha da preocupação com o meio ambiente, pilar fundamental das operações do grupo. Pensado e construído seguindo as premissas do Green Building, que verifica esforços sustentáveis, o projeto prevê economia de mais de 990 mil litros de água e mais de 76 mil kw/h de energia ao mês. Sob consultoria em engenharia e sustentabilidade da Petinelli, o Exclusive Gramado dispõe de tecnologias ecologicamente adequadas como estação de tratamento de efluentes de altíssima eficiência, controle e captação de água da chuva, chuveiros e torneiras de alta performance e com baixo consumo de água, redução no consumo de energia por meio de sensores de presença em todas as áreas condominiais internas, paisagismo com vegetação adaptada ao microclima para redução do consumo de água e preocupação com a qualidade do ar interno e sua renovação permanente. O novo hotel recebeu a certificação LEED na categoria silver, que avalia 50 pontos em atributos como redução do consumo de energia e de água, desenvolvimento do terreno, cuidados com poluição durante a obra com gestão de resíduos, utilização de materiais sustentáveis, qualidade do ar, qualidade lumínica e conforto térmico. A certificação LEED tem sido creditada a todos os empreendimentos hoteleiros do grupo Gramado Parks como premissa para seu funcionamento”, afirma o local.

Divino Fogão
www.divinofogao.com.br
Yakult
yakultdedicadaaciencia.com.br
Agropalma
www.agropalma.com.br
Nissin Foods do Brasil
www.nissin.com.br
Nestlé
www.nestle.com.br
Sodexo
br.sodexo.com
BRF
brf-global.com
Ajinomoto
www.ajinomoto.com
Coca-cola
www.coca-cola.com.br
McDonalds
www.mcdonalds.com.br
General Mills
www.generalmills.com.br
Pepsico
www.pepsico.com.br
Gomes da Costa
www.gomesdacosta.com.br
Unilever
www.unilever.com.br
Gramado Parks
www.gramadoparks.com.br

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