Terceirização

Terceirização

Como profissional de atuação simultânea dos “dois lados do balcão”, isto é, como terceiro prestando serviço e como gestor contratante de terceiros, decidi visitar o tema sobre os seus aspectos positivos em vez de discorrer sobre as questões sociais, políticas ou econômicas que o envolvem.

Destaco, no entanto, que minha evidente simpatia pelo modelo não surgiu em decorrência do trabalho de assessoria que faço hoje. Surgiu na época em que atuava como executivo de rede de alimentação e aprendi que em alguns momentos precisamos ou podemos terceirizar não só o que é burocrático, maçante ou caro, mas também a inteligência que eventualmente não temos dentro de casa e as atividades que sejam estratégicas para o negócio, mas que por algum motivo não temos condições de dar o foco necessário.

Exemplos:

– O especialista sempre consegue se dedicar ao tema com mais tempo e com mais recursos. Isso pelo simples fato de que sua atividade principal é o trabalho contratado, enquanto que na empresa, os gestores ou profissionais envolvidos em determinados temas ou projetos acabam perdendo o foco em decorrência das atividades “agregadas” da rotina de trabalho e das incessantes contingências e novas demandas;

– Um especialista com experiência prática pode tornar os processos mais rápidos e menos onerosos;

– A terceirização, se bem utilizada, pode ser um importante recurso de trabalho e influenciador na produtividade da equipe;

– Normalmente o comprometimento com a causa e com os objetivos é muito grande por parte do terceiro, pois a continuidade do trabalho está naturalmente condicionada a bons resultados;

– Conhecimento e capacidade técnica são fundamentais, mas infelizmente não andam tão disponíveis me todos os setores;

Em contrapartida, tenho visto excelentes trabalhos terceirizados no nosso segmento e em diferentes formatos de execução e gestão de atividades inerentes ao negócio, como: treinamento, marketing, operações, atendimento ao consumidor, Recursos Humanos, Finanças etc.

O que normalmente inibe o reconhecimento da possibilidade, oportunidade ou necessidade da utilização de um recurso externo em atividades estratégicas de empresa é a premissa de que ninguém irá entender o negócio mais do que seu gestor, ou ainda, fazer melhor do que eles, o que eles fazem para viver. Mas não se trata disso. Trata-se de ouvir o diferente e ouvir o óbvio também, mas de outra pessoa.

Trata-se de conhecer novas formas de fazer o que já é feito e não ter necessariamente resultados melhores, mas resultados diferentes. Trata-se de ver o negócio não apenas com outros olhos, mas de outra perspectiva.
Esteja certo de que muitas vezes o ditado “Santo de casa não faz milagre” é verdadeiro.

Talvez este texto tenha contribuído um pouco para entendermos o motivo…

Pense nisso.

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