Baldes de ganhos

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Projeções de significativo aumento nacional de produção e consumo de carne de frango incentivam empresários a investirem cada dia mais nos baldes de frango frito

dany levkovits
Dany Levkovits, diretor executivo e fundador da HNT, avalia que “o frango crocante ainda é uma novidade no Brasil e, por isso, o negócio tem grande potencial de expansão”

Um estudo divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta que a produção da carne de frango no Brasil é a que mais deverá aumentar na próxima década, alcançando uma taxa de crescimento de 33,4%, 2,8% ao ano. A previsão é que passe de 13.440 toneladas registradas em 2017 para 17.930 toneladas em 2027. O mesmo levantamento projeta ainda um aumento de 29,5% no consumo da carne de frango pelos brasileiros também nos próximos anos. Nesse caso, o crescimento anual esperado é de 2,6%, no período 2016/17 a 2026/27. Ou seja, de 11,9 milhões de toneladas. Além disso, levando em conta a população brasileira total projetada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 219 milhões de pessoas, é possível que, até o fim de todas essas projeções, o consumo nacional de carne de frango chegue a 54,3 kg/hab/ano.
Paralelamente a esse promissor cenário, os baldes de frango frito, muito famosos na cultura norte-americana, vêm se destacando como um bom negócio para se investir diante dessa expressiva projeção de aumento de produção e consumo nacional de carne de frango. Afinal, o produto em si ainda é considerado uma novidade no mercado food service brasileiro, que tem bastante influência gastronômica estrangeira quando o assunto é fast-food. Prova disso é a marca Kentucky Fried Chicken (KFC) que, em português, significa Frango Frito do Kentucky. A rede de restaurantes estadunidense explora a antiga receita de frango frito do Kentucky, criada pelo Coronel Harland Sanders, fundador do KFC em 1939, na cidade de Corbin, no estado do Kentucky, nos EUA, e está no Brasil há quase vinte anos com um modelo de negócio rentável e que amplia ano a ano para novas regiões.

Otimismo

Dany Levkovits é diretor executivo e fundador da Hotn’Tender (HNT), rede fast-food de franquias carioca especializada em frango frito. Também bastante otimista em relação ao sucesso do produto balde de frango entre os brasileiros, ele explica que “o crescimento do consumo de frango pelos brasileiros, uma tendência em alta também nos EUA, e a pouca concorrência no mercado nacional impulsionaram redes como a HNT”, destaca ele. “O escritório e centro de treinamento ficam no Shopping Nova América, no Rio de Janeiro, onde há uma unidade piloto para treinamento e teste de novos produtos. A HNT tem três opções de baldes: 1 litro para uma pessoa, 2 litros para 2 a 3 pessoas e 3 litros para 3 a 4 pessoas. Vendemos mais de 60 mil baldes de frango por mês em oito estados do Brasil”, partilha.
John Lenon da Rocha Araújo é outro empresário que apostou em cheio na produção e venda de baldes de frango frito para brasileiros e, desde então, só tem o que comemorar. Em 2015, ele e sua esposa, Adriana Vitória, criaram, em casa, a marca Chicken in House.
“No mesmo ano, inauguramos nossa primeira loja. E, em meados de 2016, começamos a expansão”, diz ele. “Temos entre nossos franqueados famosos e grandes empresários”, conta Araújo, que, atualmente, atua como CEO da marca que criou.
De acordo com o profissional, o principal produto da Chicken in House é o balde de frango frito crocante.
“Temos, em segundo lugar em vendas, o balde misto de frango frito com costelinha de porco. E temos ainda double chicken (sanduíche sem pão), chicken bacon (medalhão de frango recheado), asa de frango recheada (recheio de carne seca, queijo, bacon e calabresa), queijo empanado e bebidas diversas. Por mês, são vendidas aproximadamente 200 toneladas de frango”, detalha o CEO.

Futuro

balde de frango
“O segredo para conquistar os consumidores é empanar e deixar o frango supercrocante”, afirma Dany Levkovits, diretor executivo e fundador da Hotn’Tender (HNT)

Levkovits, da HNT, avalia que “o frango crocante ainda é uma novidade no Brasil e, por isso, o negócio tem grande potencial de expansão. O fato de desossarmos o frango é um grande diferencial perante a concorrência. Todas as pesquisas e consultorias de food service dos Estados Unidos apontam o consumo de frango como uma das tendências para 2019/2020, o que só nos faz acreditar que estamos no caminho certo. Contamos com uma receita secreta que marinamos e defumamos o frango. E, no fim, empanamos deixando o frango mais crocante do mundo. O segredo para conquistar os consumidores é empanar e deixar o frango supercrocante. Nosso frango é feito com gordura de algodão. Isso deixa o frango bem seco e sem gordura. A HNT faz um produto único e de qualidade. Estamos mudando a história há mais de 20 anos. Apostamos muito no segmento. Com forte apelo jovem, os frangos em porções da HNT são apresentados em baldes que podem ser temáticos e colecionáveis. A HNT esteve presente nos últimos anos em grandes eventos de entretenimento como Rock in Rio, Lollapaloza, Comic Con e Game XP”, relata ele.
Já Araújo, da Chicken in House, acredita que “os brasileiros gostam dos conceitos americanos e o frango frito é muito querido por eles. Por isso, a Chicken in House deixa seus molhos e temperos bem abrasileirados. Vale a pena fabricar e vender baldes de frango frito no Brasil porque, cada vez mais, esse segmento de consumo tem atraído mais consumidores”, conclui.

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