Olimpíadas 2016 e o food service

Olimpíadas devem gerar grandes lucros para as empresas e setores envolvidos

Olimpíadas

Dando continuidade a nossa série de matérias especiais sobre as Olimpíadas, hoje dedicamos a nossa capa para o assunto. A Food Service News tem preparado reportagens que falam a respeito do evento e de como o mercado de alimentação fora do lar tem se portado diante dele.

Assim como fizemos na Copa do Mundo, que aconteceu no ano retrasado no Brasil, mostramos como diversas empresas têm se preparado para receber o evento, que traz grande destaque para o Brasil e também traz um grande número de turistas. A nossa publicação tem entrevistado grandes nomes do setor para falarem mais a respeito do tema.
As Olimpíadas no Rio de Janeiro acontecem de 5 a 21 de agosto deste ano e devem movimentar vários setores da economia. Quando acontece um grande evento como esse, o turismo é um dos primeiros setores a sentirem os reflexos positivos. Com o turismo em alta, a alimentação fora do lar também deve lucrar – e muito – com o evento.

Para se ter uma ideia do tamanho das Olimpíadas no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) estima que é o primeiro evento esportivo desse porte na América Latina. Em números, o COB conta com mais de 2.100 profissionais responsáveis para fazer um dos melhores eventos já vistos no país.

No período das Olimpíadas, por exemplo, serão disputadas 306 provas com medalhas, sendo 136 femininas, nove mistas e 161 masculinas. Só o número de atletas na competição já mostra todo o potencial do evento: são 10.500 esportistas de 260 países. Na cidade do Rio não vai faltar espaço para as competições: são 32 lugares espalhados por quatro regiões da chamada Cidade Maravilhosa. Dentre eles, são nove em Deodoro, quatro no Maracanã, quatro em Copacabana e 15 na Barra.

A cidade-sede dos jogos também deverá ser palco dos eventos-teste para demonstrar os lugares escolhidos e não correr riscos de algo dar errado. Os jogos olímpicos terão 7,5 milhões de ingressos para quem deseja participar do evento. Destes, 38 milhões terão custo de até R$70.

Para fazer tudo isso acontecer, no entanto, é preciso que muitas pessoas estejam envolvidas em sua organização. Consequentemente, empregos são gerados e outras grandes oportunidades também. São 45 mil voluntários selecionados para ajudar nos Jogos Olímpicos, 85 mil terceirizados e mais de 6 mil funcionários diretos. A alimentação para a competição não fica para trás. Somente na organização do evento serão servidas 11 milhões de refeições. Isso sem contar com as refeições feitas em bares, restaurantes e lanchonetes.
Mas os efeitos se estendem a muito mais que a cidade do Rio de Janeiro. Algumas cidades, como Belo Horizonte, São Paulo e Salvador também esperam pelas competições. Além disso, espera-se que esses turistas possam visitar outras partes do Brasil e movimentar diversos setores envolvidos.

Em 2009, antes mesmo de o Rio de Janeiro ter sido escolhido como a cidade-sede dos jogos olímpicos, um estudo já demonstravam os efeitos do evento. Um relatório feito pela Fundação Instituto de Administração (FIA) encomendado pelo Ministério dos Esporte mostrava os efeitos do evento na economia brasileira.

Segundo o estudo, os impactos na economia poderão gerar R$ 102 bilhões de lucros, com reflexos previstos até 2027. O relatório também mostrava que os benefícios não ficariam restritos exclusivamente ao estado do Rio de Janeiro. Mais da metade da massa salarial (50,9%) e das vagas (53,1%) devem beneficiar pessoas que não moram no estado. Além disso, outros lugares também ganhariam em outros aspectos, como no PIB (41,6%) e no Valor Bruto de Produção (47%).

Para a FIA, alguns setores podem se mostrar diretamente beneficiados com o evento. Os setores da economia que receberiam maiores recursos são a construção civil, com 10,5%; aluguéis e serviços imobiliários, com 6,3%; e serviços e empresas, com 5,7%. Outras áreas como transportes, petróleo e gás, informática e comunicação também devem ganhar recursos.

De acordo com a organização das Olimpíadas, cerca de 64% do valor que está sendo investido é destinado para as obras de legado – são mais de R$24 bilhões gastos com obras como o metrô e BRT.

Chegada

Turistas australianos, canadenses, norte-americanos e japoneses que chegarão ao Brasil entre 1º de junho e 18 de setembro de 2016 estão dispensados de apresentar visto. A medida foi fixada por meio de portaria conjunta dos Ministérios do Turismo, da Justiça e das Relações Exteriores publicada no Diário Oficial da União. O texto regulamenta a dispensa unilateral de vistos para turistas no período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

A dispensa terá validade de 90 dias, contados a partir da data de entrada no Brasil. Estão excluídos da apresentação do visto aqueles que vierem ao país com o objetivo de exercer atividades remuneradas ou participar de atividades de pesquisa, estágios, estudos e trabalhos de caráter social ou voluntário, entre outros.

O Ministério do Turismo informou que, para definir os países beneficiados com a dispensa temporária de vistos, por ocasião dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, foram considerados fatores como o elevado fluxo emissivo internacional e o histórico positivo no envio de turistas ao Brasil; países que mais gastam no Brasil, forte tradição olímpica e baixo risco migratório e de segurança. A expectativa é receber 20% de turistas das nacionalidades contempladas a mais nesse período.

Em novembro, a presidenta Dilma Rousseff havia sancionado sem vetos lei que dispensa de visto os turistas que visitarem o Brasil durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, que serão disputados no Rio de Janeiro. A portaria publicada regulamenta a decisão.

O Brasil tem acordo com mais de 70 países que permitem a entrada de brasileiros no exterior sem necessidade de visto e vice-versa. Apesar da facilitação no acesso ao país, o governo garante que a medida foi tomada após conversas com a Polícia Federal e que não haverá prejuízo às questões relativas à segurança e inteligência. (Agência Brasil)

Cooperação

A realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 no Brasil esse ano e da Copa do Mundo da Rússia, em 2018, abre possibilidades para ampliar a cooperação esportiva entre os dois países, de acordo com o presidente da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo, Gilberto Ramos.

Ex-atleta de natação e basquete e conselheiro da Federação de Lutas Olímpicas, Ramos destaca que a Rússia é uma das três maiores delegações estrangeiras que participarão dos Jogos do Rio de Janeiro, ao lado da China e dos Estados Unidos.
“Como grande potência esportiva, a Rússia tem muito a passar para nós, brasileiros, em termos de cooperação, não apenas entre atletas, mas também entre técnicos, profissionais esportivos e na fisioterapia, em que os russos são um dos países mais avançados do mundo”, avaliou.

Em 2004, os ministérios do Esporte dos dois países firmaram um acordo de cooperação técnica, que continua em vigor. Segundo Ramos, a parceria agora pode ser ampliada. “Já existe um respaldo institucional. O que a gente precisa fazer é que ele (acordo) saia do papel e se torne efetivo, porque o intercâmbio está muito aquém do que poderia ser”.

O assunto está sendo discutido com o Comitê Olímpico da Rússia, o Ministério do Esporte russo e autoridades brasileiras, visando estreitar a cooperação bilateral. “Nós vemos um potencial de crescimento em diversas modalidades esportivas, entre as quais lutas, esgrima, saltos ornamentais, nado sincronizado”, listou.

Oportunidades

Na avaliação de Ramos, os brasileiros devem aproveitar a vinda dos russos ao país para estreitar a cooperação esportiva nos moldes do acordo fechado entre a antiga União Soviética e Cuba, com participação significativa da Rússia, que transformou a ilha caribenha em uma potência esportiva. “Brasil e Rússia têm um potencial muito maior”, comparou.
Em 2015, a Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo coordenou a participação brasileira no 1º Fórum Olímpico Mundial, em Moscou. O Brasil foi representado pela atleta Jacqueline Silva, campeã de vôlei de praia. Também no ano passado, foi acertada a instalação da Casa da Rússia, no Clube Marimbás, em Copacabana, para a Olimpíada deste ano no Rio.

Além disso, na semana de abertura dos Jogos Olímpicos, em agosto, haverá um dia dedicado à Rússia. “Quanto mais próximo for, melhor, porque haverá mais empresas russas aqui”. A meta, segundo Ramos, é tornar a câmara uma ferramenta de comunicação e divulgação para incremento das relações bilaterais.

Em relação à Copa do Mundo, Ramos lembrou que o megaevento movimenta um volume significativo de dinheiro, o que interessa ao mercado brasileiro no processo de retomada do crescimento econômico. A Seleção Brasileira de Futebol ainda precisa se classificar para o campeonato. (Agência Brasil).

Mudanças

Para garantir a mobilidade durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, entre 1º e 28 de agosto, a cidade do Rio de Janeiro terá 260 quilômetros de faixas prioritárias e acesso aos locais de competição somente por transporte público. Pintadas de verde, as faixas vão dar prioridade à passagem dos atletas para os locais de prova, veículos credenciados e oficiais, de forças de segurança e emergência.

O acesso do público, de voluntários e de funcionários terceirizados aos locais de competição só poderá ser feito por transporte público e com a utilização do Cartão Olímpico, sem limite de viagens diárias, válido para todos os modais de transporte público da cidade. O cartão estará disponível para a população em geral e permitirá também o embarque sem validação nas catracas no final das partidas. Todos os trajetos para as instalações esportivas serão atendidos por BRT (Bus Rapid Train), trem ou metrô.

Os 5,5 milhões de cartões serão divididos pelas quatro zonas dos Jogos: Barra (52%); Maracanã (29%); Deodoro (12%) e Copacabana (7%). Válidos somente no período das Olimpíadas, os cartões podem ser comprados para um dia (R$ 25), três dias (R$ 70) e sete dias (R$ 160). A compra poderá ser feita pela internet com entrega nacional mediante pagamento de taxa. Os cartões serão aceitos fora do município do Rio apenas em estações de trem da Supervia e na estação das Barcas na Praça Araribóia, em Niterói.

A estimativa da prefeitura é receber cerca de 450 mil turistas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Cada uma das quatro principais zonas definidas para as competições – Barra da Tijuca, na zona oeste; Maracanã e Deodoro, na zona norte; e Copacabana, na zona sul – terá plano de mobilidade específico, com base na capacidade de assentos e na demanda por transporte público até os locais de competição.

O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, lembrou que uma série de intervenções estão em curso para garantir o bom fluxo de passageiros pela cidade a partir de agosto.

“A cidade este ano recebe a expansão do BRT no Lote Zero, ligando a Alvorada até o Jardim Oceânico, o BRT Transolímpica e um trecho da Transbrasil ligando o Fundão ao centro da cidade, além da extensão do metrô até a Barra da Tijuca. Isso vai dar ao cidadão carioca uma nova rede à sua disposição e pode ter certeza que funcionará nos jogos e funcionará ainda melhor ao fim das Olimpíadas”, disse.

A circulação de veículos pelas faixas especiais será orientada por três tipos de prioridade: nas chamadas faixas dedicadas (164 km no total), somente os veículos olímpicos poderão passar. Haverá monitoramento por radares eletrônicos durante 24h. Nas faixas prioritárias (60 Km), os veículos com credenciais olímpicas vão dividir a pista com ônibus e táxis. Já nas faixas compartilhadas (36 Km), os veículos de passeio também poderão circular.

Entre as vias que terão faixas exclusivas 24 horas estão a Linha Amarela, a Avenida das Américas, na zona oeste; o Túnel do Joá e o Aterro do Flamengo, na zona sul. Entre as vias compartilhadas está a Autoestrada Lagoa-Barra, por exemplo. Na Zona Sul, a Avenida Niemeyer será totalmente fechada ao trânsito para a passagem exclusiva dos veículos olímpicos e de moradores. Durante os Jogos, também serão implantadas alterações nos horários da área de lazer na zona sul, com suspensão do fechamento do Aterro do Flamengo para carros aos domingos e feriados. Em Copacabana e Ipanema a área de lazer será mantida, com exceção dos dias de provas de ruas.

Outras mudanças

A prefeitura ainda estuda se decretará feriado ou ponto facultativo no município em alguns dias dos Jogos e se vai reduzir vagas públicas de estacionamento. Serviços como coleta de lixo domiciliar e reparos em vias públicas poderão ter horários alterados, bem como as autorizações para carga e descarga. A secretaria está desenvolvendo um aplicativo para celular, em diferentes idiomas, que dará informações em tempo real sobre a rede de mobilidade do Rio, trajetos de trens, ônibus municipais, BRT, metrô e barcas e as instalações esportivas. (Agência Brasil)

Cenário

Na primeira fase de sorteio para os Jogos Paralímpicos, houve uma demanda inicial de mais de 200 mil ingressos. O número é considerado muito bom, disse no dia 4 de janeiro o diretor do Comitê Rio 2016, Donovan Ferreti. “Acreditamos que essa demanda pode ser maior pelo tipo de evento, pelo engajamento dos atletas e até pelos resultados que a gente vem acompanhando. A gente estimula e acredita que essa venda pode crescer não somente nos meses próximos dos Jogos, mas com boa antecedência”, diz.

