De olho na funcionalidade

De olho na funcionalidade

Com o aumento da eficiência na comunicação e a globalização da informação após o advento da internet, entre outros fatores, as novas tendências de consumo e sua materialização em novos hábitos se tornaram muito mais frequentes e rápidas do que eram há alguns anos.

Mudanças relacionadas ao comportamento do consumidor, que levavam 20 anos para ocorrer, hoje podem se tornar significativas em meses.
Para a indústria de alimentos, os temas Nutrição e Saudabilidade não são tão recentes como para o Food Service, já que tiveram suas primeiras iniciativas, de forma organizada, nos anos 20 nos Estados Unidos e nos anos 40 no Brasil. No entanto, quando falamos em Serviço de Alimentação ou Alimentação fora do Lar, o tema Saudabilidade passou a ganhar relevância apenas nos anos 90. De lá para cá, vários fatores influenciaram o crescimento do conceito e a transformação da tendência em novo hábito de consumo. Entre eles, podemos citar o aumento da expectativa de vida e a mudança dos padrões de alimentação decorrentes de diversos fatores sócio-econômicos e culturais.

Estudo realizado recentemente pela Euromonitor mostra que o crescimento no consumo de alimentos saudáveis no Brasil foi de 82% entre 2004 e 2009 e que, em 2014, já deve movimentar U$21,5 bilhões no mercado. Desta forma, o que para muitos ainda era dúvida se mostra uma realidade com tendência de crescimento expressiva e evolução conceitual e de aplicações aceleradas.

Nos mercados mais desenvolvidos, o Food Service já acompanha a Indústria e a necessidade em atender as novas exigências de consumo relacionadas ao conceito. É neste cenário que se pode notar a nova forma de leitura do conceito de Saudabilidade associada à funcionalidade dos alimentos.

Na feira anual da Associação Americana de Restaurantes (NRA) deste ano, a especialista em estudo de tendências para o segmento de Restaurantes, Nancy Kruse, apresentou a evolução dos alimentos saudáveis em 4 fases, sendo a última delas a nova tendência e realidade nos maiores mercados:
Fase 1: Alimentos com menos substâncias prejudiciais à saúde (menos açúcar, menos gordura, menos sódio etc)
Fase 2: Alimentos enriquecidos com vitaminas e nutrientes
Fase 3: Alimentos adicionados de ingredientes funcionais (grãos, microagentes etc)
Fase 4: Alimentos Funcionais, sendo estes os alimentos que possuem como atributo principal os benefícios que trazem para quem os consome.

Com o aprendizado sobre o tema “Alimentação Saudável” e a preocupação crescente com aspectos associados à saúde, o consumidor passou a demandar praticidade na sua escolha e a valorizar muito mais a finalidade do alimento do que o que está agregado nele. Como a ausência de elementos prejudiciais à saúde passou a ser premissa e não mais diferencial, o consumidor passou a ter como preocupação apenas o objetivo que tem com o produto.

Exemplos disso são os sucessos recentes das bebidas energéticas, dos sucos Detox e dos Iogurtes funcionais.
Redes importantes nos Estados Unidos já substituíram a estratégia de abordagem do consumidor, entenderam a tendência e passaram a ter em seus menus produtos com ingredientes ou conceitos funcionais como diferenciais.

O tema está evoluindo e a linguagem mudou. Fique de olho.

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