A explosão dos apps de entrega

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Uso da tecnologia, que já vinha crescendo intensamente nos últimos meses, tem mostrado cada vez mais a sua força e relevância

A explosão dos apps de entrega
“Agora, é possível encontrar uma grande variedade de cozinhas à disposição dos usuários”, destaca Fabio Plein, Diretor Geral do Uber Eats no Brasil

Facilidade e comodidade. Essas são duas palavras que ajudam a explicar bem o fato de o mercado brasileiro de delivery ter movimentado R$ 11 bilhões em 2018, com estimativa de crescimento de R$ 1 bilhão ao ano, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), assim como o aumento de 23% entre 2017 e 2018, segundo pesquisa do Instituto Food Service Brasil (IFB).
Nesse cenário de expansão, são exatamente a facilidade e a comodidade oferecidas pelos já populares aplicativos de alimentação que estão fazendo com que muitos brasileiros optem, cada vez mais, por pedirem comida em casa e no trabalho. Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), essa realidade se tornou ainda mais intensa.
Nos últimos anos, o setor food service tem sofrido diversas mudanças, que, inclusive, impulsionam os negócios e profissionais relacionados à essa nova maneira de vender e entregar refeições. Mas, quais são, realmente, essas novas práticas e incentivos?
Conforme Fabio Plein, Diretor Geral do Uber Eats no Brasil, “o segmento de delivery continua crescendo significativamente, pois o consumidor busca conveniência, praticidade. Especificamente no Brasil, desde que o Uber Eats chegou, vimos o quanto os brasileiros ansiavam por mais opções para receber em casa comida de seu restaurante favorito. Com a popularização dos aplicativos, como o Uber Eats, temos observado uma mudança no perfil das pessoas que pedem comida por delivery, impactando um mercado que, antes, era dominado pelo fast food. Agora, é possível encontrar uma grande variedade de cozinhas à disposição dos usuários. Por isso, temos analisado, cuidadosamente, as oportunidades do setor e trabalhado junto com nossos parceiros para ampliar esse modelo. Temos observado uma mudança na forma como as pessoas resolvem suas necessidades diárias, priorizando a praticidade e otimizando o tempo que cada um dispõe. E isso tem acontecido porque empresas inovadoras, como a Uber, estão surgindo e se consolidando para atender a essa demanda que cresce a cada dia. À medida que os serviços se tornam mais confiáveis e acessíveis, eles se popularizam, impulsionando o surgimento de novos players nesse mercado. Somos uma empresa de tecnologia criada em 2015, que chegou ao Brasil em dezembro de 2016 e, hoje, está presente em todos os estados brasileiros. O Uber Eats é o aplicativo que conecta usuários aos melhores restaurantes da cidade. Nosso diferencial está na tecnologia por trás do nosso aplicativo, que usa inteligência artificial para sugerir novas experiência gastronômicas e coloca à disposição dos restaurantes parceiros e dos usuários uma rede de entregadores parceiros, que contam com a expertise em mobilidade da Uber para realizar entregas em poucos minutos. O Uber Eats é um aplicativo que atende as necessidades de qualquer pessoa que esteja com fome. Com opções cada vez mais variadas, o app conta com diferentes cozinhas para atender todos os gostos e necessidades. No app, trabalhamos para tornar a plataforma cada vez mais ágil, acessível e confiável, para que ela possa continuar conectando outras pessoas (entregadores e motoristas parceiros, restaurantes e usuários), trazendo uma experiência cada vez mais completa para nosso público, de forma ágil e eficiente. Somente em 2019, o número de pedidos realizados no Uber Eats cresceu quase 5x em todo o Brasil no comparativo com 2018. Em setembro de 2019, atingimos a marca de 1 bilhão de pedidos realizados na plataforma”, revela.
Para Ricardo Roza, Diretor Comercial de Restaurantes do Rappi Brasil, “o delivery possibilitou a ampliação do mercado de restaurantes e o fomento de novos negócios. Restaurantes que antes só operavam em lojas físicas, hoje, operam em dark kitchens, hub de cozinhas para restaurantes parceiros do aplicativo. As dark kitchens permitem que os empreendedores ampliem seus negócios de forma rápida, já que encontram a infraestrutura do local pronta, além de não precisarem fazer um alto investimento inicial em um imóvel. Possibilita também o aumento na cartela de clientes para regiões que, até então, não conseguiam chegar devido à distância. Tudo isso com baixo custo. O consumidor, por outro lado, tem uma experiência ainda melhor e mais ágil no delivery: o tempo de entrega diminui e a qualidade aumenta”, diz. “Em vez de perder tempo de diversão com seu filho indo até ao supermercado, por exemplo, você pode pedir para a Rappi fazer isso por você. Poder comprar e receber serviços e produtos onde estiver. É uma praticidade que vale como tempo. A Rappi foi criada em 2015 e chegou ao Brasil em julho de 2017. Desde sua criação, o app opera com os botões de alimentação e o botão ‘Qualquer Coisa’, que nos ajuda oferecer a melhor experiência para os nossos usuários, já que, ali, as pessoas conseguem fazer pedidos de absolutamente qualquer coisa – como de restaurantes que ainda não operam na plataforma e/ou pedir para que o entregador compre o presente do aniversário – e, com base nesses pedidos, conseguimos entender demandas dos usuários que podem ampliar ainda mais o nosso portfólio. Inclusive, quase todos nossos botões nasceram das demandas dos clientes pelo ‘Qualquer Coisa’. Percebemos que o mercado de delivery vem crescendo cada vez mais. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), o crescimento do número de pedidos via aplicativo gira em torno de R$ 1 bilhão a cada mês. Isso representa, em média, um aumento de 12% ao mês, fazendo com que o setor no Brasil movimente em torno de R$11 bilhões a cada 12 meses. Além disso, há um aumento na maturidade do setor, impulsionando compras de outros produtos e serviços além de comida – bastante tradicional no Brasil. Além disso, vemos no Brasil um potencial muito grande de crescimento para superapps. Percebemos, por exemplo, que, assim que as pessoas adotam o serviço da Rappi, elas usam cada vez mais, pois estamos oferecendo um grande benefício, que é a conveniência de ter tudo na palma da mão. Nossos usuários que assinam Rappi Prime, por exemplo, usam o app até cinco vezes na semana. Percebemos também que alguns clientes chegam a usar até mesmo mais de uma vez no dia”, salienta.
Já de acordo com a assessoria de imprensa do 99Food, que iniciou sua operação em dezembro de 2019, especificamente na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, o mercado brasileiro food service está “passando por uma transformação e um dos objetivos da 99Food é criar a conexão entre os restaurantes, que, agora, podem atingir pessoas que não atingiam antes, além de contribuir para os consumidores, que contarão com mais opções de refeições. Acreditamos que o setor de apps de alimentação está em plena ascensão na América Latina, onde são feitas 15 milhões de entregas mensais no México e 26 milhões no Brasil, os dois maiores mercados da região. No México, onde a DiDi Food foi lançada há um ano, mais de 30% das pessoas e 40% dos restaurantes registrados na plataforma nunca haviam usado um app de entrega de comida antes. Entendemos também que o aumento na oferta dos serviços demonstra que há uma grande demanda no Brasil. A 99Food quer compreender esse gargalo no setor de food delivery e oferecer um serviço eficiente, algo essencial para atuar nesse mercado. Oferecemos uma proposta acessível, com variedade para todos os momentos do dia e com opções locais. O serviço também apresenta a facilidade de fazer o pedido através da mesma plataforma onde já são solicitadas as corridas. Somos parceiros dos restaurantes e os ajudamos a crescer e a se adaptar para oferecer as melhores opções para os consumidores”.

