Capa: Síndrome de Burnout: o mal que gera diversas perdas

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Pesquisa mostra que 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema

Uma série de estudos realizados pela International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) aponta que 70% dos brasileiros sofrem com algum grau de estresse. Considerando uma população de mais de 100 milhões de trabalhadores, não é difícil calcular os significativos impactos desses números. As pesquisas também foram feitas por meio da comparação desses níveis de estresse em diversos países, sendo que o Brasil ficou atrás apenas do Japão no quesito alto nível de estresse dos colaboradores. Também foi descoberto que a maioria dos profissionais relaciona o estresse com o trabalho e, das pessoas que sofrem com o problema, 30% desenvolveram a chamada Síndrome de Burnout.

Uma série de estudos realizados pela International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) aponta que 70% dos brasileiros sofrem com algum grau de estresse. Considerando uma população de mais de 100 milhões de trabalhadores, não é difícil calcular os significativos impactos desses números. As pesquisas também foram feitas por meio da comparação desses níveis de estresse em diversos países, sendo que o Brasil ficou atrás apenas do Japão no quesito alto nível de estresse dos colaboradores. Também foi descoberto que a maioria dos profissionais relaciona o estresse com o trabalho e, das pessoas que sofrem com o problema, 30% desenvolveram a chamada Síndrome de Burnout.
De acordo com Airton Marinho, médico do trabalho, auditor Fiscal do Trabalho da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia e coordenador de curso de pós-graduação em Higiene Ocupacional na Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), a Síndrome de Burnout, “resumidamente, trata-se de exaustão mental causada por ‘estresse’ prolongado e excessivo. A síndrome de ‘burnout’, ou ‘esgotamento profissional’, é um problema psíquico reconhecido internacionalmente, que afeta diretamente a saúde de trabalhadores em todo o mundo e causa grandes prejuízos às empresas e à sociedade por absenteísmo ao trabalho, necessidade de cuidados médicos e performance prejudicada no trabalho. A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o Burnout na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022. O problema foi descrito em 1974 pelo psicólogo alemão-norte-americano Herbert Freudenberger.

Em língua inglesa, ‘burnout’ significa ‘queimar até o fim’. O ser humano, em sentido figurado, seria ‘consumido’, ‘queimado’ até à exaustão total. É um estado mental e também físico de profundo desgaste, que surge em situações de exposição continuada e concentrada de altas demandas emocionais nos ambientes de trabalho”, explica.
Ana Luiza Andrade Müller Rodrigues, psicóloga responsável pela Gestão de Pessoas Outsourcing do Hospital Dia – Cetus Oncologia, por sua vez, contextualiza que, “a partir da segunda metade do século XX, pesquisas sobre o estresse foram mais frequentes na área da psicologia e psiquiatria, tendo como foco as variáveis de natureza situacional e pessoal do estresse, o que aproximou o conceito das situações de trabalho associando à saúde do trabalhador e ao desempenho organizacional. A maior parte das pesquisas sobre esse tema tem a mesma definição de estresse, que envolve sempre um estímulo externo produzido pelas situações de trabalho, o que gera respostas psicológicas frente a esse estímulo e envolve o bem-estar do indivíduo. O principal objetivo das pesquisas na área de trabalho e das organizações é identificar os estressores, ou seja, eventos que provocam respostas ao estresse e de seus efeitos psicológicos, como insatisfação no trabalho, ansiedade, depressão, fadiga, irritação, hostilidade, consequências comportamentais como afastamento da organização, absenteísmo, baixa produtividade ou até mesmo a Síndrome de Burnout: quadro de agravamento que pode comportar toda essa situação. Por volta dos anos 1970, o médico americano Freundenberger observou o comportamento de alguns voluntários com os quais trabalhava, relatando neste contexto ‘um processo gradual de desgaste no humor, desilusão ou frustração, vontade de isolamento social e desmotivação’.  Esse processo era acompanhado de sintomas físicos e psíquicos que indicavam um particular estado exaustivo. Chegando a conclusões parecidas as de Freundenberger, a psicóloga social Christina Maslach investigou sobre a síndrome e conceitua a Burnout como síndrome de exaustão, baixa realização pessoal com o trabalho e despersonalização, dimensões independentes que podem ocorrer com indivíduos que trabalham diretamente com pessoas, especialmente, com aquelas que têm algum tipo de doença ou problema psicológico/pessoal”.

