O delivery como protagonista

Até o início dos anos 80, o conceito de entrega de refeições em casa estava associado obrigatoriamente ao segmento de pizzarias. Falar em entrega era falar em pizza.
O delivery era um negócio diferente, específico, que demandava “know how”, estrutura dedicada e investimento adicional.

A demanda em potencial do canal motivou o que foi o início do que chamamos hoje de “marketplace” (plataforma única com diferentes opções de estabelecimentos). Chegava ao mercado a Disk Cook.

A empresa idealizada por quem seria posteriormente um dos criadores da iFood oferecia aos estabelecimentos que não faziam originalmente entrega de seus produtos a possibilidade de terem o serviço de delivery sem custo fixo algum e sem precisar fazer a divulgação.

O cliente recebia em casa um guia com restaurantes de diversos segmentos e ligava para uma central com número único. A Disk Cook fazia o atendimento, enviava o motoqueiro para realizar a entrega e recebia o pagamento, repassando posteriormente ao estabelecimento.

O modelo atual de “marketplace”, viabilizado pela evolução tecnológica, revolucionou o mercado e tornou o cenário totalmente diferente. Os modelos disruptivos de negócio trouxeram acessibilidade de forma irrestrita aos estabelecimentos e novas possibilidades e ofertas aos consumidores.

Apesar dessa mudança, nos últimos três anos, um dos principais motivadores de crescimento para o conceito tem sido a crise econômica.
Com o aumento da frequência e do hábito de consumo no delivery por parte dos clientes, os operadores que antes tinham resistência ao modelo passaram a olhá-lo com outros olhos à medida que as vendas nos canais tradicionais passaram a cair.
Com a necessidade de aumentar as vendas e diluir custos fixos como os de ocupação e mão de obra, cada vez mais estabelecimentos aderem ao serviço de entrega.

O delivery começou então a permear mercados que, há pouco, eram inimagináveis, como os de praças de alimentação e os restaurantes de gastronomia mais sofisticada.
Negócios tradicionais que antes tinham 10% das vendas advindas do canal hoje possuem proporção de 50/50. O delivery passou efetivamente de coadjuvante a protagonista.
Apesar de toda a evolução, muita coisa ainda vai mudar, principalmente pelo fato de que há um grande caminho de profissionalização da operação por parte dos estabelecimentos, de foco nesse mercado por parte da indústria e porque muitas coisas novas na área de soluções e serviços estão prestes a chegar.
Esteja atento.

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