O número não representa nem 10% dos 3,3 milhões de ingressos colocados à venda para os 23 esportes paralímpicos. Do total de ingressos, 80% são destinados para venda para brasileiros e os 20% restantes se destinam ao público de fora e patrocinadores. As vendas para os Jogos Paralímpicos começaram no dia 7 de setembro do ano passado, na primeira fase, de sorteio, no endereço www.rio2016/ingressos. “A venda dos [ingressos] paralímpicos tem um comportamento bem diferente quando você compara com os Jogos Olímpicos. É uma venda que acontece muito mais próximo dos Jogos”, explicou Ferreti.

A atleta de tênis de mesa campeã parapan-americana da Classe 9, Danielle Rauen, já classificada para a Paralimpíada deste ano, demonstra otimismo com a participação do público. Ela confia que, até os Jogos, a população se mobilizará e comprará a totalidade de ingressos disponibilizados. “Eu acredito que próximo às competições, os ingressos vão ser vendidos. É o que eu espero”.

Primeiro lugar

Danielle aposta que uma divulgação maior na televisão e na internet pode alavancar as vendas, considerando, inclusive, que os atletas paralímpicos costumam trazer mais medalhas para o Brasil do que os atletas olímpicos. “A gente pode pegar o exemplo do Pan e do Parapan, em Toronto, no ano passado. A diferença de medalhas entre olímpicos e paralímpicos foi bem grande. O retorno que os atletas paralímpicos dão, com certeza vai ser muito grande”.

Ferreti compartilha a opinião de Danielle. Ele destacou que os atletas que disputaram os Jogos Parapan-Americanos ficaram em primeiro lugar no ranking, com um total de 257 medalhas, sendo 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze, deixando para trás o segundo colocado, que foi o Canadá, com 168 medalhas. Nos Jogos Pan-Americanos, os atletas trouxeram para o Brasil 141 medalhas, classificando-se na terceira posição.

“Os atletas paralímpicos ficaram em primeiro lugar, com quase o dobro de medalhas do segundo. [Eles] vêm crescendo a cada competição. Eu não tenho dúvida que vai ser um espetáculo, um grande evento no Rio de Janeiro”. Ferreti disse que o público tem que participar e prestigiar esses atletas pelo seu elevado grau de competição.

Tocha

Segundo Ferreti, o início de revezamento da tocha olímpica no Brasil, previsto para o dia 3 de maio de 2016, em Brasília, contribuirá para elevar a venda de ingressos da Paralimpíada, porque levará a uma maior divulgação do evento na mídia.

O revezamento vai durar 95 dias e culminará com o acendimento da pira no Estádio do Maracanã, no dia 5 de agosto, para os Jogos Olímpicos. A relação dos selecionados para carregar a tocha será divulgada no site do Comitê Rio 2016 no dia 29 de fevereiro. A tocha será acesa no dia 21 de abril, na cidade de Olímpia, na Grécia, seguindo a tradição dos Jogos Olímpicos, e será entregue ao Brasil no dia 27 do mesmo mês.

“Toda vez que a gente tem uma chance, reforça que as pessoas apoiem os Jogos Paralímpicos, porque não temos dúvida que vai ser um evento marcante, emocionante Não tem como descrever. Você tem que ir e fazer parte desse evento”, disse Ferreti.

Bilheterias

Em dezembro do ano passado, foi aberta a venda online, pela internet, que seguirá até o final dos Jogos Paralímpicos, em setembro. Em junho serão abertas as bilheterias para os Jogos Paralímpicos para quem não for sorteado. Trata-se do mesmo ingresso comercializado pela internet, pelo mesmo preço. Quem participou do Programa de Ingressos Olímpico não precisará fazer um novo cadastro. “É só entrar [no site] e colocar no carrinho os ingressos dos Jogos Paralímpicos. Para quem não comprou até agora nenhum ingresso, o cadastro é supersimples. Entra no site, é rápido, seguro e muito fácil”, disse o diretor.