Sintomas

Conforme a fisioterapeuta especialista em Saúde Mental e mestre em Ciências da Saúde Juliana Torres, os principais sintomas da Síndrome de Burnout “já foram confundidos com os da depressão, mas, hoje, se consegue diferenciar por haver comportamentos explicitamente direcionados ao trabalho. Então, o que se observa são a sensação de fadiga extrema, inapetência, dores de cabeça e dores no corpo, dificuldade de concentração, reações de pânico, cinismo ou extrema tristeza em relação ao trabalho”, resume.
O médico do trabalho Marinho, da FCMMG, esclarece que “Síndrome de Burnout é caracterizada pela presença de pelo menos três fatores: primeiro, sentimentos de esgotamento ou esgotamento da energia para o trabalho e outras atividades; segundo, distanciamento emocional do trabalho, com sentimentos negativos e cínicos sobre o trabalho e as pessoas envolvidas, e, terceiro, redução da qualidade e da eficácia no trabalho. Um aspecto importante é que a síndrome se refere especificamente ao contexto do trabalho e não deve ser confundido com outros aspectos da vida emocional particular dos trabalhadores. As pessoas acometidas podem apresentar manifestações físicas (somáticas), como dores de cabeça, adoecimento osteomuscular (tendinites, LER/DORT), distúrbios gastrointestinais, sintomas cardiovasculares (que pode levar até um infarto do miocárdio), alterações do sono, modificações no comportamento e desempenho sexual, maior predisposição a infecções. Como manifestações psíquicas, pode-se citar alterações importantes de concentração, memória, atenção, mudanças repentinas e pouco explicáveis de humor, baixa autoestima, consumo de drogas lícitas, como o álcool, ou ilícitas. Uma preocupação presente e que merece muita atenção é a predisposição a pensamentos, intenção e atos suicidas”, alerta.

Já a psicóloga Rodrigues acrescenta que “de acordo com a psicóloga e autora Ana Maria T. Benevides Pereira, os sintomas mais frequentemente associados a Burnout são separados em quatro tipos. Os psicossomáticos, que se caracterizam por dores de cabeça, insônia, gastrites e úlceras, diarreias, crises de asma, palpitações, hipertensão, infecções, dores musculares e cervicais, alergias e suspensão do ciclo menstrual nas mulheres. Pode-se complementar a esses sintomas já citados a fadiga, alterações intestinais, náuseas, tremores, extremidades frias e resfriados constantes. Os comportamentais foram retratados por Benevides-Pereira como absenteísmo, isolamento, violência, drogadicção, incapacidade de relaxar, mudanças bruscas de humor, comportamento de risco. Já sobre os sintomas emocionais, o indivíduo apresenta impaciência, distanciamento afetivo, sentimento de solidão, sentimento de alienação, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e memória, sentimento de impotência, desejo de abandonar o emprego, decréscimo do rendimento de trabalho, baixa autoestima e perda de humor e dúvidas de sua própria capacidade e sentimento de onipotência. Os defensivos se caracterizam por negação das emoções, ironia, atenção seletiva, hostilidade, apatia e desconfiança, raiva, frustração, medo, impaciência e depressão. A definição mais utilizada e aceita na comunidade cientifica é fundamentada na perspectiva social-psicológica. Nessa perspectiva, a síndrome é entendida como um processo constituído por essas três dimensões igualmente conceituadas por Maslach. Sendo assim, a exaustão emocional é caracterizada pela falta ou carência de energia, entusiasmo e por sentimento de esgotamento de recursos. Os trabalhadores acreditam que já não têm condições de despender mais energia para o atendimento de seu cliente ou demais pessoas como faziam antes. A exaustão é a dimensão que mais se aproxima de uma variável de estresse, referindo-se ao sentimento de sobrecarga emocional e esgotamento emocional como tensão básica da síndrome. A despersonalização expressa o contexto interpessoal onde se desenvolve o trabalho do sujeito e, mesmo não estando diretamente ligada ao estresse na literatura, pode-se observar, porém, que o profissional afetado pela síndrome tem dificuldade de lidar com as emoções das pessoas que atende, tratando os clientes, colegas e a organização como objetos, tratando-os de forma distante e impessoal. O vínculo afetivo é substituído por um racional, a forma de tratamento fica desumanizada, de maneira que pode desenvolver insensibilidade emocional. Já a baixa realização pessoal com o trabalho se expressa através da tendência do indivíduo de se avaliar negativamente em relação a seu desempenho, ou seja, a autoavaliação que o indivíduo realiza de seu desempenho ocupacional e pessoal. As pessoas sentem-se infelizes com elas próprias, insatisfeitas com seu desenvolvimento profissional e experimentam um declínio no sentimento de competência e de êxito nas atividades rotineiras de seu trabalho”, detalha.

Causas

Uma pesquisa feita com 16 mil pessoas pela Regus, empresa especializada em escritórios flexíveis, cita que, em todo o mundo, apenas um de cada cinco indivíduos aponta a família e os vizinhos como fonte de preocupação. Além disso, para mais da metade dos consultados, 60%, o trabalho é a causa de se sentirem nervosos, irritados, cansados, tristes ou sem energia. Mas por que a Síndrome de Burnout afeta, cada vez mais, os profissionais brasileiros?

Marinho, da FCMMG, acredita que “as relações de trabalho na atualidade tornaram-se extremamente competitivas e estressantes. São frequentes as situações em que há grande intensidade de trabalho, avaliações baseadas em minutos e segundos”, diz. “É bastante comum a realização de horas extras excessivas, inclusive, hoje, de forma legalizada com mudanças na legislação trabalhista. Reduções de pessoal e falta de substituição adequada, com alta rotatividade no emprego, torna as relações tensas e precárias. Muitas profissões trazem demandas emocionais importantes e frequentes para pessoas que, ao mesmo tempo, têm baixo nível de autonomia e poder de decisão, o que gera contradições e dúvidas. Quando há relações tensas de emprego, com ameaça constante de desemprego, o nível de estresse coletivo é crescente. As metas de desempenho e exigências empresariais, muitas vezes, colocam os trabalhadores em competição e conflito, com exposição a bullying por desempenhos considerados pouco satisfatórios, especialmente quando falta o apoio social de chefes e colegas, também submetidos às mesmas situações”, pontua.
A fisioterapeuta Torres avalia que “o não gerenciamento dos estressores é a principal causa. Nos dias de hoje, é preciso muita sabedoria para encontrar o equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional. Há alguns anos não era possível que, em pleno domingo, um indivíduo tirasse um dispositivo do bolso que mostrava uma lista de novas tarefas enviadas pelo chefe. Ele só as veria na segunda-feira. Essa nova dinâmica que vivenciamos traz muitos desafios de autogerenciamento e algumas pessoas simplesmente não estão conseguindo. Os recursos internos para enfrentamento das dificuldades estão, cada vez mais, escassos entre as pessoas e isso tudo contribui para o adoecimento. Há empresas onde o clima organizacional traz um ambiente hostil, onde as pessoas vivem com medo, onde a competição é estimulada, onde a pressão passa dos limites. São essas realidades que criam o terreno fértil para o desenvolvimento do Burnout”, afirma.

A psicóloga Rodrigues, por sua vez, considera que “alguns fatores que contribuem para o aumento da incidência do estresse são preocupações sobre o futuro neste mundo VUCA (termo que descreve quatro características marcantes do momento em que estamos vivendo: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade). Além disso, em tempos de instabilidade econômica e política, a baixa qualidade de vida e o desemprego, as incertezas sobre o amanhã e as mudanças rápidas e voláteis causam insegurança. Esses fatores justificam o crescimento de terapias voltadas para o controle da Síndrome de Burnout e o aumento na produção de diversos medicamentos de combate ao estresse. A motivação, a dedicação, o entusiasmo e a tendência ao perfeccionismo são ainda características individuais de personalidade que favorecem o desenvolvimento da Burnout”, completa.

Consequências

Ainda segundo Marinho, da FCMMG, “estatísticas internacionais mostram redução do desempenho, especialmente, quando ligado à atenção concentrada, cuidado de clientes, produtividade e qualidade do produto em relação a trabalhadores diagnosticados com a Síndrome de Burnout. Com isso, o absenteísmo é importante, com licenças médicas frequentes, mas também o ‘presenteísmo’. Ou seja, presença física com baixa produtividade no trabalho. A síndrome pode trazer doenças graves e deve ser tratada adequadamente. Se avaliada precocemente e se houver intervenção, tanto por parte da empresa, do próprio indivíduo e da sociedade, o quadro é controlável, mas pode ter recaídas em situações similares futuras”, enfatiza.

Para a fisioterapeuta Torres, a indagação de como a Síndrome de Burnout pode atrapalhar no desempenho dos trabalhadores “é uma boa pergunta, pois existem sintomas que começam lentamente e, às vezes, passam despercebidos. Temos um termo, o ‘presenteísmo’, que indica o problema de termos trabalhadores que comparecem ao trabalho porque não podem faltar, mas na verdade não conseguem produzir. A ansiedade e excesso de pensamentos simplesmente não permitem o foco. Em estágios mais avançados, o trabalhador nem consegue sair de casa. Existem casos reportados de pessoas que simplesmente abandonam o posto de trabalho de repente”, partilha.

A psicóloga Rodrigues ressalta ainda que colaboradores com Síndrome de Burnout apresentam uma “sensação de negatividade constante, grande cansaço físico e mental, falta de vontade de realizar as atividades rotineiras e muita dificuldade de concentração. Isso acaba influenciando no rendimento dos trabalhadores. A desmotivação é grande, sentimento de insuficiência, alterações de humor repentinas e o isolamento são frequentes nesse caso. Outros sinais frequentes incluem demorar muito tempo em realizar as tarefas profissionais, assim como faltar ou chegar atrasado muitas vezes ao trabalho. Além disso, quando se tira férias, é comum não se sentir prazer durante esse período e voltar ainda com a sensação de cansaço. Essa síndrome é vista como um dos agravos ocupacionais de caráter psicossocial mais importantes na sociedade atual. Burnout é um sério processo de deterioração da qualidade de vida do trabalhador, tendo em vista suas graves implicações para a saúde física e mental”.

Prevenção
Também de acordo com a psicóloga Rodrigues, “a Síndrome de Burnout parece se tornar um fenômeno de massa, recebendo atenção constante da mídia. Mais e mais pessoas estão faltando ao trabalho devido ao Burnout. Por razão da crise econômica e grande desemprego no Brasil, hoje, vemos em algumas empresas um funcionário ocupando a posição que até pouco tempo atrás era exercida por três ou quatro pessoas. Com isso, o estresse aumenta. Há ansiedade e a pressão para manter o emprego também. Esse excesso de trabalho e a preocupação demasiada, porém, trazem consequências para a saúde das pessoas”. Sendo assim, a prevenção em relação à Síndrome de Burnout é fundamental.

Marinho, da FCMMG, indica que as empresas precisam “estimular melhores relações entre colegas e hierarquia, promover adequado reconhecimento do trabalho realizado, definir claramente as demandas e expectativas gerenciais, reduzir trabalhos monótonos e pouco significativos, garantir maior estabilidade no emprego e respeito aos problemas e necessidades particulares de cada um, buscar aumentar o sentimento de segurança social e ocupacional dos empregados, apoiar adequadamente as pessoas mais vulneráveis, reduzir o gerenciamento por metas e competição, coibir o bullying em qualquer nível, entre outras ações positivas”.

