Quantos exemplos como o canudo temos em nosso negócio

canudos

Muito tem se falado nos últimos meses sobre os canudos de plástico e seu impacto no meio ambiente. A evidência que está sendo dada ao tema e as novas leis proibindo o uso certamente movimentarão muitas empresas no sentido de se intitularem inovadoras por substituírem o artefato até agora utilizado por outra solução similar. Elas se esquecem de que inovar não é melhorar a forma de fazer: é fazer diferente.
O uso de tampas e canudos da forma como conhecemos hoje surgiu no mercado americano pós-guerra em decorrência da grande incidência de doenças transmissíveis e da expansão das redes de “fast food”.
O conceito operacional “Drive Thru”, os produtos “Grab and Go” e as bebidas mais densas como o “milk shake” foram os grandes instituidores do hábito de uso desses itens por parte dos americanos.
Será que 70 anos depois, as premissas e possibilidades não mudaram em nada? Qual o motivo que justifique o uso de tampas e canudos em operações de praças de alimentação ou restaurantes com serviço de mesa no Brasil de 2017?
Especialistas de plantão que não atendem um cliente no balcão há anos terão provavelmente uma lista de justificativas. O fato é que atualmente, salvas raras exceções, o uso de tampas e canudos é apenas custo desnecessário, mau exemplo à sociedade e demonstração de falta de inteligência ou sensibilidade operacional.
Em 2004, ainda como executivo de uma grande rede, participei do processo de retirada de itens descartáveis da operação, entre eles tampas e canudos. Os receios na época demonstrados pelos gerentes operadores provaram-se indevidos com trabalho de acompanhamento da operação e pesquisa com clientes.
Esse trabalho me mostrou a importância de sempre questionar o “status quo” das coisas e dos modelos que eventualmente sejam tratados como padrão.
Não existe nada nesse negócio que não possa ser melhorado, transformado ou substituído. O canudo é apenas um exemplo disso. Quantos canudos mais existem no seu trabalho ou no seu negócio?
Pense nisso.

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