Capa: O segredo das STARTUPS

Startups se destacam e conquistam alta lucratividade focando o mercado de alimentação

Yuri Gitahy, especialista em startups, participou e respondeu em uma matéria da revista Exame, da Editora Abril, uma das definições mais atuais e pertinentes sobre o que é uma startup: “uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”.

Iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento é o desejo de muitos, seja de qual área for. A diferença de uma organização comum (tradicional) para uma startup é justamente o empreendedor idealizar um projeto diferente, talvez inovador, e que possa dar dinheiro.
No ramo do food service, não poderia ser diferente. Um setor em franca expansão no Brasil atrai muitos curiosos, mas também diversas pessoas dedicadas a se entregarem a um negócio que pode ser ambicioso, inédito e bastante lucrativo. Dessas tentativas, várias foram frustradas, mas algumas se destacaram e se posicionaram no mercado, firmando raízes saudáveis até hoje. Essas são as histórias de sucesso de algumas das startups que se destacaram no food service.

Destaque
Enzo Donna, diretor da ECD, consultoria especializada em food service, frisa que hoje o conceito de startup está focado em duas frentes do mercado de food service: no lado da demanda, com o surgimento de vários aplicativos para encomendar refeições encabeçadas por algumas empresas já conhecidas e citadas posteriormente, e outra frente que ele vê crescer é pelo lado das compras de mercadorias para restaurantes. “Ainda tem espaço para o assunto ‘gestão dos estabelecimentos’, onde existem várias oportunidades, mas vejo pouca startup na área de produção inovadora de ingredientes no food service como com relação à mão de obra, onde não tenho visto iniciativas nesse sentido”.

O Apptite é o primeiro marketplace de comida caseira do Brasil

Pioneirismo
O Apptite é o primeiro marketplace de comida caseira do Brasil. “Estamos ajudando pequenos produtores de comida a realizarem seus sonhos de empreender no ramo da gastronomia. Atualmente, empreender não é fácil e demanda um elevado capital para, por exemplo, quem quer abrir seu próprio restaurante, mas, com o Apptite, o chef, cozinheiro ou cozinheira consegue oferecer seus pratos, doces, snacks etc. rapidamente para seu público se deliciar com os produtos caseiros e artesanais de cada um desses profissionais”, apresenta Roberto Kanitz, diretor jurídico da startup.

O Apptite pretende organizar a economia colaborativa da comida no Brasil. A empresa quer organizar as refeições domésticas e corporativas aliando a potencialidade de empreendedores locais. “Nossa meta é crescer vendas em três vezes este ano e expandir para outras cidades, uma vez que atualmente estamos concentrados na cidade de São Paulo. Nosso foco e, também, maior dificuldade, atualmente, é divulgar o conceito do Apptite para novos usuários e fazê-los testarem uma primeira vez, pois a partir da primeira compra, há uma enorme recorrência, pois o cliente compreende rapidamente os benefícios de se comer uma comida saborosa, fresca, feita com carinho e a um preço acessível”, explica Roberto.

CEO e co-fundador do ChefsClub, Guilherme Mynssen (esq.), e o fundador do Grubster, Pedro De Conti (dir.)

Quando o Apptite foi concebido, a equipe pensou em um exemplo de ter um chef faturando R$ 4.200 por mês – esse era o objetivo. Nos últimos meses de 2017, o Apptite presenciou dez chefs faturando em média, nos últimos três meses, mais de R$ 4 mil, sendo que quatro cozinheiros (as) faturaram mais de R$ 7.000/mês. “É muito gratificante ver que o Apptite pode ser um motor de geração de renda, transformando a vida de alguns, principalmente em um momento do Brasil que se procuram novas oportunidades”, orgulha-se. O Apptite empodera o cozinheiro e possibilita o cliente acessar diretamente uma comida de qualidade e feita com cuidado.

Referência
“O ChefsClub já é referência em alimentação fora de casa. Com a fusão com o Grubster, aplicativo de reservas de mesas em restaurantes, nos consolidamos como o maior player do segmento e caminhamos para nos tornamos o iFood de comer fora de casa. Ou seja, o aplicativo a ser usado sempre que alguém pensar em sair para comer”, diz Guilherme Mynssen, co-fundador e CEO do ChefsClub.

O ChefsClub foi idealizado pelo carioca Fabrizio Serra em 2011, enquanto ele cursava seu mestrado em Copenhague, na Dinamarca. Inspirado em um serviço local chamado MenuCard, que oferecia benefícios em restaurantes parceiros selecionados para seus associados, Fabrizio imaginou que um modelo similar poderia funcionar no Brasil. Assim, o modelo de negócio do ChefsClub foi desenvolvido enquanto ele terminava seus estudos na Europa, com a ajuda de outros três empresários dinamarqueses, responsáveis por TI, design e departamento administrativo, e um amigo brasileiro, Guilherme Mynssen, atual CEO da empresa.

