Alimentos sobem e deixam Banco Central em alerta

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Por Redação FSN – 21 de março de 2014

Em razão dos efeitos da estiagem, os preços agrícolas alteraram os índices de preços no atacado e devem chegar com mais intensidade ao consumidor ainda este mês. O Banco Central reconheceu que enfrenta um novo choque de preços de alimentos, embora acredite que seja temporário, e não tenha a mesma intensidade do ocorrido no início do ano passado, quando os preços dos produtos in natura subiram 45,3% nos 12 meses até fevereiro. Ainda assim, a intenção da autoridade monetária é evitar que o choque se propague para outros preços da economia.

A inflação acumulada em 12 meses mostra resistência e uma variação ligeiramente acima da prevista. Em princípio, trata-se de um choque temporário e que tende a se reverter nos próximos meses. “Mesmo assim, a política monetária deve atuar de modo a garantir que os efeitos desse choque se circunscrevam ao curto prazo”, alerta Alexandre Tombini, presidente do Banco Central.

Embora os produtos in natura, que têm um ciclo rápido de produção, possam devolver no meio do ano boa parte da alta provocada pela seca, o mesmo não vale para as carnes, que pesam bastante na cesta de consumo e costumam absorver pressões por um tempo maior.

Fonte: Abrasel

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