Os Estados Unidos, o Brasil e o mundo

Vitória de Donald Trump gera diferentes impactos; para muitos especialistas, resta saber quais serão eles e como atuar diante de um novo cenário

EDITORIACAPA
Donald Trump

Falar dos Estados Unidos da América, ou somente Estados Unidos, ou simplesmente até mesmo América, EUA, USA… demanda uma carga enorme de pesquisa e dedicação. Não é mais um país do globo, já que é visto como “o país”, a potência, o condutor. Praticamente tudo o que ocorre nos Estados Unidos da América reflete tanto internamente quanto externamente, já que eles possuem bastante poder e riquezas. Características não faltam para eles, sejam positivas ou negativas.

É a nação mais amada por uns, mais odiada por outros. Os Estados Unidos são o que são, há décadas, potência econômica, militar, esportiva, política, cultural, científica, de influência, de recordes, de prêmios, de reconhecimentos.

É indiscutível a força dos Estados Unidos no cenário mundial e como eles podem influenciar diversas nações aoa redor do globo, trazendo, inclusive, muitas contribuições para elas. Da condição de colônia para superpotência foram menos de quatro séculos. Consolidou-se, definitivamente, como a maior potência mundial, nas duas guerras mundiais, momento em que a Europa encontrava-se em reconstrução, fornecendo empréstimos e mercadorias, resultando num enorme crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano.
Entretanto, antes disso, séculos atrás, os habitantes dessa terra, ainda colonos da Grã-Bretanha, já indicavam ser pessoas dispostas e decididas a lutar por sua liberdade e independência. A história norte-americana retrata e traz ao conhecimento do mundo, diversas batalhas e guerras internas travadas rumo à libertação do jugo inglês na ocasião. O 4 de julho, data memorável, patriótica, respeitada e conhecida em todo o mundo, expõe muito bem a indefectível vontade e orgulho de ser americano. A maioria dos povos de toda a Terra conhece e reconhece o poderio norte-americano, suas famosas personalidades e gigantescas instituições.

Os dados sobre o país são impressionantes. Geograficamente, é o quarto maior do planeta em área territorial, banhado por três oceanos: Pacífico, Atlântico e Ártico (estado do Alaska). É composto por 50 estados, sendo a Califórnia o mais rico. Possui 323 milhões de habitantes em 2016 sob um regime democrático por mais de dois séculos, sendo a terceira nação mais populosa do mundo e 79, 7 anos é a expectativa de vida ao nascer lá. Tem a maioria da população declaradamente pertencente à religião protestante (51%). O idioma inglês é a preferência mundial de aprendizado e a moeda dólar é referência para demonstrar dados econômicos, por exemplo. O PIB estimado em 2016 foi de US$ 17,7 trilhões.

Das cinco maiores empresas mundiais, três são norte-americanas. O país conta com oito melhores universidades entre as dez avaliadas. É o maior produtor e exportador mundial de soja e de milho, sendo a mais importante agropecuária de todo o mundo. É o terceiro principal destino turístico, gerando grande fonte de renda para o país. O principal setor industrial é o químico. A principal bolsa de valores do mundo é a de Nova York, cidade essa mais populosa dos EUA e uma das mais visitadas por turistas do mundo inteiro.

Além da economia interna, o país detém a chamada economia extraterritorial, ou seja, empresas e negócios que os norte-americanos têm no exterior. Em média, o valor da produção de filiais de empresas norte-americanas fora de seu território ultrapassa a cifra de 1 trilhão de dólares por ano. Em alguns países, muitas multinacionais cooperam com uma parcela considerável de seus PIBs, como na Irlanda, Canadá e Cingapura.

Os Estados Unidos da América investem economicamente principalmente na Europa Ocidental, Canadá e América Latina. A expansão dessas multinacionais no mercado internacional intensifica a economia doméstica.

Hoje, o comércio externo corresponde a 16% do total mundial. Fatores como o abundante mercado consumidor interno, enorme mão de obra, potencial energético, diversas jazidas minerais, suportes industriais nas áreas de logística, aprimoramento tecnológico, entre outros, favoreceram o funcionamento e a estabilidade industrial. Como em todo país, seja ele desenvolvido ou não, há momentos de picos e instabilidades, resultando em crises globais como a queda da bolsa de Nova York em 1929 e a crise hipotecária em 2008. A pobreza e a desigualdade social também afetam parte da população norte-americana.
O poderio militar também lidera entre as nações. O site Global Firepower realiza todos os anos uma minuciosa pesquisa na estrutura das forças armadas de dezenas de países. O custo do orçamento da Defesa dos Estados Unidos em 2016 foi de 580 bilhões de dólares, muito à frente dos demais integrantes da lista dos maiores do mundo. Possui mão de obra disponível de 145 milhões de pessoas. Nos tempos modernos, nenhum país teve tanto poder militar mundial como os Estados Unidos.

No esporte, os números não mentem. O trabalho arquitetado nas universidades norte-americanas é notável. Treinadores ensinam e atletas praticam incessantemente diversos esportes e modalidades que ganham notoriedade em todo o globo, sendo, igualmente em outras áreas, referência esportiva. O esporte é uma parte importante na cultura do país, sendo patrocinado e incentivado pelas escolas e pelo governo. Um exemplo que ilustra isso é a supremacia norte-americana que perdura há muitas décadas nas Olimpíadas.

As imagens e as notícias dos medalhistas olímpicos são amplamente divulgadas, tornando-se ídolos e modelo de seu povo. Além das Olimpíadas, outros torneios locais e mundiais revelam grandes nomes e novos recordes norte-americanos. A indústria do entretenimento dos Estados Unidos cativa milhões de pessoas. Em nenhum lugar, o entretenimento e suas vertentes são tão rentáveis e poderosas como na América. Das 100 maiores bilheterias do cinema de todos os tempos, 93 são produções unicamente norte-americanas.

Centenas de parques temáticos arrecadam 14 bilhões de dólares por ano. O turismo lá cresce a cada ano recebendo milhões de visitantes de todo o mundo, inclusive do Brasil, sendo lá o principal destino dos brasileiros. Em 2015, os Estados Unidos receberam mais de 75 milhões de turistas. Orlando, no estado da Flórida, é a cidade mais visitada dos Estados Unidos. O mundo consome e é influenciado pela cultura norte-americana, bem como os consumidores domésticos de seu próprio país, sendo esses últimos os que mais compram os próprios produtos. O entretenimento norte-americano atinge boa parte do mundo. O país é uma fábrica de artistas. A cada ano, surgem novos astros do cinema, da música, do esporte, dos games, que se tornam verdadeiros ídolos de milhões de fãs ao redor da Terra. Alguns estilos musicais foram criados por lá, como o blues, o jazz, o rock and roll e o rap.

Os Estados Unidos são a nação que mais recebe imigrantes da história da humanidade. É a porta de entrada de milhões de pessoas que acreditam no sonho norte-americano de viver melhor. Lá é o destino principal de passeantes, estudantes, trabalhadores e refugiados de países pobres e de guerra. Os latinos dominam a população imigrante, em especial, os mexicanos. O Ministério das Relações Exteriores daqui calcula que existam de 1,3 milhão a 1,4 milhão de brasileiros residentes no país. Boa parte do mundo quer morar nos Estados Unidos. O governo norte-americano, durante sua história, já aceitou milhões de refugiados de diversas partes do planeta, principalmente os de origem pobre, marginalizada e violentada por guerras e conflitos civis em seus países. Para 2017, a meta é acolher 110 mil refugiados.

A relação dos norte-americanos com o resto do mundo, no quesito diplomático, é um tanto quanto conturbada com uns países e amistosa e amigável com outros. Como todo país, os Estados Unidos possuem aliados, amigos, rivais e inimigos. Israel, México, Japão, Reino Unido e Arábia Saudita são exemplos de aliados. Alguns chegam a ser mais amigos que aliados, como os já citados, com exceção dos árabes que possuem somente, entre eles, um acordo de pacificação, de cavalheiros. Clássicos rivais como a China e a Rússia provocam constantes afrontas aos norte-americanos e vice-versa. Coreia do Norte é um exemplo de país inimigo.

Sobre a Casa Branca, residência oficial dos presidentes, há um importante tema a ser discutido: a eleição de Donald Trump, o 45º presidente norte-americano. Na história política dos Estados Unidos, o país já foi governado por 16 democratas, 4 democrata-republicanos, 6 de outros partidos e 18 republicanos – somando-se mais um a partir de 2017.
Predominantemente, a Casa Branca é residida em esmagadora maioria ou por democratas ou por republicanos. Barack Obama, o último a governar, foi um marco na história dos Estados Unidos e do mundo, sendo o primeiro negro a governar a nação. Também criou medidas populares – e impopulares – revolucionando alguns setores como a saúde pública e tendo duros debates contra o Congresso Nacional, defendendo temas polêmicos como impor uma restrição mais rígida do armamento dos cidadãos norte-americanos devido aos diversos atentados internos. Posições essas que dividiram o país, sendo alvo de diversas criticas, inclusive de Trump, ocasionando, assim, dentre outros motivos, a derrota da democrata Hillary Clinton.

Donald Trump venceu. Diante de um mundo que tem mostrado traços mais intensos de intolerância, Trump vence as eleições norte-americanas e choca o mundo por conta de algumas propostas polêmicas e até mesmo, consideradas por muitos, ofensivas e preconceituosas. Por outro lado, promete unir socialmente o país e alavancar o crescimento econômico. A repercussão mundial foi inevitável. No Brasil, não foi diferente. O temor tomou conta das instituições, dos investidores e da população em geral. A economia brasileira cambaleou, mas voltou a se estabilizar depois de um discurso mais ameno do novo presidente. Os ânimos financeiros e econômicos provocam incertezas de como será o futuro depois da posse de Trump. Alguns empresários, bem como seus representantes estatais, declararam sua posição sobre o novo líder mundial e suas consequências, sejam boas ou ruins.

Vale lembrar que a eleição de Trump foi algo inesperado, já que as pesquisas de opinião mostravam que quem sairia vencedor seria Hillary Clinton. Trump conseguiu conquistar estados que eram considerados imprevisíveis, como, por exemplo, Ohio, Carolina do Norte e Flórida, que possuem muitos delegados e que, analisando a história, não contam com um favorito. Carolina do Norte tem 15 delegados, Ohio tem 18 delegados e a Flórida tem 29 delegados. Já Michigan, Wisconsin e Pensilvânia surpreenderam votando em um republicado, pois não agiam assim desde 1980. Esses três estados juntos contam com 46 delegados.
O Brasil, assim como a América Latina como um todo, não foram tratados como uma prioridade tanto na campanha de Hillary quanto na campanha de Trump. No ano de 2015, porém, Trump chegou a citar o Brasil como um dos países que são beneficiados pelos Estados Unidos por meio de práticas comerciais que Trump classifica como não justas. No entanto, quando se verifica a balamça comercial entre os Estados Unidos e o Brasil, são os Estados Unidos que possuem a posição que é favorável.

Além disso, quando se trata da relação que os Estados Unidos têm com o Brasil, muitos estudiosos salientam que ela depende muito da química que acontece entre os presidentes das duas nações, o que poderia ser algo maior, inclusive, até do que os partidos aos quais eles fazem partes e os seus posicionamentos diante de determinados assuntos.

Isso pode ser visto, inclusive, olhando para trás e vendo como as relações entre os presidentes dos dois países se estabeleceram ao longo do tempo. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, por exemplo, possuiam uma boa relação entre eles. Boa relação também possuíam Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton. Agora, especialistas apontam que os laços entre os presidentes dos dois países devem ser mantidos, independentemente do resultado presenciado nas eleições dos Estados Unidos.

Diante de todo esse cenário e de suas muitas possibilidades nas mais diferentes esferas, a Food Service News conversou com profissionais para saber o que eles pensam a respeito da eleição de Donald Trump, bem como dos possíveis reflexos que poderão ser sentidos no Brasil. Eles falaram sobre o resultado e o que pensam que pode mudar ou permanecer em terras brasileiras, bem como foram dadas opiniões acerca do que fazer em situações de instabilidade.

Objetivo

Mauro Bastos Pinhel, franqueado e porta-voz do Bob’s e do Applebee’s em Minas Gerais, inicia dizendo que “na realidade, o político, quando vai para a televisão, seu objetivo é ganhar as eleições. Algumas propostas radicais mencionadas por ele precisam ser revistas após assumir a cadeira de governante. Ele é um líder, um administrador, e deve ter um papel de educador nessa cadeira de líder. Algumas propostas radicais faladas na campanha não têm a menor condição de serem aplicadas”.

Mauro ressalta que a economia norte-americana influencia o Brasil. “As tendências norte-americanas impactam o nosso futuro no Brasil. Grandes empresas brasileiras aplicam a experiência do mercado norte-americano”. E diz mais: “Já sofremos com as nossas próprias crises internas”, confessa. Falando do setor que domina, Mauro diz que a classe C brasileira está sofrendo com a crise, e que é querida pelo varejo. Sobre o mercado de alimentação, Mauro está confiante. “Não vai impactar tanto assim se realmente essas medidas lá de fora forem adotadas. Seria um tiro no pé do próprio governo norte-americano. Os principais players de marcas norte-americanas investem massivamente aqui”, ressalta.

