Bares esperam faturar R$ 12 bilhões durante a Copa

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Por Redação FSN – 30 de junho de 2014

O segmento de bares deve faturar R$ 12 bilhões durante a realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil, de acordo com previsão da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Entre junho e julho de 2013, durante a Copa das Confederações, a receita desses estabelecimentos de alimentação teve um incremento entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões.

“É a primeira vez que estamos vivendo um evento de impacto nacional tão prolongado. Não tínhamos essa expectativa”, diz o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior.

Ainda segundo a entidade, o movimento nos bares cresceu em média 70% nos dias de jogos da seleção brasileira, e o tempo de permanência também aumentou. Em outras Copas, o público aumentava de 50% a 70% nos jogos da seleção, lembra Solmucci Júnior.

“As pessoas estão assistindo ao máximo de partidas que podem”, afirma. Apesar de a quantidade e freqüência de jogos diminuir com o termino da fase de grupos da competição, a expectativa continua alta. “As pessoas devem continuar acompanhando, independentemente de o Brasil continuar na Copa”, analisa Solmucci.

Ao contrário dos bares, os restaurantes não terão um impacto tão positivo por conta do torneio, segundo Cristiano Melles, presidente da Associação Nacional dos Restaurantes (ANR). “A Copa não ajuda os restaurantes. Pode ser até que tenha queda no faturamento em relação à média.”

Entre as razoes para esse pessimismo estão os horário das partidas – que faz com que muita gente migrasse para o barzinho, e os feriados, que reduziram o movimento corporativo, grande público de restaurantes.

A opção por comer em casa também ajuda a explicar a baixa nos restaurantes. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) confirma que, na primeira fase da Copa, subiu o consumo de carne, pipoca, salgadinhos, cerveja e refrigerante.

A estimativa da associação é de que as vendas sejam 5% maiores em junho em relação a um mês comum. “Mesmo quando não é dia de jogo, o consumo na cidade de São Paulo continua aquecido pela presença dos turistas”, diz o gerente de economia e pesquisas da Apas, Rodrigo Mariano.

Fonte: PEGN

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