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A explosão dos apps de entrega
“Enquanto houver demandas de nossos clientes que pudermos suprir, pretendemos oferecer novos produtos e serviços a eles”, diz Ricardo Roza, Diretor Comercial de Restaurantes do Rappi Brasil

De olho no crescimento dos apps de alimentação, a SEMrush, empresa de inteligência de negócios, fez um levantamento sobre quais são os mais pesquisados em mecanismos de buscas, como Google e Bing, por exemplo. No estudo, O iFood, empresa brasileira que, em 2019, teve média 1,2 milhão de pesquisas mensais por seu nome, ocupa o primeiro lugar, seguido pelo Uber Eats, com média de pesquisas de 246 mil por mês. Já a terceira posição é do Rappi, que, além de refeições, também entrega diversos outros tipos de produtos.
Para Plein, do Uber Eats, a tamanha busca pelo app pode ser explicada pelo fato de o “Uber Eats querer ser parte do ambiente local de negócios e, para isso, busca entender as questões dos comerciantes e dos consumidores de cada bairro para, só então, trabalhar para atender as suas necessidades. É muito importante para nós escapar da lógica irracional das promoções, dos cupons e dos subsídios que vemos hoje nesse mercado. Queremos consolidar nossas parcerias baseados na melhor experiência para o consumidor e na entrega de mais valor para o empresário. A Uber é uma empresa de tecnologia determinada a mudar a forma como encaramos o transporte nas cidades. E a entrega de comida é uma parte importante disso. Para o usuário, pedir comida pelo Uber Eats é tão fácil quanto pedir um carro pela Uber. E ambas as plataformas, agora, integradas, permitem que pessoas coloquem seus bens privados e seu tempo e suas habilidades à disposição dos outros, em troca de um serviço ou de geração de renda”, ressalta.
Ainda de acordo com Plein, “São Paulo foi a primeira cidade brasileira a receber o Uber Eats no Brasil, em dezembro de 2016. Desde então, expandimos nossa atuação e, hoje, já estamos presentes em mais de 100 cidades brasileiras, em todos os estados. Para nós, tem sido incrível acompanhar de perto a evolução desse setor e ver os consumidores brasileiros descobrirem e se apaixonarem pelo nosso serviço. Nós fazemos parte de uma mudança de comportamento, dos hábitos alimentares só comparável à mudança que a própria Uber trouxe para a vida das pessoas ao oferecer uma opção simples e acessível para atender a uma necessidade básica, seja de mobilidade ou de alimentação. Isso tudo ao mesmo tempo em que gera oportunidade de renda para milhares de pessoas, sejam entregadores parceiros ou restaurantes parceiros. O Uber Eats está sempre pensando em novas formas de tornar realidade os desejos dos usuários, com experiências cada vez mais personalizadas, rápidas e cômodas, com a mesma confiabilidade da Uber. Por meio da inteligência artificial, o aplicativo identifica quais as culinárias mais procuradas em cada região. Com isso, acompanhamos e oferecemos as últimas tendências de consumo para usuários e restaurantes parceiros. De acordo com pesquisas realizadas pelo app, a salada foi a campeã de buscas em 2019 e deve continuar com força em 2020. Já a cozinha vegetariana foi a que apresentou um crescimento surpreendente nos últimos seis meses. O Eats permite, por exemplo, que um restaurante que já esteja na plataforma sirva um novo tipo de cozinha através de uma marca disponível apenas no Eats, chamada restaurante virtual. Além disso, no app, temos muitos restaurantes que foram criados somente para delivery, e vemos que essa prática está se tornando cada vez mais comum. Vimos uma oportunidade de oferecer Sushi por 1 real, para suprir um ‘deserto de sushi’ onde havia demanda de pedidos e baixa oferta. No ano passado, o app da Uber foi reformulado para oferecer aos usuários uma maneira mais prática de descobrir, acessar e experimentar o crescente número de serviços disponíveis na plataforma global da empresa. A nova interface do app passou a integrar os produtos existentes e exibir ao usuário, já na tela inicial, solicitações de viagem e pedidos de Uber Eats lado a lado com outras opções, para que ele possa escolher o que quiser”, destaca.

Para Ricardo Roza, Diretor Comercial de Restaurantes do Rappi Brasil, “o delivery possibilitou a ampliação do mercado de restaurantes e o fomento de novos negócios”

“Essa mudança no aplicativo aconteceu porque queremos fazer da Uber o sistema operacional do seu dia a dia: seja na forma de se deslocar, se alimentar ou de se conectar ao serviço que você precisa. Queremos que o app da Uber seja o que você vai abrir para procurar isso. O Brasil foi o segundo país do mundo a receber o Uber Rewards, nosso programa de fidelidade. O programa oferece recompensas a quem usa o app para fazer viagens ou para pedir comida pelo Uber Eats”, diz.
“Além disso, os entregadores parceiros agora contam com o UberPro, programa de vantagens lançado no ano passado para motoristas parceiros da Uber, e que foi expandido para entregadores parceiros do Uber Eats. As vantagens incluem descontos em cursos de graduação e exames médicos, oferecidos por empresas parceiras, como o Grupo Kroton e Vale Saúde Sempre, entre outras, e são estendidas também a familiares dos entregadores. O Uber Eats foi o primeiro aplicativo de intermediação digital entre restaurantes e usuários no Brasil e na América Latina a se unir ao movimento de consumo sustentável. Um ano após o lançamento do recurso que permite aos usuários dispensarem o recebimento de talheres plásticos, o Uber Eats celebra a marca de 1 milhão de pedidos enviados sem os descartáveis. Atualmente, todos os restaurantes na plataforma têm o botão em que o usuário pode optar por receber ou não os talheres de plástico”, detalha.
Roza, do Rappi, por sua vez, avalia que a grande popularidade do app está relacionada “ao grande diferencial da Rappi, que é agregar vários serviços e produtos em uma única plataforma e melhorar, com isso, a vida das pessoas. Nossas parcerias são a prova de que estamos alcançando esse propósito. Por meio delas, conseguimos oferecer um portfólio cada vez mais completo para suprir todas as necessidades de nossos clientes. Atualmente, oferecemos a eles desde pedidos de restaurantes, farmácias e supermercados, até outros serviços, como serviço de táxi, itens para pets, entre outros. Queremos ser o aplicativo da primeira tela dos usuários, facilitando suas vidas e oferecendo a eles mais tempo. Alinhado a isso, queremos ter em nossa plataforma diferentes produtos e serviços de forma que nossos usuários tenham mais comodidade e praticidade em seu dia a dia. Enquanto houver demandas de nossos clientes que pudermos suprir, pretendemos oferecer novos produtos e serviços a eles. A Rappi é um superaplicativo que, por meio da intermediação entre clientes, estabelecimentos comerciais, a indústria e entregadores parceiros, oferece diferentes produtos e serviços com o objetivo de facilitar a vida de seus usuários. A empresa está presente no Brasil há mais de dois anos e já atua em 60 cidades, entregando desde itens de supermercados, restaurantes, farmácia até pets, além de um vasto portfólio de serviços. Além disso, a Rappi está sempre em busca de novas funcionalidades para oferecer a melhor experiência para seus usuários. A empresa já atua em nove países da região: Colômbia, Argentina, Chile, México, Peru, Costa Rica, Equador e Uruguai, além do Brasil, que é sua segunda maior operação”, relata.

Como funciona?

Plein, do Uber Eats, explica que “para que um restaurante faça parte do Uber Eats, é preciso que este seja uma pessoa jurídica com atividades comerciais no ramo alimentício e declare estar em conformidade com exigências legais, fiscais e sanitárias. Os restaurantes interessados em fazer parte do Uber Eats precisam se cadastrar através do site. Além disso, o app procura também fechar parcerias com restaurantes com base na demanda dos usuários. Quem quer utilizar motocicleta para fazer entregas pelo Uber Eats precisa, no ato do cadastramento no app, apresentar a CNH. Para ciclistas e pedestres, é exigido documento que comprove que têm mais de 18 anos. Todos os entregadores parceiros do Uber Eats passam pela mesma checagem de antecedentes criminais que os motoristas parceiros da Uber. As taxas do Uber Eats são negociadas caso a caso e nelas já estão inclusas a taxa de cartão de crédito, a logística através dos nossos restaurantes parceiros e toda tecnologia do algoritmo e inteligência artificial do Uber Eats”, informa.
Roza, do Rappi, esclarece que “existe um fluxo grande de parceiros que procuram a Rappi, mas também temos um time dedicado a trazer as melhores marcas para o aplicativo. Para oferecer o melhor portfólio e a melhor experiência aos clientes, a Rappi analisa cuidadosamente os parceiros. A Rappi preza por oferecer um serviço de qualidade e, por isso, integra em seu app aos melhores parceiros. Os entregadores que desejam se cadastrar na plataforma precisam acessar o site www.soyrappi.com, apresentar RG e CPF e, caso optem por usar motocicleta para fazer as entregas, também é necessário apresentar documento do veículo e CNH. É mandatório que tenham acima de 18 anos, independentemente do meio de transporte utilizado. As negociações com os parceiros são individuais e personalizadas. Portanto, esse valor varia de acordo com a negociação com cada estabelecimento”, diz.
A assessoria do 99Food frisa que “qualquer estabelecimento que tenha um CNPJ pode se integrar na 99Food. É importante esclarecer que, nas cidades do interior de Minas Gerais, a 99Food opera em formato de marketplace. Nesse sistema, os entregadores são dos próprios estabelecimentos. Em Belo Horizonte, a 99Food opera como Full-service, onde os entregadores parceiros podem se cadastrar direto no aplicativo. Estamos interessados em um crescimento orgânico do mercado de entregas no Brasil e esse é o nosso foco: entregarmos os melhores produtos com a maior variedade para nossos clientes”.

