O vai e vem lucrativo

Importações e exportações alavancam os negócios de diversos empreendimentos e favorecem economicamente vários países

No mundo atual, a globalização comercial é uma realidade bastante lucrativa. As negociações favorecem economicamente países que importam e que exportam produtos e serviços. No setor de alimentação, isso já acontece há décadas, gerando uma série de benefícios.

Experiência
A Target Importação & Exportação nasceu em 2005 com o intuito de fortalecer os laços de intercâmbio internacional entre o Brasil e o mundo. Além da atuação como trading, especificamente, a empresa oferta consultoria internacional incluindo produtos brasileiros no mercado externo e facilitando a importação de equipamentos para as empresas nacionais serem mais competitivas.
Sérgia Azevedo, gerente comercial da Target, destaca que “o Brasil é um importante player no mercado internacional. As negociações, muitas vezes, são feitas por tradings e empresas especializadas. É necessária uma licença prévia para operar no mercado internacional, o chamado Radar. Os produtos brasileiros têm grande aceitação, e o maior desafio, com certeza, é o custo”, diz.
O Brasil também é um importante player na exportação de produtos alimentícios. O país é chamado de “a fazenda do mundo”. Os produtos brasileiros têm grande aceitação por seu grande diferencial de qualidade e sabor. A gerente comercial salienta a importância dos maquinários importados que possibilitam a automação das indústrias de forma a ficarem mais competitivas.
“No que tange às commodities, acredito que o nosso clima e qualidade do solo acabam sendo relevantes. Sobre os produtos especiais brasileiros como açaí, castanhas e outros, a qualidade pesa favoravelmente na balança, já que o ‘Made in Brazil’ é muito bem-visto lá fora, como itens regionais especiais, com sabor típico e muito amor envolvido”, diz Sérgia.

Atividades

“Na importação, temos sempre a necessidade de identificar os fornecedores, acompanhar todos os passos e garantir que nosso cliente receba o produto desejado”, destaca Dado Oliveira, diretor de negócios da TRADESC

A TRADESC iniciou suas atividades em 2011 focando no auxílio e na consultoria de importação e exportação de produtos em geral, com uma mentalidade aberta para todos os segmentos.
Sobre esses dois aspectos de comercialização, Dado Oliveira, diretor de negócios da companhia, detalha: “vamos tratar dos assuntos de formas distintas. Na importação, temos sempre a necessidade de identificar os fornecedores, acompanhar todos os passos e garantir que nosso cliente receba o produto desejado. Nesse tipo de serviço, a formatação de preço é essencial, pois, após identificar a descrição exata e sua utilização, conseguimos, assim, obter a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). Efetuamos, então, os cálculos das taxas e da carga tributária a qual julgo ser a nossa maior barreira na importação, uma vez que produtos podem ter uma carga de impostos que podem inviabilizar sua entrada no Brasil. Nosso cliente chega a pagar 80% do valor do produto mais impostos e taxas; um custo alto, mas que, mesmo assim, o caminho ainda tem sido procurar países que produzem bons itens com preços mais atrativos que nossa produção nacional, como exemplo, China, Índia e alguns da Europa que possuem avanço tecnológico de alto nível, como é o caso da Alemanha.
Nós temos, por exemplo, clientes em diversas áreas, como no setor de vestuário, industrial, automotivo, refrigeração e alimentício”.
No que diz respeito à exportação, Oliveira destaca que o país possui clientes em diversos ramos, como no setor automotivo e de produtos acabados, mas o ponto forte ainda destacado é o setor de matéria-prima que será processada e industrializada para virar um produto acabado e ser revendido no exterior. Como não há uma carga tributária para saída de produtos do país quando exportados, muitos setores preferem atender o mercado externo, deixando de ter, assim, os encargos que, em geral, são considerados custosos.
Como os recursos naturais brasileiros são abundantes devido à grande área territorial, o país é expoente na exportação de matéria-prima e de commodities, figurando, sempre, entre os primeiros lugares como maior exportador em uma gama de produtos como milho, soja, açúcar, café, trigo, vinho, entre outros. A soja, por exemplo, é exportada para vários países, e a produção nacional é a segunda maior do mundo, ficando atrás apenas da produção dos Estados Unidos.
“No mercado interno, temos sempre inovações e, de certo modo, períodos sazonais para maior consumo de um determinado produto. Hoje em dia, podemos destacar o grande investimento e consumo de cervejas, sejam elas artesanais ou importadas. Sentimos um aumento no número de importadores assim como de produtores desse setor, uma vez que a demanda aumentou e se multiplicou rapidamente nos últimos anos. Alguns importadores até migraram do vinho para a cerveja, aproveitando o bom momento do segmento neste período. Assim, vemos que o mercado de alimentos também segue tendências e muda conforme a sua própria demanda, que é cada vez mais exigente. Podemos citar também o setor de carne bovina com o surgimento de novos cortes e o destaque dos tipos de carnes e raças provedoras”, diz ele, e continua: “vamos aguardar qual será o próximo produto alimentício que irá inovar e se destacar”, frisa o diretor de negócios.
Atuação
A Cargill produz e comercializa internacionalmente produtos e serviços alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais. Em parceria com produtores, clientes, governos e comunidades, e por meio de 150 anos de experiência, ajuda a sociedade a prosperar. Possui 155 mil colaboradores em 70 países que estão comprometidos em alimentar o mundo de forma responsável, reduzindo impactos ambientais e melhorando as comunidades onde vivem e trabalham.
No Brasil desde 1965, é uma das maiores indústrias de alimentos do país. Com sede em São Paulo (SP), a empresa está presente em 17 estados brasileiros por meio de unidades industriais e escritórios em 191 municípios e conta com mais de 10 mil funcionários. Roberto Davila, gerente de vendas da Cargill Foods América do Sul, conta que, no setor de food service, a Cargill faz importações da linha de azeites em parceria com a Borges Branded Foods. A empresa tem sede na Espanha, e todo produto comercializado no Brasil é de origem mediterrânea. NoBrasil, essa categoria de produtos não tem produção suficiente para atender o mercado nacional, pois o país não tem clima favorável para o cultivo de olivas, dependendo quase que 100% do mercado externo. Porém, todo o portfólio da Cargill Foods Brasil produzido no país é exportado para países da América do Sul e Caribe para a aplicação em lácteos, frituras, panificação e sorvetes. Nesses países, a Cargill conta com parceiros locais que fazem a ponte entre a empresa e os clientes de food service.
“Contamos com um portfólio extenso que atende as mais variadas demandas dos nossos clientes. Temos desde produtos Premium, como o Óleo LIZA Algodão; os mais usados nos países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai), como o Óleo LIZA Girassol; até inovações em gorduras, como o Lévia+e. Dessa forma, conseguimos penetrar em todas as categorias e levar as soluções necessárias aos nossos clientes”, destaca o profissional.
A área de exportação da Cargill atua com as melhores empresas e despachantes junto aos órgãos governamentais responsáveis pela liberação de suas cargas nos países com os quais tem relacionamento. Davila também conta os desafios da empresa em adequar os produtos a cada país e a seus respectivos consumidores. “A maior diferença dos outros países da América do Sul e do Caribe com o Brasil é a preferência por determinados produtos, seja por cultura ou por facilidade de acesso, devido à produção local.
No Brasil, o óleo de soja, por exemplo, é massivamente utilizado. E não poderia ser diferente, já que o país é o segundo maior produtor de soja do mundo. Em outros países, isso pode variar, como exemplo, a preferência pelo óleo de girassol”.
Além de uma equipe técnica capacitada para levar as melhores soluções aos clientes, a Cargill conta com um portfólio robusto reconhecido pela qualidade, segurança e garantia de entrega contínua e dentro do prazo, e aposta na inovação com o desenvolvimento de ingredientes e soluções que contribuam com uma alimentação mais saudável. Além disso, está constantemente adequando seus produtos de acordo com a demanda dos consumidores e com as necessidades dos clientes. A companhia possui um Centro de Inovação em Campinas (SP) que pesquisa e desenvolve grandes ideias em benefício dos clientes da empresa, a fim de integrar o trabalho entre as Unidades de Negócios de ingredientes alimentares.

