A diferença está no conceito

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Em um período em que as iniciativas de marketing têm validade cada vez menor e as mudanças e inovações se fazem necessárias com frequência cada vez maior, fica difícil a criatividade dar conta do ritmo imposto pelo negócio, decorrentes de um cenário como este.
O resultado disso é um mercado com poucas empresas inovando e muitas dando a estas inovações nova roupagem, de forma a tentar aproveitar ou se apropriar em parte do consumo gerado pela iniciativa original.

Na leitura de muitos, esta “cópia” de iniciativas pode ser vista como um movimento natural de mercado e da livre concorrência, no entanto uma questão muito importante não é observada por aqueles que se habituam a apenas copiar: o que realmente diferencia um produto ou serviço de outro e dá real vantagem competitiva e valor percebido a uma marca é a diferenciação Conceitual ou a propriedade sobre determinado Conceito.

É fácil copiar um produto, uma receita, uma embalagem, uma ideia, mas quem inova e sai na frente com um Conceito novo e consegue torná-lo notório será sempre o proprietário deste na visão do consumidor, que consequentemente verá os produtos dos demais concorrentes, sempre como uma versão alternativa ou um produto de “linha b”.

Um produto bem formatado, com Conceito Proprietário desenvolvido possui maior tempo de vida do que um produto idealizado sem Conceito e oferece possibilidades de desdobramentos e aplicações como extensões de linha e itens sazonais, que além de ajudarem a construir hábito de consumo e recorrência agregam valor à experiência dos consumidores com a marca.

Quem cria e desenvolve conceito agrega efetivamente ativos ao negócio e cria diferenciais competitivos de forma mais difícil de ser copiada. Além disso, consegue trabalhar o planejamento do marketing de forma ditadora de ritmo e não reativa a movimentos de mercado e da concorrência.

Da próxima vez que for desenvolver um produto ou serviço procure dar a eles atributos, diferenciais e identidade que sejam próprios e inerentes à sua marca e ás necessidades e aspirações de seus clientes. Capriche na identidade visual, no nome e na linha de comunicação de forma a permitir se apropriar da nova ideia ou iniciativa e aproveitá-la menos pontualmente e por mais tempo.

Na maior parte das vezes, os produtos lançados com sucesso não são inovações em sua concepção, mas são sempre inovações em seu formato conceitual.
O mercado está cheio de exemplos e as prateleiras do supermercado também. Olhe em volta e pense nisso.

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