Aprendizado significativo

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O ano que se passou teve muita repercussão para o segmento de food service. Entre altos e baixos, de contaminações dos alimentos básicos da mesa dos brasileiros e as novas apostas em tecnologias, a FSN procurou tratar de todos os assuntos com ênfase nas consequências positivas e negativas para o mercado.

Ainda que os produtos e serviços mudem, inovem ou se tornem obsoletos, as indústrias e os estabelecimentos da área de alimentação fora do lar poderão contar com o nosso esforço de transmitir tudo o que estiver em pauta. O crescimento do setor durante 2013 nos dá ainda mais ânimo para falar daquilo que sempre fará parte do cotidiano do consumidor, o prazer impagável de comer bem, em lugares únicos, de qualidades inquestionáveis. Todas essas experiências já estão reunidas aqui e estarão também em 2014

fsn_capa_68EDIÇÃO 68 – JANEIRO

Muita demanda e pouca oferta

O início de 2013 foi marcado pela grande expectativa de crescimento do segmento de food service. Os números em 2012 estavam em progresso contínuo e, ao passo que a demanda aumentava, a preocupação com a pouca oferta também. Para acompanhar esse crescimento, algumas indústrias se tornaram multimercados, a fim de atender a todos os segmentos de forma ampla. Outras se especializaram em determinadas áreas de negócio, compondo o fenômeno da terceirização.
Os desafios daquele período do ano eram principalmente o abastecimento e os serviços oferecidos ao mercado. Por isso, os investimentos em tecnologias para garantir que a produção e distribuição fossem viáveis para o cliente. A mão de obra também teve aumento e qualificação ao longo do ano anterior, para transformar a prestação de serviços e, assim, suprir as maiores demandas de 2013.

 

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EDIÇÃO 69 – FEVEREIRO

Fidelidade que vale ouro

Um levantamento feito pelo Banco Central apontou que os brasileiros adquiriram mais de 813 bilhões de pontos por meio dos cartões de créditos. Desta quantia, cerca de 440 bilhões foram resgatados e convertidos pelos usuários em benefícios ou produtos. Com o crescimento do número de adeptos, os restaurantes, bares e estabelecimentos do setor alimentício de todo o país aderem aos convênios para atrair os consumidores e fidelizá-los. Segundo pesquisas realizadas pela empresa de programas de fidelização Dotz, em Brasília, por exemplo, 48% dos lares brasileiros passaram a comprar em estabelecimentos que conheceram melhor depois que estes aderiram ao programa de convênio, e 24% começaram a consumir em locais que não conheciam por causa da aceitação da Dotz. Isso prova reconhecimento não só da moeda Dotz, como também dos locais que a utilizam.

 

fsn_capa_70EDIÇÃO 70 – MARÇO

Credibilidade junto aos consumidores testada pela Anvisa

Após as autoridades do Reino Unido e Irlanda descobrirem que carne bovina contaminada com carne de cavalo estava sendo vendida pelos principais estabelecimentos da União Europeia, supermercados, açougues, indústrias e produtos dos respectivos países começaram a ser inspecionados por um rigoroso controle de testes de DNA. Não só a carne de cavalo foi encontrada nas amostras analisadas, mas também carnes de búfalo, burro e cabra, que foram vendidas como se fossem de boi.
Apesar de o Brasil não ter entrado na lista dos países que vendem carne de cavalo como carne de boi, os consumidores se preocuparam com a fiscalização das carnes produzidas no país. O processo é responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e é feito apenas nos estabelecimentos cadastrados no SIF (Serviço de Inspeção Federal). Os locais de abate e frigoríficos são inspecionados e as amostras enviadas a laboratórios federais.
Um projeto em desenvolvimento pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende classificar os restaurantes brasileiros de acordo com as suas condições de higiene, visando acabar com as dúvidas do consumidor não só quanto aos cuidados no abate das carnes, mas também na armazenagem e nos preparos dos produtos.
fsn_capa_71EDIÇÃO 71 – ABRIL

Lucro assegurado

A preocupação com a segurança alimentar ganhou espaço novamente após um levantamento da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo detectar que 24% dos casos de intoxicação alimentar registrados entre 1998 e 2008 foram causados por comidas de restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação fora do lar. Em maio de 2012, três clientes tiveram intoxicação alimentar após comerem no Habib’s, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Análises detectaram a presença de bactérias fecais nos recheios de carne, queijo e espinafre utilizados. A instituição foi multada e, em nota, afirmou ser um “caso isolado”.
De acordo com o biomédico Roberto Martins Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria em todo o Brasil, uma das principais doenças relacionadas a problemas com a alimentação é salmonelose, causada pela bactéria Salmonella. Mas, além dessa, há outras intoxicações comuns, como a verminoses, viroses e enteroviroses.
Para evitar problemas com relação a doenças alimentares, diversas dicas foram listadas a fim de ajudar os restaurantes e demais players do food service, como cozinhar adequadamente os produtos, inclusive aqueles que serão reutilizados, e também refrigerar os alimentos adequadamente.
A contaminação pode acontecer em qualquer estágio de contato com os alimentos – manipulação, preparo, conservação e armazenamento – e, por isso, exige sempre preparação específica do segmento de food service.
fsn_capa_72EDIÇÃO 72 – MAIO

