Regras de compras

Em outubro do ano passado, quando ainda não tinha decidido se iria ou não viajar nas férias, tomei um puxão de orelha em casa, pois tinha deixado passar o timing de contratar as melhores opções. Peguei o telefone e liguei para uma agência, que normalmente cuida de minhas passagens aéreas.Dentro de uma faixa de gastos que eu tinha idealizado, optei pela opção que o atendimento da agência me sugeriu como “top”, “o mais legal”, “perfeito para você” etc e comprei um pacote “full”!Resumindo uma história longa e triste: partimos para nossa semana de férias de sol num resort all inclusive numa das mais belas praias do Brasil! Horroroso! Comida ruim, instalações obsoletas, atendimento razoável, frequência estranha, blá, blá, blá…Diversas reclamações, críticas e até “entrevistas com a gerente de relacionamento” e a constatação: o problema é que eu e minha família não somos o público-alvo do estabelecimento! Verdade, tenho que admitir!Mas, para tirar algo de bom dessa semana, listei os quatro aprendizados básicos, para eu me lembrar sempre que tiver que comprar ou contratar algo.

1. Considerar o timing mais favorável para comprar, quando há melhor variedade de opções e custos mais interessantes para sua decisão.

2. Não basta idealizar o budget, é necessário pesquisar para saber se o idealizado é viável para comprar algo adequado à sua expectativa; se não for, ou aumentar o budget, ou mudar a expectativa, ou não comprar.

3. Se for contratar algum prestador de serviço para te atender, certificar-se de que os clientes desse prestador sejam parecidos com você e que ele, consequentemente, entenda sua árvore de decisão e preferências.

4. Ouvir a opinião de pessoas que tenham perfis parecidos com os seus: o que é excelente para uns pode não agradar outros em nada; você se frustrará com o que comprou e ainda ficará magoado com quem te deu uma opinião “furada”.

Esses pontos podem parecer básicos e até infantis, mas remetem a pontos que, no dia a dia, nos esquecemos frequentemente de praticar e nos levam a experiências de consumo piores do que gostaríamos de ter.  E, experiência, como sempre digo, é uma comparação entre o que se percebe e o que se esperava.Boas experiências!

Artigo anteriorO mercado está para sorvete
Próximo artigoAutoatendimento: por que a tecnologia tem garantido benefícios?
Fundador da Food Consulting e Food Experts, empresas especializadas em Foodservice, criador e titular do curso Gestão Estratégica de Foodservice na ESPM-SP há 10 anos e palestrante sobre o mercado de Foodservice e Alimentação, para várias das mais importantes empresas e associações do país; foi executivo de grandes empresas como Sadia, Ceval, Bunge, 3 Corações, entre tantas outras atuações profissionais de sucesso.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA