Tudo a ver: Escolha estratégica

Custo-benefício, robustez, segurança e conforto são itens que interferem diretamente na escolha dos gestores durante a aquisição de veículos

O volume de vendas de veículos no Brasil cresceu 14,47% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2017, de acordo com balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ao todo, foram vendidos 1.166.663 veículos de janeiro a junho, incluindo não apenas automóveis e comerciais leves, mas também caminhões e ônibus. Apenas em junho, os 201.987 veículos licenciados representaram alta de 3,69% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram registradas 194.796 vendas.

Ainda conforme a mensuração da Fenabrave, levando em consideração só os automóveis e comerciais leves, o segmento registrou expansão de 13,71%, com a venda de 1.127.271 unidades nos primeiros seis meses do ano. Em 2017, no mesmo período, esse número foi de 991.287.

Liderança

A Mercedes-Benz é líder do segmento de comerciais leves, entre 3,5 a 5 toneladas de PBT, com 36% de participação de mercado. “As vendas de veículos comerciais leves da linha Sprinter cresceram 27% no acumulado de janeiro a agosto deste ano. Nesses oito meses, foram emplacadas 4.751 unidades no país, frente a 3.743 unidades do mesmo período de 2017. Esse aumento de 27% nas vendas da Sprinter significa 10 pontos percentuais a mais em relação ao crescimento de 17% do mercado como um todo”, informa Jefferson Ferrarez, diretor de vendas e marketing vans da Mercedes-Benz do Brasil.

Jefferson Ferrarez
“As vendas de veículos comerciais leves da linha Sprinter cresceram 27% no acumulado de janeiro a agosto deste ano”, afirma Jefferson Ferrarez, diretor de vendas e marketing vans da Mercedes-Benz do Brasil

Segundo Ferrarez, o segmento food service é um grande consumidor de furgões e chassi cabine para as mais diversas necessidades, incluindo food trucks, por exemplo. Os veículos adquiridos por empresários do ramo de alimentação fora do lar são utilizados, em grande maioria, na logística de distribuição de bebidas, alimentos e maquinários.
“A Mercedes-Benz atua em vários ramos de atividade, sendo o food service um segmento muito importante e que atendemos com a linha Sprinter com vários modelos e versões. A Mercedes-Benz é a única marca que contém concessionários especializados no segmento de vans, com seus Van Centers e Centros Especializados em todo o Brasil. Todos esses fatores levam a Mercedes-Benz Sprinter a um patamar único no mercado, mantendo o nosso produto como o mais desejado da categoria”, garante o diretor.

Expressividade

Carlos Eduardo Rocca de Almeida, gerente de vendas de caminhões da Volkswagen Caminhões e Ônibus
“Como marca líder no segmento de caminhões leves, médios e semipesados (3,5 a 24 toneladas), posso assegurar que nossa penetração nesse segmento é altíssima”, afirma Carlos Eduardo Rocca de Almeida, gerente de vendas de caminhões da Volkswagen Caminhões e Ônibus

Outras marcas que possuem expressiva participação no aumento do volume de vendas de veículos no Brasil e que atendem ao mercado food service são a Volkswagen Caminhões e Ônibus e a Volkswagen do Brasil.
De acordo com Carlos Eduardo Rocca de Almeida, gerente de vendas de caminhões da Volkswagen Caminhões e Ônibus, “são inúmeras as empresas de food service abastecidas por alimentos e insumos transportados por empresas de transporte que utilizam caminhões da marca VW. Assim, não sabemos mensurar a quantidade que, direta ou indiretamente, são clientes da VW Caminhões. No entanto, como marca líder no segmento de caminhões leves, médios e semipesados (3,5 a 24 toneladas), posso assegurar que nossa penetração nesse segmento é altíssima, o que aumenta nossa responsabilidade ainda mais junto a esse importante mercado”.

Leonardo de Almeida Vergueiro Tosello, gerente executivo de vendas corporativas da Volkswagen do Brasil, acrescenta que a empresa tem um volume considerável de clientes do ramo de alimentação fora do lar. “Dentre as empresas multinacionais, atendemos mais de 25 grandes clientes no segmento que envolve o food service”, afirma.

Amplitude

Outra marca que também fornece veículos aos empresários food service é a Fiat Chrysler Automóveis (FCA). Conforme Paulo Goddard, gerente de vendas a governo e veículos comerciais da companhia, “o mercado de food service é bastante amplo e representa, hoje, cerca de 1% do volume de vendas diretas da FCA. A FCA tem um portfólio de produto bastante versátil que atende a todas as necessidades de adaptações requeridas por esse mercado”.

Decisão de compra

A escolha de automóveis por empresários food service é estratégica. Afinal, esses gestores precisam levar em consideração vários e específicos fatores para que a compra, realmente, traga os resultados esperados.
“O valor de aquisição é um ponto de grande peso na decisão de compra. Porém, com a profissionalização das frotas e do serviço de logística e entrega, outros pontos são levados em consideração, como custo operacional, segurança, valor de revenda e liquidez na hora da venda. As maiores exigências do segmento food service são capacidade de carga líquida, baixo consumo de combustível, durabilidade, segurança e conforto dos veículos”, afirma Ferrarez, da Mercedes-Benz do Brasil.

Goddard, da FCA, avalia que, “como em qualquer negócio no qual o veículo é uma ferramenta de trabalho, o que se busca são produtos que ofereçam o melhor equilíbrio entre condição de adaptabilidade, valor de investimento, custo de manutenção, valor de revenda e qualidade. Os itens mais exigidos são robustez dos veículos e segurança veicular. Itens que antes eram menos presentes nos pedidos de clientes, como ar-condicionado, por exemplo, já representam cerca de 60% das vendas no segmento food service”, destaca.
Almeida, da Volkswagen Caminhões e Ônibus, diz que muitos critérios são levados em consideração na hora da escolha do melhor veículo por parte do empresário de alimentação fora do lar. No entanto, ele aponta alguns fundamentais, que são “robustez (capacidade de carga), disponibilidade (manutenção simples e ágil) e confiabilidade da marca. Os itens de maior desgaste em veículos manuais ainda são caixa de câmbio, embreagem e sistema de freios, considerando uma operação essencialmente urbana. Contudo, hoje em dia, algumas empresas já enxergam a transmissão automatizada como uma boa alternativa, mesmo que essa configuração represente um custo maior quando da aquisição do veículo”.

Tosello, da Volkswagen do Brasil, acrescenta ainda que, normalmente, “as empresas em geral escolhem os veículos baseando-se tanto TCM (Total Cost of Mobility), quanto no TCO (Total Cost of Ownership), avaliando os melhores níveis de custos para a frota: aquisição e manutenção, acidentes, resultantes dos impactos que degradam o meio ambiente, entre outros. As empresas de food service e de outros segmentos buscam melhor custo-benefício e itens de conforto como ar-condicionado, direção hidráulica e vidros/travas elétricas. Outros itens que vêm ganhando muita importância na avaliação da decisão de compra são os equipamentos e tecnologias de segurança aos ocupantes, em que a Volkswagen é reconhecidamente uma das melhores no mercado”.

Modelos mais vendidos

Como o mercado food service é muito variado e repleto de especificidades de um negócio para o outro, os modelos de veículos mais vendidos nesse ramo também são bastante diversificados.
Ferrarez, da Mercedes-Benz do Brasil, diz que “os modelos que mais saem são os Sprinter da Linha Street, que são veículos que podem ter acesso às áreas com restrição à circulação, além da condução com a CNH categoria B. As cores predominantes são branco e prata, e os preços iniciam em R$ 117.000,00, de acordo com modelos e versões”.
Goddard, da FCA, partilha que “os modelos mais demandados são Strada, Fiorino, Doblò e Ducato, e a FCA procura sempre estar atualizada em relação à competitividade de mercado, oferecendo a seus clientes sempre a melhor relação entre custo e benefício dos produtos que comercializa. Nesse mercado, o importante é ter o melhor equilíbrio entre o investimento para a compra do veículo, custo de manutenção e valor de revenda. Tudo isso aliado à alta qualidade dos produtos”.

Almeida, da Volkswagen Caminhões e Ônibus, esclarece que os caminhões com maior saída são o 9.170 e o 11.180, da família Delivery, e o 24.280, da família Constellation, sendo a cor branca a mais procurada.
Tosello, da Volkswagen do Brasil, contou à reportagem que os modelos mais vendidos da marca são o Gol, Saveiro, Voyage e os novos Polo e Virtus e que as cores variam de acordo com a utilização. “Para os carros funcionais e de trabalho, as mais utilizadas são as cores sólidas, branco ou preto. Nas frotas de representação de vendas e executivas, já são comuns os carros prata, cinza e preto. Em geral, as empresas de food service e de outros segmentos adquirem veículos em uma média de preço de R$ 45.000”, destaca.

Dicas

Apesar de cada negócio food service demandar um determinado tipo de veículo, há dicas que podem ajudar o empresário desse ramo ao escolher o automóvel que irá melhor atendê-lo.
Ferrarez, da Mercedes-Benz do Brasil, indica que, além das preferências já apresentadas por todos os entrevistados, os gestores também precisam considerar outros pontos, “como a ergonomia, com assentos confortáveis e adequados para fornecer uma postura melhor na condução do veículo, porta-objetos variados e ar-condicionado. A segurança ativa e passiva também são fatores importantes na escolha do produto. A Sprinter, inclusive, possui itens exclusivos de segurança, como o ESP Adaptativo (controle de estabilidade), freios ABS e sistema de controle de tração – ASR, entre outras tecnologias de segurança ativa e passiva. A facilidade de implementação também é outro importante fator para o segmento”, resume.

Goddard, da FCA, aconselha que o empresário “deve considerar o custo-benefício dos reparos em oficinas assistenciais, consumo de combustível e espaço interno, de acordo com o que os funcionários precisam para trabalhar de maneira ágil”.
Almeida, da Volkswagen Caminhões e Ônibus, aponta que o conforto, produtividade e um ótimo atendimento de pós-vendas são o que devem ser mais levados em consideração pelos gestores.

Já Tosello, da Volkswagen do Brasil, conclui que “em um momento crítico como o cenário atual do nosso país, o empresário deve alinhar com o comprador desde características técnicas a questões financeiras, principalmente, relacionadas aos índices de desvalorização e de revenda da frota. Fatores como consumo de combustível, custo de manutenção e confiança na marca são sempre importantes”.

Mercedes-Benz
www.mercedes-benz.com.br
Fiat
www.fiat.com.br
Volkswagen Caminhões e Ônibus
www.vwco.com.br
Volkswagen do Brasil
www.vw.com.br

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