Olimpíadas. Quase lá

Investimentos nas olimpíadas não param de crescer enquanto data do evento se aproxima

Olimpíadas

Para garantir que as Olimpíadas tenham sucesso, várias pessoas têm se empenhado em garantir vários fatores importantes para o Brasil. Como se trata de um evento mundial, muitos estão preocupados com a organização. Pensando nisso, uma série de propostas foram elaboradas e aprovadas na Câmara dos Deputados.

Dentro do texto foram estipuladas regras quanto à venda de ingressos, proteção às marcas patrocinadoras e acesso da imprensa aos locais. O texto também prevê a proibição de cartazes com mensagens racistas ou preconceituosas dentro dos locais que sediarão os jogos. Também devem ser retirados do local os torcedores que estiverem cantando músicas que possam ofender outras pessoas.

Investimentos

Durante a última edição da ESFE – Encontro do Setor de Feiras e Eventos –, o tema central discutido foi a realização das Olimpíadas no Brasil. A ESFE teve como objetivo mostrar como um evento mundial poderá afetar a organização de feiras. Com o aumento de turistas durante os jogos, a alimentação também deve ser beneficiada.

De acordo com informações da ESFE, o Ministério do Turismo destinou R$354,7 milhões para 633 propostas de infraestrutura e destinou R$630 milhões para obras em todo o país. Além disso, o Mtur apoiou aproximadamente 40 eventos em todas as regiões do Brasil, com o total de investimentos de R$3,5 milhões. Esse apoio foi feito alinhado com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Outro investimento que está acontecendo através da parceria entre a Embratur e o Ministério do Turismo. Estão sendo produzidas ações de marketing para estimular o turismo doméstico e internacional. Para promover as viagens no território nacional, o Mtur investiu R$ 28,6 milhões, enquanto a Embratur gastou US$16,242 milhões para estimular viagens fora do país, durante o ano de 2015.

De acordo com um levantamento feito pela Autoridade Pública Olímpica (APO), as olimpíadas do Rio de Janeiro deverão custar R$ 39,1 bilhões. Deste total, 60% são pagos pela iniciativa privada.

Inaugurações

Sobre o legado das Olimpíadas, algumas obras deverão beneficiar a população. Foram inauguradas recentemente duas novas instalações no Rio de Janeiro, ambas do Complexo Esportivo de Deodoro. As novas instalações são a Arena da Juventude e o Estádio de Deodoro.

A Arena da Juventude vai receber partidas de basquete feminino, esgrima do pentatlo moderno e esgrima de cadeira de rodas. O Estádio de Deodoro terá partidas de rúgbi, pentatlo moderno e jogos do futebol de oito.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) havia anunciado o corte de gasto para realização de obras. O CEO da Empresa Olímpica Rio 2016, Sidney Levy, não disse sobre os valores, mas afirmou que o orçamento está equilibrado. Em entrevista para o Portal G1, o CEO afirmou que a empresa organizadora não está recebendo nenhuma verba de recursos públicos e que a alta do dólar e a inflação têm ajudado na alta dos valores. Porém, agora as contas estão equilibradas.

De acordo com o COI, também para o G1, foram feitas algumas alterações na estrutura de apoio, como na alimentação. Antes, o serviço seria feito de forma diferenciada, mas com o corte de gastos será feito de forma única para todos.

Segurança

O governo do Distrito Federal e o Ministério da Justiça assinaram um plano integrado para os dez jogos de segurança que Brasília receberá. A cidade receberá os jogos entre os dias 4 e 10 de agosto e necessitam de uma operação maior para garantir a segurança.
De acordo com a secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, em entrevista para o G1 Brasília, essa operação demanda mais recursos que a Copa do Mundo por ter uma quantidade de jogos maior e em menor espaço de tempo. Durante o período de Copa do Mundo foram feitas sete partidas em 27 dias.

A operação no Distrito Federal deve começar no dia 25 de abril, quando o local receberá a tocha olímpica. O objeto chegará na capital federal no dia 3 de maio e no dia seguinte seguirá para Goiânia.

