Caminho sem volta

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Um dos principais desafios do nosso segmento, assim como de vários outros no Brasil, sempre foi a mão de obra.

Não só pelo alto custo tributário e da estrutura de encargos que interferem diretamente na possibilidade de salários melhores e menos onerosos ao negócio como também pela falta de qualificação e produtividade.

Importante lembrar que quando falamos em “custo de mão de obra mais alto do que em outros mercados”, não significa que tenhamos a remuneração mais alta, pelo contrário, temos os piores salários médios com uma das estruturas de custos agregados mais caras do mundo.

No entanto, independentemente dos fatores sociais e políticos que interferem nisso, o fato é que no segmento de Food Service no Brasil a mão de obra é mais cara, menos qualificada e menos produtiva quando comparada com a maior parte dos mercados onde o segmento está mais desenvolvido.

Claro que parte da culpa e da possibilidade de correção de alguns destes aspectos fogem da gestão e da nossa possibilidade de interferência, mas no que se refere à produtividade e qualificação, a maior parcela de culpa está na ausência de cultura de treinamento e na convivência pacifica com a indolência, despreparo e indisciplina das equipes.

Uma das heranças positivas da crise sem dúvida será a valorização da necessidade de treinamento e no acompanhamento de forma diferente dos indicadores qualitativos da mão de obra. Isso pelo simples fato de que todos estão reduzindo por necessidade os quadros e passando a ter à disposição menos gente do que tinham meses atrás e do que poderão ter nos próximos anos.

Neste cenário as pessoas que restaram precisarão trabalhar mais, mais rápido e melhor.
Aprenderemos na marra a cuidar melhor do Recurso Humano e não só a preparar melhor as pessoas como exigir trabalho de melhor qualidade por parte delas.

Todos os mercados do mundo que passaram por este movimento nunca mais voltaram a trabalhar da mesma forma e acabaram se desenvolvendo com formatos e processos mais saudáveis e simples.

Isso acontecerá conosco também e nunca mais será a mesma coisa. É um caminho sem volta.

Se você ainda não está olhando para o seu negócio neste sentido, pense nisso.

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