Para melhor entender as relações humanas na gestão: a psicanálise

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Desde o início, este espaço se destina a ser um canal de reflexão sobre a gestão atual e suas práticas, tendo uma análise principalmente frente ao complexo ambiente do food service brasileiro. Dentro disso, é importante dizer que o processo de gestão se molda e se configura com os gestores e os funcionários de uma organização. É uma relação intrínseca e indissociável.

Assim, há, cada vez mais, a necessidade de se conhecer melhor as relações humanas e, consequentemente, suas influências, variáveis e suas possíveis formas de análise. Neste artigo, colocamos em foco, para isso, a psicanálise, como uma das áreas de estudo sobre a mente e o comportamento humano.

Os primeiros conceitos sobre psicanálise vêm de Sigmund Freud, buscando entender o indivíduo e as várias relações que se constituem nos seus processos mentais. Em uma empresa, sua cultura e seu clima organizacional dependem diretamente da forma como a gestão é realizada. A aplicação de teorias psicanalíticas pode contribuir para melhor analisar as relações humanas de uma maneira mais estruturada nas práticas organizacionais.

Entretanto, para muitas pessoas, a psicanálise é vista apenas com o ponto de vista clínico, não percebendo as possibilidades de análises social e/ou organizacional que ela também oferece. Se, por um lado, Freud colocou que a psicanálise é um método para tratamento de distúrbios neuróticos, ele também colocou que ela é um procedimento para investigação de processos mentais. E isso ocorre em qualquer interação de grupo ou organização social como são as empresas, inclusive aquelas de nosso maior interesse aqui, as voltadas ao setor de alimentação.

Certos distúrbios, como ansiedade, frustração e apatia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentam continuamente na população mundial. E, também por causa disso, a psicanálise pode ser uma abordagem interessante para compreender e mitigar o impacto desses elementos do comportamento humano nas organizações. Já escrevemos aqui sobre a ideia de organizações como redutos de pensamentos, ideias e crenças inconscientes das pessoas que nelas atuam.

Assim, a melhoria contínua, ou a busca pela transformação positiva de uma organização, passa pelo desenvolvimento do comportamento humano visando o seu pleno potencial. Dentro de qualquer empresa, como em todas aquelas do food service, isso se traduz por alcançar melhores resultados continuamente, o que, já se sabe, depende amplamente das pessoas envolvidas.

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Prof. Dr. Rogério Stival Morgado Graduado, mestre e doutor pela USP; professor universitário de extensão, graduação e pós-graduação; desenvolve assessoria de gestão e treinamentos em diversas empresas. E-mail para contato: rsmorgado@uol.com.br

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