Sustentabilidade: Ação visionária

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Valorizar a importância das embalagens é um dos segredos para evitar desperdícios e preservar o meio ambiente

O Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo, de acordo com a instituição de pesquisa internacional World Resources Institute (WRI). A média de perdas de alimentos, segundo a mesma fonte, é de mais de 40 mil toneladas por ano. Ao mesmo tempo, cerca de um bilhão de pessoas sofrem com a fome e a desnutrição, e 54% do desperdício de alimentos no mundo ocorre na fase inicial da produção, que são a manipulação pós-colheita e a armazenagem, conforme a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

 Sealed Air
Focada na redução de desperdícios, conservação de recursos e na segurança dos produtos, a Sealed Air é uma fornecedora de soluções de embalagens baseadas no conhecimento para a cadeia de fornecimento de alimentos

Ainda de acordo com a FAO, os outros 46% do desperdício ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo. E, especificamente no Brasil, grande parte da perda de alimentos acontece durante o manuseio e logística da produção. No comércio e no varejo, a perda é de 50%, 30% durante o transporte e armazenamento, 10% na colheita e mais 10% nos domicílios. Tanto desperdício afeta em cheio o mercado de food service.
Nesse complexo cenário, alternativas para driblar o desperdício já vêm sendo tomadas pela maioria das empresas do ramo, como o investimento e a valorização da importância das embalagens, o que é uma ação visionária. Afinal, as embalagens são elementos-chave não só para armazenar, caracterizar e dar maior visibilidade para diferentes produtos, mas, principalmente, para potencializar a durabilidade de uma maneira geral, entre outras novas funcionalidades que surgiram nos últimos anos.

Conforme a assessoria de imprensa da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), “as funções primárias das embalagens são conter, proteger e armazenar o produto envasado. Mas, atualmente, há outras funções atribuídas às embalagens, como praticidade, trazendo conceitos como facilidade de abertura, refechamento, porcionamento, indicadores de frescor, sempre visando à redução de perdas no processo logístico e desperdícios no consumo. Os consumidores têm se atentado a outras questões referentes às embalagens dos produtos adquiridos, como informação sobre valor nutricional, propriedades alergogênicas e descarte correto. Para o mercado food service, entendemos como muito relevante à logística do alimento transportado. Ou seja, como ele chega ao seu destino com relação à apresentação, possíveis vazamentos, frescor e temperatura. Dessa forma, o tipo de embalagem é fundamental para atender esses quesitos”.

Focada na redução de desperdícios, conservação de recursos e na segurança dos produtos, a Sealed Air é uma fornecedora de soluções de embalagens baseadas no conhecimento para a cadeia de fornecimento de alimentos. Alessandra Binati Vaz Cruz Souza é a atual gerente de segmento de mercado para carne vermelha América Latina da empresa e conta que a marca “fornece soluções e serviços para os principais mercados alimentícios: carne vermelha, aves, fluidos, peixes e frutos do mar, laticínios, carnes defumadas e processadas. Para cada um, são apresentados diferentes projetos de embalagens, adequados as necessidades de cada cliente, a fim de otimizar as suas operações”.

Segundo Souza, “estudos afirmam que de 4% a 10% das compras de food service acabam no lixo. O desperdício de alimentos é uma realidade cruel e é papel de todos na cadeia de distribuição de alimentos ajudar a minimizar essas porcentagens. Quando os operadores de food service adotam embalagens inovadoras e sustentáveis que aumentam a segurança de alimentos e maximizam a vida útil, a indústria pode obter um impacto positivo no meio ambiente e na economia”, ressalta.

Para a gerente, a principal função de uma embalagem é ser uma solução inovadora e que conte com tecnologia de ponta para entregar, de forma contínua, proteção, preservação e visibilidade. “A priori, as embalagens foram desenvolvidas, basicamente, para conservar, proteger e transportar alimentos. Porém, com o passar do tempo e recursos, foram aprimoradas e passaram a oferecer benefícios mais amplos em relação à qualidade do produto. Hoje, desenvolvem um papel fundamental na manutenção da segurança do alimento e combate ao desperdício, com funcionalidades que oferecem mais conveniência ao consumidor, destacando os produtos nas prateleiras”, contextualiza.

Atualmente, a Sealed Air fabrica os sacos Cryovac e Quick Rip, que são embalagens a vácuo que reduzem a possibilidade de acidentes e de contaminações dos alimentos, pois eliminam a necessidade de objetos cortantes para serem abertas. Além disso, a empresa tem os Pouches Cryovac, que são soluções para alimentos fluidos e bombeáveis com ou sem partículas sólidas. E, no ano passado, a marca lançou o Cryovac Darfresh On Tray, que trata-se de um sistema totalmente revolucionário com foco no consumidor final e varejo por ser uma embalagem do tipo skin, que possibilita a exposição vertical nas gôndolas, o que estende a vida útil das proteínas resfriadas em até quinze dias e ainda entrega apresentação 3D.