Plataforma completa

“Em dois dias uma empresa consegue comprar nossa solução, fazer todos as parametrizações necessárias e já disponibilizar para os seus clientes”, afirma Leandro Assis, diretor comercial da Teknisa

Além dos marktplaces, que têm mostrado toda a sua relevância para o mercado, outro tipo de ferramenta também tem se revelado muito atraente para os empresários da área de alimentação fora do lar. Trata-se do uso da tecnologia para a criação e a promoção de um delivery próprio.
O EatTake é um exemplo dessa realidade. Conforme explica o diretor comercial da Teknisa, empresa responsável pelo recurso, Leandro Assis, por meio dessa ferramenta, o consumidor não cai em uma espécie de praça de alimentação, com várias opções e concorrentes. Pelo contrário: é direcionado certeiramente ao ponto, à marca que deseja. “O cliente já vai diretamente para o restaurante que ele quer”, salienta.
Isso se dá por meio da utilização de um aplicativo próprio ou da disseminação de um link para a página do cardápio do restaurante, que pode ser enviado por WhatsApp ou por e-mail, por exemplo.
Com isso, afirma Leandro Assis, há uma série de benefícios, que vão desde uma comunicação mais apropriada até a economia de recursos.
“Primeiramente, não existem taxas para os estabelecimentos, como ocorre com os marktplaces”, diz ele, lembrando, no entanto, que não se trata de um concorrente, mas de um serviço complementar. “Os empreendimentos pagam apenas um valor pequeno por mês para utilizarem a ferramenta”, avalia.
Além disso, diz ele, a comunicação é muito mais direta, personalizada e aprofundada, o que contribui para a fidelização dos consumidores. Também não se corre o risco de perder o cliente para a concorrência e nem de ficar pouco visível em meio a milhares de opções disponibilizadas nos marktplaces.
No entanto, não são somente os estabelecimentos de alimentação fora do lar que ganham com isso. Os próprios consumidores também contam com uma série de vantagens, o que faz com que eles sejam atraídos para esse tipo de recurso.
Um desses benefícios para os clientes também tem a ver com os custos. Como as empresas não precisam pagar taxas pelo uso do aplicativo, conseguem fazer promoções especiais para os seus consumidores.
“Além disso, as pessoas passam a receber notificações e novidades de acordo com o perfil de consumo. Elas têm uma oferta de produtos mais direcionada para elas”, destaca Leandro Assis.
O gerente de produto da Teknisa, Guilherme Elier, também ressalta as vantagens do EatTake para os consumidores.
“O Eattake é uma plataforma de delivery completa para estabelecimentos do ramo de alimentação. O consumidor pode navegar pelo cardápio, fazer pedidos, pagar online e receber na comodidade da sua casa. Isso disponibilizado através de um site delivery mobile ou app customizado com informações do estabelecimento”, diz.
A gestão, explica Guilherme Elier, é feita por meio de um portal em que os gestores podem acompanhar os pedidos online, configurar os cardápios, produtos e também enviar as promoções.

Pandemia

Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o EatTake tem ajudado bastante as empresas que o utilizam, conforme afirmam Guilherme Elier e Leandro Assis.
O diretor comercial da Teknisa lembra que, na situação atual, os comerciantes estão buscando novas formas de abordar o consumidor e também de conquistar clientes. Sendo assim, a ferramenta vem junto a outras ações, como os programas de fidelidade, por exemplo, “tentando atingir o máximo de pessoas”, avalia ele.
Guilherme Elier afirma que o EatTake tem ajudado os clientes a passarem por esse momento tão turbulento, “substituindo as vendas presenciais pelo canal online, aumentando a capacidade de atendimento e diminuindo impacto no faturamento”, diz ele.

Futuro

Muito importantes no momento, recursos como o EatTake deverão pautar novos comportamentos dos clientes, mesmo após passar a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), avalia Guilherme Elier.
“Percebemos que, mesmo após a pandemia, o comportamento do consumidor irá mudar para os modelos delivery. O consumidor está sentindo os benefícios e praticidade de fazer pedidos online e receber com comodidade”, afirma.

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