DiPaolo história alicerçada

DiPaolo foca em ampliação e credita profissionais bem preparados como peças-chaves para o sucesso

DiPaolo

Ao longo de 22 anos de história, o DiPaolo vem construindo história na área de alimentação fora do lar. A casa retornou as suas atividades no mês de outubro, após passar por transformações e tornar-se ainda melhor para os consumidores. Nesta entrevista para a Food Service News, Paulo Geremia, sócio-fundador da rede, fala sobre os investimentos realizados, o mercado de alimentação fora do lar e as principais conquistas alcançadas.

Food Service News: Como a marca se estabeleceu ao longo do tempo?
Paulo Geremia: Criada na região da Serra Gaúcha, entre Bento Gonçalves e Garibaldi, a rede de restaurantes foi fundada em 1994. Ao longo dos anos, temperos e novos pratos foram adicionados ao cardápio, mas a simplicidade e a receptividade herdadas da cultura familiar foram ingredientes que se mantiveram e transformaram o atendimento em marca registrada. Somos reconhecidos pelo galeto assado na brasa de carvão, o que o deixa crocante por fora e suculento por dentro. Para acompanhar, massas, polenta, queijo à dorê, radicci com bacon, sopa de capeletti, pão colonial, salada de batata com maionese e diferentes cortes de carne formam o cardápio completo do local. Uma de nossas características é também a facilidade que o cliente encontra ao pedir os pratos que deseja e no momento em que preferir. Ao servir os alimentos em porções, evita-se que resfriem à mesa e se reduz, assim, o desperdício. Com a entrada do restaurante no sistema de alimentação de shopping center, contudo, foi necessário realizar alguns ajustes. Para oferecer comodidade e praticidade aos clientes, foi criado o sistema “Monte seu prato”, no qual são disponibilizados todas as carnes e acompanhamentos que a casa oferece, e a pessoa pode, livremente, escolher a combinação mais adequada naquele dia. A inovação trouxe resultados positivos, como maior satisfação dos clientes, aumento no número de pedidos, melhor fluxo de trabalho na cozinha e a descoberta de um sistema ideal para shopping center.

FSN: Quais foram as principais conquistas alcançadas?
PG: A conquista que prevalece é sempre a satisfação dos clientes. Depois, o fato de sermos uma referência regional em termos de atendimento. A Escola DiPaolo, projeto criado recentemente para padronizar nossa cultura e técnicas, também é uma vitória em nosso caminho. Voltando um pouco no tempo, nossa primeira conquista foi a elaboração de um cardápio que agrade o cliente e, depois, a padronização da produção de todos os alimentos que servimos: o capeletti, o radicci, a polenta, as massas etc. São conquistas de médio prazo que conseguimos replicar em todas as nossas 11 casas. Por fim, a formação de pessoas dentro do Grupo Casa DiPaolo é algo muito gratificante. Vê-las crescer e assumir posições de maior responsabilidade mostra nosso talento também em auxiliar no desenvolvimento de grandes profissionais. Destaco ainda os fornecedores conquistados. Eles são fundamentais na tarefa cotidiana de produzir com qualidade. Como consequência de tudo isso, veio a nossa expansão para fora da Serra Gaúcha e do Rio Grande do Sul.

DiPaoloFSN: Quais são os principais desafios de atuar na área?
PG: Em primeiro lugar, destaco as pessoas. Ter gente preparada e treinada é nosso maior desafio. São elas que representam a marca em cada detalhe. Depois, é corresponder às expectativas de satisfação do cliente. Desde o tempero, o sistema de serviço, a variedade, enfim, é desafiante tornar-se referência e manter o padrão. Outro desafio é fazer a equipe entender e incorporar essa responsabilidade como cultura, praticando-a no dia a dia.

FSN: E os benefícios?
PG: Existe um benefício social, porque empregamos e desenvolvemos muitas pessoas; existe o benefício turístico (de negócio e passeio); e o benefício de toda comunidade, que tem uma imagem que dá orgulho e representatividade a toda uma região e uma culinária. Além de preservar a culinária típica italiana, fazemos com que ela seja ampliada, mais divulgada, chegando em mais regiões do Brasil. São benefícios que atingem muitos.

FSN: Por que a empresa decidiu se renovar?
PG: Renovamos recentemente uma das casas, localizada em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, que foi a primeira unidade do Casa DiPaolo. O restaurante foi revitalizado e padronizado arquitetonicamente em relação às demais casas. O objetivo é sempre oferecer a mesma qualidade e atendimento em qualquer casa que o cliente procure.

FSN: Quais foram as principais mudanças?
PG: O espaço foi ampliado, recebeu tratamento acústico, as madeiras foram trocadas por madeira de pipa, que tem de 80 a 100 anos de vida (e agora durarão mais outros 100 anos), ampliação do Espaço Kids e maior uso dos nossos elementos característicos: pedra, madeira e bandeira da Itália.

FSN: Por que investir em um ambiente para as crianças?
PG: Para conforto da família e dos pais. As crianças costumam fazer uma refeição mais rápida e logo buscam com o que se ocupar. Com o Espaço Kids, os pais podem enxergar onde estão seus filhos ao mesmo tempo em que degustam a refeição com tranquilidade.

FSN: Como a ambientação influencia a experiência dos consumidores?
PG: Nós realmente acreditamos que também nos alimentamos por aquilo que vemos: ambiente agradável, com tratamento acústico, vista para a natureza, harmonioso (cor, madeira, pedra, elementos que combinem). Tudo isso porta uma experiência muito maior. Os clientes se lembram da avó, da mãe, se amplia sua experiência culinária. Resumindo, nós acreditamos que são três pontos fundamentais: o primeiro é a arquitetura, ser um local agradável, possuir uma imagem de casa boa (banheiros limpos etc.); o segundo é o atendimento; e o terceiro é o padrão e a comida. O cliente volta se foi bem atendido, mas, se foi mal atendido, a comida pode ser boa que ele não volta.

FSN: Como se destacar no mercado de alimentação?
PG: Tendo as pessoas certas, treinadas e preparadas, tendo foco no que vai fazer. O Olivier Anquier: fazer o produto com foco e, o que fizer, fazer bem feito, não precisa ter muita variedade, mas precisa ser bem feito. E tem que ser todos os dias, do primeiro ao último cliente, o padrão e a qualidade. O atendimento é primordial, ter pessoas preparadas, e ser verdadeiro: o que se fala tem que ser, o que se diz tem que acontecer. A propaganda precisa corresponder. O principal é ter a avaliação positiva do cliente, isso é o que forma o boca a boca e sua imagem no mercado.

FSN: Como você enxerga a área de alimentação fora do lar atualmente?
PG: Em muito crescimento. Existem dois motivos: primeiro é que as pessoas trabalham e não têm tempo para comer em casa; e outro é o entretenimento (festivo e negócios). O que mais cresceu para nós foi o primeiro, que começou com o expresso e depois o Belgaleto, porque muitas pessoas investem de 20 a 30 reais em uma refeição. Teve também o crescimento da classe econômica, é uma oportunidade de negócio e é uma tranquilidade para o consumidor. Defendo nossas refeições saudáveis, comida mais que lanche, vejo que agrada mais. E penso que vai crescer muito porque a população busca refeição como momento especial como era há 20 anos. Tanto é que as ofertas são maiores hoje. O setor está suprindo essa demanda com várias opções novas.

FSN: Quais são os planos da empresa em média e em longo prazo?
PG: O DiPaolo se organizou e se profissionalizou muito nos últimos anos com treinamento, com a Escola DiPaolo e, além disso, vem se preparando para abrir mais casas. Além do projeto Belgaleto, o restaurante pensa em ter casas do Rio Grande do Sul a São Paulo. Temos condições estruturais de chegar lá, passando por Santa Catarina – onde já estamos presentes –, e pelo Paraná. Logisticamente, é possível. A empresa está se preparando com treinamentos para conseguir chegar até São Paulo em médio prazo. Em longo prazo, esperamos e planejamos mais de uma unidade em São Paulo e também a presença em Brasília. O DiPaolo prioriza sempre a solidez daquilo que já existe. É preciso manter as casas atuais em boa performance e constante melhoria. É isso que permite um próximo passo seguro.

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