Tecnologia: Os ‘queridinhos’ da Geração Millennial

Pesquisa revela que maior parte dos clientes dos bancos digitais é jovem e tem pouco a reclamar

O avanço das fintechs, startups financeiras que têm como principal objetivo fazer uso da tecnologia para facilitar a vida de seus clientes, é o responsável pelo surgimento de novas formas de administração do dinheiro de pessoas físicas e jurídicas. Os bancos digitais, instituições que não possuem agências físicas e oferecem seus serviços exclusivamente por meio da Internet, são um forte exemplo dessa moderna era financeira.

A autorização da abertura e fechamento de contas pela web por parte do Banco Central (BC) ocorreu em abril de 2016 e, desde então, diversas opções 100% digitais foram lançadas no país, entre elas Original, NuConta, Conta Um, Neon, Next, Intermedium, Sofisa Direto, BS2, entre outros. Sem contar que alguns bancos tradicionais também entraram nessa onda. Com isso, de acordo com levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) junto ao Banco do Brasil, Itaú, Original e Intermedium, ao menos 940 mil clientes já faziam transações bancárias no Brasil por meio de contas totalmente digitais em 2017.

Conforme Alessandro Andrade, head do Sofisa Direto, a instituição financeira foi o primeiro banco 100% online do Brasil, tendo sido criado em 2011. “O Sofisa Direto foi pensado para fazer o dinheiro do cliente render mais. Nosso objetivo é renovar práticas comuns de todo o setor bancário, eliminando os pontos que desagradam o consumidor, como as taxas e tarifas, a burocracia, os asteriscos, a linguagem técnica e complicada. Queremos criar uma nova cultura, uma nova maneira de fazer negócios, sem os paradigmas do passado”, explica.

“Ser digital é uma forma de pensar, de propor soluções inovadoras e uma experiência única para os clientes”, diz Priscila Salles, superintendente de marketing e CRM do Banco Inter

Priscila Salles, superintendente de marketing e CRM do Banco Inter, conta que a trajetória da instituição começou com o nome Intermedium, em 1994, como financeira. No entanto, em 2008, o banco foi transformado em múltiplo, com a oferta de crédito imobiliário, consignado e financiamento para pequenas e médias empresas. Em 2015, foi dado o primeiro passo como banco digital, já com o nome Inter.
“Desde então, passamos a oferecer uma conta gratuita, sem tarifas para depósitos, transferências, pagamentos de boletos e outros serviços. Bancos digitais são muito mais que um banco com um aplicativo e sem agências. Ser digital é uma forma de pensar, de propor soluções inovadoras e uma experiência única para os clientes. Essa é a nossa proposta aqui no Banco Inter”, diz a superintendente.

Todos os serviços do Banco Inter são oferecidos por meio de aplicativo e/ou o Internet Banking da instituição. “Todo o processo, que vai da abertura de conta à administração da conta, como a contratação de produtos, é feito por esses meios. Além da conta digital totalmente gratuita, oferecemos produtos como investimentos, cartão de crédito sem anuidade e com as menores taxas de juros do mercado, crédito imobiliário, crédito consignado, seguros, câmbio e outros. Atualmente, contamos com mais de 1,2 mil colaboradores e esse número segue crescendo. Nossa sede está localizada em Belo Horizonte e já temos mais de 40 escritórios regionais espalhados pelo país, sendo o maior deles em São Paulo, onde contamos com mais de 150 colaboradores. Na nossa sede, funcionam as áreas administrativas e de atendimento do banco”, esclarece Salles.
Também de olho no sucesso dos bancos digitais, o Bradesco criou o Banco Next, que funciona desde junho de 2017 e possui proposta direcionada a atender à Geração Millennial, ou seja, aquelas pessoas nascidas entre o período da década de 80 e até o começo dos anos 2000 e que também são conhecidas como a Geração Y.
Jeferson R. Garcia Honorato, superintendente executivo do Next, relata que “o Next nasceu para complementar o ecossistema de soluções da Organização Bradesco, endereçando um novo público e um novo mercado”.

Jeferson Honorato
Jeferson R. Garcia Honorato, superintendente executivo do Next, relata que “o Next nasceu para complementar o ecossistema de soluções da Organização Bradesco, endereçando um novo público e um novo mercado”

Conforme o superintendente, a construção e o desenvolvimento do banco digital Next demorou 18 meses e contou com o trabalho de diversos profissionais, como antropólogos, cientistas sociais e psicólogos. “Todos ajudaram a entender como pensa e age esse público hiperconectado, pois o propósito do Next é ajudar o millennial a fazer, acontecer e a transformar a maneira como eles cuidam do dinheiro, trazendo valores como proximidade, proteção, proatividade, parceria, disponibilidade, conhecimento e simplicidade. Essa geração quer que os serviços financeiros se adaptem à sua realidade, oferecendo fluidez, autonomia e tecnologia. Querem ter nas plataformas financeiras o mesmo tipo de experiência que possuem em outras plataformas digitais, como Facebook, WhatsApp, Spotify. E o objetivo do Next é justamente conquistar esse público, mas não restrito a ele. O cliente altamente conectado está em todas as gerações. A inclusão financeira virá de uma boa experiência digital”, salienta.

Hororato partilha que o Next “foi desenvolvido como uma plataforma de primeira tela, 100% digital, que oferece às pessoas jornadas rumo à conquista de objetivos, gerenciamento financeiro, praticidade no dia a dia, soluções inteligentes e liberdade para tomar decisões quando e como quiserem, bem como ser um grande hub de conexão com outras plataformas digitais que agregam valor e fazem parte do cotidiano das pessoas. Os clientes Next utilizam o App sem deduzir a franquia de dados móveis do seu celular (3G Grátis) e contam com vários serviços, como adesão 100% digital, transações cotidianas, recarga de celular, portabilidade de salário via App, cartão de débito/crédito em três modalidades, gerentes gestores disponíveis 24×7 por meio do chat e redes sociais, flow para ajudar a planejar orçamento do cliente, vaquinha para arrecadar dinheiro para um determinado evento e mimos, que consistem basicamente em descontos e vantagens na utilização de serviços de empresas parceiras, como iFood, Uber, Lady Driver, Cuponeria, McDonald’s, Natura, Cinemark, Hotel Urbano, Livraria Cultura. Até o momento, são cerca de 70 parceiros com mais de 80 ofertas”, detalha.

Outro banco digital oriundo de uma instituição tradicional é o BS2, nova marca do Banco Bonsucesso, fundado em Belo Horizonte há 26 anos. “O Bonsucesso teve uma trajetória muito bem-sucedida em seu nicho de mercado, o crédito consignado. Em 2014, a operação de consignado foi deslocada para o Banco Olé, que nasceu da joint venture entre Bonsucesso e Banco Santander. Com isso, o banco iniciou um processo de transformação e, a partir de 2017, passou a se chamar BS2, inserindo, assim, no mundo digital por meio da criação de sua plataforma – BS2 Hub – de produtos e serviços financeiros”, contextualiza Juliana Pentagna Guimarães, diretora executiva do Banco BS2.

“A nova vocação do BS2 possibilita que empresas não financeiras se estruturem como um banco”, diz Juliana Pentagna Guimarães, diretora executiva do Banco BS2

Segundo Guimarães, “a nova vocação do BS2 possibilita que empresas não financeiras se estruturem como um banco. Na prática, o BS2 fornece sua estrutura com operações bancárias, adquirência, câmbio e investimentos para que companhias utilizem os fluxos financeiros que circulam em seus negócios de maneira rentável. Para pessoas físicas, estamos oferecendo a possibilidade de abrirem uma conta 100% digital em poucos minutos e ter acesso a serviços bancários, investimentos e, muito em breve, operações de câmbio e cartão de crédito, além do serviço de Home Broker. Tudo de forma simples e gratuita”.

Vantagens

De acordo com pesquisa realizada pelas empresas Exceda e Cantarino Brasileiro apresentada no evento ‘Fintech View 2018’, o cliente de banco digital tem pouco a reclamar. O levantamento, feito com 1004 pessoas de todas as regiões do Brasil, sendo 504 usuários de bancos tradicionais e 500 de digitais, apontou que a maior parte dos adeptos dos bancos digitais, 59%, é millennial. Já o público de 30 a 49 anos representa 34% dos usuários de bancos digitais.
Para Andrade, do Sofisa Direto, a fama dos bancos digitais está atrelada aos seus diferenciais. “No caso do Sofisa Direto, por exemplo, oferecemos grade de produtos de investimentos para todos os perfis com excelente rentabilidade, LCI com 100% do CDI, CDB com rentabilidade de 100% do CDI com liquidez diária, ou seja, que pode ser resgatado a qualquer momento. Além disso, os nossos investimentos de Renda Fixa permitem aplicações a partir de R$ 1, a conta é 100% gratuita e totalmente digital”, informa.

Salles, do Inter, acredita que a boa aceitação em relação aos bancos digitais está diretamente relacionada às vantagens que eles oferecem, especialmente, para pessoas jurídicas. “Oferecemos uma conta 100% digital e gratuita para pessoas físicas e jurídicas, inclusive MEI. Também somos o único a oferecer uma conta totalmente isenta de tarifas, que serve como porta de entrada dos clientes para uma plataforma completa de serviços, para que os empresários tenham o banco na palma da mão, 24 horas por dia, sete dias por semana. Além disso, eles têm mais facilidade e transparência para acessar todas as linhas de produtos e serviços oferecidas pelo banco. Na Conta Digital PRO, por exemplo, o empreendedor conta com gratuidade para até 100 TEDs mensais, convênios com as principais máquinas de cartão do mercado para recebimentos via débito e crédito, depósito de cheques por imagem e a possibilidade de realizar e receber até 100 depósitos via boleto. Outro serviço que se destaca pela conveniência é o Interpag, que permite ao empresário receber as vendas via QR Code, de forma rápida, prática e totalmente sem custos. Esses clientes também podem solicitar serviços financeiros como empréstimos e antecipação de recebíveis com as menores taxas do mercado, além de seguros, operações de câmbio e investimentos com as melhores taxas de rentabilidade”, enfatiza.

Conforme Hororato, do Next, por enquanto, o banco digital está direcionado para clientes pessoa física. Ele também avalia que os usuários de bancos digitais de uma forma geral, realmente, têm acesso a mais benefícios. “Um banco digital é proativo, disponível, preditivo e busca construir experiências incríveis de relacionamento com os clientes. É um banco moderno, visionário e que antecipa tendências. No caso do Next, o atendimento ocorre 24×7 por time de especialistas financeiros, seja por meio de chat, redes sociais, como WhatsApp, e até mesmo telefone”.

Guimarães, do BS2, avalia que o grande atrativo dos bancos digitais é a sua maneira menos burocrática e bastante aberta de atender aos clientes. “Transparência é a regra número 1”, destaca.

SofisaDireto
www.sofisadireto.com.br
Bradesco
banco.bradesco
Next
www.next.me
Inter
www.bancointer.com.br
BS2
www.bs2.com

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