Casa do Pão de Queijo aposta em aeroportos para expansão

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A Casa do Pão de Queijo, empresa mineira tradicionalmente do negócio de franquias, voltou a abrir lojas próprias depois da concessão de aeroportos, em 2013. Esses locais devem ser o suporte para o crescimento da marca nos próximos anos.

Atualmente, a empresa tem 900 unidades no país, onde apenas 20 são próprias. Os pontos que pertencem a empresa estão em quatro aeroportos brasileiros, são eles: Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Natal (RN) e Brasília (DF).

Segundo estudo da Consultoria Rosenberg, há espaço para mais 50 unidades próprias, até mesmo em outras cidades. “A tendência é termos mais do que uma loja em um único terminal. Hoje são nove apenas no aeroporto de Guarulhos”, contou Alberto Carneiro Neto, que preside a operação.

A empresa foi fundada em 1967 pelo pai de Alberto, o engenheiro Mário Carneiro. A receita do pão de queijo é da mãe de Mário, Arthemia, que aparece na logomarca.

A Casa do Pão de Queijo também prevê estabilidade na receita de franquias em 2016, em comparação ao ano passado. Algumas alternativas para a empresa é abrir unidades em prédios multiuso, centros empresariais e áreas hospitalares.

“A empresa nunca esteve tão preparada para crescer, com tantas respostas, mas quando o assunto é o país, somos pequenos em um contexto conturbado. O drama do cenário econômico é a indefinição sobre o que precisa ser feito e a disposição a aprovar projetos. Embora tudo indique que o cenário está clareando, ninguém viu ainda mudanças”, afirma Neto.

Como o consumo em shoppings sofreu uma queda, unidades em outras áreas têm se tornado vantajosas. De acordo com Neto, a previsão é de mais um ano desafiador em cenário macroeconômico. “Neste sentido, o aeroporto tem uma boa equação de eficiência e de resistência a um ambiente de custos elevados”, pontua.

De acordo com o empresário, as unidades próprias têm faturamento superior entre quatro e seis vezes que franquias. O faturamento em unidades de aeroportos deve crescer 40% esse ano, para R$ 50 milhões.

Em relação ao plano de negócios, as lojas próprias deverão representar 15% dos pontos de venda em cinco anos e responderão por 40% das receitas totais. A loja própria representará mais de 50% do crescimento previsto para os próximos anos.

Fonte: Valor Econômico

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