A passagem da Tocha Olímpica em Brasília contará com personalidades importantes como a presença de Graça Machel, ativista de direitos humanos e ex-mulher de Nelson Mandela, além de Leila Barros, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Atlanta em 1996 e Sydney de 2000.

De acordo com o coordenador nacional de segurança dos jogos olímpicos, Andrei Rodrigues, o plano operacional leva em conta cenários mais externos, como terrorismo. Pela primeira vez, o Brasil terá um Centro Integrado Antiterrorismo. Além disso, o plano de segurança deverá estar preparado para acidentes de trânsito em grandes proporções.

No Rio de Janeiro, o total de profissionais responsáveis pela segurança nos dias dos jogos contará com 47.599 pessoas. Serão 38 mil policiais militares responsáveis por garantir a segurança durante a realização dos Jogos Olímpicos, sendo que 20 mil apenas para o Rio de Janeiro e 18 mil para outros estados. No total, serão necessários 85 mil pessoas para garantir a segurança do Rio de Janeiro, Distrito Federal e estados que irão ter partidas.

O governo federal destinou R$ 704,4 milhões ao Ministério da Defesa para conseguir manter a segurança durante os jogos olímpicos desde 2014. Desse total, R$240 milhões serão investidos no custeio de operações. Para que o Rio de Janeiro consiga manter a segurança durante o evento, as áreas foram divididas em quatro regiões: Deodoro, Maracanã, Barra e Copacabana.

O Ministro das Forças Armadas, Aldo Rabelo, disse em entrevista para o portal G1 que as Forças Armadas devem ser convocadas pela presidenta Dilma Rousseff, caso a Segurança Pública não seja suficiente para atender ao evento.

Site novinho

Pensando em promover os jogos olímpicos no Brasil, o Google inaugurou um site que promete ter todas as informações e entretenimento para os visitantes. O portal “O Brasil Inteiro Joga” possui informações sobre o evento, curiosidades, mapa e vídeos. Com o patrocínio de marcas como Visa, Skol e Nissan, o portal possui informações preciosas para quem está indo para o Rio de Janeiro pela primeira vez. Além da localização dos locais onde terão os jogos, é possível saber um pouco mais sobre a região em português e em inglês.

Aquece Rio

Para garantir o sucesso durante as olimpíadas, alguns eventos estão sendo testados. O portal “Aquece Rio” está preparando os espectadores para que os eventos aconteçam da melhor maneiro possível. Para ter uma ideia, esportes como rugby e golfe já estão avaliando os locais das competições e questões relativas à organização do evento.
Um dos exemplos aconteceu na Praia do Portal, no dia 28 de fevereiro. Com cinquenta quilômetros de percurso, o equivalente a sete voltas, 18 competidores encararam o desafio de atletismo em um calor de 38 graus. O grande desafio da prova vai além de questões relativas ao corpo humano e atinge outros fatores, como temperatura, umidade e solo. Dos 18 competidores que largaram, apenas sete chegaram a final.

Funcionamento

O Aeroporto Santos Dumont vai funcionar em horário estendido entre 3 e 23 de agosto por causa dos Jogos Olímpicos e também terá voos durante a madrugada. A Olimpíada começa no dia 5 e termina no dia 21 de agosto, no Rio de Janeiro.

O aeroporto continuará abrindo às 6h para voos comerciais, mas, em vez de fechar às 22h30, funcionará até às 23h59 para esse tipo de aviação. Os voos executivos e os táxis aéreos poderão pousar e decolar também durante a madrugada no período com horário estendido. Entre os dias 8 e 18 de agosto, o Santos Dumont ficará fechado entre 12h40 e 17h10 para a realização das provas de vela, na Baía de Guanabara.

Números. A Secretaria de Aviação Civil estima que o acréscimo no horário deve aumentar a movimentação diária da aviação comercial em 34 voos, e a da aviação geral/executiva em 180 movimentos de embarque e desembarque. Durante os jogos, o acréscimo deve ser de 4,5 mil movimentos extras de aeronaves, com 4,8 mil passageiros a mais por dia, em média, o que totaliza 70 mil no período.

A mudança deve reduzir o impacto dos jogos e a possibilidade de atrasos no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, aeroporto referência da competição.

A secretaria prevê que o dia de maior movimentação no Santos Dumont será 26 de agosto, a primeira sexta-feira após o término da Olimpíada, com um total de 27.233 passageiros embarcando e desembarcando.

Já no aeroporto do Galeão, o dia de maior movimentação deve ser 22 de agosto, um dia depois do encerramento dos jogos. A movimentação prevista para esta data (uma segunda-feira) é de 61.089 passageiros.

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos devem trazer 1 milhão de passageiros aos 39 aeroportos brasileiros envolvidos no planejamento, incluindo atletas, delegações e turistas. Esse fluxo virá acompanhado de 4,7 mil volumes de bagagem. Mais de 100 chefes de estado devem vir ao Brasil, e 206 nações estarão representadas por delegações olímpicas. O dia da abertura, 5 de agosto, deve registrar um movimento de 900 a 1 mil aeronaves executivas.

Sala Master. Os dados foram apresentados pelo secretário executivo da Secretaria de Aviação Civil, Guilherme Ramalho, que visitou as obras do aeroporto do Galeão na manhã de hoje.

“Saio muito encorajado e feliz com o que vi. É um novo aeroporto, com uma excelente infraestrutura”, disse Ramalho. Ele afirmou que a inauguração da expansão do aeroporto será no dia 10 de maio.

O Galeão vai aumentar sua capacidade anual de passageiros dos cerca de 17 a 20 milhões anuais para 34 milhões. Segundo o coronel Luiz Ricardo, chefe da Sala Master do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, o aeroporto será a primeira opção dos chefes de Estado que virão ao Brasil. Por Agência Brasil. Acompanhe mais informações nas próximas publicações.

Garantido

O fornecimento de energia elétrica para os Jogos Olímpicos está garantido e “não é motivo de nenhuma preocupação para o Ministério de Minas e Energia”, afirmou o secretário executivo da pasta, Luiz Eduardo Barata.

Após visita à Subestação Olímpica, que fornece energia elétrica ao Parque Olímpico na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o secretário garantiu que estarão contratados para a ocasião os geradores temporários para suprir eventual queda de energia durante a competição, de 5 a 21 de agosto deste ano.

“Até o início das competições, haverá duplo suprimento em todas as instalações e alimentação temporária. Nossa absoluta segurança é que tudo estará pronto para os Jogos Olímpicos”, disse Barata. O governo federal vai arcar com os geradores temporários na região da Barra da Tijuca, a um custo de R$ 290 milhões, e o Comitê Olímpico Internacional (COI), com os da região de Deodoro, informou o secretário. O custo dos geradores na região de Deodoro não foi divulgado. A implantação da energia temporária está a cargo da Light.

A contratação de geradores para o Parque Olímpico seria repartida originalmente entre os governos federal e estadual.

O Ministério do Esporte arcaria com R$ 290 milhões e o governo do Rio insentaria dívida da Light de R$ 170 milhões, referente ao recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Entretanto, a Assembleia Legislativa do Rio não votou o benefício fiscal de cerca de R$ 85 milhões.

A subestação, com recursos de R$ 152 milhões do Ministério de Minas e Energia, foi construída por meio da Sociedade de Propósito Específico Energia Olímpica, composta pela concessionária de energia Light (51%) e por Furnas (49%), subsidiária da Eletrobras. Furnas é responsável pela operação do sistema interligado e a Light, pelo suprimento das instalações.

Barata citou o programa diferenciado de operação durante as competições, com atenção especial e regime diferenciado de todas as entidades e instituições que operam o sistema. Por Agência Brasil. A Food Service News trará, até as Olimpíadas, diversas matérias sobre o tema.

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