Food service é um negócio de gente

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Muito frequentemente, me pego discutindo com colegas de mercado sobre qual a essência do food service; habitualmente, as pessoas correm para dizer que é o alimento, a alimentação, mas me permito discordar.

Para mim, o negócio de food service tem na essência simplesmente pessoas; não porque o consumidor é uma pessoa – até porque assim o é toda a relação B2C – mas porque tudo o que chega até este consumidor é síntese da produção humana.

A comida, o atendimento, o ambiente, tudo o que imaginamos compor a experiência de um consumidor no estabelecimento foi concebido e produzido por pessoas.

Costumamos defender junto a nossos parceiros e clientes que o fator-chave para o crescimento acelerado dos negócios em food service é acelerar a geração de gente, de capital humano, aliás, numa velocidade maior do que a expansão do negócio.

A geração de um “estoque humano” deveria até fazer parte do plano de investimentos, tanto quanto comprar um imóvel, adquirir novos equipamentos, reformar o estabelecimento etc. E não interessa se vai ter que descartar algum excesso de gente preparada; mas não pode faltar.

Muitos defendem uma visão segundo a qual as pessoas são elementos numerificáveis dos negócios; até compreendo a visão, especialmente considerando que a “conta” pessoas significa mais de 20% de toda a receita bruta de um restaurante.|

Pessoas felizes no trabalho é ponto crítico para o sucesso e a rentabilidade deste negócio.
Os funcionários rendem mais e são mais fiéis, engajados, comprometidos, quando o ambiente de trabalho é limpo, claro, agradável; quando tem uniformes legais e limpos, quando há uma esfera de respeito, quando há direções claras, entre tantas coisas.

Há alguns anos, conduzimos uma sondagem no varejo alimentar e uma conclusão básica nos chamou muito a atenção – e parece atual ainda hoje: “em cada 100 pessoas, em média 3 delas são absolutamente boas e em média 3 delas são absolutamente más”.

Uma primeira leitura é que umas poucas pessoas jamais farão algo de errado, não interessa o estímulo que recebam; da mesma forma que o contrário, na mesma proporção.

Mas, acima de tudo, o mais importante é que 94% das pessoas estão em cima do muro, aguardando estímulos para penderem para o bem ou para o mal!

Ou seja, para quem acredita que as pessoas são o fator crítico de sucesso no food service, não há um minuto mais a perder; é necessário oferecer os estímulos certos, para colhermos e mantermos as melhores pessoas conosco.

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Fundador da Food Consulting e Food Experts, empresas especializadas em Foodservice, criador e titular do curso Gestão Estratégica de Foodservice na ESPM-SP há 10 anos e palestrante sobre o mercado de Foodservice e Alimentação, para várias das mais importantes empresas e associações do país; foi executivo de grandes empresas como Sadia, Ceval, Bunge, 3 Corações, entre tantas outras atuações profissionais de sucesso.

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