Por onde trafegam as oportunidades do food service

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A Uber chegou ao Brasil em 2014 causando polêmica e propondo inovação para a mobilidade urbana. Mesmo com muitas críticas, enfrentando questionamentos jurídicos e sociais a empresa se manteve centrada e, em pouco tempo, se firmou no mercado ganhando milhares de clientes nos quatro cantos do país. A expansão dos serviços também vem acontecendo em ritmo acelerado. No primeiro semestre de 2016 foi lançado o UberCOPTER – serviço de viagens curtas em helicópteros – e, agora, no fim de dezembro, começou a operar testes em São Paulo do UberEats – delivery de comidas.

De acordo com a multinacional norte-americana, a proposta é oferecer comodidade aos usuários que poderão pagar, acompanhar preparo do pedido e o tempo de espera através do aplicativo. Nessa fase inicial o serviço fica limitado a algumas regiões de São Paulo e, embora já esteja disponível de forma gratuita nas lojas de apps, só conseguirão realizar os pedidos aqueles clientes que receberem convites da empresa.

Para os empreendedores da área de alimentação que ainda não possuem o sistema de delivery, essa é uma boa oportunidade de sentir o mercado e avaliar a funcionalidade – uma vez que toda a logística será delegada pela Uber. Em meio ao atual cenário turbulento da economia brasileira, é comum o receio em fazer novos investimentos. No entanto, essa experiência pode despertar o interesse dos empresários do segmento de food service em ampliar os negócios aumentando os canais de venda e utilizando soluções que já estão disponíveis no mercado auxiliando os vendedores e os clientes – seja em contato direto ou indireto.

A ferramenta do UberEats, de fato, é promissora, mas é necessário olhar um pouco além no intuito de impulsionar o próprio negócio. Ao disponibilizar o serviço em plataformas como essa, o consumidor tem acesso à informações específicas e se aproxima ainda mais do produto. Esse pode ser o momento certo de traçar uma estratégia para que o cliente também possa encontrar a empresa de forma mais simples – através de um aplicativo próprio, por exemplo. As taxas que seriam pagas para a ferramenta podem ser convertidas para o consumidor – o que garante mais um ponto na fidelização.

Temos visto na Teknisa uma demanda crescente nesses produtos de delivery personalizados para restaurantes, e, ao desenvolvermos esses projetos percebemos que torna-se possível monitorar o perfil dos clientes, além de economizar com a operação e ganhar um produto próprio.

Só no Brasil, a alimentação fora do lar movimenta mais de R$ 100 bilhões anualmente. Esse dado confirma que existem diversas portas abertas no setor de food service. Empresas de tecnologia ainda maiores que a própria Uber – como Apple e Google – já estão de olho nas possibilidades que o nicho oferece, e independente do tamanho do negócio, é importante que os empreendedores fiquem atentos para que também possam encontrar seu lugar e se firmar nesse mercado.

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