Onde está o gerente?

Somente no primeiro semestre de 2018, foram fechadas na indústria e varejo aproximadamente 42.000 vagas de cargos de gerência e mais de 1.500 vagas de cargos de direção no país.
O assunto inicialmente pode parecer distante da sua realidade caso não tenha ninguém próximo nessas funções passando por situação de desemprego ou não seja este o seu caso.
No entanto, esse quadro traz impactos relevantes aos negócios além dos decorrentes do cenário econômico e dos causados pela redução do número de pessoas economicamente ativas.
Em um segmento como o nosso em que a qualificação da mão de obra, treinamento e “turnover” sempre foram desafios, como garantir eficiência na gestão a partir de agora considerando o fato de que poucos priorizam ou possuem de forma estruturada programas e rotinas destinados à sucessão e capacitação de pessoas?
A mudança pela necessidade é bem diferente de revisar modelos e processos com a premissa da necessidade de mudança.
As empresas estão simplesmente revisando as descrições a atribuições de cargo e retirando do organograma as pessoas que teoricamente teriam mais preparo, experiência e qualificação técnica para passar pelo momento econômico que o mercado vive. Estão trocando o comandante pelo copiloto ou pelo comissário de bordo no meio da turbulência.
Pior ainda é que a troca está sendo feita sem que as pessoas tenham sido preparadas para a sua nova função e sem que haja processo, ferramentas ou cultura institucional para prepará-las e acompanhá-las daqui para frente.
Se não há outra forma, vale pelo menos ter consciência das consequências dessa prática e pensar em como amenizá-las.
Saiba que agora: Quem compra, Quem vende, Quem administra o restaurante ou uma empresa, Quem contrata, Quem supervisiona, Quem forma, Quem transmite conhecimento, Quem é responsável por uma área, Quem desenvolve, Quem inova, Quem responde por processos, Quem garante a qualidade, já não existe mais nos mesmos moldes e na mesma quantidade.
Os remanescentes estão com menos recursos, menos tempo e precisando de mais resultado.
Se não tinha pensado a respeito, vale a pena pensar. A sua estratégia de trabalho, independentemente de qual seja a sua área de atuação no Food Service, precisa certamente ser revista em decorrência desse novo cenário.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA