Le Grand Chef – Sucesso na Educação Gastronômica

Em apenas seis meses de funcionamento, Le Grand Chef faturou R$ 400 mil; nos meses seguintes, esse número dobrou. Veja como a marca alcançou resultados tão significativos

A Le Grand Chef oferece uma série de cursos na área de gastronomia. Procurada por diferentes tipos de público, a marca, que já conta com um grande sucesso, espera um faturamento de R$ 2 milhões neste ano. Em entrevista para a Food Service News, Felipe Faria, presidente da empresa, fala mais a respeito da organização, das suas particularidades, dos aprendizados no segmento, entre outras questões.

Food Service News: Quais os diferenciais da Le Grand Chef?
Felipe Faria: A Le Grand Chef entrou no mercado com a proposta de, além de ser uma Escola de Gastronomia, ser um Espaço Gastronômico completo. O carro-chefe da Escola são os cursos profissionalizantes, que são voltados para capacitação do profissional para o mercado de trabalho e que abrangem diversos tipos de públicos, que vão desde o próprio dono do estabelecimento até o profissional que deseja se inserir no mercado de trabalho. Além dos cursos profissionalizantes, existem os cursos gourmets, que são voltados para o público que deseja estar na cozinha por hobby e frequenta a Escola em cursos de menor extensão e de temas específicos. Com um design elegante, que remete a um legítimo bistrô francês, atrelado ao uso de equipamentos e utensílios da melhor qualidade, conseguimos unir todos os públicos em um só ambiente.
Além de cursos, oferecemos, em nosso charmoso Espaço, um Bistrô para eventos, que pode ser locado para confrarias, reuniões (sociais ou corporativas), aniversários, jantares, aulas particulares, enfim, para uma infinidade de eventos. Ao lado de nosso Bistrô, disponibilizamos aos nossos clientes um Empório, onde são encontrados diversos produtos e utensílios a preços acessíveis.
Oferecemos, ainda, serviços de consultoria gastronômica para os mais diversos tipos de estabelecimentos de toda região. Com essa gama de serviços e atendendo os mais variados públicos, construímos nossa história, sendo hoje considerados referência de qualidade na região pela excelência dos serviços prestados e por ser um Espaço Gastronômico completo.
Alheio a todos os serviços oferecidos dentro de nossa Escola, realizamos em 2016 e em 2017 dois concursos entre cozinheiros na região, em que o prêmio máximo dos concursos era uma bolsa em nosso curso Chef Profissionalizante, no valor de R$.9000,00. Ambas competições foram um sucesso, com mais de 100 inscritos e patrocínios de empresas importantes da região, como o Iguatemi, de São José do Rio Preto (onde ficamos instalados com uma cozinha e duas bancadas por mais de 50 dias no ano), o Grupo Diário da Região, o Açúcar Guarani, o Grupo Poti e a Austrini Móveis Planejados. Buscamos sempre estar antenados com o que acontece no mundo; essas disputas estão em evidência e não podemos ficar de fora. Em 2018, teremos ainda mais novidades.

FSN: Como você avalia esse mercado de educação gastronômica?
FF: Falo com propriedade que é um mercado em extremo crescimento e com potencial avassalador. O setor de alimentação é o que mais movimenta a economia do país e um dos que mais empregam, o que deveria servir de parâmetro para uma mão de obra cada vez mais qualificada, entretanto, não é o que temos visto. Devido à evidência que os principais meios de comunicação nacionais e internacionais têm dado à gastronomia, as pessoas querem comer cada vez melhor, seja em casa, seja nos restaurantes.
Quando inauguramos a nossa Escola há 3 anos, o foco principal era o público gourmet, aquele que cozinha em casa por hobby, que assiste aos programas na TV e ama a arte de cozinhar, tanto que moldamos toda a nossa estrutura para atendê-lo, desde a elegância do espaço até os equipamentos e utensílios utilizados. Entretanto, devido à imensa procura tanto de estabelecimentos comerciais quanto de pessoas em busca de qualificação profissional, tivemos que nos reinventar e, hoje, a nossa grade de cursos é composta de aproximadamente 90% de cursos profissionalizantes. Todas as semanas, recebemos ligações de empresas da região em busca de indicações de profissionais da área, ao passo que cresce a cada dia o número de interessados em ingressar em nossos cursos. Atualmente, em nossa unidade em São José do Rio Preto (cidade com cerca de 500 mil habitantes), contamos com cerca de 250 alunos em nossos cursos profissionalizantes, número que é quase o dobro do último período e que esperamos que seja a metade do próximo ano.