Ações
A Bunge tem quase 200 anos de atuação no mundo e 112 anos de história no Brasil. “Somos a maior empresa de agronegócio do país, a maior exportadora do setor e uma das principais empresas de alimentos do Brasil. Marcas como Soya, Delícia, Primor, Salada e Salsaretti fazem parte da história de milhares de pessoas e ajudaram a moldar os hábitos alimentares dos brasileiros. Trouxemos para o dia a dia dos consumidores inovações como a primeira margarina light, o primeiro óleo vegetal que agradou o paladar dos brasileiros e o primeiro óleo em garrafa PET do Brasil”, frisa Flávia Ferreira, gerente de marketing da Bunge Brasil.
A profissional diz que, no Brasil, a companhia é líder em originação de grãos e processamento de soja e trigo, na fabricação de produtos alimentícios e em serviços portuários. “Somos hoje líderes nacionais nos mercados de óleos, gorduras vegetais e farinhas de trigo; estamos em aproximadamente 85 mil pontos de vendas, presentes em 80% dos lares brasileiros e mais de 70% das padarias em todo o país”.
O Brasil é um dos principais mercados para a Bunge. Nos últimos anos, essa relevância se manteve. Cerca de 40% dos ativos da companhia está no Brassil e seu faturamento no país é de aproximadamente R$ 30 bilhões. “Somos uma das principais empresas de agronegócio e alimentos do Brasil”, enfatiza. A Bunge contribui de maneira substancial para o saldo positivo da balança comercial e para a economia nacional. Seu modelo de atuação se baseia na sinergia com toda a cadeia de valor, do campo à mesa do consumidor.

Companhia
A BRF é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de 30 marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Vienissima. Seus produtos são comercializados em mais de 150 países, nos cinco continentes. Mais de 100 mil colaboradores trabalham na companhia, que mantém mais de 50 fábricas em oito países (Argentina, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Malásia, Reino Unido, Tailândia e Turquia).
A organização é orientada pelo propósito de alimentar o mundo e exporta para mais de 150 países. Existem diversas realidades culturais, religiosas e de consumo no planeta, que levam a companhia a direcionar diferentes produtos para cada região. Com vasto portfólio, é possível alcançar diversos países e se adaptar para atender os vários requisitos e abordagens para inserção de produtos de origem animal, sempre com foco em manter os mais altos padrões de qualidade.
A BRF trabalha para disponibilizar produtos consagrados de acordo com a necessidade, o perfil e a cultura dos consumidores de cada região. O desafio que a companhia encontra na Ásia, por exemplo, é ter estratégias cada vez mais eficazes para alimentar o maior continente do planeta, que conta com 60% da população mundial em seu território.
Para a economia brasileira, a BRF entende que sua presença é importante para alavancar o desenvolvimento econômico e social de diversos municípios e regiões do país, principalmente aqueles onde suas fábricas e centros de distribuição estão instalados, permitindo a geração de milhares de empregos e a atuação de forma consistente nas comunidades locais.

TARGET
www.targetexpo.com
TRADESC
www.tradesc.com.br
CARGILL
www.cargill.com.br
BUNGE
www.bunge.com.br
BRF
www.brf-global.com

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