Cenário e perspectivas para o food service

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Esta é a edição da Food Service News na qual se espera por uma leitura sobre o ano que se encerra e, acima disso, por uma visão embasada do que virá pela frente, em 2017, e em uma visão um pouco mais longa.

Para contribuir com os leitores da FSN, atualizamos nossos estudos e projeções, exatamente nesta data, com a responsabilidade de ajudar vocês a afinarem seus planejamentos e visões de futuro.

Nossa principal premissa é assumir que as principais variáveis que movimentaram (para cima ou para baixo) o food service nos últimos 15 anos são a principal base de projeção, obviamente “calibradas” pelo bom senso, pelas expectativas de instituições confiáveis e por agentes do mercado.

O ponto de partida aqui é entender que acima de qualquer outra variável, o principal motor de nosso mercado é a “Massa de Renda”, que é o indicador que combina o nível de ocupação e o rendimento médio real dos trabalhadores. Ao longo do tempo, variações para mais ou para menos nesse índice têm relação direta com o movimento do mercado de food service.

 

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Uma pergunta muito recorrente é : “já chegamos ao fundo do poço?”.
Pode ser que em uma região ou outra, a inflexão ocorra mais cedo ou mais tarde (o Rio de Janeiro, por exemplo, deverá ser retardatário na recuperação), mas, de forma geral, nossa resposta é que sim, o fundo do poço já chegou, ou, falando de outra forma, “o ponto de inflexão” da queda terá sido o ano de 2016.

Exceção feita ao desemprego, que já flerta com os 12% neste momento e deverá estar daí para um pouco mais no ano que vem, todas as demais variáveis estarão melhores ou menos ruins em 2017, comparadas a 2016, e isso nos dá segurança de projetar um cenário menos pessimista para 2017.

Os “vermelhos” em emprego, renda, juros, crédito, inadimplência, indústria, varejo etc, todos deverão se converter em um pouco positivos no próximo ano, e isso certamente fará com que a queda REAL de aproximadamente 5 a 6% neste ano se reverta para algo próximo da estabilidade no próximo ano (entre 1% positivo e 1% negativo, também em termos reais, descontada a inflação).

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Mas, se tantas variáveis serão melhores em 2017, por que só falamos de estabilidade ou até ainda de alguma queda real?

Em primeiro lugar, serão pequenas recuperações após 2 anos de queda significativa; em segundo lugar, porque a variável mais importante de todas – emprego – não se recuperará ainda no próximo ano e isso é uma trava, mesmo que todo o restante esteja um pouco melhor.

Aliás – muito importante – como as projeções sobre emprego são muito delicadas por vários anos (esperamos níveis acima de 10% por pelo menos 5 anos!), não é consistente esperar que o food service retorne a taxas de crescimento como víamos até 2014, pelo menos até 2022.

Nossa aposta para 2017: o mercado poderá crescer até 6% em termos nominais; quando descontarmos uma inflação (de alimentação fora do lar) estimada em 7 a 7,5% em 2017, o crescimento real resultante poderá ficar na casa de 1%.

Para 2018, se tudo andar bem no país, poderemos voltar a ver um ano com crescimento real positivo – projetamos 10% de crescimento nominal com uma inflação de 7%, o que resultaria numa taxa real entre 2,5 e 3%.

Concluindo e como temos discutido por todo o país, isso significa que o crescimento do faturamento e da rentabilidade dos estabelecimentos não virá do mercado (crescimento orgânico), mas, sim, de ocupar novos espaços, de conquistar maiores participações, de se reinventar e de encantar o consumidor.

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