Entretanto, o médico de trabalho afirma ainda que os próprios trabalhadores também podem ajudar nesse processo de prevenção ao agirem coletivamente e individualmente. “Coletivamente, os sindicatos e comissões de trabalhadores devem ser agentes de esclarecimento e divulgação dos problemas ligados ao Burnout. As negociações coletivas com empresários devem buscar garantir ações positivas de prevenção e redução dos fatores geradores de estresse e ansiedade. Individualmente, cada indivíduo deve reduzir tendências perfeccionistas ou pessimistas em relação ao trabalho e à sua vida pessoal. A delegação de trabalho e responsabilidade a outros alivia a tensão, além de mudanças para expectativas mais realistas sobre a vida, o consumo e aspectos materiais e emocionais da vida cotidiana. O encontro de valor e sentido no trabalho ajuda muito, especialmente, nas tarefas de ajudar os outros e prestar serviços. Deve-se buscar a atividades físicas e de relaxamento, associados a uma vida balanceada, material e emocionalmente, com foco nos aspectos da vida que trazem alegria e sossego. Os colegas de trabalho devem ser amigos e não adversários, possibilitando alívio do estresse, trabalho em equipe e apoio emocional e funcional. Muitas vezes, trocar ou abandonar um trabalho ou carreira pode ser inevitável para melhorar aspectos emocionais da vida, especialmente, com apoio familiar ou mesmo de profissionais da área de psicologia e medicina. ‘Recarregar as baterias’ é extremamente necessário”, reforça.

Conforme a fisioterapeuta Torres, quando o assunto é prevenir a Síndrome de Burnout, já “existem linhas de conscientização bem solidificadas hoje em dia, como o Capitalismo Consciente”, diz ela, que também destaca que “muitas empresas adotam a metodologia da implantação do treinamento Mindfulness e isso mostra resultados positivos já em muitas marcas famosas. O treinamento das lideranças é o mais fundamental. E os trabalhadores devem conseguir administrar a mente buscando ajuda no ambiente fora da empresa, como experiências de desenvolvimento pessoal. Saber separar cada coisa em seu tempo e lugar em termos de pensamento é a chave”, revela.

Boas práticas

Com histórico de vários reconhecimentos por suas práticas de Recursos Humanos, a Edenred, líder mundial em soluções transacionais para empresas, comerciantes e trabalhadores, sendo holding que integra as marcas Ticket, Ticket Log, Repom, Edenred Soluções Pré-Pagas e Accentiv, já possui ações relacionadas à prevenção da Síndrome de Burnout, entre outras doenças ligadas ao contemporâneo alto grau de estresse dos profissionais brasileiros.

