Capa: Retornos mútuos

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Empresários ressaltam que apostar em ações de responsabilidade social e ambiental pode garantir diversos ganhos para todos os envolvidos

Os brasileiros são os consumidores mais conscientes do mundo, de acordo com uma pesquisa divulgada em 2017, realizada pela Union + Webster International, organização estrangeira especializada em diagnósticos sobre marcas e hábitos de consumo.
Durante o levantamento, 87% dos brasileiros consultados informaram que preferem comprar produtos ou serviços de empresas com responsabilidade social reconhecida, o que supera a média mundial de 77%. Além disso, os consumidores brasileiros garantiram que não se importam em pagar até 10% a mais pela mercadoria de marcas com essa premissa.

No entanto, cerca de 60% das empresas que operam no Brasil reduziram seus investimentos sociais em 2017, sendo que em 23% delas a redução foi superior a 25%, na comparação com os valores aplicados em 2016. Esses dados fazem parte do último relatório ‘Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC)’, divulgado em dezembro de 2018 pela Comunitas, organização da sociedade civil brasileira que tem como objetivo contribuir para o aprimoramento dos investimentos sociais corporativos e estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento social e econômico do país. Porém, o mesmo levantamento também aponta que o acréscimo ocorrido nas demais empresas e fundações integrantes do grupo compensou a redução.

Na prática

A Nestlé, líder mundial em nutrição, saúde e bem-estar, investe de forma expressiva em programas socioeconômicos. Marcelo Citrângulo, diretor da Nestlé Professional, diz que “a Nestlé possui diversas iniciativas e soluções que contribuem para o bem-estar das pessoas e famílias, comunidades e do planeta de forma alinhada ao seu propósito de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. Isso é feito por meio das ações de Criação de Valor Compartilhado (Creating Shared Value – CSV), um consistente trabalho que envolve todos os públicos de relacionamento, de consumidores a fornecedores, passando pelos colaboradores e pelas populações dos locais onde está presente. No Brasil, possuímos diversas iniciativas que buscam nos ajudar no atingimento dessas metas, que vão desde ações de desenvolvimento das cadeias rurais onde atuamos, passando por programas de estímulo a hábitos mais saudáveis para as pessoas e pela busca de formas mais sustentáveis de produção”.

De acordo com Citrângulo, a divisão de Nestlé Professional é responsável diretamente por duas iniciativas muito importantes, que são o programa Jovem Aprendiz da Cozinha do Brasil e as ações do Dia Internacional dos Chefs. “O programa Jovem Aprendiz da Cozinha do Brasil, que chegou a sua quarta edição em 2018, foi criado com o objetivo de fomentar a inclusão de jovens estudantes com recursos limitados entre 18 e 26 anos no mercado de trabalho. A iniciativa é uma extensão do Young Culinary Talents (YOCUTA) e está presente em diversos países da América Latina. Conta com a parceria dos chefs Flávio Federico, reconhecido como um dos melhores confeiteiros do Brasil, e do premiado chef francês Laurent Suaudeau, criador do Instituto Laurent. Além de aprenderem sobre técnicas culinárias, nutrição e produtos, os participantes também são capacitados pelo RH para se prepararem para entrevistas e para o primeiro contato com empregadores. Nos três anos em que foi realizado no país, o programa já capacitou 186 jovens, sendo que 68% deles estão empregados, inclusive, em renomadas cozinhas, em restaurantes, hotéis, entre outros. Além da experiência em grandes cozinhas, o Jovem Aprendiz da Cozinha do Brasil busca também oferecer novas realidades e oportunidades para os participantes e para seus familiares”, informa.

O diretor da Nestlé Professional partilha ainda que “anualmente, a Nestlé Brasil também aproveita o Dia Internacional dos Chefs, celebrado em 20 de outubro, para conscientizar crianças sobre a importância de incluírem em sua rotina uma alimentação saudável. Em 2018, realizou atividades especiais para 120 crianças da Instituição Ana Rosa, em São Paulo. A iniciativa, liderada pelo time da Nestlé Professional, com o apoio do programa Nestlé por Crianças Mais Saudáveis, incluiu oficinas de culinária com receitas saudáveis e brincadeiras para estimular as crianças a se divertirem com os alimentos. O Instituto Ana Rosa, fundado em 1874, foi a primeira iniciativa particular de assistência social e formação profissional do Brasil e tem por objetivo proporcionar melhores condições de vida, educação, proteção e segurança a crianças e jovens provenientes de famílias de baixa renda e em vulnerabilidade social”, salienta.

Investimentos

A Agropalma, empresa com capital 100% nacional que produz e comercializa óleo vegetal e derivados e oferta gorduras para aspersão, frituras e sorvetes ao mercado food service, investe em programas socioeconômicos já há um bom tempo.
Tulio Dias Brito, gerente de responsabilidade socioambiental corporativa da organização, conta que, atualmente, estão em andamento “o Programa de Proteção de Reservas Florestais, conhecido como Desmatamento Zero, o Programa de Levantamento e Monitoramento da Biodiversidade, o Programa de Gestão de Gases de Efeito, o Programa de Agricultura Familiar, o Programa Escola Agropalma, o Programa de Implantação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Vila dos Palmares, no Pará, e o Programa EJA. Os públicos envolvidos são funcionários e seus familiares e as comunidades do entorno da empresa”, detalha.

Conforme Brito, os benefícios gerados pelas ações citadas “são a preservação das florestas e da biodiversidade amazônica no centro de endemismo de Belém, bem como a geração de capacitação, trabalho e renda e melhoria da qualidade de vida das comunidades envolvidas”, resume.

Para o gerente de responsabilidade socioambiental corporativa da Agropalma, o investimento em ações de responsabilidade social e ambiental traz ganhos mútuos. “Todos os programas que a Agropalma desenvolve atendem as expectativas dos principais clientes, os quais desejam que suas cadeias produtivas sejam livres de desmatamento, contemplem relações trabalhistas decentes, promovam o desenvolvimento sustentável local e evitem o surgimento de conflitos. Esses programas trazem ainda benefícios diretos para a organização, como controle biológico natural de pragas e doenças na plantação, maior quantidade de matéria-prima agrícola, maior disponibilidade de pessoas formalmente educadas e qualificadas”, explica.

Ainda segundo Brito, os resultados já alcançados por meio dos programas socioeconômicos desenvolvidos pela Agropalma são muitos amplos, mas podem ser agrupados como “a manutenção e proteção de 64 mil ha de reservas florestais que abrigam 449 espécies de aves (6 ameaçadas de extinção); 62 espécies de mamíferos (6 ameaçadas de extinção); centenas de espécies de répteis, anfíbios, peixes, abelhas etc., alguns deles importantes bioindicadores de boa qualidade ambiental; 192 famílias com renda média superior a R$ 3 mil/mês; 500 estudantes do ensino regular matriculados todos os anos, com cerca de 30 formandos no ensino médio anualmente; 200 estudantes do programa EJA matriculados todos os anos; e atratividade para bons profissionais que possuam dependentes em idade escolar”.

Educação

Já o principal programa socioeconômico da Dellabruna, segundo João Dellabruna, diretor da empresa, se fundamenta na educação. “Na Dellabruna, temos um programa em que todos os funcionários que quiserem estudar ou se profissionalizar têm seus estudos 100% bancados pela empresa. E, isso tudo, sem nenhuma contrapartida”, destaca.

O profissional conta que a organização sempre insiste com os seus colaboradores que eles devem se preparar para a vida “e que a vida não se resume na nossa empresa. Somos uma empresa do ramo de mobiliário de madeira, mas já ajudamos formar cabeleireiro, mecânico de motos e outros profissionais de diversos ramos de atividades. Já ajudamos muitos funcionários a se formarem em cursos regulares de segundo grau, universitário e MBA. No momento, temos vários universitários, cujos estudos estão sendo bancados pela empresa. Inclusive, uma funcionária ajudante de produção está fazendo Direito. Muitos se formam, partem para suas carreiras e nos enchem de orgulho”, afirma.

Responsabilidade

“O Scala sabe que não está sozinho no mundo. Sabe que se tornou um grande laticínio porque está inserido numa comunidade que o apoiou e numa região que disponibiliza todos os recursos naturais necessários em seus processos. Por isso, está empenhado em retribuir: possui diversas frentes de responsabilidade socioambiental e mantém viva a essência do seu fundador – respeitando os valores humanos com ética e comprometimento”, ressalta Hebe Noventa, do Comitê de Responsabilidade Social Scala.

A profissional relata que, na área social, foi criado o Instituto Scala, “que desenvolve projetos que têm como alvo crianças e adolescentes carentes, que recebem aulas de reforço escolar, computação, recreação e orientação psicológica. Recentemente, a empresa criou o Comitê de Responsabilidade Social Scala, que atua junto às comunidades locais coordenando ações sociais”, diz ela.

Hebe menciona, ainda, outras ações da marca, que têm gerado ótimos frutos. “Ciente de sua responsabilidade frente às comunidades onde atua e respeitando a máxima de ‘pensar globalmente e agir localmente’, o Scala vem trabalhando para estruturar seu processo de Responsabilidade Social Empresarial, fundamentando suas ações nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ONU e focando suas ações na Educação, através do esporte, cultura e apoio à formação de base e técnica. Hoje, a empresa possui programas de parceria com escola das comunidades onde está abrigada para incentivar e facilitar a conclusão dos estudos de seus moradores e funcionários. Formou, no ano de 2018, nove alunos que não tinham a alfabetização e hoje iniciam a formação do Ensino Fundamental. Outras ações como mobilização solidária na doação de alimentos, agasalhos, presentes de Natal para idosos e crianças, também são fomentadas pela empresa, interna e externamente, na busca de mais voluntários”.

Neste ano, a organização também concluiu, conforme relata Hebe, o mapeamento da comunidade de Sacramento, onde está inserida, na procura por entender melhor suas expectativas e necessidades para atuar de forma mais abrangente e assertiva. “Com esse projeto, participa ativamente de um trabalho que nasceu na cidade de sua Matriz – Sacramento 2025 – onde representantes das empresas e instituições da cidade se reúnem com o intuito de discutirem as melhores ações para o desenvolvimento sustentável da comunidade”, frisa.

Ações

A Cervejaria Ambev também aposta em diversas ações socioeconômicas. Andrea Matsui é gerente de sustentabilidade da empresa e, por isso, está à frente dos programas sociais, como o VOA, criado no ano passado. Ela partilha que a ação é um “programa de capacitação em gestão e mentoria com funcionários voluntários para ONGs. Em sua primeira edição, a procura foi grande, mais de 2.100 organizações se interessaram pelo programa e selecionamos, ao total, 185 ONGs no Brasil. O VOA foi pensado em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1, 4, 8 e 17 da ONU, que buscam tornar o mundo mais inclusivo e sustentável. Assim, o programa oferece apoio às ONGs para que elas atinjam seu maior propósito: ampliar seu impacto positivo na sociedade e tornar o mundo um lugar melhor. O VOA é parte da nossa estratégia de sustentabilidade e uma forma de alcançarmos o nosso sonho de unir as pessoas por um mundo melhor. Por isso, convidamos nossos funcionários para participarem também. Eles podem se candidatar como voluntários para serem mentores, doando tempo e conhecimento para as ONGs participantes. Isso aumenta o engajamento na medida em que eles sabem que uma boa gestão é fundamental para melhorar os resultados de qualquer organização e veem a utilidade prática do seu trabalho como voluntários. Acreditamos que programas de voluntariado são uma forma de as empresas engajarem os seus colaboradores com causas sociais e contribuírem com uma sociedade mais justa e igualitária”, avalia.

Dia da Responsa, com Bernardo Paiva, presidente da Cervejaria Ambev

Matsui relata que, em 2013, foram também criados os comitês Bem Ambev, que tinham atuação local no entorno da unidade da empresa em que foram organizados. “Nesse projeto, nossos grupos de voluntários se uniam para ajudar uma causa da região onde estavam. O VOA veio dar um passo além nesse projeto para impactar ainda mais pessoas. Também incentivamos mobilizações pontuais, como o combate ao vírus da zika. E, anualmente, realizamos o Dia de Responsa, data em que praticamente todos os nossos funcionários saem às ruas para falar de consumo consciente de bebidas alcoólicas. Temos ainda o AMA, que é o nosso primeiro negócio social. O lucro das vendas das garrafinhas de AMA pode ser acompanhado em tempo real pelo site www.aguaama.com.br. O montante, hoje, está na casa dos R$ 3 milhões, o que já viabilizou 28 projetos nos estados do Ceará, Piauí, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Sergipe, realizados em parceria com a Fundação Avina, organização não governamental focada em desenvolvimento sustentável. Em cada comunidade, é feito um diagnóstico para entender a causa principal do problema e como ajudar. As soluções variam de acordo com cada caso e incluem a perfuração de poços profundos para captação de água; placas solares para baratear o custo de distribuição e também garantir a sustentabilidade ambiental; revitalização de sistemas de distribuição que estavam inoperantes; construção de cisternas em escolas juntamente com sistemas de reuso de águas cinzas, manejo de hortas e capacitações em meio ambiente, recursos hídricos e manejo de hortas e sistemas de reuso.

Mais de 35 mil pessoas já foram impactadas pelos projetos”, ressalta.
Ainda de acordo com a gerente de sustentabilidade, o primeiro ano do VOA foi concluído com a participação de cerca de 200 funcionários voluntários, que dedicaram 12 mil horas de seu tempo em mentoria personalizada para as organizações participantes.
“Também tivemos uma adesão muito grande de funcionários querendo se voluntariar como mentores no programa. Mais de 700 especialistas em suas áreas de atuação se inscreveram no programa para darem aulas para as ONGs. Acreditamos que essa grande procura e nível de engajamento vêm da possibilidade de o voluntário poder transmitir seu conhecimento e contribuir para o legado perene que tanto prezamos. O resultado do VOA é de longo prazo e tem um resultado prático bastante valioso: o aumento do impacto social das ONGs capacitadas pelo programa. Assim, já tínhamos os professores para podermos atender a mais ONGs. Como também selecionamos ONGs de todo o país, foi preciso somente destinar um voluntário da mesma região para cada entidade, tornando possível que essas novas ONGs pudessem participar do VOA sem precisar se deslocar para os encontros em São Paulo, assistindo às aulas em sua própria sede. No total, a dedicação de nossos funcionários à mentoria no VOA foi equivalente a cerca de R$ 12 milhões em consultoria, considerando a remuneração média de um consultor no mercado”, calcula.