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Mauro Bastos Pinhel, do Bob´s e Applebee´s, ressalta que “grandes empresas brasileiras aplicam a experiência do mercado norte-americano”

O porta-voz das duas marcas em Minas Gerais está esperançoso com o governo de Trump porque ele possui uma veia administrativa muito eficiente e que alavancará o mercado externo. Com essas crises ocorrendo, a dica é preocupar-se e valorizar a área primária de uma empresa para fugir dos prejuízos do mercado. “A área primária é de extrema importância. Tem de inovar. Criar produtos próprios para lucrar mais, diminuir custos desnecessários e, algo fundamental, é dar valor aos funcionários e suas sugestões”.

Desde 1994 no ramo de alimentação, Mauro é o responsável pela maior virada no mercado de fast-food em Minas Gerais nos últimos anos. Foi o responsável pelo retorno da marca Bob’s ao estado em agosto de 2004. Atualmente, a rede Bob’s é nacionalmente reconhecida pela excelência e pela qualidade de seus produtos com sabor genuinamente brasileiro. O Applebee’s está no Brasil desde 2004 e na capital mineira desde o fim de 2008. A proposta do restaurante é proporcionar a verdadeira experiência norte-americana, com ambiente aconchegante, serviço alegre e despojado.

Atenção

Cláudio Faria, gerente corporativo de relações institucionais da Pif Paf Alimentos, é direto sobre a situação atual: “Em minha opinião, ocorrendo a hipótese de o presidente eleito adotar medidas restritivas de acessos ao mercado norte-americano, certamente, haverá retaliação de países importadores. Como, no nosso setor, o Brasil é o maior exportador, tendo os Estados Unidos como segundo lugar, poderemos ter um aumento de demanda e ampliação de mercados para os produtos brasileiros”.

Cláudio conta que, como em todas as atividades, o setor de alimentação deve estar atento às oportunidades dos mercados interno e externo. “No caso deste ramo, em que o Brasil se destaca como primeiro lugar nas exportações de inúmeros produtos, no caso da Pif Paf, as carnes de frango podem fazer surgir grandes oportunidades de ampliação de negócios e abertura de mercados, oferecendo o esperado equilíbrio que as agroindústrias brasileiras necessitam neste momento de restrição econômica interna”, completa. A Pif Paf é a indústria de alimentos congelados pioneira na venda direta ao consumidor final. Os produtos e serviços são planejados, visam oferecer qualidade, praticidade e comodidade aos clientes.

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“Ocorrendo a hipótese de o presidente eleito adotar medidas restritivas de acessos ao mercado norte-americano, certamente, haverá retaliação de países importadores”, diz Cláudio Faria, gerente corporativo de relações institucionais da Pif Paf Alimentos

Esperar

O economista e professor Luiz Carlos Barnabé de Almeida, integrante da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), esclarece: “Como dito pelo vice-presidente do Facebook, Paul Grewal, é preciso esperar para ver como as coisas vão acontecer no governo Trump. Qualquer pessoa que afirme ter uma ideia clara sobre os rumos dessa nova administração é um otimista”.

O economista reitera que, sendo esta a posição atual de muitos outros executivos de empresas norte-americanas, fica impossível, neste momento, analisar qualquer tipo de impacto no mercado mundial e menos ainda no mercado brasileiro.

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“Hoje, temos dificuldade de estimular o investimento do exterior pela nossa insegurança econômica, política e jurídica”, salienta o economista e professor Luiz Carlos Barnabé de Almeida, integrante da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB)

A linha ideológica republicana norte-americana é conhecida pelos seus presidentes anteriores, em que um dos expoentes foi Ronald Reagan, ator e político norte-americano, 40º presidente dos Estados Unidos, que colocou em prática o Estado como mínimo e o cidadão norte-americano como máximo. “O mínimo de tributos, o máximo de mercado”. Mas, seguindo o raciocínio do professor Luiz Carlos, o atual presidente eleito vai encontrar um estado muito distante do implementado e desejado por Reagan.

Hoje, o estado norte-americano é caro e poderoso, com um mesmo partido nos poderes executivo e legislativo. Isso exige tributos altos e crescentes e, com eles, a expulsão da poupança para investimentos no exterior com a eliminação das empresas norte-americanas e dos empregos. “Para o Brasil, qualquer desses cenários não piora mais do que está, pois, hoje, temos dificuldade de estimular o investimento do exterior pela nossa insegurança econômica, política e jurídica”, salienta.

No comércio internacional, hoje, importa-se mais do que exporta. “Em 10 meses do ano passado, exportamos para os Estados Unidos US$ 18,8 bi e importamos US$ 19,6 bi. Temos muitas empresas brasileiras nos Estados Unidos gerando empregos para os norte-americanos e para os imigrantes”. Luiz Carlos vê como positiva a possibilidade da liderança econômica mundial voltar a valorizar mais o mercado do que o Estado. A respeitar a capacidade individual e empreendedora das pessoas. O resultado será maior produção de bens econômicos, menor escassez e maior bem-estar social. “Assim eu espero, mas temos que aguardar para ver o que acontece, como dizem os próprios norte-americanos”, responde cauteloso.

A respeito do governo brasileiro e a crise doméstica, o professor diz que “sendo este um governo de transição, deveria procurar modernizar as infraestruturas jurídicas, tributárias, trabalhistas, previdenciária e política”. Para os empresários e investidores, não há outro caminho. “Investir na gestão de conhecimento e inovação. Única condição de sobrevivência”, afirma.

Cenário

Vicente Camiloti, diretor comercial da Forno de Minas, afirma que é difícil opinar nessas questões, pois, tradicionalmente, os republicanos defendem o livre comércio, diferentemente das medidas protecionistas defendidas pelo presidente eleito durante a campanha presidencial para defender as empresas norte-americanas. “A alta dos juros americanos e consequente valorização do dólar poderá fomentar a inflação no Brasil, somando ao agravante desemprego e perda de rendimento da população”, alerta. “As análises de cenário econômico e político que ouvimos para trabalharmos no planejamento 2017 indicam que não repetiremos 2016. Porém, não será fácil, devido, principalmente, ao fraco crescimento econômico, baixo investimento público e pressão dos gastos públicos”.

Ao longo dos anos, o Brasil será ainda mais o grande produtor de alimentos no mundo. O desafio: agregar valor às commodities exportando mais alimentos prontos. “No cenário atual e em 2017, com juros elevados e aumento de matéria-prima, nós, da Forno de Minas, estamos trabalhando ainda mais na melhoria da produtividade, recuperação de margem, aumento da base de clientes principalmente no food service e, com isso, preservar a geração de caixa. Nossa equipe está muito engajada nesse propósito”, relata Vicente. A Forno de Minas Alimentos S/A é uma tradicional indústria de alimentos congelados e líder de mercado na comercialização de pães de queijo no Brasil.

Mais

Trump, dentre algumas de suas propostas polêmicas, afirmou que irá construir um muro na fronteira com o México; deportará imigrantes sem documentos (ilegais); veto total à entrada de muçulmanos no país; revogação e substituição do programa de saúde pública Obamacare; processo contra Hillary Clinton para que ela seja presa; distanciamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e chegou a afirmar também que o aquecimento global é uma farsa, utilizando como argumento para isso a chuva e também o frio. Ele afirma que é a favor da energia nuclear e também que irá trazer novamente a indústria do carvão 100%.

Donald Trum nasceu no dia 14 de junho do ano de 1986, no bairro de nova Iorque chamado Queens. Tem quatro irmãos. Seu pai é um construtor cuja origem é alemã, chamado Fred Trump, enquanto a sua mãe, chamada Mary MacLeod, tem origem escocesa, sendo ela dona de casa. Donald Trump tem cinco filhos e seis netos.

Já no ano de 1964, Donald Trump já sonhava ser muito famoso – foi justamente nesse ano que ele se formou na Academia Militar de Nova York, tendo alcançado, então, a patente de capitão. Ele também possui formação em economia, conquistada com seus estudos na Universidade da Pensilvânia. Foi no ano de 1971 que Trump deu mais um grande passo no que diz respeito à sua vida profissional: ele ficou à frente da empresa que pertencia à família dele e cujo foco era o aluguel de imóveis em Nova York.

Desde então, Trump foi passando por diferentes experiências profissionais diversificadas. Pouco tempo depois, já na década de 80, começou a construir diversos empreendimentos, como, por exemplo, o Trum Plaza e a Trum Power. Já na década de 90, em 1996, com mais exatidão, Trump resolveu comprar os direitos dos consolidados concursos Miss Usa, Miss Universo e também Miss Teen e foi então que ele passou a ocupar o cargo de produtor executivo. Em 2001, a fama dele ficou ainda maior, uma vez que Trump foi o responsável por apresentar o programa O Aprendiz “The Apprentice” nos Estados Unidos. A fortuna dele foi estimada em US$ 4,5 bilhões pela Forbes.

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