José Ricardo Amaro, diretor de recursos humanos da Edenred Brasil, conta que a organização faz “a gestão da saúde como uma grande aliada na preservação e melhoria da qualidade de vida e bem-estar de nossos colaboradores, pois entendemos que as pessoas são nossa principal razão de existir. Por isso, dedicamos grande parte do nosso tempo a ouvi-las e orientá-las. Temos uma série de iniciativas em relação a isso e, embora o grupo não tenha ações especificamente voltadas à prevenção da Síndrome de Burnout, muitas delas contribuem para a prevenção e redução do nível de estresse. Entre as principais, está o Conte Comigo, uma linha de contato gratuita e confidencial, que oferece ajuda em questões familiares, dificuldades emocionais, ansiedade, depressão, pânico, entre outros aspectos. A ligação é atendida por profissionais que integram uma equipe multidisciplinar altamente qualificada e composta por profissionais das áreas de psicologia, serviço social e direito. O atendimento telefônico pode ceder lugar a encontros presenciais, em uma estrutura que promove o total acolhimento dos colaboradores no ambiente de trabalho. Orientações sobre como lidar com o profissional em dificuldades podem ser estendidas a familiares e aos gestores, ampliando a rede de acolhimento. Outras iniciativas estão dentro da Plataforma Viva Melhor, que tem ações que cuidam da saúde física, mental e emocional dos colaboradores. A plataforma também conta com uma Equipe Multidisciplinar de Saúde (médico da família, enfermeira, nutricionista, educador físico e fisioterapeuta) e ações como o Circuito Saúde, que faz o acompanhamento e mapeamento anual detalhado da saúde com aferição dos principais indicadores para fatores de risco, conscientizando sobre a importância do diagnóstico precoce para a adoção de medidas preventivas. O Edenred na Medida, que promove conscientização sobre a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis. Após o mapeamento de colaboradores que apresentam fatores de risco por meio do Circuito Saúde, eles podem receber acompanhamento da equipe multidisciplinar ao longo de cinco meses. Nesse período, os participantes compartilharam o seu dia a dia e trocaram experiências, um ajudando o outro. Acupuntura, que traz benefícios diretos à saúde, como equilíbrio energético corporal e liberação de substâncias que agem no controle da dor, humor e ansiedade. Espaço Beleza, onde há, além de manicure e cabeleireiro, um massagista, contribuindo para o relaxamento muscular, o alívio de dores localizadas e a redução dos níveis de ansiedade e estresse. Projetos Flexplace (cultura de home office até duas vezes por semana) e Flextime (com flexibilidade da jornada/horário de trabalho)”, lista. Para o diretor, “os programas proporcionam maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, agregando vantagens para a qualidade de vida, redução de despesas com transporte, otimização do tempo, redução dos problemas com o trânsito, além de favorecer a mobilidade, a autonomia e a modernidade nas nossas relações de trabalho. A gestão de internação, incluindo o coaching pós-internação e acompanhamento daqueles que precisam recorrer ao plano de saúde, assim como a gestão de doenças crônicas, também fazem parte do escopo da Plataforma Viva Melhor. Os programas estão estruturados de modo a proporcionar um dia a dia mais leve e tranquilo e com a oferta de atividades e mecanismos que nos permitem prestar o acolhimento necessário no ambiente de trabalho e a ajuda especializada para o que nossos colaboradores necessitarem”, garante.

Por fim, ele destaca que “a Síndrome de Burnout é caracterizada pelo esgotamento de uma pessoa e, quando ela acontece, o corpo e a mente impõem um freio à dinâmica e à rotina. Embora seja cada vez mais comum, o Burnout acontece quando os níveis de ansiedade e estresse atingiram um patamar a partir do qual não é possível retroceder, pedindo ao indivíduo uma pausa. Na Edenred, as pessoas são nossa principal razão de existir. Por isso, a prevenção desse e de outros males à saúde de nossos colaboradores é essencial para que a empresa continue cumprindo seu papel na sociedade. A real importância de ações de prevenção à Síndrome de Burnout é, em primeiro lugar, para que os indivíduos possam preservar sua integridade e sua saúde de maneira geral, o que inclui os aspectos físico, emocional e mental. Nesse sentido, entendemos que o primeiro passo para a preservação da saúde está na prevenção. Por isso, nossas ações de saúde estão tão focadas em ferramentas que auxiliam nesse sentido, controlando e tratando, previamente, a ansiedade e o estresse. Em qualquer segmento, programas consistentes com foco em qualidade de vida e preservação da saúde são o caminho mais assertivo para evitar que o esgotamento estabeleça um desequilíbrio profundo entre a vida pessoal e a profissional. É fundamental que as pessoas encontrem tempo para o autocuidado, a prática de atividades físicas e momentos de descontração com a família e amigos”.

International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR)
www.ismabrasil.com.br

Secretaria de Trabalho — Ministério da Economia
www.economia.gov.br
Fundação Educacional Lucas Machado (FELUMA) 
www.feluma.org.br
Cetus
www.cetus.med.br
Juliana Torres
www.cabecaleve.com.br/juliana-torres
Endered
www.edenred.com.br
Ticket
www.ticket.com.br
Ticket Log
www.ticketlog.com.br
Accentiv
www.accentiv.com.br

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