Programa VOA da
Cervejaria Ambev

Vale a pena

Os entrevistados destacam que vale a pena a adoção e manutenção dessa postura empresarial.
Brito, da Agropalma, afirma que projetos socioeconômicos “trazem vantagens diretas para o negócio, bem como alinha o desempenho da empresa com as expectativas do mercado. Com certeza, programas socioambientais, quando bem escolhidos e desenhados, trazem vantagem competitiva. Por exemplo, no mercado do óleo de palma, os clientes se preocupam muito com a questão do desmatamento. Logo, ter uma política de desmatamento zero e 64 mil ha de florestas protegidas e preservadas é um atrativo para que esses clientes busquem a Agropalma como fornecedora em detrimento de outros concorrentes. Programas socioeconômicos são uma tendência e uma real necessidade. Para algumas organizações, é uma necessidade, para outras uma oportunidade. Depende do setor de atuação e das regiões onde está localizada a operação”, pontua.

Tulio Brito
“Todos os programas que a Agropalma desenvolve atendem as expectativas dos principais clientes”, diz Tulio Dias Brito, gerente de responsabilidade socioambiental corporativa da organização

Citrângulo, da Nestlé, argumenta que a empresa “trabalha com o conceito de criação de valor compartilhado justamente porque acredita que todas as ações e iniciativas têm o potencial não só de beneficiar as pessoas, comunidades e planeta, mas também o próprio modelo de negócio. Ou seja, ao desenvolver um jovem para atuar como cozinheiro ou chef, contribuo para que ele tenha um futuro profissional, mas também estimulo a formação de novos talentos para o nosso mercado de atuação, o que pode impulsionar o segmento e trazer novos espaços de atuação para o meu próprio negócio. É uma via de mão dupla. A Nestlé, como uma das empresas líderes do mercado de alimentação e bebidas, acredita que tem uma grande responsabilidade e pode fazer a diferença em liderar e inspirar ações que contribuam para levar saúde, nutrição e bem-estar para as pessoas. Por isso, não só investimos em iniciativas sociais e ambientais ligadas a esses pilares, como também procuramos envolver todos os públicos de relacionamento nessas ações, inclusive nossos parceiros de food service. Nossos compromissos, assumidos globalmente, são de ajudar 50 milhões de crianças a ter vidas mais saudáveis, melhorar a condição de vida de 30 milhões de pessoas nas comunidades onde operamos e alcançar o impacto ambiental neutro em nossas operações”, revela.

Matsui, da Cervejaria Ambev, enfatiza que a organização acredita que “empresas precisam pensar na sustentabilidade no longo prazo e no legado que querem deixar para as futuras gerações. Defendemos que um mundo melhor se constrói com todos juntos e sabemos da nossa importância e do nosso papel junto à sociedade quando falamos em deixar um legado positivo para a atual e as futuras gerações. Temos consciência de nosso papel e de nossa responsabilidade social enquanto uma das maiores companhias do país e, diariamente, unimos esforços e dedicação para ajudar na construção de um mundo mais igualitário para todos. O consumidor também tem, cada vez mais, cobrado postura e posicionamento das empresas e marcas com as quais se identifica. Para nós, faz todo o sentido estarmos próximos dos nossos consumidores, ouvir seus anseios e nos adaptarmos a eles”, diz.
Hebe Noventa, do Scala, também ressalta o compromisso da marca. “Nós que formamos a empresa ainda temos um longo caminho a percorrer em relação ao desenvolvimento e acompanhamento de projetos socioeconômicos em nossas comunidades. Entretanto, o nosso compromisso está em buscar ações que tenham sustentabilidade e que façam a diferença na vida das pessoas”, diz.
Por fim, João Dellabruna, da Dellabruna, enfatiza que “acreditamos que a educação é a melhor forma de inclusão social. Nossa história é a prova disso. Temos certeza de que ajudando pessoas a se desenvolverem, ajudamos a construir um país melhor”, afirma.

Nestlé
www.nestle.com.br
Agropalma
www.agropalma.com.br
Dellabruna
www.dellabruna.com.br
Scala
www.scala.com.br
Ambev
www.ambev.com.br

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