Para quem não mora no Brasil, há os revendedores autorizados, que têm direitos de venda exclusiva nos seus países. Quem é de fora do Brasil pode obter no site do Comitê Rio 2016 os dados sobre esses revendedores autorizados.

Ferreti disse que quem compra antecipado, até o final de fevereiro, recebe o ingresso “personalizado, colorido, superbonito, que a gente chama de souvenir [recordação]”. Quem comprar depois desse mês, retira o ingresso de bilheteria, chamado ingresso térmico, que não tem as qualidades e cores que a compra antecipada oferece. (Agência Brasil).

Patrocínio

Para que um grande evento ganhe força, é necessário o apoio de muita gente. Nesse aspecto, as empresas têm um importante significado. Os patrocinadores oficiais do evento cumprem um grande papel para a realização dos jogos de 2016.

Entre as empresas que estão patrocinando o evento está o McDonald’s, uma das maiores franquias de fast-food do mundo. Segundo a empresa, investir nos jogos olímpicos faz parte da política da empresa. “O patrocínio de eventos grandiosos como os Jogos Olímpicos é importante porque alia a marca McDonald’s a valores que são relevantes para nossa imagem, como o estilo de vida ativo obtido pela prática esportiva; a pluralidade cultural e a busca pela excelência. O McDonald’s sempre foi um apoiador dos esportes e tem orgulho por ser, desde 1976, patrocinador oficial dos Jogos Olímpicos, um dos maiores eventos esportivos do mundo. Neste ano, o McDonald´s proporcionará experiências únicas para o público brasileiro, utilizando a expertise de outras edições para criar ações ainda mais relevantes e marcantes. Também temos o orgulho de alimentar os atletas, membros da imprensa e os espectadores”, afirma a empresa para a Food Service News.

História

Outra grande empresa alimentícia que é patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos é a Coca-Cola. A história do apoio começou em 1928, quando a empresa participou dos jogos olímpicos de Amsterdã. A história da companhia é marcada por criar programas e eventos que levem esportes às pessoas.

A Coca-Cola também trabalha junto aos Comitês Olímpicos Nacionais apoiando esportes em mais de 190 países. Além disso, a companhia é sócia-fundadora do Programa TOP desde 1986 na categoria de produto exclusivo de bebida não alcoólica. A The Coca-Cola Company e o Comitê Olímpico Internacional estenderam o acordo de parceria até 2020, um feito inédito.

Legado

Quem também é uma das marcas que dão apoio aos jogos é a GE, que desde 2005 é Patrocinadora Oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI) e dos Comitês Organizadores dos Jogos Olímpicos nas cidades-sede, na organização dos jogos olímpicos mais sustentáveis.

A companhia ajuda a deixar um grande legado na organização do evento, com a estrutura e tecnologia necessária para a realização dos Jogos Olímpicos. A primeira vez em que a empresa ajudou foi nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim em 2006, depois nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e nos Jogos de Inverno de Vancouver (2010).

A GE também participou do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (LOCOG) em 2012 e com o COI. Segundo nota da empresa para o site do Rio 2016, a GE quis deixar um grande legado na cidade com os jogos e, por isso, ajudou em sua organização. Para essa edição das Olimpíadas, a empresa dará suporte com várias soluções, como os sistemas de geração e distribuição de energia, sistemas de iluminação, motores para aeronaves, entre
outras tecnologias.

Edição

A Super Rio Expofood chega a 28° edição em 2016. Um dos diferenciais neste ano é a edição olímpica do evento, que deve apresentar debates importantes para o setor de alimentação. A Super Rio Expofood acontece entre os dias 15 e 17 de março, no Riocentro.

Para quem ainda não conhece, a Super Rio é uma das maiores feias dos setores de alimentação, bebidas, equipamentos, serviços e tecnologia da América Latina. Ao reunir milhares de empresários dos setores, o evento tem como objetivo estimular negócios entre os envolvidos.

Na edição de 2016, segundo o portal da feira, o tema será os jogos olímpicos que tomarão conta da cidade do Rio de Janeiro. A Super Rio acredita que é fundamental estimular os negócios no Rio de Janeiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado possui o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil. Para a Super Rio, esse é um dos motivos para investir, já que a economia do lugar sobe acima da média nacional.

Durante o evento, os participantes poderão contar com palestras especializadas para a Convenção Supermercadista, o Seminário Nacional de Panificação e Gourmet Rio, que acontecerão paralelamente ao evento.

Entre os expositores presentes durante a feira estão representantes do comércio, indústria, supermercados bebidas, instituições financeiras e empresas de tecnologia. Além disso, a Super Rio 2016 deve ser visitada por diversos setores como padarias, franquias, drogarias, supermercados, entre outros.

Turistas

O Governo Federal tem como expectativa receber 350 mil turistas estrangeiros para as Olimpíadas 2016. Segundo a Secretaria de Aviação da Presidência da República, 39 aeroportos do país terão operação especial no período de jogos. Além dos terminais com passageiros, os aeroportos de menor porte também terão programação especial para receber os jogos. Destes, alguns estão localizados no Rio de Janeiro, outros em cidades-sede
do futebol, ou em uma distância de até 200 quilômetros delas.

Segundo o governo, os voos regulares continuarão sendo prioridade e a coordenação não deve afetar o horário dos voos. A expectativa da Secretária de Aviação é que os aeroportos tenham quatro picos de movimentação durante as Olimpíadas e os Jogos Paraolímpicos. Após os jogos olímpicos, por exemplo, deverá ter um grande fluxo de voos. No dia 22 de agosto a previsão é que 95 mil embarques aconteçam, que é no dia de fechamento do evento. Já na abertura, que é dia 5 de agosto, a previsão é de 90 mil embarques.

Quanto à Paraolimpíada, o pico de embarques deverá acontecer na abertura, dia 7 de setembro, onde 45 mil embarques são esperados. O outro ponto forte deverá acontecer no fechamento do evento, no dia 19 de setembro, onde 40 voos devem acontecer.
O comunicado foi enviado pelo Governo Federal, pensando na marca regressiva de 200 dias para o início dos Jogos Olímpicos.

Benefícios

Um dos marcos com as Olimpíadas 2016 é a quantidade de oportunidades que serão geradas a partir do evento. Pensando nisso, o “XI Encontro de Feiras e Eventos- ESFE” terá como tema as olimpíadas e os benefícios que serão trazidos para o turismo nacional.
Com 25 mil jornalistas de todo o mundo para cobrir o evento, as Olimpíadas deverão gerar grandes lucros para vários setores envolvidos. Um dos exemplos é o segmento de feiras e eventos.

O coordenador do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman, será um dos nomes convidados para debater os benefícios gerados com os jogos no Rio de Janeiro. Nuzman começou sua carreira nos esportes como atleta e representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964; no Campeonato Mundial na União Soviética em 1962; e na Checoslováquia em 1966 como um dos membros do Time Nacional de Voleibol.

Nuzman ganhou ainda mais destaque nos esportes na década de 1970, quando começou a ser um empresário da área. Em 1975, ele começou a ser um executivo esportivo, sendo nomeado Presidente da Confederação Brasileira de Voleibol. Ele também foi responsável pela candidatura para incluir o vôlei de praia como esporte olímpico. Em 1995, Nuzman foi nomeado como presidente do Comitê Olímpico do Brasil e, em 2000, se tornou membro do Comitê Olímpico Internacional. Ele também foi do Comitê de Candidatura dos Jogos Pan e parapanamericanos de 2007 e presidente do Comitê de Candidatura do Rio 2016 (2007-2009).

É com essa experiência que o profissional comandará o debate na “XI ESFE – Encontro do Setor de Feiras e Eventos”, falando da agenda positiva das Olimpíadas no Rio de Janeiro neste ano e os benefícios para o turismo no 2° painel do Fórum do Setor de Feiras, que acontece paralelamente ao ESFE.

Algumas informações já foram adiantadas para o evento. Segundo Nuzman, como o crescimento da rede hoteleira carioca e dos transportes no lugar, que deve atender 63% da população mesmo depois dos jogos. “Em sete anos, conseguir fazer isso é algo inimaginável em qualquer administração pública, somente os jogos conseguem realizar. Sou um grande defensor do turismo. Talvez seja uma das maiores indústrias que tem no mundo. O Brasil certamente irá crescer após os jogos, assim como foi em outros países. Eu fico muito entusiasmado em poder dizer que os jogos trarão um legado para o turismo brasileiro como nunca teve antes”, conclui o dirigente.

