Muito além do ouro

Pesquisa divulgada pelo Ministério do Turismo apontou que 95,4% dos estrangeiros aprovam a gastronomia brasileira

EDITORIACAPA

Quais são os diferenciais das comidas que são servidas no Brasil? De que forma elas se destacam nesse cenário e por qual razão? Qual a percepção que as pessoas de fora do país têm a respeito da gastronomia local? Ela é bem aceita? Uma pesquisa que foi realizada pelo Ministério do Turismo joga luz nessas questões e revela como a culinária brasileira tem sido bem quista entre os estrangeiros, bem como os municípios que mais se sobressaem quando o assunto é a gastronomia.

De acordo com o estudo, que foi divulgado no último mês de agosto, a gastronomia do Brasil recebeu nota máxima (muito bom e bom) de 95,4% dos estrangeiros. A maior aprovação foi para a comida de Belém, localizada no Pará, que alcançou expressivos 99,2%. Alguns dos destaques dos elementos que são encontrados no lugar são o açaí, o camarão, o caranguejo, os peixes, as ervas, como o jambu, as pimentas e a farinha de mandioca.

Uma curiosidade a respeito desse cenário é que a França foi a responsável por enviar o maior número de turistas para Belém no ano de 2016, que representaram 34% do total. Atrás dela vieram Suriname, Estados Unidos, Holanda, Argentina, Alemanha, entre outros locais.

Mas não foi somente Belém que recebeu um grande destaque nesse sentido. A pesquisa mostrou também que a gastronomia de Belo Horizonte, em Minas Gerais, teve 98,5% de aprovação, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, teve 98,2%, Paraty, no Rio de Janeiro, 97,7%, e São Paulo, no estado de mesmo nome, registrou 97,5%.

Resultado

Cristiano Borges, coordenador-geral de Produtos Turísticos do Mtur, frisa que a aprovação que a gastronomia brasileira recebeu por parte dos estrangeiros foi muito alta. “O resultado foi gratificante. A gente sempre soube que a gastronomia é um dos nossos pontos mais fortes”, salienta ele.

Uma das características que fazem com que a culinária do Brasil seja um destaque, como afirma Borges, é a diversidade que ela apresenta. Além disso, há o turismo gastronômico como uma das vertentes do turismo nacional.

“Esse turista está focado naquilo que ele vai comer e beber. Quando ele viaja, busca comidas e bebidas diferentes, quer conhecer aquilo que ele não tem em seu país. No Brasil, contamos com estados que vêm trabalhando bastante esse aspecto, como Pará e Minas Gerais, por exemplo”, diz.

Conforme Borges ressalta, esse tipo de turismo é trabalhado por meio de promoções e de estímulos a empreendimentos que exploram a comida típica. “Além disso, há alguns destinos que usam os elementos gastronômicos como chamariz. Gramado, no Rio Grande do Sul, por exemplo, faz isso com o chocolate; a cidade atrela a sua imagem ao produto. Podemos citar, ainda, Bento Gonçalves, também no Rio Grande do Sul, com os vinhos, e Minas Gerais com a cachaça”, salienta ele.

“O resultado foi gratificante”, ressalta Cristiano Borges, coordenador-geral de Produtos Turísticos do Mtur

Belo Horizonte

Assim como Belém, Belo Horizonte, que ficou em segundo lugar na pesquisa, também tem muito a oferecer quando o assunto é uma gastronomia diferenciada, que conquista as pessoas. E uma das empresas de alimentação que se destacam na cidade é a Forno de Minas, organização que teve início no ano de 1990.

É com muito otimismo e orgulho que Hélida Mendonça, uma das fundadoras da marca, enxerga o resultado do estudo realizado pelo Ministério do Turismo. “Nossa ‘cozinha’ é muito rica em influências, tanto dos portugueses, quanto dos índios e dos africanos”, diz. “A gastronomia mineira é afetiva. As receitas, geralmente, passam de geração em geração, carregam história. O nosso cuidado com o preparo, a simplicidade dos ingredientes, os temperos, os ingredientes frescos, os tachos de cobre, as panelas de pedra, fazem toda diferença no sabor e evidenciam o carinho colocado em cada prato”, afirma.

Hélida relata que a Forno de Minas sempre se preocupou em manter as receitas originais, sejam elas mineiras ou de qualquer parte do mundo, respeitando os ingredientes que são usados e preservando as características que cada uma tem.

“Mantemos rígido o padrão de qualidade dos nossos produtos, prezando pela qualidade da matéria-prima, exemplificada na produção do queijo e outros produtos para a fábrica, na Indústria de Laticínios própria. Além disso, a Forno de Minas oferece soluções para todas as ocasiões de consumo, com um portfólio de mais de 100 produtos, que atendem tanto o varejo quanto o food service”, ressalta ela. “Além da receita mais famosa de Minas Gerais, a empresa fabrica produtos de origem argentina (empanadas), americana (waffles, cookies e cinammon roll), italiana (ravioli, sorrentino, cappelleti e lasanha) e francesa (folhados e croissants), sempre inovando com ingredientes novos, tecnologia e novas receitas, como na linha de pães de queijo, o FIT, sem lactose, gluten free e rico em fibras”, afirma.

Turismo

Segundo Hélida, para atrair turistas do país e do mundo, é necessário divulgar os produtos em eventos, tais como feiras, congressos, entre outros.
“O pão de queijo é uma tradicional delícia de Minas Gerais e, talvez, a mais conhecida do estado. Há mais de 25 anos, a Forno de Minas tornou-se a primeira empresa a comercializar a iguaria congelada. Atualmente, a empresa exporta o pão de queijo para mais de nove países. O nosso desejo é transformá-lo em um produto global, como se transformou o hambúrguer e a pizza. Por isso, quanto mais pessoas conhecerem e experimentarem o pão de queijo, mais rápido será o processo de crescimento e divulgação do produto”, finaliza.

“A gastronomia mineira é afetiva. As receitas, geralmente, passam de geração em geração, carregam história. O nosso cuidado com o preparo, a simplicidade dos ingredientes, os temperos, os ingredientes frescos, os tachos de cobre, as panelas de pedra, fazem toda diferença no sabor e evidenciam o carinho colocado em cada prato”, afirma Hélida Mendonça, uma das fundadoras da Forno de Minas

Pratos

Além do pão de queijo, que é um alimento típico de Minas Gerais bastante apreciado, o estado também se destaca por oferecer outras diversas receitas que cativam o público. Exemplo disso são o tutu, a couve, o torresmo e farofa, o frango com quiabo e o feijão tropeiro. Em relação às sobremesas, alguns dos destaques são a goiabada com queijo, os doces em calda, como o de abóbora, o de cidra e o de figo, e, ainda, o doce de leite.

Cenário

Joanna Martins, diretora-executiva do restaurante Lá em Casa, em Belém, ressalta que a pesquisa veio coroar e documentar algo que há muito tempo já era sentido pelo empreendimento: a grande receptividade por parte dos turistas nacionais e internacionais em relação aos sabores da gastronomia local. Ela frisa que o povo paraense tem uma relação que é de amor com a comida. Para a profissional, esse aspecto cultural é muito presente no dia a dia da população, fazendo parte da identidade do povo.
“Conseguimos, em Belém, preservar muito da cultura indígena, permitindo que, ao longo do tempo, ela fosse adaptada/melhorada pelos outros povos que chegaram, como portugueses, africanos, árabes, franceses, judeus etc”, diz. “Temos à disposição uma biodiversidade incalculável e pouco conhecida pelo mundo, o que nos proporciona surpreender, constantemente, o público que nos visita”, salienta.

De acordo com Joanna, o Lá em Casa tem um papel muito importante em todo esse processo. Isso porque é um dos únicos restaurantes da cidade que oferecem uma grande variedade de pratos tradicionais, sem deixar de lado a inovação e utilizando toda a diversidade amazônica.

“Temos 45 anos de história, sendo os nossos fundadores os principais responsáveis pela divulgação que hoje culmina nesse reconhecimento nacional. Priorizamos a qualidade e o bem receber. Estamos localizados em um dos principais pontos turísticos da cidade, às margens da Baía de Guajará, além de sermos um dos únicos que trabalham com a cozinha tradicional paraense”, afirma ela.

Segundo a profissional, todos os pratos que são servidos no estabelecimento chamam bastante a atenção, mas os principais do estado são “Pato no Tucupi, Maniçoba, Vatapá Paraense, os peixes, como Filhote, Tambaqui, Pirarucu e Gurijuba, além das frutas, como açaí, cupuaçu e Bacuri e os frutos de mar e de rio, como Caranguejo Refogado, Farofa de Piracuí, Camarões rosa do Foz do Amazonas, entre outros”.

“Temos à disposição uma biodiversidade incalculável e pouco conhecida pelo mundo, o que nos proporciona surpreender, constantemente, o público que nos visita”, afirma Joanna Martins, do restaurante Lá em Casa

Negócios

Para atrair turistas do país e do mundo, Joanna destaca que é fundamental entender quem são os turistas em potencial para os atrativos existentes. A partir daí, segundo ela, é importante buscar se comunicar de uma maneira que seja clara e com apelo comercial, estabelecendo parcerias estratégicas e operacionais. A pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo também é relevante para o negócio, como ela afirma, uma vez que é mais uma forma de chamar a atenção do público para toda a diversidade que, na opinião de Joanna, ainda é pouco conhecida pelos brasileiros.

Ação

Mesmo diante de tantos benefícios, existem também algumas dificuldades que precisam ser superadas, como ressalta a profissional. “A maior dificuldade da inovação é conseguir de maneira regular e comercial esses diversos ingredientes oriundos da floresta, pois a cadeia produtiva ainda não está muito bem estruturada para atender de maneira profissional o mercado”, afirma ela, que também ressalta as vantagens de investir na área. “O sorriso no rosto dos clientes após uma boa refeição e o impacto positivo que causamos nos nossos produtores e na economia da cidade/região”, diz.

Por fim, Joanna relata que a empresa tem como planos, em médio e em longo prazo, se manter como referência da boa mesa paraense.

Atitude

O cenário de aceitação da gastronomia brasileira por parte dos estrangeiros pode ser bom, mas, segundo o chef Sergio Leão, do Restaurante Benjamin, que também fica localizado em Belém, o resultado não é algo que pode ser considerado surpreendente, diante de todo o bom trabalho que vem sendo realizado ao longo do tempo.
“Nós que trabalhamos no setor e acompanhamos a avaliação dos nossos clientes, principalmente os de fora do estado, não nos surpreendemos com o resultado da pesquisa. Temos que reconhecer o trabalho que está sendo desenvolvido por chefs de outros estados e pelos programas nas TVs abertas e fechadas sobre gastronomia, que comumente destacam a nossa comida”, relata ele.

Para Leão, a culinária de Belém é a mais brasileira das cozinhas. Ele também frisa que os insumos são o grande diferencial dessa gastronomia, mas que há muito o que crescer nesse sentido. “Conhecemos pouco o potencial que nossas florestas, rios, lagos e estuários podem nos oferecer. Se analisarmos o que utilizamos hoje e que está no domínio do conhecimento da gastronomia nacional, não deve passar de três ou quatro dezenas de insumos conhecidos. Falta muito para internacionalizarmos o que comemos, mas potencial não nos falta. Somos o Peru do Brasil”, diz.

Estabelecimento

Mas para se ter destaque no mercado é preciso investir muito e apostar nos diferenciais para que se possa conseguir resultados cada vez melhores. O restaurante Benjamin, por exemplo, chama a atenção do público por diversos motivos, mostrando os diversos benefícios oferecidos para os consumidores. O empreendimento fica localizado em uma casa tombada, numa rua cheia de mangueiras. O casarão conta com dois pavimentos e um estacionamento que comporta até 40 carros.

A proposta do local é também oferecer um ambiente tranquilo, onde as pessoas possam se alimentar sem pressa. No lugar, cada cliente passa a ser um amigo, que avalia, testa receitas, pode fazer críticas e que, ainda, recomenda o empreendimento.

O estabelecimento também tem como um de seus objetivos que as pessoas possam comer com todos os sentidos. Por isso, há uma preocupação em caprichar nos pratos, na escolha dos copos e talheres, entre outros cuidados que fazem a diferença para os consumidores.

“O restaurante é pequeno (faz parte do conceito), tem 60 lugares. Cozinha transparente, insumos de qualidade. atendimento amigável. Não somos um restaurante regional. Utilizamos os insumos regionais de forma contemporânea, utilizando técnicas modernas e misturando com insumos não regionais”, ressalta Leão, que afirma que, em relação ao consumo dos alimentos, os peixes sempre são os mais procurados.

“À medida que a nossa gastronomia é aceita e por consequência ela se torna mais conhecida, cria-se uma espiral crescente bastante positiva”, afirma.
Para Leão, um dos principais benefícios de investir na área é buscar a consolidação da excelência da gastronomia. Já “o desafio principal é manter a qualidade no que fazemos; pesquisar novos insumos para nos diferenciarmos dos demais e trabalhar mais próximo dos produtores, para criar padrões de qualidade e regularidade na entrega dos insumos”, destaca.

O profissional conta que a empresa pretende continuar investindo em qualidade e na melhoria do fornecimento dos insumos.

Reconhecimento

Quando o assunto é a pesquisa que foi realizada pelo Ministério do Turismo, Ângela Sicilia, do restaurante Família Sicilia, localizado em Belém, diz que vê o resultado como “reconhecimento de muito trabalho e dedicação de todos que fazem a gastronomia, desde o pequeno produtor até os grandes chefs mundiais”.
O estabelecimento tem feito história ao longo do tempo, e a sua trajetória inclui nomes e lugares diferentes. O primeiro empreendimento foi fundado na cidade de Ribeirão Preto, no ano de 1970. Foi em 1977 que o negócio se estabeleceu em Marabá, e não demorou muito para que chegasse até Belém.

O primeiro restaurante aberto na capital paraense foi o La BellaSicilia, que fica localizado na Travessa Benjamin Constant, entre Brás de Aguiar e Avenida Nazaré, e foi fundado no ano de   1983. A história do local começou com o patriarca italiano Giuseppe Sicilia e Jussara Rezende. Hoje, seus filhos Fabio e Ângela Sicilia é que são os administradores da casa.

Fabio Sicilia é chef formado pelo Italian Culinay Institute for Foreigners (ICIF), no Piemont. Ele também é sommelier profissional, diplomado pela Associazione Italiana Sommelier. Hoje, Fabio se dedica aos cursos e também à adega, que funciona anexada ao estabelecimento. No local, é possível encontrar uma série de rótulos, oriundos de cerca de 14 países.

Já Ângela assumiu a cozinha do empreendimento. Ela é chef federada à FIC – Federazione Italiana Cuochi. Para ela, um dos diferenciais da gastronomia local são os produtos exclusivos da região, as raízes preservadas e as muitas diversidades de sabores. A profissional diz que vê isso com grande entusiasmo, pois, para ela, tudo indica que haverá muito turismo gastronômico no estado. “A gastronomia tem sido um dos grandes marcos para atrair turistas”, avalia.
Ângela acredita que um dos pontos que fazem com que o Família Sicilia se destaque é o fato de o negócio fazer uma comida ítalo-amazônica, e que esse é um diferencial para quem quer provar os sabores locais com um toque da Itália ou vice-versa. Mas não é só isso, “Hoje, o grande “bum” ainda está no tucupi, e o crescimento do açaí está muito grande também”, afirma.

Para ela, o estudo feito pelo Ministério do Turismo pode ser importante para o empreendimento por mostrar que a região tem um grande potencial de trabalho e turismo. E, para inovar nesse cenário, segundo ela, é importante trabalhar com respeito com os ingredientes.

Por fim, Ângela relata que um dos planos da empresa é fortalecer o uso dos produtos paraenses e difundir a gastronomia como um todo.

História

Belém é também conhecida como cidade das mangueiras e possui pouco mais de 400 anos de história, sendo um dos destinos da região Norte que são mais procurados pelas pessoas. São vários os atrativos que o município possui. Um dos pontos mais conhecidos do local, por exemplo, é o Mercado Ver-o-Peso, que fica às margens da Baía do Guajará. No lugar é possível compras comidas típicas e também saborear o legítimo açaí.

Aliás, quando se trata desse item alimentício, uma curiosidade é que o açaí que é comercializado em Belém é diferente daquele que se encontra em outros estados. Os paraenses costumam comê-lo com farinha e peixe frito, carne seca ou camarão. Além disso, os principais frutos que marcam a culinária da região são sapotilha, muruci, jaca, cupuaçu, bacuri, pupunha e taperebá.

Hospedagem

Quando se fala em turismo gastronômico, outro ponto importante é a hospedagem. E, nesse aspecto, os números também têm se revelado positivos, mostrando toda a força do Brasil nesse segmento.

De acordo com um levantamento que foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pedido do Ministério do Turismo, hoje o Brasil tem capacidade para acomodar, de maneira simultânea, 2,4 milhões de pessoas. Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos, a oferta de hospedagem nas capitais do país apresentou um crescimento de 70%, passando de 373.673 vagas no ano de 2011 para 639.352 em 2016.

O que impulsionou essa expansão foi a preparação do Brasil para receber os turistas para a Copa das Confederações, que aconteceu no país em 2013, para a Copa do Mundo, no ano de 2014, e para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Ainda segundo o levantamento, São Paulo é quem possui mais vagas de hospedagem em todo o país, com 507.412 leitos, o que representa 21% de toda a oferta do Brasil. Já os quatro estados da região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) são os responsáveis por 43,1% do total de leitos do Brasil.

Assim como foi destaque em relação à gastronomia, alcançando o primeiro lugar em aprovação da comida local por parte dos estrangeiros, Belém também se sobressaiu quando o assunto é a hospedagem. Para se ter uma ideia, a cidade teve um crescimento de 51% em relação a isso. Há cinco anos, o município contava com 93 estabelecimentos para receber os turistas. Atualmente, já são 141.

Expansão

O número de turistas no Brasil também apresentou um crescimento considerável nos últimos anos. O IBGE, tendo como ponto de partida dados do Ministério do Turismo e do Banco Central, frisa que de 2011 a 2016, o número de visitantes no país passou de 5,4 milhões para 6,6 milhões.
Já a receita cambial com o turismo passou de US$ 6,1 bilhões em 2011 para US$ 6,8 bilhões no ano de 2014; em 2015 foram US$ 5,8 bilhões e, no ano passado, US$ 6 bilhões. As informações são da Agência Brasil.

Destaque

Aliás, se o assunto é a Copa do Mundo que foi realizada no Brasil no ano de 2014, ela também rendeu bons frutos para a gastronomia local, deixando o seu legado e fortalecendo perante os estrangeiros diversos pratos que são comercializados pelo país. Os bons resultados foram capazes de abranger vários estabelecimentos. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), por exemplo, o movimento nos bares aumentou cerca de 25%. Nas regiões que são mais frequentadas por pessoas de fora do país, este número foi muito maior, inclusive, e chegou a 200% de incremento.

Curiosidades

A gastronomia brasileira tem recebido também vários elogios ao redor do mundo, de grandes nomes relacionados ao segmento. O chef Michel Roux Jr, que é também apresentador da BBC, chegou a afirmar, inclusive, que quando se trata de comida, o Brasil é um dos lugares imperdíveis. Ele ressaltou que gostaria de vir ao país para que pudesse conhecer pelo menos dois restaurantes brasileiros que compõem a lista dos 50 melhores do mundo. O profissional frisou o Maní, que é comandado por Helena Rizzo e também por Daniel Redondo, e o D.O.M, de Alex Atala.

Outro destaque para a culinária local está relacionado às ações na área que são promovidas por todo o Brasil e que conseguem atrair diversas pessoas. No ano de 2016, por exemplo, dos 800 eventos que foram cadastrados no Calendário Nacional de Eventos, mais de 100 deles estavam relacionados ao engrandecimento da gastronomia.

Artigo anteriorDesconstruir para reconstruir
Próximo artigo“Centavos fazem a diferença”
A redação da Food Service News através deste canal, pauta assuntos de cunho financeiro e informativo, nossas matérias abordam novidades do mercado, tendências, dicas e oferecem entrevistas exclusivas. Além disso, a revista está sempre inovando e antecipando tendências, trazendo um conteúdo indispensável para quem deseja investir e saber mais sobre o segmento.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA