Tendências Alimentares 2018

Senior woman holding box with vegetables

A famosa rede americana de supermercados Whole Foods Market foi fundada em 1980 com a proposta de levar ao consumidor somente produtos classificados como naturais ou orgânicos, sem conservantes, aromatizantes, corantes ou gorduras.
A aposta foi vista por muitos na ocasião como arriscada e com potencial limitado, mesmo em um mercado gigante como é o dos Estados Unidos.
Em 35 anos, a rede não só ultrapassou a marca de 500 lojas, tornando-se a maior empresa do mundo no segmento de alimentos naturais, como passou a ser considerada referência na identificação de tendências no consumo de alimentos.
Anualmente, a Whole Foods e a “The Specialty Food Association” têm publicado uma lista de tendências alimentares resultante de um estudo feito junto aos seus associados, compradores e especialistas globais em diferentes categorias de alimentos e bebidas.
A lista apresenta sempre os conceitos, processos e ingredientes que serão “promovidos ao estrelato” no ano que se iniciará.
Apesar de o estudo se referir ao mercado americano e parte ao europeu, atualmente as tendências não só chegam ao Brasil mais rapidamente do que costumavam chegar como também se incorporam mais rapidamente em boa parte dos casos.
Para os que entendem e apreciam o valor de um estudo como esse, seguem os principais itens da lista de tendências alimentares para 2018 divulgada pela Whole Foods Market.

1. SABORES FLORAIS
As flores e sabores florais como a lavanda, a rosa e o hibisco ganham presença em alimentos e bebidas, sendo utilizados em diversas categorias, desde chás até granolas e sobremesas.

2. “SUPERALIMENTOS” EM PÓ
Alimentos com atributos funcionais como cacau, açafrão, proteína em pó e até o carvão ativado estão sendo utilizados como complementos não só nas refeições como também em produtos beneficiados ou industrializados.

3. COGUMELOS
Os já conhecidos cogumelos em sua mais ampla variedade estão saindo do corredor de ingredientes e passando a ocupar espaço na categoria de alimentos funcionais, além de começarem a aparecer em produtos não alimentares como cosméticos e sabonetes.

4. CULINÁRIA DO ORIENTE MÉDIO
O estudo prevê que 2018 será o ano em que a culinária do Oriente Médio atingirá o “mainstream”. Os consumidores irão olhar para além do homus, pita e falafel. Condimentos e especiarias como harissa, cardamomo e zaatar, e pratos como shakshuka, devem começar a aparecer mais.

5. TRANSPARÊNCIA
Os consumidores estão exigindo cada vez mais informações sobre seus alimentos, não somente relacionadas a ingredientes e informações nutricionais, mas também sobre o método e a cadeia produtiva.

6. “PLANT-BASED” PRODUCTS
O avanço das técnicas produtivas tem permitido o desenvolvimento de alimentos e proteínas preparados com vegetais e grãos com melhor qualidade e fazendo com que eles deixem de ser opção apenas para os vegetarianos e veganos.

7. REVOLUÇÃO DOS SNACKS
Novas formas de processar e combinar ingredientes estão transformando a categoria de “snacks”. Surgem cada vez mais opções de produtos saudáveis e naturais para consumo rápido e casual em formatos aerados, estalados e secos.

8. DIVERSIFICAÇÃO DOS TACOS
O produto já consolidado no mercado americano está voando mais alto. A categoria passou a ser utilizada também em receitas para o café da manhã e sobremesas. Os chefs exploram o conceito das formas mais variadas possíveis, agregando valor e diversificando a experiência com o produto.

9. RECEITAS “DA RAIZ AO CAULE”
Independentemente do nome que tenha, cortar o desperdício de alimentos está ganhando força com os consumidores. Número crescente de fabricantes de alimentos está respondendo a demanda e utilizando partes de plantas ou animais que já foram considerados anteriormente “subprodutos” ou desperdício.

10. BOLHAS
O estudo prevê uma explosão de bebidas espumantes, envolvendo as categorias de sucos, “café seltzer”, bebidas frias com café, águas saborizadas e sodas.

11. PÃO TRADICIONAL
Os padeiros estão resgatando as premissas da panificação tradicional e reinventando o conceito de pão artesanal, agregando sabor, qualidade e ingredientes funcionais.

Artigo anteriorUma ameaça chamada inflação
Próximo artigoGestão e cumprimento de contratos
Sócio Diretor da ZAK Business Development Graduado em Direito, com Pós Graduação em Marketing e Gastronomia, atua no segmento de Food Service desde 1989, exercendo funções de Gerência e Direção nas áreas de Operações e Marketing. Gerente Geral da Pizza Hut para o mercado de São Paulo até novembro de 2010.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA