Tendência: Expansão do consumo

Vendas de adoçantes nos Estados Unidos dispararam em uma década; tendência é a mesma no Brasil

Nos Estados Unidos, o consumo de adoçantes entre os americanos disparou em uma década, segundo pesquisa realizada por cientistas de diversas instituições do país a partir de dados coletados pelo governo entre 2009 e 2012 e que contou com quase 17 mil respostas de adultos e jovens. A comparação foi feita com o mesmo levantamento produzido em 1999 e 2000 e os resultados publicados na revista Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, no começo de 2017. O estudo diz que, entre os adultos, o uso diário ou quase diário de adoçantes passou de 27% para 41%. Já entre as crianças e adolescentes, o aumento foi ainda maior, passando de 9% para 25%.

No Brasil, ainda não existem estatísticas oficiais a respeito do consumo de adoçantes. Entretanto, especialistas e empresários afirmam que a tendência é a mesma dos Estados Unidos, mesmo o país sendo a quarta nação com maior consumo de açúcar em todo o mundo, conforme conclusão da pesquisa ‘O açúcar que você não vê’, publicada pelo Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), em 2016.

Mercado

Hoje em dia, o adoçante é facilmente encontrado e muito requisitado, inclusive no mercado food service, como alternativa para quem quer reduzir o consumo de calorias, mas não abre mão do sabor doce. “A preocupação e a consciência com a saúde e com a vida saudável têm elevado o consumo de produtos que beneficiam a qualidade de vida, não só para portadores de doenças, como diabetes, obesidade etc, mas também para a grande quantidade de pessoas que vêm tomando ciência do impacto que a dieta rica em açúcar pode ter em nossas vidas. É notório o aumento do consumo não só de adoçantes, mas também de toda linha de produtos light, integrais, açúcar mascavo e orgânico”, diz Marcio Appel, diretor da empresa Bom Sabor, que, atualmente, produz mensalmente em torno de 10 milhões de sachês de adoçantes.

Ismael Izalino de Araujo, diretor comercial da Single, marca de adoçantes fabricados e comercializados pela Nutrel, afirma que tem acompanhado de perto o contínuo crescimento do mercado desse produto nos últimos anos e considera que essa expansão é decorrente de cinco principais fatores.

“O primeiro deles é que, até algum tempo atrás, o adoçante era visto como remédio e para ser consumido por pessoas que tivessem necessidade específica. Hoje, essa realidade mudou com o aumento do público consumidor. O segundo motivo é que os adoçantes eram tidos como produtos ruins, que deixavam um gosto residual. Mas, atualmente, a qualidade dos adoçantes os aproxima bastante do sabor do açúcar. O terceiro motivo é a chegada ao mercado de um público muito mais consciente no que tange à alimentação saudável. Há uma preocupação bem maior com a relação alimentação/saúde. Já a quarta razão da explosão do consumo de adoçantes passa por um problema de saúde pública. O alto percentual de pessoas acima do peso ao redor do mundo acendeu uma luz vermelha aos governantes. Por isso, foi decidido criar políticas para reduzir o consumo de açúcar. E, por fim, a quinta razão, que é a chegada de alternativas de adoçantes que alavancaram um leque mais abrangente, dando maior poder de escolha ao público consumidor”, avalia.

Variações

A marca Bom Sabor fabrica o adoçante convencional e o adoçante sucralose. “A sucralose é o único adoçante obtido por meio da cana-de-açúcar e, portanto, apresenta o sabor mais próximo do açúcar e é isento de calorias. Tem um poder adoçante 200 vezes superior ao do açúcar. Além disso, resiste a altas temperaturas, mantendo-se estável, e pode ser consumido por crianças e gestantes”, explica Appel.

O diretor da marca acrescenta que “o adoçante Bom sabor contém um blend de ingredientes parecido com o utilizado nos refrigerantes diets. Nossa fórmula é segura, pois contém a menor quantidade isolada de cada componente (sacarina, ciclamato, aspartame). O adoçante, normalmente, encontrado no mercado contém só um dos edulcorantes”, afirma.

Appel ainda destaca que os produtos utilizados na fabricação do adoçante Bom Sabor são todos importados e que outro grande diferencial da marca é que o “adoçante Bom sabor não deixa aquele residual de amargo na boca. Adoça sem precisar usar grande quantidade. É um produto dietético indicado para diabéticos e pessoas que têm uma dieta com restrição de açúcar, mas contraindicado para quem tem intolerância à lactose”, ressalta.

A Bom Sabor é líder no mercado de sachês de adoçantes e atende os principais clientes de food service do Brasil. “Buscamos, constantemente, trazer novidades para nossos clientes, sempre apresentando ao mercado lançamentos e melhorias na formulação dos produtos Bom Sabor. Estamos com planos de lançar o adoçante Xilitol no início de 2019”, revela o diretor.

Marilla Prata Lima
“O adoçante Doce Menor foi a primeira marca a entrar no mercado e é reconhecida por sua tradição e qualidade”, afirma Marilla Prata Lima, gerente de marketing da marca

Segundo Marilla Prata Lima, gerente de marketing da Doce Menor, a marca produz adoçantes por meio da “mistura dos edulcorantes Sorbitol, Ciclamato, Sacarina e Acessulfame em proporções adequadas para que tenhamos um adoçamento limpo e sem residual. O adoçante Doce Menor foi a primeira marca a entrar no mercado e é reconhecida por sua tradição e qualidade, com produtos de sabor marcante e dulçor intenso. Além disso, oferece um portfólio diferenciado, com gelatinas e pudins”.

Os adoçantes Doce Menor podem ser encontrados na versão líquida pet, de 100 e 200ml, e versão pó, de 50 e 1000 envelopes. Todas possuem selo da Associação Nacional de Atenção ao Diabete (ANAD).

Conforme Araújo, da Single, os adoçantes da marca para a qual trabalha “são compostos por edulcorantes, que são o princípio ativo. Ou seja, o elemento que, realmente, adoça, e também por lactose, que funciona apenas como diluente”.

O diretor comercial acrescenta que a Nutrel, por meio da marca Single, fabrica três tipos de adoçantes, sendo eles o adoçante aspartame, o adoçante blend e o adoçante sucralose. “A grande diferença entre eles está nos princípios ativos. O veículo ou diluente é o mesmo para os três. No caso do aspartame, como o nome já indica, é o adoçante cujo edulcorante (componente que adoça) é o aspartame. Já o blend possui três edulcorantes em sua composição, reduzindo, assim, o efeito cumulativo do adoçante com apenas um edulcorante. Por fim, o sucralose, que é produzido a partir da cana-de-açúcar, mais especificamente é o resultado de modificação da molécula da sacarose e adoça 600 vezes mais do que essa”, esclarece o diretor comercial.

Ainda conforme Araújo, os adoçantes Single “não possuem calorias e adoçam muito mais do que o açúcar tradicional. Assim, 600mg de adoçante substituem duas colheres de sopa de açúcar, sem as calorias do mesmo. E, por não terem calorias, não afetam a glicose sanguínea nem a resposta da insulina. Além disso, auxiliam a reduzir a ingestão calórica e de carboidratos, se utilizados consistentemente como parte de dietas com calorias reduzidas ou em substituição a produtos com mais carboidratos”, indica.

Bom Sabor
www.bomsabor.com.br
Nutrel
www.nutrel.com.br
Doce Menor
www.docemenor.com.br

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