Tecnologia para quem precisa

Há alguns dias, em torno da Fispal, discutimos bastante sobre o impacto da tecnologia na transformação cada vez mais rápida do food service. Gostaria de destacar alguns dos pontos que me parecem mais interessantes de comentar.

Tecnologia é meio e não fim: é muito frequente ver o empresário brasileiro embarcar em tecnologias como se elas (as tecnologias) fossem um fim e não um meio; a tecnologia deve ser um aliado para garantir mais eficiência, produtividade, velocidade, informação, padrão etc e minimizar falhas, perdas, desencantos do consumidor; se a tecnologia for a melhor solução para trazer esses resultados, ótimo.

Entre os principais elementos em que a tecnologia vai penetrar o mercado, neste momento e nos próximos anos, um deles é a redução do atrito ou fricção entre o consumidor e a loja; talvez, o exemplo hoje mais visível seja a adoção crescente dos totens e terminais de autoatendimento, mas é importante notar que o problema é o atrito, e a tecnologia é uma das soluções para ele.

Na carona do tema da redução de atrito e ampliando-o muito, o grande tema hoje é como proporcionar a melhor experiência de consumo para os consumidores; aliás, consumidores diferentes, que consomem de forma diferente em diferentes ocasiões de consumo; desde data analytics, passando por intervenções nos ambientes, na relação de fidelidade, na oferta de praticidade e conveniência etc, a tecnologia é o grande aliado do empresário.

Também se falou sobre um efeito “desumanizador” da tecnologia, como que propondo que, quanto mais tecnologia se embarca no negócio, menos humanas as empresas. Entendemos que o importante é identificarmos onde as pessoas são importantes e diferenciadoras, seja no back of the house, seja no salão, ao lado dos consumidores. No mundo todo, verifica-se a preocupação de alocar a tecnologia onde ela faz o papel melhor do que ser humano e, em contraponto, percebemos que as pessoas são também empregadas onde fazem mais diferença.

Quando analisamos os “mapas de tecnologia no food service”, vamos ver que hoje já há soluções de tecnologia disponíveis para praticamente todas as necessidades de um restaurante, da gestão operacional aos programas de fidelidade, de e-commerce para compra de ingredientes, até gestão de playlistis; ou seja, não há limitação de oferta, mas, muito diferente, há a necessidade de o empresário conseguir identificar qual a “tecnologia relevante” para seu negócio.

E isso não implica tanto em entender das tecnologias existentes, mas, sim, do que o negócio mais precisa e, a partir daí, identificar qual a tecnologia que responde às necessidades.

Artigo anteriorSorrir faz bem à saúde e também aos negócios
Próximo artigoUm mercado estrelado
Fundador da Food Consulting e Food Experts, empresas especializadas em Foodservice, criador e titular do curso Gestão Estratégica de Foodservice na ESPM-SP há 10 anos e palestrante sobre o mercado de Foodservice e Alimentação, para várias das mais importantes empresas e associações do país; foi executivo de grandes empresas como Sadia, Ceval, Bunge, 3 Corações, entre tantas outras atuações profissionais de sucesso.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA