Sucesso na TV

Jurada do ‘Bake Off Brasil – Mão na Massa’, Carol Fiorentino fala sobre a gastronomia brasileira atual e a respeito dos benefícios de trabalhar no setor

Um dos destaques, como jurada, do reality show de gastronomia ‘Bake Off Brasil – Mão na Massa’ (do Sistema Brasileiro de Televisão – SBT,), a chef confeiteira Carol Fiorentino nutre uma admiração pelas cozinhas desde quando ela ainda era criança. Com formação em gastronomia, a sua especialização é fazer doces e também bolos. Por um período de dez anos, a chef esteve à frente da cozinha da doceria “La Vie En Dolce”. Hoje, é proprietária da Fiorentino Dolce, além de prestar consultoria gastronômica. Além disso, ela também possui um canal no Youtube com o seu nome, onde é possível acompanhar receitas de doces e também bate-papo com personalidades que atuam no segmento culinário.
Em entrevista realizada para a Food Service News, Carol Fiorentino falou mais a respeito do interesse dela pelas cozinhas, sobre o seu trabalho e a respeito da sua experiência televisiva. Entre algumas de suas respostas, ela destacou os maiores desafios de trabalhar no segmento. “A concorrência e o glamour que se coloca na profissão. Nem tudo são flores. Quando comecei, era uma garota do Jardins querendo liderar profissionais que já estavam na área e me deparava com um certo machismo. Hoje, não lidero mais uma cozinha, porém a questão do machismo melhorou muito de lá pra cá. Temos grandes mulheres na cozinha, mas ainda acho que o desafio maior hoje são os egos a serem administrados e manter sempre os pés no chão”, salientou ela. Acompanhe a entrevista completa logo abaixo.

Food Service News: Como começou seu interesse pelas cozinhas?
Carol Fiorentino: Sempre me interessei. Minha mãe sempre fez com que fizéssemos parte das tarefas de casa. Todos cozinham muito bem na família. Profissionalmente, aconteceu… Como sempre foi uma paixão, fiz gastronomia e já entrei no mercado de trabalho ainda na faculdade.

FSN: Como obter êxito profissional, na sua opinião?
CF: Acho que, como em qualquer profissão, você tem que se dedicar, estudar, praticar e trabalhar muito. Não tem muito segredo nem glamour.

FSN: Quais são os diferenciais do seu trabalho que você destaca?
CF: Passei muito anos em produção grande, produzindo mesmo, com a mão na massa, a prática me faz ter muito entendimento, além do meu grande interesse pela química da cozinha, o porquê cada ingrediente serve dentro de uma receita, qual o papel e as funções de cada produto. Além, claro, de eu ter um ótimo paladar e olfato.

FSN: Como suas receitas são pensadas?
CF: Gosto de criar coisas novas, com base em receitas antigas, equilibrando os sabores. Adoro desafios, desenvolver alguma receita para agradar o paladar de alguém! (Risos). A maioria das receitas são recriações de receitas que já existem, vejo ou provo alguma coisa que gosto e sempre penso em como poderia transformar.

FSN: Quais foram os principais aprendizados até hoje?
CF: Poxa, acho que sempre temos o que aprender. Cada vez que faço alguma coisa, descubro uma forma nova de refazer. Acho que é isso.
FSN: Quais são os maiores desafios de trabalhar nesse segmento?
CF: A concorrência e o glamour que se coloca na profissão. Nem tudo são flores. Quando comecei, era uma garota do Jardins querendo liderar profissionais que já estavam na área e me deparava com um certo machismo. Hoje, não lidero mais uma cozinha, porém a questão do machismo melhorou muito de lá para cá. Temos grandes mulheres na cozinha, mas ainda acho que o desafio maior hoje são os egos a serem administrados e manter sempre os pés no chão.

FSN: E os principais benefícios?
CF: É muito bom quando alguém prova alguma receita sua e se delicia, mas o que mais amo na minha nova fase é poder ajudar de alguma forma as pessoas a voltarem para a cozinha. Recebo muitas mensagens no meu canal no YouTube de pessoas que voltaram ou que começaram a se aventurar na cozinha novamente. Poder ensinar é muito gratificante.

FSN: Como você vê a gastronomia brasileira atualmente?
CF: Estamos em constante crescimento. Valorizar ingredientes e receitas nacionais é uma característica que vejo numa grande crescente.

FSN: Como você classifica sua experiência na televisão?
CF: Muito gratificante, mas mantenho meus pés bem fincados no chão. Dou meu máximo em tudo que faço, seja na televisão, como profissional ou na minha vida pessoal! Eu me entrego 100%, adoro aprender coisas novas, em todas as áreas. A televisão, para mim, é um desafio, já que sempre fui muito tímida… Dominar a timidez é um desafio e tanto! (Risos).

Sobre o programa
A Food Service News vem, ao longo do tempo, mostrando como diversos programas de televisão vêm chamando a atenção dos consumidores para o mercado de alimentação, contribuindo para que ele fique cada vez mais sólido. Um exemplo disso é o ‘Bake Off Brasil – Mão na Massa’, que conta com a apresentação de Ticiana Villas Boas. Ao todo, são 12 candidatos que passam por diversos desafios e preparam vários produtos alimentícios como, por exemplo, tortas, doces e bolos. Ao lado da jurada Carol Fiorentino, está o também jurado Fabrizio Fasano Jr., que é empresário. A competição visa encontrar o melhor confeiteiro amador de todo o Brasil. Para que isso se torne uma realidade, os participantes vão sendo avaliados a cada prova que eles realizam. Quando chega o fim de cada programa, um deles é eliminado.
São três os tipos de desafios que são propostos para os competidores do reality show culinário. Um desses desafios é o técnico. Neste, os participantes recebem uma receita única e eles têm a missão de fazê-la. Já o outro desafio é o criativo. Neste tipo de desafio, além do foco no sabor dos alimentos, deve haver também um foco no visual do prato, que precisa ser atraente. Por fim, há o chamado desafio de “marca registrada”. Neste desafio, o episódio possui um tema e o competidores devem criar algo a partir disso.
E não é somente no Brasil que esse programa tem feito bastante sucesso. O “The Great Bake Off”, de formato da BBC Worldwide, tem obtido êxito em quase vinte países. Só para se ter uma ideia da sua dimensão, na Inglaterra, onde o programa teve início, já se encontra em sua quinta temporada. Outros países também tiveram mais de uma temporada como é o caso, por exemplo, da França, da Holanda, da Suécia e também da Itália. Em todas as temporadas dos programas nesses países, os resultados obtidos foram considerados excelentes.
No último dia 27 de agosto, a segunda temporada do programa chegou ao fim, sendo que a vencedora foi Camila Poli, de 32 anos. Disputaram com ela a artista plástica Noemy Caange, que tem 56 anos e também o psicólogo Marcos Souza, que conta com 26 anos de idade.
Neste episódio, os três tiveram de produzir uma marta rocha. Para isso, tiveram o auxílio dos participantes que já haviam sido eliminados: Gabriela Freire, Murilo Marques, Luciano Neves, Lucas Fischer, Juliana Jabur, Matheus Grandizol, Helga Liz, Paula Jabur, Tathiane Lemos, Tiago Magane e Vivian Nhoncance. Nessa parte da competição, o candidato eliminado foi Marcos Souza.
Depois que Marcos Souza foi eliminado da competição, Camila Poli e Noemy Caange tiveram um total de três anos para que pudessem fazer um bolo de 15 anos. Foi aí que Camila Poli conseguiu garantir o seu lugar como vencedora. Como premiação, o programa dá à vencedora o lançamento de um livro de receitas pela Editora On-Line. Camila Poli é de Campo Grande e possui duas graduações, sendo uma de nutrição e a outra de direito. Agora, a vencedora do programa vai dar início a uma pós-graduação em confeitaria e panificação. O SBT já confirmou a terceira temporada do ‘Bake Off Brasil – Mão na Massa’.

Carol Fiorentino
www.carolfiorentino.com.br
SBT – Bake Off Brasil – Mão na Massa
www.sbt.com.br/bakeoffbrasil

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