“Hoje, as embalagens desenvolvem um papel fundamental na manutenção da segurança do alimento e combate ao desperdício”, afirma Alessandra Binati Vaz Cruz Souza, gerente da Sealed Air

“Os sacos Cryovac e Quick Rip são uma ótima combinação de encolhimento e resistência superior com a funcionalidade abre-fácil e podem ser aplicados tanto para carnes vermelhas quanto para laticínios. Os Pouches Cryovac são embalagens compactas que, em comparação aos recipientes rígidos, promovem uma série de benefícios, como otimização logística e de armazenamento, melhor aproveitamento do produto, facilidade de abertura, mais segurança para os operadores e vida útil estendida. E as embalagens Cryovac Darfresh On Tray atendem à demanda do consumidor final por carne fresca resfriada em porções menores, com vida útil maior, em uma embalagem que é fácil de abrir e manusear. Nosso maior objetivo é ter a certeza de que o alimento produzido chegue à mesa do consumidor antes de qualquer deterioração. Sem dúvida, o principal papel da embalagem é manter o frescor do alimento, estendendo a vida útil e evitando qualquer desperdício”, detalha Souza.

Mercado

A assessoria da ABIPLAST destaca que o mercado brasileiro de embalagens apresenta um grande diferencial competitivo. “Aqui, no Brasil, temos a fabricação de um biopolímero obtido via etanol de cana-de-açúcar, um tipo de polietileno (PE) usado em aplicações como frascos e filmes, não havendo, até o momento, nenhum outro player que fabrique esse material”.
A associação também destacou à reportagem que o setor sofreu significativas mudanças devido à nova onda de maior preocupação com o meio ambiente. “Vemos uma preocupação em relação ao tema, em diversos elos da cadeia produtiva, devido não somente às manifestações negativas rotineiras em relação ao plástico, mas também pela própria tendência de fabricação de produtos mais sustentáveis, gerando o menor volume possível de perda e resíduos na produção e consumo. Foi criada a Rede Empresarial de Cooperação para o Plástico, embasada nas diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, nas tendências mundiais de projetos em economia circular e na disseminação da reciclagem e transformação das embalagens plásticas no Brasil. O seu objetivo final é evitar que o plástico fuja do controle e vá parar no meio ambiente contra a nossa vontade. Acreditamos que trabalhando em cadeia, a circularidade do processo produtivo se torna possível, gerando competitividade e benefícios econômicos, sociais e ambientais”.

Mudanças essas que Souza, da Sealed Air, afirma já terem sido incorporadas na cultura da empresa. “A sustentabilidade é o fio que tece todas as nossas inovações; não é apenas a palavra do momento. Cada vez mais, sua priorização é fundamental nos procedimentos operacionais e planos de negócios. Por isso, todas as nossas soluções visam minimizar os desperdícios, seja de alimentos ou até mesmo de filme. O objetivo é sempre preservar recursos para colaborar com a comunidade na qual estamos inseridos”.

Na avaliação da gerente, o mercado brasileiro de embalagens está “em expansão, considerando o crescimento de embalagens para produtos porcionados ao longo dos últimos anos conduzido pelas tendências globais de consumo. As embalagens fracionadas evitam o desperdício de alimentos em lares, cada vez menores, com consumidores que possuem menos tempo para cozinhar e que também procuram opções de produtos mais saudáveis e frescas. A consciência do desperdício e da vida útil dos alimentos pede embalagens inteligentes e que vão ao encontro de todas essas conveniências e carências. Há, portanto, uma possibilidade inerente de expansão para sistemas que entreguem essas características e sejam adequadas às tendências de consumo”.

Como escolher a melhor embalagem?

Que as embalagens possuem grande importância, não há dúvidas. Porém, como escolher a melhor para cada tipo de negócio food service?
Segundo a assessoria da ABIPLAST, o empresário deve sempre levar em consideração que “as boas embalagens são aquelas que fazem com que os alimentos cheguem ao seu destino íntegros, com boa apresentação, frescos, na temperatura ideal, reduzindo perdas e desperdícios, tanto no mercado food service quanto nas demais embalagens. O quesito sustentabilidade também é importante. É fundamental que elas sejam mais recicláveis, contendo informações sobre a composição, tipo(s) de material(is) plástico(s) e a forma de descarte adequada”.

Souza, da Sealed Air, salienta que a melhor embalagem é aquela mais adequada ao produto comercializado. “Uma embalagem de qualidade deve permitir que o alimento seja preservado em sua melhor forma por toda a cadeia de distribuição, ao passo que otimize a operação do cliente. É primordial que seja adequada às características de cada alimento”, conclui.

ABIPLAST
www.abiplast.org.br
Sealed Air
www.sealedair.com.br

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