Durante o evento, nomes importantes ligados ao turismo deverão marcar presença. Dentre eles, Nilo Sergio Felix – Secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro; Milagros Ochoa Koepke – Diretora do Escritório Comercial do Peru no Brasil; Edmar Bull – Presidente da ABAV Nacional; Alexandre Sampaio – Presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação – FBHA e Tarcisio Gargioni – Vice-presidente Comercial & Marketing da Avianca.

A expectativa do evento é receber mil participantes e mais de 70 marcas entre expositores, patrocinadoras e apoiadoras. De acordo com Octávio Neto, CEO do Grupo Radar, organizador do evento, a expectativa para o setor de feiras e eventos é que tenha uma retração, mas que continue sendo um período de oportunidades.

Olimpíadas
CEO do Grupo Radar, Octávio Neto conta sobre a XI edição da ESFE, com tema olímpico

“A expectativa é que o mercado passe por um período de ajuste. Temos uma diminuição de 25%. As empresas participam de feiras, com tamanhos de estandes menores. Os eventos e feiras não param, só sofrem um ajuste. Se você não faz uma feira, você estagna. Mesmo em momento de crise econômica, é importante que sejam realizadas feiras e que as empresas participem. É um momento de encarar as oportunidades”, explica Neto.

De acordo com o CEO, é importante que as empresas estejam atentas aos eventos que acontecem. Neto explica que a expectativa para essa edição da ESFE é uma das melhores. “Acredito que esta edição da ESFE será uma das melhores em termos de networking e conteúdo. Temos um debate especial para as empresas do porquê de feiras e eventos em momentos de crise”, explica.

Segundo o CEO, as Olimpíadas poderão render muito mais para o turismo e em termos nacionais. “Se cada pessoa nos comitês olímpicos debatesse sobre a questão de turismo, poderíamos desdobrar as viagens para outras regiões do Brasil. Durante o período de Olimpíadas, o Brasil vai abolir o visto. Acredito que esse é um bom motivo para visitar o país”, explica Neto.

Para a ESFE, a programação pretende agradar grande parte do público. Um dos exemplos são os quatro workshops, com a maioria das entidades que compõem o setor de feiras e eventos, além de contar com uma cerimônia de encerramento com show ao vivo.

“A ESFE é um dos principais eventos do segmento. Acredito que será importante para os participantes porque terá as principais empresas em um só lugar e isso pode ajudar no relacionamento e fortalecimento de negócios”, ressalta Neto.

Segundo o CEO, além dos nomes já relacionados, a ESFE também contará com outros grandes nomes, como o Diretor do Expo Center Norte, o presidente da Reed Exhibitions e o presidente da UBM. Além deste, Octávio mediará os debates nos painéis.

Com data marcada para dia 23 de fevereiro, a ESFE deverá atrair os grandes players do
mercado dentro dos setores de feiras, eventos e turismo. Segundo Neto, a data foi escolhida pensando principalmente no que poderá ser feito pelo mercado ao longo do ano. “Estamos no começo do ano e precisamos debater o que ainda pode ser feito durante esse tempo. Na ESFE estarão os principais condutores da economia no Brasil e acredito que esse seja um bom motivo para ir ao evento”, finaliza o CEO.

Preparativos finais

Com a chegada dos Jogos Olímpicos, dobram-se também os preparativos e inaugurações. No fim de 2015, por exemplo, os atletas do Time Brasil conseguiram ver as obras do Parque Olímpico. Um dos presentes foi Carlos Nuzman, coordenador do Comitê Olímpico Brasileiro e o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

“Todos os atletas estão muitos felizes com a qualidade das instalações e a grandiosidade do Parque Olímpico. Cada arena está mais bonita, funcional e moderna do que a outra. A vinda deles, inclusive dos mais jovens, era importante, porque conhecer os locais onde iremos competir dá sempre uma segurança maior. Fiquei muito contente de ver nossos atletas aqui”, explica Nuzman, em entrevista para o portal Rio 2016.

Já o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse estar muito satisfeito com as obras. Segundo ele, também para o Portal Rio 2016, as obras oferecerão melhores condições para os atletas competirem. “As grandes estrelas dos Jogos Olímpicos são os atletas. Muito em breve vai estar tudo pronto. Fizemos um esforço muito grande para fazer um parque olímpico com estádios nas melhores condições e que a experiência do público também seja bem legal. E com essa paisagem carioca, em volta das arenas, vai dar muito orgulho desses Jogos Olímpicos”, ressalta Paes.

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