FSN: Quais são os principais aprendizados para se dar bem na área?
FF: Assim como em quase todas as áreas, o fator principal é o amor pelo que faz. Aqui na Escola, nós ensinamos as principais técnicas da gastronomia, que são as mesmas utilizadas em qualquer lugar do mundo. Além disso, procuramos reproduzir ao máximo o que é encontrado nas cozinhas profissionais, onde o respeito, o trabalho em equipe, a organização, a segurança e a higiene são fundamentais.

FSN: A marca conseguiu um grande faturamento em pouco tempo. Você credita isso a quais fatores?
FF: Todo o nosso sucesso, seja financeiro, seja da credibilidade e respeito que nossa marca tem hoje, é devido a muita análise, investimento e, principalmente, trabalho. Entre os principais fatores, eu cito: nossa estrutura: oferecemos uma estrutura que não há igual na região, desde equipamentos e utensílios nas cozinhas até a elegância de nosso Bistrô e Empório, sendo imensamente superiores a qualquer concorrente nesse sentido; insumos: trabalhamos com fornecedores e produtos de extrema qualidade a fim de oferecer a melhor aula/experiência aos nossos alunos; material didático: produzimos todo o nosso material didático internamente, desde a criação até a impressão; mercado: analisamos o mercado de acordo com a nossa demanda, moldando, dessa forma, a melhor grade horária com o intuito de atender os mais diversos públicos nos mais variados temas de cursos; concorrência: estamos sempre atentos aos movimentos de nossos concorrentes, seja nos preços, serviços, valores percebidos, buscando sempre identificar onde eles estão deixando a desejar, de modo que a percepção de nosso valor seja ainda maior; atualização: nosso departamento pedagógico está sempre atento às novas tendências do mercado.
FSN: Como se destacar nesse mercado?
FF: É um mercado em extrema evidência e crescimento, um mercado cheio de egos, onde as pessoas buscam sempre o que há de melhor. Sendo assim, todo o processo tem que estar padronizado no mais alto nível; de nada adianta investir em uma estrutura elegante, em equipamentos e utensílios de qualidade, se o atendimento for ruim, se os professores não forem capacitados para tal, se os insumos utilizados em aula forem de péssima qualidade, enfim, tudo tem que estar em sintonia, e isso requer um trabalho árduo de acompanhamento de cada item. Procuramos ser cada vez melhores desde o atendimento inicial ao cliente, na produção do material didático, na seleção do corpo docente, na escolha dos melhores fornecedores, na limpeza e organização da Escola, até e, principalmente, no serviço de fato prestado. Não à toa, o índice de alunos que retornam a Escola após cursar determinado curso é altíssimo.

FSN: Quais são as principais demandas de quem busca os cursos?
FF: A maior procura hoje é pelos cursos profissionalizantes, pois o setor da gastronomia, apesar de ser um dos que mais empregam no país, tem uma mão de obra extremamente desqualificada. É crescente o número de pessoas que buscam uma capacitação profissional como diferencial para entrar no mercado de trabalho ou até mesmo se manter nele. Partindo para o público gourmet, em virtude dos mais diversos programas de televisão sobre gastronomia, as pessoas querem comer cada vez melhor, entretanto, o custo de sair de casa para comer é cada vez mais elevado, então, as pessoas acabam unindo o “útil ao agradável” e acabam comendo cada vez mais em casa. Entre os cursos mais procurados por esse público estão os de culinária japonesa, de risotos, hambúrguer gourmet e massas artesanais.

FSN: Como a falta de profissionalização pode acabar com um negócio?
FF: Como dito anteriormente, “de nada adianta investir em uma estrutura elegante, em equipamentos e utensílios de qualidade, se o atendimento for ruim, se os professores não forem capacitados para tal, se os insumos utilizados em aula forem de péssima qualidade” e isso se encaixa em qualquer perfil de empresa. Tudo deve ser padronizado no mais alto nível possível. Aplicado à área da gastronomia, mais especificamente a restaurantes e bares, por exemplo, de nada adianta um investimento imenso em estrutura se o serviço oferecido não for legal. Não adianta nada, por exemplo, você ter a melhor estrutura e atendimento do mundo, se o prato que você oferecer for mal preparado e ruim, e, ao contrário também, não adianta nada você oferecer o melhor prato do mundo se o atendimento e a estrutura oferecida deixarem a desejar. Sendo assim, e observando a “gourmetização” crescente mostrada nos meios de comunicação, é imprescindível que todas as áreas da empresa, principalmente a de dentro da cozinha, devam ser profissionalizadas, a fim de oferecer o melhor produto/serviço ao cliente, de modo que desperte nele um sentimento de realização de expectativas, fazendo-o voltar e recomendar o estabelecimento.