Guilherme foi o responsável por estruturar uma equipe local formada por quatro pessoas para iniciar as operações da companhia no Rio de Janeiro, e o ChefsClub foi inaugurado em maio de 2012. Atualmente, o clube oferece aos assinantes benefícios de até 50% de desconto em dias e horários selecionados nos restaurantes parceiros. Assim, os sócios têm a oportunidade de ir a excelentes restaurantes com maior frequência sem sentir tanto o peso financeiro e ter um atendimento de qualidade.

“Nossa prioridade é a qualidade da experiência que proporcionamos aos sócios. Focamos, a princípio, em restaurantes mais qualificados, que possam oferecer uma experiência gastronômica marcante para os clientes. Assim, somos bem criteriosos com o tipo de restaurante que entra para o clube”. Um caso de sucesso da startup é o restaurante Pobre Juan, que tem fluxo de mais de 1.500 clientes ChefsClub por mês em somente uma unidade. E milhares de usuários que economizam mais de R$ 100 por mês pagando R$ 179,90 por ano.

Plataforma
“Como nutricionista, sempre me incomodou saber que cerca de um terço dos alimentos produzidos acmaraba no lixo. O Brasil desperdiça 42 mil toneladas de alimentos por dia, que representa um prejuízo de 26 milhões de dólares por dia. Pensando nisso, a Food Finder surgiu de um desejo de diminuir as perdas na indústria de alimentos, causadas por diversos motivos, como falhas de planejamento de produção, fracasso nas vendas, entre outros fatores. Os excedentes de produção acabam destinados ao descarte, o que representa um prejuízo à cadeia toda de abastecimento, o que acaba resultando negativamente no bolso do consumidor”, conta Gillian Alonso Arruda, CEO da startup.
Visando solucionar esse problema, a Food Finder criou uma plataforma para conectar a indústria ao setor de food service e é destinada à comercialização dos produtos com vencimento próximo, ofertados com descontos bem atrativos.

“Nosso principal desafio é conciliar as quantidades mínimas de faturamento às demandas do mercado. Por essa razão, nosso foco é no mercado de food service, pois as empresas transformam grandes volumes de alimentos, podendo se beneficiar das ofertas diretamente das indústrias. A escalabilidade oferecida pela plataforma Web proporciona o rápido aproveitamento dos produtos, antes de terem seus prazos de validade vencidos”.

A equipe Food Finder iniciou o projeto piloto no segmento de alimentação coletiva, mas sua meta é chegar até o fim do ano com uma diversidade de produtos que atenda os diferentes segmentos do food service, pois sabe que os bares, hotéis, restaurantes, fast foods, entre outros, possuem particularidades bem específicas.

A plataforma é robusta, de fácil utilização e centraliza todas as informações do produto: quantidade do lote, pedido mínimo, preço convencional e com desconto, data da validade e informações técnicas.

Inovação
O iFood foi criado em 2011 e hoje é uma das mais inovadoras foodtechs do mundo, líder em delivery online de comida na América Latina com 6,2 milhões de pedidos mensais. De origem brasileira, está presente também no México, na Colômbia e na Argentina. No aplicativo, o usuário tem acesso a uma enorme diversidade de restaurantes e tipos de culinária, pode comparar preços e promoções em tempo real e ainda escolher entre diversas formas de pagamento, com total liberdade e facilidade. Para os restaurantes, o iFood serve como um consultor de negócios.

“Nós conseguimos compartilhar dados e informações muito ricas para os restaurantes. Temos um time de tecnologia que trabalha focado para entregar as melhores soluções a eles. Podemos passar informações como se a taxa de entrega está dentro do recomendado para a região, quais são os pratos mais buscados naquele local e até quais são as regiões ideais para abrir uma nova loja, de acordo com a oferta e procura. Somos uma empresa que cresce três dígitos por ano e está focada em entregar as melhores opções de serviço para os restaurantes e consumidores”, destaca Roberto Gandolfo, diretor de Delivery, Comercial e de Operações da companhia.

Devido à grande base de dados que o iFood tem, ele pode fornecer informações valiosas para seus parceiros. “Temos, por exemplo, uma geógrafa no nosso time de tecnologia, que analisou mapas de ruas e bairros para entender como os restaurantes poderiam otimizar suas entregas. Hoje, quando um parceiro entra para o iFood, já indicamos qual é a melhor área de entrega para ele”, exemplifica Roberto.

