|
Restaurantes mudam cardápio e treinam garçons
Em BH para uma temporada de sete dias, a taiuanesa Pi-Jen Lin, de 50 anos, não conseguiu entender o cardápio em alguns restaurantes e não havia quem o explicasse. Resultado: não comeu o que desejava. “Na rua, também não encontrei quem me desse informações básicas em inglês. Para a Copa, acredito que a população deveria saber se comunicar ao menos em inglês, que é a língua universal. Afinal, turistas do mundo inteiro virão”, diz.
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Nonaka, adianta que o segmento já está alterando seus cardápios. São 5 mil estabelecimentos que, por orientação da entidade, vão se adaptar. “Vamos também oferecer cursos de manipulação de alimentos e de atendimento”, explica.
O Sindicato dos Hotéis (SindhoRB) tem inscrições abertas até o dia 30 para cursos gratuitos de inglês e espanhol. As informações estão no site da entidade (http://www.sindhorb.org.br). Presidente da entidade e integrante do Conselho Municipal de Turismo, Paulo César Pedrosa diz que não basta, contudo, o esforço do setor para melhorar o atendimento, pois falta programação para prender o visitante em BH.
A capital se consolidou como importante polo de turismo de negócios, com até 100% de ocupação nos hotéis de segunda a sexta. Nos fins de semana, o percentual cai para 55%. “Quem vem para congressos e atividades profissionais quer também se divertir, mas é obrigado a embarcar para Ouro Preto ou Mariana. A prefeitura não investe em festivais e programação para o turista”, reclama, dizendo que a tarefa tem sobrado para a iniciativa privada.
Jeitinho
Na avaliação do professor de turismo Cristiano Lopes, o comércio da capital terá de aliar a capacitação ao jeitinho brasileiro, pois, em pouco mais de três anos, “não dá para mudar tudo”. Ele explica que, certamente, a cidade não terá como modernizar os bares, revolucionar o transporte público, fazer os índices de violência despencarem e mudar o padrão do serviço das operadoras de telefonia. “Minha grande aposta é que a cordialidade do brasileiro conquiste o turista. É claro que isso não basta, mas deve-se casar isso à técnica e à qualidade do serviço”, aposta.
(Fonte: Abrasel)
|