Dark Kitchens

Dark Kitchens

O mercado de delivery continua com muita tração e seguramente crescerá acima da média do food service em geral por muitos anos. É assim em quase todo o mundo e já experimentamos esse movimento no Brasil há um bom tempo.

Quando pensamos no delivery, quase sempre falamos sobre qual a solução de vendas e de entregas – aplicativos próprios versus marketplaces, motos, carros e agora patinetes – sobre desafios urbanos e das taxas de serviço, e assim por diante.

Mas há também assuntos que estão andando de certa forma um pouco abaixo do radar e vamos falar um pouco hoje de um deles – o surgimento e crescimento das Dark Kitchens.

As Dark Kitchens são operações de food service (se preferirem, podem chamar de restaurantes), com toda a estrutura de back of the house, mas sem o front of the house.

Fazendo uma certa simplificação, são operadores que têm a estrutura de cozinha e alguma de gestão, mas não contam com o salão.

Assim, os consumidores não vão até o local. Essas estruturas são voltadas basicamente ao atendimento de pedidos e suas respectivas entregas e, em sua maioria, são compartilhadas por diversas marcas e especialidades num mesmo lugar, que, em sua maioria, compartilham também as mesmas soluções de delivery.

De cara, dá para localizar algumas vantagens e benefícios do modelo de negócio: menores investimentos imobiliários e de instalação em geral, menor tempo e complexidade para se instalar e iniciar as operações, custos menores e mais eficientes.

O compartilhamento também traz outros ganhos importantes, como sinergias operacionais, ganhos de escala, intercâmbio de know-how, tecnologia e por aí afora.

No final das contas, estamos falando de especialização, de eficiência e qualidade, de fazer bem aquilo que se sabe fazer.

Outro destaque: as Dark Kitchens não são soluções interessantes apenas para grupos de operadores e marcas independentes que não possuem lojas físicas abertas ao consumidor. É crescente a utilização de Dark Kitchens também por marcas famosas que desejam operar no delivery mas não necessariamente desejam ter lojas tradicionais abertas ao consumidor.

Sejam marcas conhecidas ou estreantes, é fato que as Dark Kitchens permitem a elas ampliar a cobertura de públicos e regiões, melhorar o atendimento, testar mercados e conceitos, e por aí afora, com as vantagens que citamos anteriormente.

Vale a pena acompanhar a evolução das Dark Kitchens aqui no Brasil, como está ocorrendo mundo afora.

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Fundador da Food Consulting e Food Experts, empresas especializadas em Foodservice, criador e titular do curso Gestão Estratégica de Foodservice na ESPM-SP há 10 anos e palestrante sobre o mercado de Foodservice e Alimentação, para várias das mais importantes empresas e associações do país; foi executivo de grandes empresas como Sadia, Ceval, Bunge, 3 Corações, entre tantas outras atuações profissionais de sucesso.

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