Esse é só um exemplo da consultoria que a empresa presta de graça aos seus parceiros. Além disso, busca criar soluções para beneficiar o mercado. Agora, a organização possui um marketplace chamado iFood Shop, que comercializa embalagens e insumos, com os melhores fornecedores nacionais, a um preço mais baixo, negociado pelo próprio iFood. Essa iniciativa foi criada pensando, principalmente, nos parceiros menores, que não conseguem negociar preços mais competitivos devido ao volume menor de compra. A média de economia é de 20% na compra de embalagens e insumos no iFood Shop.
O iFood Delivery foi outro serviço criado para o público de parceiros e oferece o serviço de entrega para os restaurantes que não possuem frota própria. Tem, também, o Meu Site, uma plataforma onde os restaurantes podem criar sites próprios, totalmente de graça. Roberto também conta que no iFood tem diversos casos de restaurantes que passaram a faturar mais depois que começaram a entregar pela plataforma.

“Eles crescem, em média, 50% nos três primeiros meses. Ao longo de nossa história, mais de 900 restaurantes já faturaram mais de R$ 1 milhão somente em pedidos pela plataforma”. O profissional cita o caso, por exemplo, de um restaurante de Contagem, em Minas Gerais, que chama American Burger. Camila, proprietária do local, começou seu negócio investindo R$ 600 e fazendo lanches. Sozinha, ela atendia o telefone, preparava os lanches, fazia as entregas dos pedidos e até o fechamento do caixa. Ninguém acreditava muito no seu negócio. E isso mudou a partir da entrada no iFood. Com os clientes que a plataforma trouxe, seu negócio alavancou, ganhando enormes proporções. Hoje, Camila possui cerca de 30 entregadores, com mais ou menos 70 funcionários e fatura R$ 5 milhões ao ano. Somente entre 2015 e o primeiro semestre de 2017, o iFood gerou cerca de R$ 4,5 bi aos parceiros. “É um crescimento bem expressivo para uma empresa que começou a operar em 2011 e continuou crescendo, mesmo em meio a um cenário econômico desafiador”, diz Roberto.

Entrega
Pii Chun, CEO & co-fundador da Marmotex, explica o que é a empresa. “Nós somos uma startup de serviço de entrega agendada de almoço durante o horário de trabalho para o cliente final, que nasceu em 2015 da necessidade dos fundadores de almoçarem juntos e aproveitarem melhor o horário de almoço”.
a
A solução da Marmotex é facilitar esse momento do almoço, levando uma refeição de qualidade na hora que o cliente precisar. Atua em quatro áreas: spot (venda avulsa para os colaboradores), reuniões de almoço (venda corporativa para os colaboradores), eventos (venda avulsa para pessoas físicas em eventos) e corporativo (venda corporativa para a empresa). O foco da Marmotex é ser referência na área de alimentação corporativa.
“Nossa meta é abrir uma terceira base até o fim do ano, passando a atender, além da Vila Olímpia, Morumbi/Berrini, também a região da Paulista – bairros de São Paulo”. A Marmotex participa de eventos como Campus Party, Case Pixel Show, Startup Weekend e vários outros. Utilizando a Marmotex como um canal de vendas, os restaurantes aumentam sua receita, aproveitando o tempo ocioso da sua cozinha, ampliam sua carteira de clientes e área de abrangência. Ao contrário de outras possibilidades oferecidas pelo mercado, na Marmotex, o restaurante não paga por nenhuma taxa mensal, de adesão ou de desistência, e a equipe está sempre trabalhando próximo a esses parceiros para gerar os melhores resultados.

Restaurantes e Fornecedores
O Meu Fornecedor é uma plataforma comercial entre restaurantes e os seus fornecedores de produtos e serviços. Juliano Moreira, um dos sócios da empresa, conta que a startup encontra e organiza essas empresas e profissionais para facilitar a rotina de compra e contratações dos gestores e empresários do ramo da alimentação. É muito difícil para o empresário da área de alimentação encontrar tudo o que precisa para seu negócio de forma clara e organizada. “Isso é o que estamos fazendo”.

O Meu Fornecedor ainda está engatinhando. Começou em outubro de 2017. E o empresariado do ramo da alimentação ganha o que com a utilização dessa startup? “Ganha comodidade e agilidade no momento de comprar produtos e serviços para seu restaurante”, responde o sócio.

Pedidos
Plataforma líder em pedidos de comida online na América Latina, o PedidosJá é um serviço que permite a visualização da oferta gastronômica disponível em uma certa região. Por meio de aplicativos e também de um site interativo, a empresa marca presença em todas as plataformas, propiciando ao usuário efetuar solicitações de comida por meio do site na web, site mobile e nos aplicativos disponíveis em iOS, Android, Windows Phone e também no iPad.

A empresa possui em seu portfólio mais de 15.000 restaurantes parceiros que entregam em domicílio, conectando-os com milhões de usuários. No Brasil, a organização conta com mais de 6.000 estabelecimentos cadastrados na plataforma em 200 cidades, o que torna o principal mercado de atuação da companhia. Além do Brasil, o PedidosJá opera na Argentina, Chile, Panamá, Paraguai e Uruguai. Seis anos após a criação, sua equipe de trabalho é composta por mais de 450 colaboradores.

Com mais de oito milhões de downloads desde o início das operações, o PedidosJá, em 2017, expandiu sua atuação latino-americana com a aquisição da Appetito24, líder no mercado do Panamá, e em processo de expansão na Costa Rica. Federica Hampe, Head of Communications & Brand da companhia, diz que o objetivo do PedidosJá é conectar milhões de usuários a centenas de restaurantes com delivery de comida de forma simples e rápida.

Além de permitir que essa conexão aconteça em apenas um clique, o PedidosJá oferece como benefícios a realização de pedidos de forma prática, segura e sem nenhum custo extra. Por meio do PedidosJá, o consumidor evita chamadas telefônicas e linhas ocupadas e ganha tempo visualizando o menu de opções com os preços atualizados e diferentes meios de pagamento disponíveis. Outra vantagem é o agendamento: os clientes que optam pelo uso do PedidosJá podem fazer uma pré-encomenda, ou seja, é possível realizar o pedido com antecedência.

Para quem não quer fugir de uma dieta mais regrada, ou tem uma agenda muito corrida, isso gera comodidade e permite a programação do horário das refeições. Já para os restaurantes, os benefícios vão desde o acesso a uma nova base de clientes, que utilizam regularmente a plataforma, até o gerenciamento da entrada de pedidos e processos de infraestrutura e logística.

Com a tecnologia da plataforma, o estabelecimento consegue receber solicitações simultâneas e não corre o risco de perder clientes porque suas linhas telefônicas estão ocupadas, por exemplo. “O PedidosJá coleciona alguns cases de sucesso, pois equipara as oportunidades de crescimento de grandes e pequenos restaurantes, além disso oferece aos parceiros de maneira colaborativa acesso à mídia de massa e tecnologia de ponta, possibilitando um crescimento exponencial. Podemos citar duas marcas que cresceram muito em pouco tempo: McDonald’s – crescimento de 200% nos primeiros seis meses online; SushiToGo – crescimento de 158% nos primeiros seis meses online”, conta Federica.

Trabalho
“O nosso maior objetivo é entregar aos clientes a melhor experiência gastronômica que se pode ter sem sair de casa ou sem colocar a mão na massa (literalmente). Trabalhamos para aquela pessoa que quer fazer um jantar romântico, mas não tem o tempo (ou talento), para os amigos que querem comer no restaurante mais badalado enquanto se divertem em casa, para o pessoal que está preso em uma reunião no trabalho, ou simplesmente para a pessoa que teve um dia complicado e quer uma boa refeição para relaxar. Enfim, as possibilidades são inúmeras, mas a ideia é sempre oferecer uma ótima experiência, aliada à praticidade, afinal a SpoonRocket opera em um tempo médio de 35 minutos, oferecendo uma opção sempre rápida aos clientes”, apresenta Roberto Gandolfo, CEO do SpoonRocket e diretor Comercial e de Operações do iFood.

A SpoonRocket nasceu em 2016, como spin-off (derivado) do iFood. Em um ano de operação, a plataforma cresceu de forma exponencial, atingindo mais de 1,6 milhões de pedidos. A marca oferece o serviço de logística para restaurantes de perfil premium. A SpoonRocket opera hoje nos maiores centros do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Campinas, Vitória, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, Recife, Fortaleza, entre outros).

Mercado
Marco Amatti, CEO da MAPA Assessoria, explica que as startups no food service agem como organizações exponenciais em determinado aspecto, utilizando conhecimento de nicho e habilidades em fazer com muita informação e sensibilidade a movimentação e tendências. São ligadas em movimentos de mercado e com agilidade para adaptações e mudanças.
“Para as novas gerações, o DIY (do it yourself) é determinante para a escolha, e muitas dessas startups têm isso no seu DNA”. Para Marco, é o futuro chegando. Esse ramo está em fase de transformação em formato, produto, ambientação, relacionamento com consumidor e propósito da própria empresa. “Quem não se ‘adaptar’ ou entender as mudanças tende a sair do mercado”, diz. A MAPA Assessoria é uma empresa voltada aos negócios em alimentação fora do lar.

APPTITE
www.apptite.com
CHEFS CLUB
www.chefsclub.com.br
ECD
www.ecdfoodservice.com.br
FOOD FINDER
www.foodfinder.eco.br
IFOOD
www.ifood.com.br
MAPA ASSESSORIA
www.mapaassessoria.com
MARMOTEX
www.marmotex.com
MEU FORNECEDOR
www.meufornecedorapp.com.br
PEDIDOS JÁ
www.pedidosja.com.br
SPOONROCKET
www.spoonrocket.com.br

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA