Receita antiga, ganhos novos

Sucesso há anos, cheesecake tem sido idealizado por diversos profissionais e empresas.

EDITORIACARREIRA

Diversos produtos alimentícios têm se estabelecido no food service ao longo do tempo, mostrando toda a força e ex­pressividade deles e como podem ser im­portantes para as organizações. Cada vez mais sedento de novidades, o mercado está sempre pensando em itens que se diferenciam na área e que sejam capazes de cativar os consumidores. No entan­to, eles não são os únicos que têm sido bem-quistos e que recebem bons investi­mentos por parte das empresas. Receitas clássicas também garantem o seu espaço, formando um segmento que é capaz de se sobressair também por meio de toda a di­versidade que é oferecida para as pessoas.

Mercado

Um dos produtos de destaque no seg­mento atualmente é o cheesecake, uma torta doce de queijo, cuja tradução literal é bolo de queijo. O item é bastante tradi­cional nos Estados Unidos, principalmen­te nas cidades de Nova Work e Filadélfia, tendo se popularizado por volta de 1970, e também tem se difundido no mercado brasileiro, marcando presença em vários lares e estabelecimentos comerciais.

Por lá, ele é feito, geralmente, contan­do com uma base de biscoito. O recheio, por sua vez, como o próprio nome suge­re, leva queijo, mas também conta com ovos e creme. A cobertura é de frutas. Esse item alimentício, em geral, é levado ao forno, mas existem, ainda, outras for­mas de prepará-lo, em que nem sempre essa etapa é algo necessário – aliás, um dos seus pontos altos está justamente em todos os desdobramentos que são feitos a partir do cheesecake.

A história desse item alimentício é bastante antiga e, apesar de ele ser mui­to consumido nos Estados Unidos, não foi aquele país que o originou. Uma des­crição, talvez não tão completa a respei­to do produto, já constava no livro DeRe Rustica, que foi escrito há mais de dois mil anos e cujo autor é Cato. Há também outra evidência histórica do doce: no século 14, em Forme of Cury, foi encon­trada uma receita do cheesecake. Acredi­ta-se, ainda, que o doce tenha sido con­sumido há quase três mil anos na Grécia Antiga, quando aconteceram os Jogos Olímpicos na Ilha de Delos.

Outra curiosidade acerca do produto é que a receita levou vários tipos de queijo ao longo dos anos, como o cottage, a rico­ta e o francês Neufchâtel. No ano de 1872, um profissional norte-americano, ao ten­tar recriar o queijo Neufchâtel acabou in­ventando o cream cheese, que, hoje, é um dos mais usados para compor o item.

Investimento

A Havanna é uma das marcas que co­mercializam o cheesecake, produto pre­mium que lidera as vendas de sua cate­goria junto à torta Havanna. Conforme a empresa afirma, a receita é exclusiva e foi desenvolvida em parceria com Carole Crema (chef formada pela Thames Valley University e pelo The Moisimann Acade­my, localizados em Londres, na Inglater­ra, e também pelo instituto La Cultura Alimentari, que fica em Milão, na Itália). Além disso, o produto da organização conta com o seu tradicional doce de leite. O perfil de quem consome esse item é formado por homens e mulheres de 25 a 45 anos, pertencentes às classes A e B.

Quando se fala em cheesecake e na co­mercialização desse produto, é essencial que alguns cuidados sejam tomados para que esse item possa sempre apresentar qualidade e agradar os consumidores, cada vez mais exigentes. Conforme a Havanna ressalta, no caso da marca, os cuidados têm início logo no processo de entrega nas lojas. Essa entrega é feita em veículos refrigerados e na temperatura indicada na produção.

“Nas lojas, além de seguir recomenda­ções da Vigilância Sanitária, o produto fica armazenado em caixas que evitam qualquer tipo de contaminação e, ao mesmo tempo, garantem a estética do produto”, ressalta a empresa

Cenário

Conforme a organização frisa, a Ha­vanna é uma “marca tradicional Argen­tina. Tem, como pontos de destaques, o alfajor mais tradicional da Argentina e o Doce de Leite, presente em mais de 20 países da América e Europa. No Brasil, são mais de 50 operações, além da distribuição em grandes redes vare­jistas do país”.

A Havanna chegou ao Brasil no ano de 2006 e teve sucesso desde então, apresen­tando diferentes tipos de produtos ali­mentícios para os consumidores, como chocolates, sanduíches, empanadas, sal­gados, entre outros elementos. Em 2014, entrou para o ramo de franquias, o que contribuiu para a sua expansão pelo país. São três modelos de negócios que são oferecidos para os investidores: quios­que, café quiosque e cafeteria.

A história da marca começou no ano de 1939, com os Alfajores Santa Monica, que eram produzidos em uma fábrica em Buenos Aires, na Argentina. Um dos prin­cipais clientes do produto era a bombo­niere Mar Del Plata. Pouco tempo depois, a marca Havanna virou sinônimo de al­fajor – e a receita do produto é a mesma desde o ano de 1947, sendo que ela foi aprimorada pelo pasteleiro Toribio Gon­záles. Na Argentina, a marca conta com 202 lojas, sendo que 59 são próprias e as outras 141 são franqueadas.

A organização está presente, ainda, além de na Argentina e no Brasil, nos Estados Unidos, na Colômbia, no Chile, no Peru, no Uruguai, na Bolívia, no Pa­raguai, no México, na Venezuela e tam­bém na Espanha.

Trabalho

Para atrair e fidelizar os consumidores, a marca ressalta que é importante que haja ações de divulgação e promocionais, intera­ção via redes sociais e visual merchandising. Investir em linha de produtos exclusivos também é algo relevante nesse contexto.

Alguns dos desafios presentes na área, de acordo com a empresa, dizem respeito à expansão em regiões com dificuldades logísticas, além da capacitação de mão de obra para excelência no atendimen­to. Mas quem investe na marca também conta commuitas vantagens, como a em­presa afirma. Há o retorno, por exemplo, ao franqueado, em até 36 meses, “experi­ência de consumo única no segmento de cafeteria, capacidade de proporcionar um ambiente confortável e acolhedor com preços democráticos”.

Até o fim deste ano, a Havanna deverá contar com 64 unidades. Em longo prazo, a empresa espera ter 320 unidades no Brasil.

Curiosidades

O cheesecake é um produto que tem feito tanto sucesso que, inclusive, ga­nhou uma versão gigante, que bateu o recorde mundial e entrou para o Guin­ness World Records, chamando a atenção do mundo todo. Ele foi apresentado na 9ª edição do Cream Cheese Festival, que foi realizado no vilarejo de Lowville, que fica localizado em Nova York.

Para que pudesse ser feito, o produto contou com o auxílio de Duff Goldman, do programa televisivo Ace of Cakes. A receita levou cream cheese, massa e açú­car. O peso do item foi de 3.129 quilos, o que equivale a mais de três toneladas, além de 2,28 metros de diâmetro e 78 centímetros de profundidade. Mais de 10 mil pessoas comeram o cheesecake pro­duzido para o evento. O que sobrou do item foi doado para instituições que atu­am no auxílio a pessoas carentes.

Mas essa não foi a primeira vez que um cheesecake gigante foi produzido e despertou a atenção de diversos países. Em 2009, por exemplo, no México, cozi­nheiros fizeram uma receita que bateu os recordes de então. O item pesava mais de duas toneladas e contava com e 2,5 metros de diâmetro.

 

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