Eventos: Alimentação nos hospitais: nada de “sem graça”

VI Simpósio de Hotelaria Hospitalar MG apresentou números e tendências do segmento, que passa por diversas transformações

No último mês de agosto, foi realizado o VI Simpósio de Hotelaria Hospitalar MG. O encontro no Hospital Unimed, em Belo Horizonte, contou com várias palestras e levou aos presentes diversos números e informações importantes sobre o segmento.
Na palestra sobre gastronomia hospitalar, proferida pela empresa Massima Alimentação, foi ressaltada a importância da alimentação, não somente no que diz respeito à saciedade física, mas também como ela se relaciona com aspectos emocionais e também psicológicos.
Além disso, indo mais a fundo nesse assunto, quando se trata da alimentação hospitalar, os desafios podem ser ainda maiores. Um dos fatores para isso é que a boa aceitação gastronômica depende não somente da comida que está sendo servida, mas também de aspectos relacionados ao atendimento e que contribuirão para a diminuição do tempo de permanência do paciente no hospital.

Sendo assim, uma série de transformações pode ser vista nesses locais, que vêm sendo encarados de uma maneira bastante diferenciada. Antigamente, por exemplo, “comida de hospital” era praticamente sinônimo de algo sem qualquer atrativo. Hoje, na maioria das vezes, já não se pode dizer o mesmo. “Aquele estereótipo de que a comida do hospital é ruim não pode e nem precisa existir mais”, destaca Fernanda Sorelli, diretora de atendimento e resultados da Massima Alimentação. A profissional foi a responsável pela palestra “O Valor da Gastronomia Hospitalar na Jornada do Paciente” durante o evento.
Fernanda ressalta que são muitos os fatores que contribuem para que esse cenário se estabeleça de uma maneira cada vez melhor, eliminando aquela ideia de que os alimentos desses lugares são ruins. Um desses fatores está relacionado à profissionalização e também à presença de materiais melhores, que são utilizados em todo o processo.
“A alimentação hoje dos hospitais, com a presença do chef de cozinha, de bons equipamentos e processos alinhados à criatividade e à cultura organizacional de uma empresa, de bem atender, certamente vai contribuir para que a experiência do paciente seja positiva”, afirma ela. “A alimentação hospitalar também é capaz de agregar, por meio dos pratos servidos, acolhimento e aconchego, fatores benéficos aos próprios pacientes”, pontua.

“Para avaliar o período de atendimento hospitalar, as instituições passam a investir em pesquisas de satisfação. A jornada do paciente é hoje interpretada de forma diferente, já que engloba a frequência de experiências que o paciente teve durante o seu período de internação. Com isso, os hospitais passam a adotar um atendimento focado na excelência na prestação de serviços”, ressalta a profissional.

Segundo Fernanda, a experiência do paciente consiste em um esforço integrado, com qualidade, segurança, custo e resultados assistenciais. “Já a satisfação refere-se às expectativas do cliente em relação ao serviço de saúde, chamados de ‘momentos da verdade’. Dessa forma, o atendimento da satisfação é importante, pois há uma expectativa. No entanto, quando medimos a experiência, esta proporciona um direcionamento sobre como melhorar o processo de forma geral. Vale lembrar que os pacientes não julgam apenas os resultados clínicos, mas os cuidados durante o período de internação”, diz.

Tecnologia

Não é de hoje que muito se tem falado acerca dos avanços tecnológicos e sobre como eles são capazes de levar para o mercado mudanças profundas e constantes. No caso da alimentação hospitalar, essa realidade não é diferente. Em relação a essa área, Fernanda frisa que a tecnologia deve vir para associar dois fatores. Ela explica e detalha quais são eles.

“O primeiro, e mais importante, a segurança no processo da produção e a entrega das refeições, bem como, em segundo lugar, na otimização da mão de obra. As empresas devem pensar de que forma se consegue trabalhar melhor o processo de forma mais assertiva, com segurança e otimizando a mão de obra”, diz ela.

Mercado

As transformações que têm sido vistas na gastronomia dentro dos hospitais têm diversas razões de existir e estão relacionadas a uma área muito mais ampla, que é a da alimentação fora do lar como um todo. Nos últimos anos, diversas tendências têm mostrado toda a força delas nesse segmento. Além disso, os hábitos dos consumidores também estão mudando e isso envolve, muitas vezes, comer fora de casa com mais frequência. Os impactos de tudo isso são muitos e requer habilidade dos empreendedores envolvidos.

Fernanda ressalta que o cenário do food service é algo desafiador, de grandes transformações. “As empresas e os profissionais devem estar muito antenados e conectados nessas tendências e mudanças, para que o serviço venha a ser prestado com a máxima identidade de quem está comprando, seja o consumidor ou o cliente que contratou o serviço”, frisa ela.

Algumas dessas mudanças podem ser vistas, sobretudo, de acordo com Fernanda, na escolha das pessoas por alimentos que apresentam mais saudabilidade, comportamento que vem se intensificando nos últimos anos. “A questão dos orgânicos e dos alimentos naturais são fortes tendências na alimentação”, diz a profissional.

Cardápio

Outro aspecto que vem sendo bastante discutido na área de alimentação é a centralização do cardápio. Para Fernanda, esse fator é algo importante, uma vez que consegue ganhos processuais e de compras em larga escala “além da otimização dos processos, redução de desperdícios e controle do que está chegando nas unidades. Contudo, a centralização não pode significar o engessamento de um serviço. Lembrando que o que vai diferir hoje as empresas no mercado é a forma de como esse trabalho é prestado. A individualidade com a qual o serviço será desenhado para cada cliente e, portanto, a centralização, deve ser referente aos processos, mas não em relação à expectativa de cada cliente”, afirma a profissional.

“A alimentação hospitalar também é capaz de agregar, por meio dos pratos servidos, acolhimento e aconchego, fatores benéficos aos próprios pacientes”, pontua Fernanda Sorelli, diretora de atendimento e resultados da Massima Alimentação

Fernanda também menciona as principais interações entre a área de planejamento e operações. “O planejamento tem a função de obter o melhor cardápio, com o melhor custo, e também promovê-lo à operação que, a partir do momento que recebe a matéria-prima, tem a necessidade e o desafio de trabalhar da melhor maneira possível para uma individualização do produto final”, destaca ela.

Segundo a profissional, é necessário que todas as áreas estejam integradas e, sobretudo, que entendam que, acima dos departamentos, há um consumidor, que é o cliente que dita as regras. “O importante é que as áreas de planejamento, suprimentos, entre outras, conheçam, efetivamente, cada cliente, não apenas no contrato, mas de uma forma mais humana, na vivência da operação. Assim, quando o planejamento estiver executando o cardápio, obedecendo às questões contratuais, estará também compreendendo suas particularidades”, afirma.

Sobre

A Massima Alimentação atua há 18 anos no mercado. Atualmente, atende 17 unidades hospitalares e realiza mais de 3 milhões de serviços por ano.

Massima Alimentação
www.massimaalimentacao.com.br

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