Combinação triunfal

A combinação é antiga, datada do início do século XIX. Chocolate e avelã, numa proporção de 70% do primeiro ingrediente, complementado com 30% do segundo, e pronto: está feita a gianduia.

As primeiras informações que se têm notícia dessa pasta datam seu surgimento de um período em que o preço do cacau estava muito elevado. Com o bloqueio continental imposto por Napoleão Bonaparte à Europa, no início dos anos 1800, o cacau passou a ser um item escasso, elevando absurdamente seu valor e, portanto, produzir chocolate apenas com ele era muito mais custoso.

Em função disso, confeiteiros italianos começaram a acrescentar avelã (muito comum na região de Piemonte) ao chocolate para que a mistura rendesse o máximo possível. Esta pasta recebeu o nome de gianduia, em referência a uma marionete usada em desfiles de carnaval na Itália e que representa a região de Piemonte, de onde vinha esse avelã.

Inicialmente, ela era usada como alimento energético, mas, posteriormente, a dupla Paul Caffarel e Michele Pochet – donos da tradicional fábrica italiana de chocolates Caffarel – passaram a confeccionar, em 1852, doces com a famosa pasta. Esses doces foram batizados de Gianduiotto. A partir de então, a gianduia passou a ser utilizada na confecção de bombons e sobremesas.

Entretanto, com o passar do tempo, a ideia de restringir a quantidade de cacau e acrescentar avelã à receita do chocolate, para baratear sua produção, voltou a ser utilizada. Em tempos de falta e racionamento de recursos em função da Segunda Guerra Mundial, o confeiteiro Pietro Ferrero, fundador da fábrica de chocolates Ferrero, utilizou os mesmos avelãs de Piemonte para criar, em 1940, na cidade de Alba, o produto que hoje conhecemos mundialmente como Nutella é comercializada.

Na receita original de Pietro Ferrero, um pão de chocolate era feito com avelã, leite, açúcar e algumas sementes de cacau. Hoje em dia, segundo a empresa, sua pasta de Nutella é composta por 13% de avelã. O produto chegou ao Brasil em 2005 e, atualmente, está presente em 75 países. Por aqui, Nutella é comercializado em embalagens de 15, 150 e 350 gramas.

A torta de gianduia da Mr.Bey

A Mr. Bey Sobremesas Premium, por sua vez, possui a Torta Gianduia Trufada em sua linha Food Service. Esse produto apresenta base de biscoitos, com recheio de creme holandês, mesclados com duas camadas de gianduia e trufas, polvilhado com chocolate em pó e enfeitado com trufas de chocolate. Para consumi-lo, basta retirar do congelador e deixar na geladeira por duas horas, até atingir a consistência desejada.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, não há diferenciação de preço entre produtos com e sem gianduia, fazendo com que a torta trufada com gianduia seja vendida pelo mesmo preço dos demais alimentos semelhantes. Além disso, segundo dados da assessoria, a Torta Gianduia Trufada é responsável por 4% do total de itens produzidos pela Mr.Bey.

A empresa espera intensificar a fatia do produto dentro do mercado em 2014. “Nosso objetivo é aumentar a participação do share de mercado e divulgar a nossa marca”, afirma Henrique Lima, gerente de marketing da empresa.

Henrique Lima ainda aponta que participações em feiras especializadas, materiais em pontos de venda, marketing por e-mail e degustações estão entre as principais ações de marketing que a Mr.Bey desenvolverá ao longo deste ano para promover seus produtos.

Investimentos

No caso da Kopenhagen, do Grupo CRM, destacam-se a caixa de bombons gianduia, de 250 gramas, o tablete ao leite com ganache de gianduia, de 100 gramas, e o bombom cristal gianduia, com aproximadamente 12 gramas cada unidade.

A Kopenhagen acredita que a gianduia é um produto conhecido, mas que seu sabor único o torna um alimento consumido apenas por um público limitado. “A gianduia é um chocolate mundialmente conhecido, porém, por ter um sabor específico, a procura não é tão grande. Entretanto, para as pessoas que apreciam e para os conhecedores de gianduia, é um produto diferenciado”, afirma o gerente de marketing e inovações do Grupo CRM, Orlando Glingani. Ele demonstra otimismo em relação a expansão deste doce. “O consumo de gianduia vem crescendo, em especial no seguimento de sorvetes artesanais, o que faz com que o creme seja mais conhecido. Porém, ainda é um nicho”, afirma.

O processo de fabricação da pasta de gianduia na empresa do Grupo CRM utiliza avelãs importadas e selecionadas, e, no geral, é composta por 70% de chocolate e 30% de creme de avelã. Para Glingani, a pasta de gianduia entra em perfeito acordo com alguns tipos de vinhos. “Ele [gianduia] tem um sabor característico, onde as harmonizações preferencialmente são feitas com vinhos do porto e vinhos fortificados”, frisa.

Caffarel
www.caffarel.it

Ferrero
www.ferrero.com.br

Mr.Bey
www.mrbey.com.br

Kopenhagen
www.kopenhagen.com.br

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