Oportunidades em app

De acordo com o “Relatório Mobilize de Inteligência de Mercado”, desenvolvido por uma empresa do grupo .Mobi, foram realizados 30 bilhões de downloads de apps em todo o mundo, gerando faturamento de US$ 8,5 milhões. O nosso país lidera o ranking de crescimento de aplicativos para dispositivos móveis na América Latina, devido ao aumento das vendas de smartphones e tablets nos últimos anos.
O setor de alimentação, assim como os demais, também se apropriou da tecnologia, que é um novo foco do mercado e traz diversos benefícios de vendas, como a funcionalidade, rapidez e mobilidade.

 
fsn_capa_75EDIÇÃO 75 – AGOSTO

A vaca foi pro brejo

Primeiro foi a carne de boi adulterada com carne de cavalo, depois as preocupações com as infecções alimentares, capazes de gerar doenças para o consumidor. Depois, no mês de agosto, mais um escândalo capaz de causar impactos negativos para o food service: a fraude no transporte de leite no Sul do Brasil.
A operação Leite Compensado, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Receita Estadual e da Brigada Militar em maio, identificou fraude por parte de transportadoras que adulteraram o leite cru entregue na indústria para ter maior lucro na venda.
A investigação mostrou que as indústrias não sabiam da fraude, mas, ainda assim, falharam ao não identificar os problemas por meio de inspeções para o controle da qualidade. A Food Service News mostrou, então, as marcas afetadas, as fórmulas das adulterações e as penalidades propostas no caso, e também como as empresas devem garantir a qualidade dos seus produtos.
fsn_capa_76EDIÇÃO 76 – SETEMBRO

Função: crescer no mercado

De acordo com um estudo realizado pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), a procura por alimentos mais nutritivos cresceu cerca de 32% nos últimos anos. A questão da saudabilidade é atual e considerada uma possibilidade em potencial no mercado, já que possui forte influência sobre a decisão do consumidor.
Os alimentos funcionais são aqueles que exercem funções metabólicas ou fisiológicas no organismo, atuando na nutrição e proteção deste, entre outros benefícios. Eles devem conter, comprovadamente, substâncias capazes de melhorar a saúde, reduzir o risco de doenças ou, ainda, ajudar no funcionamento metabólico humano.
Eles vêm ganhando espaço na mesa dos brasileiros, como o leite fermentado, iogurte, aveia, além dos lights, diets, orgânicos etc. Embora as características funcionais para o corpo estejam presentes, a princípio, em todos os alimentos, nesses, esses benefícios são em maior quantidade e devidamente comprovados.
Os alimentos funcionais foram regulamentados no Brasil somente em1999 pela Anvisa.
fsn_capa_77EDIÇÃO 77 – OUTUBRO

Clique polêmico

Nos Estados Unidos, o hábito de tirar fotos de pratos dentro dos restaurantes esbarrou em políticas proibitivas de chef’s e consumidores incomodados com o foodstragram, termo utilizado para a ação e junção das palavras food, comida em inglês, e Instagram, principal rede social utilizadas pelos clientes para postar as fotos.
Os restaurantes do Brasil dividem opiniões entre aqueles que preservam a atitude de apreciar a comida em vez de fotografá-la, e também os que não veem problemas e até gostam da propaganda que recebem, capaz de aumentar as vendas.

 
fsn_capa_78EDIÇÃO 78 – NOVEMBRO

Lucro jogado fora

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou os resultados de um estudo publicado em Roma sobre o desperdício de alimentos. Os números alarmantes alcançaram aproximadamente 750 bilhões de dólares anuais em prejuízos. Não são só os empreendedores que sofrem, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçadas causam danos ao solo e ao meio ambientes.
No Brasil, o desperdício está presente em todas as instituições como os lares, restaurantes e bares. O ato pode ser atribuído a diversos fatores. Os especialistas atentam para o costume, enraizado em nossa cultura, de não reaproveitar as partes dos alimentos que não são consumidas, e para o despreparo das pessoas que trabalham manipulando os alimentos. A manipulação consciente de todos os recursos alimentícios deve ser sempre discutida entre os profissionais do setor.
fsn_capa_79EDIÇÃO 79 – DEZEMBRO

Foie Gras: non à São Paulo

O vereador Laércio Benko, do Partido Humanista da Solidariedade (PHD) e também vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo, é o autor do projeto de lei 537/ 2013, que entrou em tramitação em agosto do ano passado e proíbe a produção e venda do foie gras na cidade.
O debate ganha força entre os principais chefs da cidade. Em uma audiência pública da Comissão de Saúde, eles apresentaram um manifesto redigido pela Associação dos Profissionais de Cozinha do Brasil, assinado por 45 chefs. O documento mostra os argumentos contra a promulgação da lei.

 

 Food Service News

www.foodservicenews.com.br

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