FSN: Como a grade curricular dos cursos é pensada?
FF: A grade é moldada de acordo com a demanda. Nos cursos profissionalizantes, hoje com alunos de praticamente todas as cidades de nossa região, conseguimos criar turmas que atendam a todos os públicos. Os cursos noturnos, considerados em horário nobre, possuem preço mais elevado devido à intensa procura. Cursos nos períodos da manhã e da tarde possuem preços menores. Há, ainda, cursos aos sábados. Os cursos gourmets são, em sua totalidade, realizados no período noturno nos dias úteis, para ser uma diversão ao cliente. Os temas são os mais variados possíveis, como comida japonesa, árabe, risotos, massas, hambúrguer, e variam também de acordo com a época do ano, existindo cursos de ovos de Páscoa, panetones, ceias de Natal.

FSN: Quais são as principais deficiências do mercado percebidas com o trabalho de vocês?
FF: A principal deficiência é na mão de obra. Internamente, nosso maior desafio é padronizar as aulas de todos os professores. Levando ao mercado da gastronomia no geral, aplicado aos nossos alunos, muitos já inseridos no mercado de trabalho ingressam em nossa Escola e, por muitas vezes, demonstram não ter conhecimento algum de itens básicos da gastronomia. Por outro lado, é um setor com os egos muito inflados. Existem alunos que, após poucas aulas ou dias trabalhados, já se consideram chefs profissionais, querendo dar “pitacos” em aulas, apostilas e, muitas vezes, abandonam o curso, o que no futuro será extremamente prejudicial a eles.

FSN: Como a marca tem se estabelecido no mercado?
FF: Temos nos estabelecido como a melhor Escola de Gastronomia da região e um Espaço Gastronômico completo. A gama de serviços oferecidos aliada à excelência do que é de fato prestado elevam nosso nome à referência no segmento na região. Devido à força que construímos, além do enorme crescimento de turmas e alunos, somos procurados por restaurantes de toda região para serviços de consultorias e também por empresas como Nestlé, Danone, Açúcar Guarani, Santander, Rodobens, entre outras diversas que buscam nosso Espaço para reuniões e confraternizações. O fato de ficarmos mais de 50 dias instalados no shopping Iguatemi de São José do Rio Preto, sendo patrocinados por eles, mostra o quão fortes estamos e com projetos ambiciosos.

FSN: Como foi a entrada no setor de franquias?
FF: Dado o nosso sucesso na região e sabendo da necessidade do mercado de profissionais qualificados na área, decidimos, em 2017, iniciar nossa expansão por meio de franquias. Os projetos já estão formatados, e o nosso foco para 2018 será total em expandir nossas unidades para as principais cidades do país. Se em São José do Rio Preto, cidade com quase 500 mil habitantes e um pouco deficitária no que tange à gastronomia, temos um case de sucesso, não temos dúvidas de que em cidades de maior relevância nacional conseguiremos ainda mais.

FSN: Quais são as expectativas em médio e em longo prazo?
FF: Somos ambiciosos. Vamos trabalhar muito para em médio prazo estarmos nas principais cidades das regiões Sul e Sudeste e, em longo prazo, em todas as maiores cidades do país, sendo reconhecidos como a melhor e mais completa escola de gastronomia do Brasil.

Le Grand Chef
www.lgchef.com.br

Artigo anteriorRedução de custos? Nós temos a resposta
Próximo artigoLucros na balança
A redação da Food Service News através deste canal, pauta assuntos de cunho financeiro e informativo, nossas matérias abordam novidades do mercado, tendências, dicas e oferecem entrevistas exclusivas. Além disso, a revista está sempre inovando e antecipando tendências, trazendo um conteúdo indispensável para quem deseja investir e saber mais sobre o segmento.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA