2018: ano de oportunidades

Fortificação alimentar, saudabilidade, criatividade publicitária, plataformas digitais, capacitação das equipes, redução do desperdício. Qual o caminho?

Com a proximidade de um novo ano, diversas são as expectativas relacionadas ao período. Muitas empresas já organizam ações diferenciadas pensando nessa nova fase. Além disso, essa também é uma época em que várias organizações avaliam a própria atuação durante o ano corrente. A Food Service News preparou um material especial sobre o assunto. Entrevistamos diversas marcas que falam a respeito da atuação delas durante o ano de 2017 e sobre as perspectivas para 2018.

Planos
Para a Unilever, 2017 se encerra como um ano marcante para a organização. O destaque vai para as iniciativas que promovem uma nutrição mais sustentável. “Em linha com o Plano de Sustentabilidade da Unilever – que tem entre suas metas ‘Melhorar a saúde e o bem-estar de mais de 1 bilhão de pessoas’ -, nós apresentamos os ‘Cinco Compromissos de Nutrição Sustentável’ no qual transforma sua visão em realidade’”, ressalta a empresa.
E quais são esses princípios? A organização explica. “Bom para as Pessoas, Bom para o Planeta: oferecer alimentos nutritivos cultivados de forma sustentável, melhorando a vida de pequenos produtores, distribuidores e vendedores, e atendendo a demanda dos consumidores para uma alimentação mais saudável; Saúde & Bem-Estar: oferecer soluções que permitam que as pessoas adotem dietas mais saudáveis, incluindo em seu dia a dia alimentos que atendam aos mais altos padrões nutricionais – com menos sal, gordura e açúcar e mais verduras, legumes, alimentos naturais, integrais e óleos saudáveis. Disponibilizar nas embalagens informações claras, de forma que a escolha mais saudável se torne também a mais fácil; Fortificação Alimentar: oferecer alimentos fortificados para ajudar a combater as deficiências nutricionais; Culinária Nutritiva: incentivar as pessoas a cozinharem refeições mais saborosas e nutritivas, com ingredientes variados, que se adequem aos seus estilos de vida e orçamento familiar; Redução do Desperdício Alimentar: reduzir o desperdício de alimentos e embalagens do campo à mesa”, destaca.
Ainda em linha com o compromisso de ofertar aos consumidores alimentos que são saborosos, que fazem bem e que são produzidos de uma maneira que é sustentável, a Unilever também anunciou a aquisição da Mãe Terra, companhia brasileira de alimentos naturais e orgânicos. “Além de fortalecer o nosso portfólio de alimentos e acelerar a expansão nos segmentos de produtos naturais e orgânicos, que crescem de forma importante no Brasil, o negócio permitirá trazer alimentos saudáveis e nutritivos a um número ainda maior de pessoas”, afirma a empresa.

Para se ter uma ideia em relação ao assunto, as marcas sustentáveis da Unilever cresceram de uma forma 50% mais rápida do que o restante do negócio. No ano de 2015, 12 marcas, das 40 principais, eram sustentáveis. Atualmente, são 18. Entre elas, duas tiveram um papel de fundamental importância dentro do plano de nutrição sustentável da organização: Knorr e Hellmann´s.

“A primeira, com a campanha ‘Me Conheça Melhor’, que tinha como foco a origem natural e sustentável dos ingredientes dos seus produtos, reafirmando o compromisso da marca com a transparência e mostrando todo o seu comprometimento com um mercado de alimentação mais responsável. Além disso, a marca trouxe para o mercado brasileiro uma série de novos produtos que reafirmam o compromisso da Unilever com a naturalidade dos seus produtos. São quatro lançamentos somente no segundo semestre deste ano, com produtos inovadores como a nova linha de temperos em pó que possuem até 25% menos sódio e maior quantidade de ervas, as novas refeições rápidas sem adição de glutamato monossódico, a linha de temperos em moedores com ingredientes 100% naturais, e para fechar o ano, a marca ainda apresenta o seu molho de tomate desidratado, inédito no mercado”, ressalta a Unilever.

A Hellmann’s, por sua vez, comemorou 55 anos de liderança e de atuação no mercado local, com um posicionamento novo, voltado para a naturalidade dos ingredientes com que é feita, provenientes de fontes que são sustentáveis, conforme relata a empresa. “Em uma campanha totalmente transparente, Hellmann´s afirmou o seu comprometimento com o uso de ovos caipiras e óleos provenientes de fazendas sustentáveis. E para reforçar os atributos de naturalidade e sabor, a marca lançou a sua nova variante com Azeite de Oliva extra virgem, apoiando o portfólio com um produto premium e diferenciado.

Para a linha de ketchups, Hellmann´s trouxe uma formulação pensada no paladar único do consumidor brasileiro, já que são preparados com tomates provenientes de fontes 100% sustentáveis, com um sabor mais natural”, afirma.

A Unilever também frisa que a missão sustentável da companhia se baseia na melhoria constante das práticas agrícolas que equilibram as necessidades das pessoas, do planeta e de negócios. “Atualmente, a população mundial passa por um grande desafio em relação ao sistema alimentar. As previsões indicam que, em 2050, a população alcançará a marca de nove bilhões de pessoas – o que significa que, nos próximos 40 anos, serão consumidos mais alimentos do que tudo o que foi consumido nos últimos 10 mil anos”.

A empresa exemplifica com o fato de que, no Brasil, 100% do óleo de palma que é usado na produção de sorvetes da Unilever é certificado pela Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO), “uma organização sem fins lucrativos com mais de três mil membros ao redor do mundo, que monitora a produção e o uso de terras, fertilizantes e água. Assim como a soja, certificada pelo Round Table on Responsible Soy (RTRS) do projeto Produzindo Certo, que tem como objetivo aumentar a produção sustentável de soja no Brasil e preservando a vegetação. Por fim, 100% do cacau utilizado na produção do sorvete Magnum é certificado pela Rainforest Alliance, que permite rastreabilidade na cadeia de suprimentos”, frisa.
Para 2018, a organização afirma que o foco irá se manter na melhoria do sabor e da qualidade nutricional de todos os seus itens alimentícios e, ainda, na promoção de uma agricultura que não apenas seja capaz de proteger o meio ambiente, mas que também ajude a melhorar as condições de vida de pequenos agricultores, de distribuidores e de varejistas através da agricultura inteligente. “Estamos confiantes de que suas iniciativas continuarão gerando crescimento e ajudando a atingir o grande propósito da companhia: tornar a sustentabilidade parte do dia a dia de todos”, ressalta a empresa.

A Unilever acredita que o crescimento do negócio tenha que gerar um impacto social positivo ao mesmo tempo em que se reduz o impacto ambiental. A marca ressalta que, desde 2010, com o lançamento do Plano de Sustentabilidade da Unilever, houve um progresso consistente em suas metas. “Nossos resultados demonstram que a atuação responsável dos pontos de vista social e ambiental faz bem para o negócio. Não há dúvida de que o Plano de Sustentabilidade da Unilever está fazendo com que sejamos mais competitivos e inovadores, além de ajudar a reduzir riscos e custos e, consequentemente, a aumentar a confiança na companhia e a criar valor para nossos acionistas”, afirma.
A empresa ressalta que, desde que lançou o plano de nutrição sustentável, está aprendendo que a sustentabilidade pode auxiliar a reduzir os custos, reduzir os riscos e, ainda, promover a inovação através da criação de um círculo virtuoso de crescimento. “E o resultado fala por si. Portanto, a manutenção do plano nos ajuda a ano a ano aumentar o volume de produção, além de reduzir o nosso impacto ambiental e aumentar o nosso impacto positivo na sociedade”, finaliza.

Oportunidades
Para a Áurea Alimentos, o ano de 2017 está sendo desafiador, mas, ao mesmo tempo, tem sido um ano de oportunidades, conforme destaca a gerente de marketing da marca, Schirlei Osmarini. A profissional relata que foi um momento de sentar e de reavaliar o portfólio e as estratégias, além de buscar de maneira incessante a integração da equipe para conseguir superar os desafios. Com isso, a empresa está colhendo melhores resultados no segundo semestre, como ressalta Schirlei, fruto da organização e dos novos direcionamentos implantados no primeiro semestre.

A profissional acredita que o maior desafio da marca foi a manutenção da carteira de clientes, diante do cenário econômico apresentado e, ainda, a busca por clientes novos e a consequente necessidade do fortalecimento de novos canais de venda.

“A empresa precisa focar a inovação; é o ir além de acompanhar as tendências ditadas pelo mercado, é trazer novidades para o segmento de atuação. A Áurea vem nessa linha, buscando se desafiar para entregar um portfólio cada vez mais estratégico para a equipe comercial poder trabalhar e que este esteja alinhado e venha suprir as necessidades dos nossos clientes. Queremos ser uma empresa completa dentro do nosso segmento, pois sabemos da importância e das facilidades que isso proporciona para o nosso cliente”, afirma Schirlei.

A marca está confiante em 2018 e acredita que terá melhores resultados do que em 2017; a estimativa é de um crescimento por volta de 15%. “O ano de 2018 será de muitos desafios para a Áurea. Estamos em processo de ampliação da capacidade produtiva, o que é muito bom, mas também desafiador, pois a empresa é obrigada a crescer na mesma proporção e de forma sólida, segura. Por isso, cada vez mais, precisa existir sinergia entre as equipes, sejam elas CLT e/ou terceirizadas e estas precisam estar com todo o gás e ter em mente que quem espera nunca alcança”, afirma. Ela também ressalta que é preciso “manter a equipe motivada e sem terceirizar a responsabilidade, assumindo os desafios junto com a empresa”.

Positivo
O ano de 2017 também foi positivo para a Xamego Bom. “Apesar da austeridade e instabilidade política, tivemos uma inflação controlada, com preços mais acessíveis, sem abrir mão da qualidade e praticidade que buscamos proporcionar aos nossos clientes. Com isso, conseguimos consolidar nossa atuação no mercado food service, através de parcerias técnicas e um atendimento personalizado. Juntamente, desenvolvemos parcerias extras, com fornecimentos de produtos similares a empresas terceiras através de marcas próprias e exclusivas”, afirma Peri Terra.

De acordo com o profissional, um dos maiores desafios enfrentados pela empresa foi crescer em um cenário de retenção do consumo, mantendo seus principais atributos como sabor, praticidade e preços competitivos. Terra destaca que a organização ganhou muito em 2017 com esse conhecimento adquirido, com a abertura de novos mercados, a aceitação e prazer encontrados pelos clientes e parceiros e em trabalhar com produtos e com serviços que apresentam qualidade, que são reconhecidos pelo mercado.
“Penso que a palavra inovação sintetiza bastante um dos principais diferenciais competitivos mercadológicos. Dentro desse conceito de inovação, acredito que ela deve vir para solucionar um problema ou dificuldade do cliente e por consequência do mercado. Várias empresas e startups criadas recentemente no ‘mercado do caos’ só chegaram ao rápido sucesso por focar realmente na solução de um problema, ou seja, não foram criadas observando seus concorrentes e, sim, solucionando o que não havia sido feito por eles anteriormente”, destaca o profissional. “Daí vejo a amplitude do conceito da palavra inovação, mais que tudo, como algo a ser inserido na cultura organizacional da empresa, sendo um valor sempre presente, tanto em produtos quanto em processos, consequentemente oferecendo esses ganhos aos seus clientes”, pontua.

O profissional ressalta que o que vê comumente são empresas tratando os seus concorrentes como inimigo, e que ele não consegue enxergar dessa forma. “Percebo que a concorrência só traz bons resultados, a nós como empresa e ao mercado como um todo, pois creio que, com menos concorrência, certamente a velocidade das mudanças e adaptações seria infinitamente mais lenta”, afirma.

Peri frisa, ainda, que outro fator necessário para se destacar no mercado, “apesar de parecer um pouco clichê”, é o privilégio de trabalhar com prazer e com amor, junto de uma equipe que conta com o mesmo pensamento.

Para 2018, as perspectivas da Xamego Bom são positivas, levando em consideração, conforme afirma o profissional, principalmente a capacidade do mercado de food service de se reinventar e também de se sair muito bem nos momentos mais difíceis. “Temos um plano de investimentos ambicioso para 2018, com a perspectiva de melhorias no cenário econômico, acreditando no aumento do consumo, principalmente no segmento alimentício. Teremos, inclusive, em 2018, lançamentos de produtos exclusivos para o canal food service”, ressalta. “De acordo com economistas especialistas em tendências para os próximos anos, teremos crescimento do produto Interno Bruto (PIB), com juros estáveis e inflação sob controle. Portanto, acredito que temos ótimos motivos, todos nós, para planejar um 2018 de ótimas oportunidades e resultados”, diz.

Trabalho
A Alibra, de acordo com Tiago Paschoini, gerente de vendas varejo e food service da organização, trabalhou fortemente este ano para que as metas mensais previamente definidas fossem cumpridas, levando a empresa ao alcance dos objetivos estabelecidos, o que, segundo ele, permite dizer que a organização está realizando um ótimo 2017.
“As oscilações de consumo e a diminuição da renda causada pelo desemprego fizeram com que a nossa criatividade na geração de campanhas para manutenção das vendas fosse aumentada, exigindo maior envolvimento de todos os departamentos da empresa. As adversidades demandam maneiras diferentes de se pensar e realizar, refrescando ideias e injetando motivação nos times. Tudo isso diminuiu o nosso tempo de resposta no desenvolvimento de novos produtos e também de produtos ‘taylor made’, feitos sob medida, conquista de novos clientes, atuação em mercados antes não explorados, aumento de vendas do mix de produtos e o fortalecimento da marca”, afirma.

Para o profissional, há diversos componentes que juntos possibilitam destaque às empresas no mercado. Ele destaca “entregas rápidas e pontuais, bom atendimento aos clientes, desenvolvimento de bons relacionamentos e parcerias comerciais, follow up de vendas, apresentação de novos produtos, serviços e soluções aos clientes, flexibilidade na criação de novos itens feitos sob medida para o mercado ou para clientes específicos, seriedade e constância nos negócios. Tudo isso aliado à qualidade dos produtos e a equipes de alta performance gerará resultados diferenciados”, diz. “Outra ferramenta que não pode ser deixada de lado é o benchmarking, pois entender o mercado de forma global é extremamente importante. Tudo isso associado a muito empenho, trabalho e dedicação faz com que algumas empresas alcancem posição de destaque no mercado”, pondera.
As expectativas da empresa para 2018, segundo o profissional, são as melhores possíveis. Ele relata que a marca investiu muito na ampliação e no treinamento da equipe comercial após estudo e preparo do planejamento estratégico e budget. A Alibra quer crescer acima de 35% em 2018, conquistando novos clientes e aumentando o seu portfólio. “Os sinais de melhora na economia são visíveis e esse fator nos ajudará a cumprir as metas estabelecidas. Acreditamos que teremos um ano muito próspero”, destaca.

“Todos os anos são bons. Desde o início do desenvolvimento do homem, as adversidades sempre estiveram presentes e, na maior parte das vezes, elas são muitas. Se não existissem as adversidades, o homem não teria desenvolvido muitas das suas habilidades e formas de pensar e agir. Os desafios em 2018 serão tão grandes quanto à ambição inserida na confecção das metas de crescimento para as empresas e departamentos. Teremos um ano com eleições para presidente da república, deputados e senadores, bem como a Copa do Mundo de Futebol, na Rússia”, diz. “A manutenção e ampliação da carteira de clientes, gerando boa rentabilidade às empresas, também continuará representando desafio em 2018, pois a concorrência está cada vez mais forte. Assim como no início desta resposta mencionei, volto a dizer: todo ano é bom! Tudo dependerá da maneira com a qual nós analisarmos e enfrentarmos cada desafio que aparecer. Estes gerarão aprendizados, pois nos farão pensar e agir de formas diferentes das demais que já havíamos consolidado em nossa mente. Todos os aprendizados são bons. Menciono aqui o livro ‘Quem mexeu no meu queijo’, de Spencer Johnson; é melhor agirmos já, antes que mexam no nosso queijo, e que possamos transpor os obstáculos vindouros encontrando novas fontes recheadas de bom queijo”, pontua.

Inovação
No ano de 2017, a Cargill contou com lançamentos específicos para o mercado de food service. A empresa inovou na relação com os distribuidores e apresentou um novo modelo comercial de negócios. Atualmente, a marca trabalha com alguns distribuidores e atacadistas locais, mas passará a ter uma “malha efetiva de distribuidores parceiros que contribuirão para um melhor atendimento regional e pulverização de produtos Cargill, sendo possível atender todo o país”, conta Clarisse Barreto, diretora de produtos de consumo e food service da Cargill Foods Brasil.

A profissional ressalta que, em termos de produtos, os três principais lançamentos da Cargill para o mercado de food service são: “Óleo de Algodão LIZA em baldes quadrados de 14,5 kg ou 15,8 litros. De sabor neutro e duas vezes filtrado, o novo produto é rico em ácidos graxos Ômega 6, composto essencial não produzido pelo organismo e que deve ser adquirido através de uma dieta balanceada e equilibrada. Extraído da semente, conhecida como caroço do algodão, o óleo apresenta um maior rendimento para fritura e mais economia, já que aguenta altas temperaturas sem perder suas qualidades.
Além disso, a nova embalagem facilita o manuseio, reduzindo o custo de frete e otimizando o estoque e o armazenamento. Ademais, está alinhada às práticas sustentáveis, uma vez que otimiza o espaço dos caminhões, reduzindo as viagens e, consequentemente, emitindo menos CO2; novas embalagens institucionais em sachê da linha de atomatados (molhos e extrato de tomate). As marcas Elefante, Pomarola e Tarantella, referência em extrato e molhos de tomate, estão disponíveis a partir de abril também nas embalagens de sachê 1,02 kg e 2 kg. Considerada prática, econômica e segura, a embalagem do formato sachê já tem grande representatividade no mercado de food service. Segundo dados da Nielsen C&C, essa embalagem é líder absoluta no momento da escolha na categoria molhos e no segmento extrato tem a mesma representatividade que a tradicional embalagem lata, graças à versatilidade e praticidade. Com a ampliação da linha, atenderemos todas as necessidades e continuaremos levando a mesma qualidade e rendimento para todos restaurantes e transformadores desse mercado; maior diversificação de embalagens institucionais de azeite. Em 2016, a Cargill se uniu a Borges Branded Foods em uma parceria para a comercialização de azeites Borges.

Juntamos o profundo conhecimento e tradição de Borges na categoria de azeites à excelência em execução da Cargill, entregando, dessa forma, a melhor solução para nossos clientes, e disponibilizamos ao mercado embalagens de 2, 3 e 5 litros, proporcionando economia, redução de custo de frete, facilidade no manuseio e armazenamento”, afirma.
Em relação aos desafios que foram vividos durante o ano, Clarisse ressalta que a logística ponto a ponto, a pulverização de clientes, o apoio técnico e a capacitação profissional do time comercial e dos operadores são os principais desafios que as empresas de alimentação precisam enfrentar, e criar soluções não somente para investir, mas também para não perder participação no segmento. “Porém, quando construímos alianças fortes e temos ao nosso lado bons distribuidores focados no mercado de food service, com equipe de vendas formada por especialistas do setor e treinada para o atendimento desses clientes, essas dificuldades são dissipadas. Para clientes que a Cargill atende diretamente (Key Accounts Food Service), atraímos vários tipos de clientes por meio de produtos de qualidade, equipe comercial e técnica devidamente capacitada e P&D focado em atender e sugerir novas soluções”, diz.

De acordo com ela, para manter o cliente fidelizado, não adianta apenas ter preços atrativos ou ser líder de mercado. É preciso, segundo Clarisse, levar um diferencial para que o consumidor continue no negócio hoje, amanhã e sempre. “É importante mostrar que nossos produtos não são obsoletos, que buscamos sempre inovação em termos de embalagem, tecnologia e novos sabores, que estamos atentos às demandas e prontos para apresentar as melhores soluções para nossos clientes. A Ação Renove o Meio Ambiente é um exemplo de solução desenvolvida pela Cargill que é um diferencial para os grandes clientes. Sempre em busca de oportunidades para contribuir de forma efetiva com a preservação ambiental por meio de ações de sustentabilidade ligadas à sua cadeia produtiva, lançamos um programa inédito de gestão na coleta de óleo vegetal residual para o setor de food service. Com fornecimento de material de comunicação exclusivo, certificação de empresas coletoras, sistema de rastreamento e gestão online, a Cargill garante a destinação final ambientalmente adequada ao óleo utilizado na cozinha de seus clientes e oferece retorno financeiro às empresas participantes. Nós vendemos soluções em óleos e gorduras e queremos ser responsáveis pela destinação final ambientalmente adequada dos resíduos gerados pelo uso dos nossos produtos, assim nossos clientes podem ter segurança no seu processo, redução dos custos de operação e ainda contribuir com a preservação ambiental”, destaca.

Para a profissional, é importante que se inove em todos os sentidos, não somente no que diz respeito à diversificação de produtos, mas também em novas tecnologias, em opções de embalagens, no fortalecimento das marcas e no posicionamento de preço adequado. “Além disso, é importante aliar tudo isso a boas parcerias de distribuição e ficar atento às necessidades dos clientes. Na Cargill, por exemplo, relançamos a linha de óleos e gorduras para fritura e, sob uma demanda de mercado, o óleo LIZA Algodão e Mazola Chef ganharam novas opções de embalagens. Os baldes quadrados de 14,5 kg ou 15,8 litros são mais fáceis de manusear e estocar, facilitando o trabalho do operador e do distribuidor. Além disso, são mais sustentáveis, por emitir menos CO2, pois otimizam o espaço dos caminhões, reduzindo as viagens”, pontua.

Em 2018, segundo Clarisse, a Cargill vai continuar investindo em novas tecnologias, em novas embalagens, na capacitação da equipe e na construção de alianças comerciais duradouras, tanto com clientes diretos como com a rede de distribuidores. A empresa acabou de fazer um alto investimento para a adequação da fábrica de Goiânia para a nova linha de atomatados em sachês e vai continuar em busca de soluções que sejam capazes de agregar valor aos clientes finais e que diferenciam a marca no mercado.
“O maior desafio é mostrar ao operador o valor agregado do produto. Sair da guerra de preços e mostrar que a qualidade e rendimento comprovadamente superiores aos concorrentes fazem diferença na conta final. No caso do Óleo de Algodão Liza, por exemplo, ele vai usar uma menor quantidade do produto, trocar menos vezes o óleo da fritadeira, ter menos cheiro e fumaça no estabelecimento. Para apresentar esses benefícios, não basta apenas trabalharmos com marcas líderes. É necessário capacitar a brigada do restaurante e a equipe de vendas do distribuidor e da indústria para que possam conscientizar os operadores. Quando passamos por crises, somos forçados a olhar as necessidades do mercado com mais cuidado e atenção e, muitas vezes, a reinvenção de produtos se torna necessária. Porém, independentemente do cenário econômico, a busca por inovações e soluções que atendam nosso público devem ser constantes”, afirma.

Balanço
Mesmo em um ano difícil, conforme afirma Luis Toledo, Gerente Nacional de Vendas B2C da Liotécnica, a empresa apresentou crescimento, assim como aconteceu em 2016. “A continuidade da crise na maior parte desse período não criou um ambiente tão propício a inovações, porém fizemos o nosso dever de casa, melhorando a nossa eficiência interna e aumentando a proximidade com os nossos clientes, de forma a melhor atendê-los, agregando, assim, valor aos seus negócios, ou seja, seguimos o que a boa condução nos negócios manda, que é: em períodos de crise, surgem oportunidades, e estar perto dos clientes foi e continuará sendo nossa prioridade”, destaca ele. “Os maiores ganhos foram em estreitamento de relações, através de uma atuação bem próxima com nossos clientes, vivenciamos, em alguns casos, uma parceria vital, uma verdadeira simbiose, sempre com a preocupação em melhorar giro e ganhos para nossos clientes e estes serem o menos possível impactados pela crise. A proximidade, é como a gente brinca, de comer na cozinha do nosso cliente, nos traz o grande ganho que é confiança a parceria”, afirma.

Para Toledo, a tradição e o histórico sempre falam mais alto. “Isso te destaca para, com credibilidade, ser recebido como parceiro estratégico, ser ouvido sem reservas, partilhando de soluções, ou seja, é o ponto alto de uma relação comercial: ser digno de confiança por parte de seus clientes. Mas isso não é tudo. Com a velocidade das coisas hoje em dia, inovar é a alma do negócio. Ser uma empresa de alma criativa, que pensa na frente, enxergar um pouco das expectativas futuras de seus clientes e consumidores, isso faz toda a diferença. Hoje em dia, é obrigatório trabalhar com taxas altas e investimentos significativos em inovação para a continuidade de uma posição de destaque”, pontua.

Para 2018, Toledo afirma que as expectativas da empresa são ótimas.
“Como todos os economistas falam, a queda é vertiginosa e a retomada é lenta. Como, para nós, a taxa de desemprego fala diretamente com o grau de atividade do nosso setor, sabemos que a retomada será lenta e gradual, mas as expectativas são ótimas porque já estamos sentindo a mudança de viés de consumo, ou seja, somente a maior confiança em que a economia está retomando já é suficiente para ampliar bastante o consumo no nosso ramo”, afirma. “O nosso desafio será continuar a crescer em patamar maior que os anos anteriores; 2018 deverá ser um ano bem melhor. Por ser um ano de eleições, haverá bastante envolvimento social. Acreditamos na retomada da economia e na diminuição do desemprego, aumentando o nível de confiança do consumidor, resultando em aumento de consumo de refeições fora do lar. E temos como diretriz continuar próximo de nossos clientes, oferecendo soluções e produtos para beneficiar suas operações, auxiliando, assim, o crescimento do mercado”, finaliza.

Investimento
“O ano de 2017 foi de muitos desafios para a o setor, isso devido à estagnação econômica que estamos atravessando, ao alto nível de desemprego e ao cenário político instável. A empresa conseguiu contornar as dificuldades investindo em novos produtos diferenciados e práticos, que vieram agregar ainda mais o mix de mais de 300 itens. Este ano lançamos o Kit Churrasco, Fatiados de presunto, apresuntado e mortadela, o Peito de Frango Defumado, a Pizza Dupla, Torta de Frango, Requeijão Cremoso (nas versões tradicional e light) e também os Cortes Suínos Resfriados (nas opções filé mignon, barriga, lombo, alcatra, costela e picanha). Na esfera institucional, podemos dizer que 2017 foi o ano do reconhecimento do trabalho interno e gestão. Este ano, a Pif Paf foi reconhecida por inúmeras entidades, dentre elas recebeu prêmios relevantes que demonstram a performance da empresa no setor. Foi a grande vencedora do circuito nacional de CCQ, recebendo o prêmio máximo oferecido pela UBQ – União Brasileira Para a Qualidade, foi a vencedora do prêmio oferecido pela revista Mercado Comum na categoria de Melhor Indústria de Alimentos Congelados de Minas Gerais, recebeu, ainda, premiação da revista Época Negócios, da Editora Globo, na categoria Governança Corporativa, é finalista do prêmio nacional de Ética nos Negócio na categoria Agronegócios, promovido pelo Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios, dentre outros”, diz Cláudio Faria, gerente de relações institucionais da Pif Paf.

O profissional afirma que, devido à divulgação sobre a operação realizada no começo do ano envolvendo algumas empresas do segmento de carnes, foi sentido que a incerteza e que a desconfiança provocaram uma ligeira retração no consumo interno. “Já no mercado externo, foram inúmeros contratempos e suspensões de exportações. Grande parte dessas ações dos mercados externos foram neutralizadas por ações rápidas e certeiras do Ministério da Agricultura e da ABPA (Associação Brasileira da Proteína Animal), que, em tempo recorde, resgataram a credibilidade junto aos principais mercados, mas a dúvida que repercutiu por cerca de trinta dias provocou grandes perdas para algumas empresas que estavam ancoradas nesses mercados. A Pif Paf, que sempre primou pela qualidade em respeito às regras sanitárias e ao seu rígido controle de qualidade, não teve nenhuma participação nem citação nessa operação. O mercado reconheceu favoravelmente e nossa participação no mercado não sofre restrições. Nossas marcas e nossos produtos se mantiveram entre os mais consumidos nas regiões onde atuamos. Mesmo diante da retração de consumo no primeiro semestre, a Pif Paf manteve seus investimentos em modernização e lançamento de novas linhas de produtos de fácil preparo, sem deixar de lado a qualidade e o sabor, visando sempre a praticidade para elaboração das refeições, já que a falta de tempo do dia a dia dos consumidores exige essa condição”, diz.
Para o profissional, o segredo para se destacar no mercado é ter uma equipe de trabalho excelente, que, ao longo do tempo, demonstra amor pela empresa e, ainda, oferecer um algo a mais, em qualidade, em variedade, em preço e em atendimento. Faria também ressalta que a Pif Paf desenvolve e aprimora constantemente o seu portfólio de produtos, para, cada dia mais, se adequar às necessidades dos consumidores e atrair novos clientes dos mais diversos gostos. O profissional destaca que a empresa visa sempre valorizar as pessoas que participam do negócio fornecendo ou adquirindo os seus produtos.

“Para 2018, nossas expectativas são de retomada gradativa do crescimento econômico e melhoria do nível de emprego e renda, desta forma, apostamos mais uma vez no aumento gradativo das vendas. Continuaremos inovando e levando aos consumidores produtos elaborados com excelente relação custo-benefício”, afirma ele. “Permanecemos realistas em relação ao cenário em retomada gradativa e de lenta recuperação das dificuldades enfrentadas pelo setor nestes últimos dois anos. O aumento da massa salarial permitirá um maior consumo de carne de frangos, suínos e produtos industrializados. Para atender essa demanda, estaremos cada vez mais próximos de nossos clientes, priorizando o atendimento adequado aos diversos canais de distribuição”, frisa.

Atuação
Em 2017, apesar de ter sido um ano difícil, como afirma a Tramontina, a empresa se manteve estável, e em muitos segmentos obteve crescimento em comparação ao ano anterior. A organização continua investindo em tecnologia, em novos equipamentos e em produtos. Todas as fábricas da marca possuem Centros de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento, conhecidos como CIPeD. Tratam-se de estruturas 100% dedicadas à missão de inovar, atuando na elaboração de tecnologias que garantem o padrão de qualidade.

“Com tradição centenária no segmento de utilidades domésticas, a empresa apostou no lançamento de sua primeira linha de utilidades domésticas de plástico – uma estratégia para se reinventar e ampliar ainda mais mercados, investindo em uma coleção exclusiva. A novidade é também uma maneira de aproximar-se cada vez mais do público jovem, os que aspiram ter produtos da marca, mas que falem a sua linguagem. No segmento de cozinhas profissionais, a Tramontina investiu na melhor tecnologia de produção e passou a produzir em território brasileiro as linhas de Mobiliário e Cocção. Hoje, a linha de Cozinhas Profissionais Tramontina é composta por refrigeradores, supercongeladores, balcões refrigerados, equipamentos para confeitaria, pizzaria, preparo de massas e os equipamentos para cocção como fogões, chapas, fritadeiras, grelhas etc. Todos os produtos são feitos totalmente em aço inox – matéria-prima muito rica, que tem como forte atributo a alta durabilidade e a fácil higienização, exigência de ambientes como confeitarias, pizzarias, restaurantes, hospitais”, afirma.

A empresa cita, ainda, a primeira linha de eletroportáteis da marca, que foi desenvolvida em parceria com a australiana Breville. A linha Tramontina by Breville é inspirada no conceito “A gente se encontra na paixão pela comida” e “reúne produtos com design diferenciado, acabamentos impecáveis e funcionalidades inteligentes. São itens como espremedor de frutas, liquidificador, moedor, batedeira, cafeteira, grill, chaleira elétrica, forno para pizza, sanduicheira, máquina de waffle, panela elétrica, wok elétrica, mixer, panificadora, sorveteira, fritadeira, multiprocessador, bule elétrico para chá, forno elétrico e torradeira”, ressalta a organização.

De acordo com a Tramontina, um dos principais desafios que foram vivenciados em 2017 continua sendo a entrada de produtos importados no país, “que aumenta cada vez mais e absorve grande parte do crescimento de consumo. Ainda assim, a Tramontina aposta na diferenciação dos produtos oferecendo soluções completas para profissionais do segmento de alimentação”, diz a empresa.

As equipes comerciais e de desenvolvimento da organização, segundo a marca, estão constantemente pesquisando tendências do mercado e analisando respostas dos consumidores sobre os produtos atuais do setor. Para 2018, novos itens são previstos para atender essas necessidades, sejam elas técnicas, sociais ou econômicas, conforme afirma a empresa.

“Como premissa, seguiremos com produtos que entreguem qualidade, desempenho, saúde, segurança e beleza para que clientes tenham a melhor experiência, se possível, superando as expectativas do mercado. Somos marca líder e devemos estar sempre em busca da inovação ao lançar produtos diferenciados que despertem o desejo do consumidor e facilitam o dia a dia do profissional”, ressalta.

A marca frisa que trabalha muito na administração de custos, na constante melhoria de processos e na produtividade. “A Tramontina é persistente na busca da relação custo-benefício adequada. Também investimos muito em tecnologia, conhecimento e inovação, pilares que formam a base da estratégia de expansão industrial. O resultado é um conjunto de fábricas que se renova constantemente e mantém jovem uma marca com mais de um século de história. A Tramontina prova, assim, que está alinhada com a modernidade e atenta às mudanças do mercado. Uma conduta que resulta em reconhecimento e um modelo de gestão que cumpre o ideal de evoluir sempre. Nosso mercado não é o Brasil, são mais de 120 países. E, com essa premissa, buscamos a competitividade. Somos otimistas e acreditamos num ano muito melhor, com foco, trabalho e determinação”, finaliza.

Condição
A Scala, em 2017, vai fechar o ano com uma condição muito melhor em relação a 2016, conforme ressalta Marco Antonio Barbosa, gerente de marketing e vendas da empresa. A organização entregará o crescimento proposto para o ano, recuperando parte dos volumes que não foram realizados em 2016 por causa do cenário macroeconômico enfrentado “crise, taxa de desemprego, taxa de juros elevada e, principalmente, o preço da matéria-prima no campo (leite)”, cita o profissional. O principal desafio da organização no ano, segundo Barbosa, era dar início à operação da empresa no novo CD em Sacramento (ganhos e eficiência logística).

“Hoje estamos em um mercado extremamente competitivo com a entrada constante de novos players (multinacionais), o que nos obriga a sermos cada vez mais eficientes nos processos, nos custos, na apresentação dos nossos produtos e, principalmente, um fator que a Scala não abre mão: na qualidade dos nossos produtos”, afirma ele.
As perspectivas da empresa para 2018, segundo Barbosa, são boas. “O país está se recuperando da sua pior crise da história e estamos retomando o caminho do crescimento (melhora do PIB para 2018), queda na taxa de desemprego (expectativa), ano eleitoral (mudança na política) e preço da matéria no campo em linha com 2017 (projeção)”, destaca ele.

“Os desafios serão continuar a recuperação da economia, garantir os crescimentos propostos para o ano em volume e faturamento e, principalmente, acreditar que podemos fazer mais e melhor a cada dia. Que venha 2018”, finaliza.

Faturamento
“Este ano foi desafiador para as empresas de bens de consumo no Brasil e não foi diferente para a indústria de laticínios. No caso da Itambé, a continuidade do crescimento nas categorias de refrigerados (iogurtes, fermentado, requeijão e manteiga) superou a redução de valor nas categorias mais comoditizadas (UHT, leite condensado e leite em pó). Assim, terminaremos o ano bem posicionados e com um faturamento que deve superar os R$3 bilhões. Consolidamos, ainda em 2017, uma divisão independente para atendimento ao canal de Food Service e B2B (vendas institucionais). Esse departamento, totalmente focado na solução junto aos seus clientes, pode desenvolver com autonomia e agilidade ações de acordo com as especificidades de cada um dele. Sob o comando do Gerente Nacional Richard Gomes e sua equipe, o resultado foi um crescimento expressivo desde a criação da área em meados de 2016”, afirma Ricardo Cotta, diretor de novos negócios e relações institucionais da Itambé.

De acordo com ele, os maiores desafios vividos foram no mercado de commodities lácteas. O profissional cita como exemplo os preços dos leites UHT, que foram 30% mais baratos que no ano anterior. Além disso, conforme ele ressalta, a grande competição no mercado de leite condensado também puxou as margens para baixo nessa categoria. “Por outro lado, a Itambé apresentou um bom crescimento nos produtos refrigerados em relação à queda do consumo nacional registrada nesse período. A consolidação do sucesso nas vendas dos produtos sem lactose (com o mais completo portfólio da família de produtos NoLac) e os recentes lançamentos da Linha Pro (produtos de alta proteína) tendem a sustentar esse crescimento. O outro ponto de comemoração foi nosso crescimento sólido e consistente nos canais B2B e Food Service. Crescemos muito no fornecimento para as cozinhas industriais e indústria de sorvetes, além da consolidação da venda de leite em pó para as mais exigentes indústrias de alimentos instaladas no país (chocolates, biscoito e panificação). No Food Service especificamente, estruturamos uma rede de distribuidores parceiros em praticamente todo o país. Estes foram cuidadosamente selecionados para participarem de um trabalho de verdadeira parceria, com foco no sell out e nas especificidades ao operador”, afirma ele.

Cotta acredita que, para se destacar no mercado, é necessário, primeiramente, oferecer produtos que contem com qualidade superior, sempre os melhores que o mercado puder oferecer. Ele acrescenta, ainda, que é importante ter uma equipe especializada, bem treinada e motivada. No mercado de food service, a capacidade técnica do vendedor, no entendimento pleno do produto, de suas aplicações, diferenciais e rendimentos, faz toda a diferença, acrescenta o profissional. “Por fim, mas não menos importante, temos que ter uma prestação de serviço atrelada que é fundamental no mercado de Food Service e B2B. Aqui não se trata apenas de uma logística confiável, mas de uma assistência pós-venda, treinamentos, campanhas de venda bem elaboradas, dentre outras ações”, ressalta.
Para 2018, as perspectivas da Itambé são as melhores possíveis. Cotta frisa que tudo indica que será um ano de recuperação econômica e de redução dos índices de desemprego, e que a empresa está muito bem estruturada para dar continuidade ao seu crescimento. “Lançaremos novos produtos que já estão no pipeline (a recém-lançada linha de compostos lácteos são exemplo, com as linhas de Panificação, Confeitaria, Sorveteria e Profissional). Com a rede de parceiros que montamos, temos tudo para fazer um ótimo ano, inclusive na divisão de Food Service”, destaca. “Acreditamos em uma retomada da economia e, com isso, estamos confiantes no bom desempenho do mercado lácteo e da indústria alimentícia como um todo. Assim, com os investimentos que fizemos em pesquisa e desenvolvimento, equipes e fábricas, projetamos um 2018 colhendo bons frutos para a Itambé”, finaliza.

Receita
A Linx, de acordo com Rodrigo Andrade Oliveira, diretor de Oferta da empresa, vem mostrando uma atuação sólida durante o ano de 2017. Para se ter uma ideia, no último trimestre, a organização fechou o balanço com receita operacional bruta de R$ 165,8 milhões.

“Apesar da estagnação na economia, a receita operacional líquida da companhia foi de R$ 144,6 milhões, atingindo um crescimento de 17,2% comparado ao terceiro trimestre do ano passado. Nesse período, já foi possível perceber sinais de melhora no desempenho de nossos clientes em geral, o ambiente de negócios está mais positivo”, afirma ele.
O profissional ressalta que a Linx tem oferecido aos seus clientes soluções que são adequadas aos negócios e que possibilitam mais controle e gestão. De acordo com ele, isso faz com que os clientes possam ser cada vez mais eficientes, contribuindo, assim, para a melhora da rentabilidade.

“É preciso diferenciar e surpreender os clientes. A oferta de soluções para cada necessidade seguiu como principal direcionamento de crescimento orgânico para a Linx. Sem dúvida, as diversas iniciativas que a empresa tem desenvolvido, criando novos mercados e perfis de clientes, foram e serão, ao longo dos próximos trimestres, fundamentais para sustentar esse progresso”, frisa.

A empresa está otimista para o ano que vem que, conforme frisa Oliveira, promete mais uma retomada na economia. “Para concretizar esse nosso otimismo com 2018, é preciso continuar o trabalho duro que vem sendo realizado neste ano. Devemos estar preparados para uma retomada na economia e surgimento de novas necessidades do consumidor, que impactam o varejo e certamente refletem em nós. Nesse contexto, seguiremos oferecendo soluções para que possamos contribuir para a melhora do mercado como um todo”, destaca.

Esforços
A Bunge é uma empresa que atua no mercado de alimentos no Brasil há 112 anos. É a maior produtora de farinha de trigo no país, e os produtos da marca estão presentes em 80% dos lares brasileiros e em mais de 70% das padarias do Brasil. Para que possa manter a sua posição de liderança, a organização busca frequentemente formas mais eficientes de atuação.

“Em 2017, tivemos um foco ainda maior em oferecer soluções criativas ao mercado e buscar eficiência e excelência operacional. Trabalhamos para estarmos bem posicionados no contexto de crise que o país tem enfrentado, que impactou a dinâmica do mercado.
O perfil de consumo do nosso público mudou, e essas novas escolhas do consumidor muitas vezes envolveram opções mais econômicas. Isso se reflete em toda a cadeia, inclusive o food service. Muitos consumidores passaram a comer em casa com mais frequência. Ao mesmo tempo, os transformadores concentraram seus esforços em ganhos de produtividade e novas maneiras de rentabilizar seus negócios, seja atingindo novos públicos, incluindo novos itens no seu cardápio, substituindo insumos ou buscando eficiência em seus processos”, ressalta Flavia Ferreira, gerente de marketing da empresa.
A profissional conta que, dentro desse contexto, foi fortalecida a relação com os clientes, sendo que a Academia Bunge teve um papel fundamental nisso. Foi inaugurado, neste ano, mais um centro de capacitação, em Recife, Pernambuco, voltado para o desenvolvimento dos segmentos de confeitaria, de panificação e de food service. “O espaço oferece a melhor infraestrutura e especialistas treinados para atender nossos clientes, servindo como ferramenta para impulsionar o desenvolvimento do setor, pois sabemos que, com profissionais bem preparados, é possível oferecer ao mercado produtos de maior valor agregado e, consequentemente, mais qualidade para o consumidor”, afirma a profissional.

Além disso, também foram lançados produtos. Um exemplo disso é o óleo de algodão Soya, que tem como foco a qualidade e maior rendimento para o food service; “a farinha integral Suprema Fibras, que alia saudabilidade com versatilidade na aplicação; o extrato de tomate Salsaretti para o mercado profissional, que confere mais rendimento; e a nova margarina Gradina croissant sabor manteiga, que permite aos profissionais de panificação e confeitaria maior facilidade de aplicação do produto em receitas de massas semifolhadas, como o croissant”, destaca Flavia. “Entendemos que nossa busca por inovação, a forma integrada que trabalhamos – do campo à mesa do consumidor – e nossa busca por melhoria contínua são essenciais para nos manter em posição de destaque”, completa ela.

A profissional afirma que as mudanças no perfil do mercado consumidor e a transformação na dinâmica em busca do melhor custo-benefício, desencadeadas pela crise econômica no Brasil, foram um grande desafio durante este ano. “Apesar de desafiador, este mesmo cenário trouxe oportunidades. Ao longo de sua história, a Bunge foi responsável pelas maiores inovações no setor de alimentos, sabendo prever tendências, abrir novas frentes quando necessário e se adaptar aos diferentes cenários; 2017 foi um ano em que fortalecemos nossas parcerias, trabalhamos junto com nossos clientes em busca de soluções para o mercado, desenvolvemos projetos voltados à excelência e eficiência operacional em nossas fábricas, lançamos produtos alinhados às tendências de mercado e prestamos serviços que geram valor aos nossos clientes”, afirma.

As perspectivas da empresa para 2018, segundo Flavia, são positivas. “Daqui para frente, as empresas precisarão encontrar soluções criativas para produzir mais, de forma mais eficiente e sustentável, gerando valor para o negócio e para as pessoas. As empresas bem-sucedidas serão aquelas capazes de desenvolver estratégias que preveem tendências e que estejam prontas para abrir novas frentes de atuação, reconhecendo o momento certo para mudar. Temos uma marca corporativa forte e nossas marcas são reconhecidas no mercado. Além disso, temos visão estratégica e consistência na execução, com uma cadeia integrada, atuando do campo à mesa do consumidor. Nosso pipeline de desenvolvimento de novos produtos está sempre alinhado às tendências do setor, e nossa prestação de serviços é diferenciada”, frisa.

Fortalecimento
Para a área de food service da Vigor, o ano de 2017 foi muito importante. “Depois de, nos últimos dois anos, trabalharmos intensamente na estrutura da unidade de negócios, em 2017 pudemos focar no fortalecimento de nossas marcas e em projetos de inovação para o nosso portfólio. Revisitamos nossas estratégias de negócios e investimos em um grande reposicionamento de nossa marca principal, que passou a se chamar Vigor Profissional. Renovamos a identidade visual de nossas marcas, criamos a linha Vigor Le Chef e ampliamos nosso portfólio com lançamentos inovadores no mercado. Além disso, demos outro grande passo. Inauguramos a Casa Vigor Food Service, uma iniciativa inédita no nosso segmento. Um espaço exclusivo que reunia as principais macrotendências da área de alimentação fora do lar e todas as apostas da Vigor Profissional. Foi uma grande oportunidade para nos aproximarmos ainda mais de clientes, fornecedores e empresas do ramo”, relata Elis Nisa, gerente de marketing da área de Food Service da Vigor.
A profissional destaca que, para a empresa, a união das pessoas especializadas, relacionamentos fortes com os diferentes segmentos e serviços e marcas fortes, com portfólio relevante, são o que promovem destaque diante do mercado. E é nesse conjunto que a marca aposta.

“Hoje estamos com uma unidade de negócios bastante estruturada. Temos uma equipe muito engajada e capacitada e uma rede de distribuidores estratégicos alinhados no Brasil todo. Por isso, no próximo ano, pretendemos dar continuidade e ampliar o nosso trabalho de fortalecimento de marcas e portfólio”, afirma. “Acreditamos que teremos muitas oportunidades em 2018. Em 2017, trabalhamos em muitos projetos de inovação nos quais continuaremos investindo. Com eles, entendemos que podemos crescer a taxas superiores ao crescimento médio que tivemos nos últimos dois anos”, finaliza.

Solidez
“O ano de 2017 foi um ano muito desafiador e de muitas incertezas para o mercado brasileiro em geral: projeção de 12,7% de desemprego (aproximadamente 13 milhões de pessoas), estabilização da massa salarial, baixa confiança do consumidor e índice de inflação para alimentação fora do domicílio acima do índice geral. Esses fatores, em conjunto, afetaram diretamente a demanda do mercado de food service. Por outro lado e na contramão do mercado, a Kerry acreditou, investiu e inovou ainda mais para se destacar com sólidos crescimentos no mercado este ano: reforçamos e capacitamos nossa equipe e também a equipe de nossos distribuidores, participamos ativamente de feiras do setor, lançamos uma linha completa de novos sabores de xaropes Da Vinci® para o mercado de coquetelaria, apresentamos nossa nova marca para o mercado de vending machine (Vendin®), ampliamos a linha de produtos da marca Junior® com o lançamento de mais 10 produtos da linha profissional e, por fim, mas não menos importante, alavancamos nossas parcerias com as principais redes de alimentação do país, nacionais e internacionais”, destaca Marcio Luz, diretor comercial da Kerry.

Para 2018, as perspectivas da empresa, de acordo com Luz, são as melhores possíveis. “Estamos prevendo um crescimento de mercado como vimos no ano de 2014 (ao redor de 9,0%, segundo estimativa da IFB – Instituto Foodservice Brasil – e da Euromonitor), redução do desemprego (índice previsto de 11,4%) e maior controle da inflação (estimativa de 3,1%), fatores estes que indicam que teremos uma boa retomada de consumo, aumento do ticket médio dos operadores e aumento das vendas de mesmas lojas, aquecendo ainda mais o setor. A Kerry, com seu posicionamento Taste & Nutrition, está alinhada e preparada para acompanhar esse crescimento, desenvolvendo produtos inovadores e personalizados ao mercado e propondo insights únicos aos nossos clientes para que possam se destacar, se diferenciar e crescer de maneira sustentável em um mercado cada vez mais competitivo. Estamos preparando, também para o próximo ano, inúmeros lançamentos de produtos para todas as marcas, focados principalmente em praticidade, sabores surpreendentes, perfis nutricionais balanceados e que ofereçam benefícios aos clientes e consumidores finais”, diz.

Adequação
Sérgio Ferreira, diretor de Desenvolvimento Organizacional e Institucional da Leão Alimentos e Bebidas, ressalta que, apesar do contexto macroeconômico desfavorável no país, de maneira geral, a maior parte das organizações seguiram mantendo-se resilientes, realizando ajustes de estrutura, revisando a atuação delas no mercado e os planos de investimento de uma maneira mais responsável, tendo como foco se sustentar para que pudessem atravessar a fase turbulenta.

“No caso da Leão Alimentos e Bebidas não foi diferente e, já em 2013, visualizamos que os anos vindouros seriam desafiadores e iniciamos uma revisão preventiva dos nossos planos e estratégia. Começamos a trabalhar em 2014 na adequação das nossas estruturas, processos e modelos de gestão da cadeia produtiva com vistas à otimização e à competitividade da nossa operação. De fato, vendo o cenário atual, foi uma ‘sacada’ essencial, mantendo nossa competitividade nos dias atuais, diante de um mercado em retração e que segue estagnado”, destaca ele. “Mesmo sem movimentos radicais, tivemos que rever parte da estrutura, buscando o engajamento e empoderamento dos nossos funcionários, com uma estratégia de job enlargement e que tem se mostrado bem-sucedida até aqui”, afirma.

Ferreira relata que a empresa está trabalhando focada na produtividade para se manter competitiva, pois tão logo a economia dê sinais mais favoráveis com tendências mais positivas, quer estar preparada e fortalecida. “Seguimos empenhados em manter o foco em nossas estratégias de médio e longo prazo. Assim, seguimos com nossos planos, focados em inovação, muita criatividade e empenho, visando – sempre – um desenvolvimento sustentável do negócio. Essas medidas elevaram o patamar de eficiência da Leão Alimentos e Bebidas. Dessa forma, conseguimos fortalecer nossa presença no território brasileiro, por meio da parceria com novos distribuidores nas regiões Norte e Nordeste, aumentando nossa capacidade de entregar aos consumidores brasileiros todos os produtos do nosso portfólio”, relata.

Neste ano, a organização também começou a operar com novas embalagens, como as do Del Valle 100% Suco (Uva, Laranja e Maçã) e Laranja Caseira em garrafas PET 300ml. Os produtos foram muito bem recebidos e conferem praticidade, aparência premium e facilidade de consumo.

“Outro destaque fica por conta do refresco em pó Mais. Em menos de três anos de seu lançamento, o refresco em pó Mais já é a terceira marca mais vendida da categoria nos pontos de venda em que atua, além de estar presente em mais de 15% das redes de hiper e supermercados no Brasil, de acordo com pesquisas da Nielsen”, afirma.

O profissional também destaca que os produtos da linha seca de chá da marca, como o Matte Leão, que é líder de mercado, têm conseguido, cada vez mais, criar uma boa identificação com os hábitos dos habitantes do país, principalmente no que diz respeito às pessoas que estão mais atentas a uma vida saudável e que possuem expectativas alinhadas com as características saudáveis dos chás.

“Como o mercado de bens de consumo imediato é muito dinâmico, ele tende a caminhar em linha com o momento econômico. A indústria está vivenciando um cenário de mais desafios e adversidades, e a nossa aposta é que esse contexto não se prolongue demasiadamente. Nossas perspectivas para 2018 passam pelo aprimoramento do processo de gestão interna para maximização de resultados, que envolve a consolidação da capacidade produtiva das fábricas e a melhoria dos níveis de serviços, em termos de insumos, capacidade de produção, estoques, logística e produto acabado”, frisa Ferreira.

Ainda em relação ao próximo ano, Ferreira ressalta que, possivelmente, o Brasil passará por um dos anos eleitorais mais intensos da história recente, o que, segundo ele, será de suma importância para a economia e para a formação política da sociedade brasileira.
“Entre as reformas, acredito que a trabalhista, como já foi aprovada este ano, seguirá em destaque em 2018, porque será um ano de entendimentos e alinhamento com esta nova agenda. Nossa esperança é que esse processo ajude o país a criar empregos, um dos pontos centrais da retomada da economia, dado que essa agenda seguirá como um dos maiores desafios da sociedade e, consequentemente, do setor produtivo. Logo, a geração de emprego e a retomada da economia estarão entre os grandes desafios de 2018. Um fato interessante que temos observado também é que o setor produtivo já entendeu que para a retomada da economia tem capacidade de tocar uma complementar, que embora esteja diretamente relacionada com a agenda política, pode ter um ritmo próprio e, com isso, ajudar o país a seguir adiante. Estamos vendo muitas empresas fazendo o que estamos fazendo – se fortalecendo, buscando meios de ser mais produtivas e ampliando suas condições de competitividade”, pontua.

Ação
Na Dellabruna, de acordo com João Dellabruna, diretor da empresa, nunca se deixou de acreditar que a crise era algo passageiro. Ele destaca que, além de acreditar, no entanto, é necessário ter atitudes positivas e pró-ativas, e foi isso o que a empresa fez. Segundo ele, a consequência de todas as medidas que foram tomadas é que a organização está tendo o melhor ano da sua história. Em 2017, a empresa conseguiu solidificar fortemente a sua marca no mercado e contou com momentos e fatos marcantes. Um dos pontos de destaque neste ano, que ajudou a organização a alavancar as suas vendas e que permitiu um posicionamento da marca no mercado, foi a participação na Fispal. Segundo Dellabruna, foi a melhor feira de todos os tempos e, em tempos difíceis, um evento assim aumenta o ânimo de seguir em frente.

Para o profissional, para se destacar no mercado, o principal é ter foco naquilo que se propõe a fazer. “Fazer aquilo que você tem expertise e fazer sempre o melhor. Lembrando sempre que o ator principal do seu negócio é o cliente. Então, é fundamental ter o produto que o seu cliente precisa, com qualidade e preço que ele está disposto a pagar. Quando falamos em preço, estamos falando no valor do produto, mas é fundamental uma política de marketing e vendas que o cliente reconheça esse valor, caso contrário, entramos na guerra de preços. Li um livro em que o autor fala que o bom é inimigo do ótimo. Por conta disso, poucas empresas alcançam a excelência. Muitas vezes, nos conformamos com o bom e esquecemos de buscar o ótimo, a excelência. E aí corremos o risco de que alguém faça isso no nosso lugar. Certamente, nós, da Dellabruna, trabalhamos intensamente para alcançarmos a excelência em tudo o que fizemos”, pontua ele.

As perspectivas para 2018, segundo o profissional, são de uma retomada modesta, mas em bases sólidas.

“Os números da macroeconomia apontam nessa direção. Certamente, o ano de 2018 marcará o início de um novo ciclo de crescimento de nossa economia, muito mais duradouro e consistente do que o último ciclo que tivemos”, diz. “Neste ano, completamos 31 anos de atividades. Passamos por muitas crises financeiras, inflação desenfreada, controle de preços, e sempre escutamos que crise é oportunidade. Não foi diferente desta vez. Porém, não basta ficar falando essas frases de efeito, reclamar do governo e maldizer os políticos. É preciso determinação para realmente transformar a crise em oportunidade.

Quando começamos a ouvir a palavra crise, começamos de imediato um plano de investimento e modernização da nossa empresa. Trouxemos da Itália o que há de mais moderno para a fabricação de cadeiras e mesas, desde a preparação da madeira até o acabamento final, mas sempre falo para minha equipe que empresa moderna não quer dizer empresa eficiente. Empresa moderna se faz com máquinas e equipamentos, é a parte mais fácil. Empresa eficiente se faz com pessoas. Então, precisamos investir em treinamento, motivação e na qualificação pessoal de nossa equipe. O que posso garantir é que estamos preparados para essa nova fase da economia”, ressalta.

Sucesso
O ano de 2017 foi um ano de sucesso para a Vemplast. Antes, a empresa atendia somente o segmento BHR (bares, hotéis e restaurantes). Agora, entrou para o segmento de bazares, mercados, distribuidores, e conseguiu atender o consumidor final, a dona de casa.
“O maior desafio da Vemplast foi ampliar o segmento de produtos para um novo mercado de varejo. Esse mercado para a Vemplast até então era desconhecido, mas, com um novo trabalho, nós conseguimos ver uma grande oportunidade no mercado de varejo”, destaca Ricardo Oliveira, diretor comercial da empresa.

Em 2018, a marca vem com novos investimentos de produtos e com um novo parque fabril. “2018 vai ser um ano muito promissor, em que todas as empresas do Brasil terão que estar preparadas para o aquecimento econômico. A demanda vai ser maior que o esperado. Temos que ter nas empresas dois tipos de pessoas: as que vendem e as que ajudam a vender. Aí, sim, 2018 será um sucesso”, afirma.

Agilidade
Na Sealed Air, o balanço da atuação da empresa em 2017 foi positivo.
“Dados os importantes acontecimentos cujo impacto afetou a indústria de proteínas no Brasil, a agilidade da empresa foi aplicada na medida adequada para amenizar potenciais perdas, manter e, em alguns casos, ampliar a participação de mercado. Ao mesmo tempo, investimos para preparar uma plataforma saudável para o próximo ano”, afirma Ulisses Cason, VP Marketing Food Care – Latin America.

O profissional conta que também houve muitos desafios, como a volatilidade do mercado, que trouxe uma dificuldade extrema de estimar a evolução da oferta do mercado de proteínas no curto prazo e a crise político-financeira, que afetou o poder de compra, limitando a demanda.

Sendo assim, para se destacar no mercado, Cason frisa que é importante ter agilidade frente a adversidade e capacidade de adaptação. “Em mercados cujo cenário muda rapidamente, a empresa tem de estar preparada para ler rapidamente as alterações nos hábitos de consumo, responder de acordo com a expectativa do cliente e, ainda mais, ajudá-lo a superar os desafios. Isso somente é possível com profundo conhecimento da indústria e grande capacidade de implementação. A Sealed Air recentemente fez uma aquisição no Brasil que proporciona mais agilidade, amplia a oferta tecnológica do portfólio e permite rápida entrega de soluções inovadoras”, ressalta.

Para 2018, segundo o profissional, as perspectivas são as melhores. “Começando com os indicadores econômicos favoráveis, como a inflação controlada, expectativa de redução das taxas de desemprego, juros em queda, expectativa de câmbio estável e PIB positivo, maior que deste ano. Esse conjunto de fatores deve fortalecer a demanda, e a oferta, inclusive de proteína animal, deve ser crescente quando comparada a 2017”, diz ele. Mas haverá também os desafios. “Há o desafio político. A eleição presidencial é normalmente fator de apreensão e expectativa. O cenário ainda incerto provavelmente será acompanhado de cautela nos investimentos de longo prazo. O ajuste fiscal é absolutamente prioritário, mas depende da capacidade do governo de conseguir implementá-lo em tempo hábil. A economia parece que está de certa forma caminhando com passo mais firme, e os indicadores favoráveis proporcionarão um 2018 melhor comparado a 2017”, finaliza.

Superação
Conforme ressalta Cintia Macedo, diretora de marketing da Mult-Grill, o ano de 2017 foi de grandes desafios devido a tudo que ainda acontece na política e na economia do Brasil. Ela conta que a empresa superou os acontecimentos trabalhando bastante para levar inovação aos seus clientes. Dessa forma, novos equipamentos foram desenvolvidos, e os que já estão no mercado foram aperfeiçoados. O resultado foi satisfatório e, segundo a profissional, a organização fechará 2017 com o sentimento de dever cumprido.
“Para se destacar no mercado, além de estar sempre inovando, aperfeiçoando, ter credibilidade no mercado e manter o padrão de qualidade a um valor justo, a Mult-Grill desenvolve equipamentos de acordo com as necessidades reais dos clientes, e esse é o segredo do nosso sucesso”, destaca ela.

A profissional afirma que a empresa está confiante de que 2018 será um ano de retomada e que espera um cenário de grandes mudanças e avanços nos negócios.
“O ano de 2018 também será desafiador e seguiremos com o nosso objetivo: apresentar soluções eficientes e inovadoras.

O bom desse ano será o início de comercialização da nossa diferenciada linha Mult-Grill Charbroiler e o superlançamento de uma linha exclusiva de equipamentos”, finaliza.

Eficiência
“Sem sombra de dúvidas, 2017 foi um ano de grandes desafios para todos nós brasileiros. As incertezas políticas, com os casos de corrupção levantados pela operação lava jato, mudança no poder com a entrada de um novo presidente, dificuldades nas aprovações das reformas necessárias no congresso nacional, além de outras que acompanhamos diariamente pela imprensa. Tudo isso trouxe enorme paralisia política, e o país não avançou. Além disso, o fraco desempenho econômico, desemprego, recessão na maioria dos setores da economia, fizeram com que os investidores agissem com cautela. Como efeito dessa combinação econômica e política, num ambiente onde a economia não cresce, a competição aumentou. Isso fez com que nossa empresa se reinventasse, tanto na procura de maneiras mais eficientes na busca da eficiência operacional, como na oferta de produtos e serviços mais adequados para o momento do mercado. Como resultado, conseguimos recuperar nossas margens operacionais, crescer em segmentos targets, melhorando, assim, o retorno para os nossos acionistas, nos tornamos mais eficientes e ágeis. Em resumo, 2017 foi um ano muito duro, por outro lado, conseguimos construir sólida plataforma que norteará nossos audaciosos objetivos para 2018”, destaca Marco Godoy, Líder Brasil da Diversey.

O profissional destaca que são muitos os aspectos hoje valorizados, mas que, sem dúvida, o mercado busca a segurança de uma empresa que transmite segurança e confiabilidade. “E esse é nosso ponto forte. Estamos inseridos num mercado extremamente competitivo, entretanto, muitas empresas enxergam na Diversey um aliado estratégico que influencia positivamente seus negócios, seja nas questões mais sensíveis como custos operacionais, como também na proteção da marca, sustentabilidade e segurança dos alimentos. Atuamos nas áreas críticas do processo, o que aumenta nossa responsabilidade, e nosso cliente sabe que pode contar com a marca e a reputação da Diversey, garantia de tecnologia e qualidade. Mas, para além dessa alta qualidade e tecnologia dos nossos produtos e sistemas, os principais diferenciais da Diversey que, valem destacar, estão na qualidade de execução e no conhecimento de nosso time técnico e comercial nos setores que servimos. Isso permite que cheguemos a altos níveis de personalização da oferta com competitividade. Adicionalmente, outro grande diferencial da Diversey está em sua consolidada, experiente e forte rede de distribuição autorizada. Nossos distribuidores replicam em nível nacional nossa oferta de valor e atendimento, beneficiando diferentes perfis e tamanhos de clientes com cobertura nacional, permitindo, assim, que possamos cobrir praticamente quase todo o mercado brasileiro com a mesma qualidade. Tenho orgulho em dizer que o canal Delivered Trade (Distribuidores) é nosso maior patrimônio, construído ao logo de mais de 30 anos. Eles são a força motriz que alavanca nosso crescimento e participação de mercado”, afirma.

Para 2018, de acordo com o profissional, as perspectivas são ótimas devido às projeções de crescimento da economia e aos projetos de investimento que a empresa tem aprovados para o ano que vem. “Estamos confiantes de que temos diante de nós uma grande oportunidade. Crescimento é um dos pilares estratégicos da Diversey, estamos preparados e organizados nesse sentido. Logo finalizaremos nosso exercício estratégico e orçamentário para o próximo período; claramente percebemos que os investimentos feitos na busca de novos clientes começam a frutificar devido às inovações que apresentamos ao mercado nos últimos 24 meses. Hoje, elas representam grande parte do nosso faturamento e tiveram peso significativo na tomada de decisão dos novos clientes em migrar para a Diversey. Veremos em 2018 mais tecnologia por parte da Diversey na busca da excelência em servir o mercado, utilizaremos mais as plataformas digitais para atendimento na ponta, garantindo, assim, assertividade, redução dos custos e satisfação do cliente final”, ressalta.
Godoy pontua que, ao que tudo indica no cenário econômico do Brasil, 2018 deverá ser um ano de retomada da economia, mesmo que nos indicadores apontem para um crescimento modesto. “Estamos confiantes, como não poderia ser diferente, com tantas capacidades e potencial que nosso Brasil possui. Superar essas dificuldades tem exigido e vai exigir de nós a capacidade de nos reinventarmos constantemente. A concorrência trará benefícios para o mercado, pois desafiará o status quo atual, elevará a barra de qualidade exigida pelo mercado, oferecerá novos produtos e serviços com custo mais competitivos. Nesse processo, todos ganham, e os clientes possuirão mais opções de escolha. Quem melhor se adaptar às novas demandas do mercado sairá na frente. Tenho a certeza de que 2018 será um ano surpreendente, desafiador e empolgante. Enfim, Feliz Ano Novo, é o que desejamos a todos. Viva o nosso Brasil”, finaliza.

Posicionamento
De acordo com Manoela Leiro Victal, comercial, trade marketing da Catupiry, apesar do cenário econômico desafiador do Brasil, a empresa cresce mesmo quando a categoria cai. “O maior desafio foi manter o posicionamento de marca Premium e referência de categoria, num momento de migração do consumidor para marcas low price. Felizmente, fizemos isso de forma consistente, priorizando canais de venda mais rentáveis e os que mais crescem no mercado”, afirma ela, que diz, ainda, que para se destacar no mercado é necessário ter clima organizacional, planejamento e execução.

A profissional conta que, como estratégia de marketing, a empresa está ampliando a sua atuação em outras categorias. Manoela frisa que é preciso fomentar na cabeça do consumidor que Catupiry é uma marca e não apenas um produto. “Além disso, os altos custos de matéria-prima nos levaram a essa diversificação e inovação de portfólio”, pontua.
Em relação a 2018, Manoela destaca que, apesar dos altos e baixos da economia, é entendido que o cenário é de recuperação. “Iremos manter nosso patamar de crescimento, prezando pela qualidade dos nossos produtos através da melhoria da qualidade do leite. Assim, buscamos não só a rentabilidade da empresa como a dos nossos clientes, parceiros e produtores”, finaliza.

Várias perspectivas
Antes mesmo de terminar o ano, a Teknisa já está satisfeita com o resultado de 2017, conforme destaca Wilson Lima de Paula, presidente da empresa. O profissional afirma que a conclusão é positiva sob várias perspectivas.

No que diz respeito ao faturamento, por exemplo, a organização cresceu em comparação ao ano anterior, em quantidade de clientes, quantidade de colaboradores, em faturamento por funcionário, entre outros fatores. Além disso, a Teknisa superou as metas estabelecidas para o ano. “Talvez essas metas tenham sido conservadoras, por terem sido definidas quando o cenário era de projeções negativas, mas isso não diminui o mérito e reforça nossa alegria com os resultados”, afirma Wilson.

Sob a perspectiva de mercado, a empresa avançou na consolidação de novos segmentos, movimento iniciado em 2015 e 2016. “Nos segmentos tradicionais onde a Teknisa sempre atuou, reforçamos nossa presença com novos processos, novas tecnologias, novos controles, novo paradigma voltado para melhor experiência do consumidor dos serviços oferecidos pelos nossos clientes”, ressalta o profissional.

A organização também migrou praticamente todos os seus produtos para uma nova plataforma (Zeedhi), específica para dispositivos móveis e voltada para o modelo SaaS Cloud.

“Como fornecedores de soluções baseadas em tecnologia, tomamos para nós o desafio de ajudar os clientes a passarem por esse período de crise, oferecendo a eles diferenciais de negócio que os tornassem mais competitivos, mais atrativos, mais otimizados, mais rentáveis. A conjuntura negativa forçou o mercado a repensar estratégias, ações, métodos. A Teknisa deu suporte a toda essa remodelagem, em muitos casos antecipando soluções e, em outros, provocando as mudanças nos clientes. Agregamos valor ao negócio dos nossos clientes, reforçamos a confiança. O maior ganho foi o reconhecimento”, diz Wilson.
De acordo com ele, para se destacar no mercado, é preciso que se tenha um diferencial. Como o profissional ressalta, cada empresa tem definidos no seu planejamento o foco, o mercado, o público, a abrangência, a região, o mix de produtos e serviços. Tendo esses e mais alguns elementos em mente, deve se perguntar qual é o seu diferencial. A resposta a ajudará a se destacar.

Otimismo
Quando o assunto é 2018, Wilson afirma que a consolidação das soluções para os segmentos novos permite que a empresa entre no novo ano de forma bem mais agressiva nesses setores. “A inovação agregada às soluções para segmentos tradicionais induzirá o crescimento dos clientes, o que nos fará crescer junto. O foco voltado para a melhor experiência do consumidor dos serviços oferecidos pelos nossos clientes nos faz enxergar 2018 com um enorme potencial, acelerado pelo crescimento inbound. Estamos muito otimistas com o próximo ano”, frisa.

Para ele, os principais desafios de 2018 ainda serão a política e a economia. O profissional ressalta as eleições e afirma que essa será a única prioridade dos governantes. “Não haverá nenhum esforço do governo para que o país melhore, não haverá reformas, não haverá mudanças. Por outro lado, eleições implicam em ‘abrir as torneiras dos cofres públicos’, o que deve movimentar a economia. Além disso, o país não vive só do governo. Os projetos não podem ficar engavetados por mais tempo, os investimentos não podem continuar parados, sob risco de sucatear o próprio negócio. Por isto, 2018 deverá ser um ano de crescimento. O excelente status quo da Teknisa, combinado com um momento mais favorável da economia, deverá fazer de 2018 um dos melhores anos da história da Teknisa”, finaliza.

Produtividade
“2017 está sendo para a Forno de Minas semelhante às empresas do setor alimentício, desafiante. O cenário econômico-político reflete, obviamente, diretamente no nível de emprego e disponibilidade de renda principalmente.

Diante desse cenário, a Forno de Minas focou em melhoria de produtividade, movimento levado com muita seriedade por todas as áreas da empresa. Estamos estruturando o canal food service, investimos em trade marketing (mais 2% sobre o faturamento em relação ao ano anterior). Assim, a execução nos PDVs foi nossa prioridade, com novos processos, novas ferramentas e muito treinamento. Lançamos novos produtos como a lasanha à bolonhesa no varejo e intensificamos campanhas de vendas para especialidades de batatas e waffle, por exemplo”, destaca Vicente Camiloti , diretor comercial da empresa.

O profissional conta ainda que, em 2017, a Forno de Minas deu início a uma parceria com uma nova agência de publicidade, a Pro Brasil. “A estratégia foi, e continua sendo, ampliar a visibilidade da indústria mineira de alimento nos mercados brasileiro e exterior, reforçando os diferenciais do negócio e a essência da Forno de Minas – baseada na qualidade dos produtos e na transparência da marca. Como parte desse plano, a empresa realizou uma ampla campanha de mídia, com inserções em TV aberta e fechada nacionalmente, além de campanha digital reforçando o mix de produtos e a relação com os consumidores”, afirma. Além disso, para se destacar no mercado, segundo ele, é preciso “trabalhar e investir na execução nos PDVs, incremento de mix, adequar a aderência do portfólio aos canais. Ampliar o número de clientes do food service, treinamento e muito foco no trade marketing”, diz.

A respeito de 2018, o profissional ressalta que o cenário econômico sugere melhoras, como inflação e juros mais baixos e melhoria, ainda que pequena, no nível de emprego e, então, a confiança do consumidor. “Teremos assim uma disponibilidade de renda ligeiramente melhor. A execução e investimentos nos PDVs, aberturas de novos clientes no canal de food service e os cuidados com os níveis de despesas serão nossas prioridades”, frisa.

Bons números
Apesar da crise de consumo vivida no Brasil, a Ourolac conseguiu fechar o ano com um resultado bastante positivo. A empresa atingiu 100% dos seus marcos estratégicos. Além disso, a marca também afirma que tem a estrutura de capital correta para crescer, que iniciou a sua exportação e que desenvolveu produtos inovadores que serão lançados no ano que vem. “Sempre tem espaço para crescer, e é nos momentos difíceis que saímos do conforto e quebramos mais paradigmas. Esse é nosso DNA”, ressalta Geraldo Magela Mello, CEO da empresa.

O grande desafio vivido no ano, segundo o profissional, foi a transformação cultural da companhia e levar o DNA da marca para o dia a dia de sua liderança. “Hoje sabemos para onde vamos em cinco anos e o que cada um em nossa companhia precisa fazer para chegarmos lá. Também entendemos que barreiras serão encontradas e mudanças de curso serão essenciais, mas somos inconformados por natureza e buscamos sempre a superação. Temos o planejamento como nosso principal driver e construímos um ambiente de gestão moderna e pautado pelo método. Temos que saber como fazer, como medir e pensar de forma simples”, afirma ele.

Mello frisa que é importante olhar sempre para o cliente e oferecer não somente produto, mas também solução. Conforme afirma, “é o cliente que manda no nosso negócio”. O profissional também frisa que a empresa acredita que o seu alinhamento se dá por meio de uma remuneração estratégica, que reconhece de uma maneira diferente as pessoas com entregas diferentes. “Aqueles que dão mais resultados são melhor remunerados. Nosso modelo de gestão privilegia processos e a execução de forma muito simples. Copiamos aquilo que funciona, não reinventamos a roda. Somos uma empresa eficiente e automatizada. Temos o controle total de todos os nossos indicadores de negócio, o que faz com que sejamos referência no mercado lácteo em qualidade e segurança alimentar”, afirma.

Com a estrutura de capital correta, Mello relata que a perspectiva da Ourolac é ampliar a capilaridade e acelerar o processo de expansão internacional, “com câmbio favorável e um networking construído com os novos sócios (fundos de investimentos que acabaram de aportar 90M em nossa companhia) e também dos parceiros internacionais que já temos”, frisa. “As reformas políticas essenciais deverão ocorrer. Aumentaremos nossa competitividade internacional e teremos crédito barato. Iniciaremos o ano com lançamento de portfólio de produtos inovadores. Apostamos que o ano deve trazer um crescimento ainda melhor que 2017”, finaliza.

Demanda
A Elgin teve um crescimento, neste ano, na casa dos dois dígitos, conforme destaca Leandro Mello, gerente nacional de vendas – automação da empresa. Conforme o profissional ressalta, crescer na crise sempre é mais difícil, demanda mais energia e não há muito espaço para erros. Mello afirma que a empresa soube aproveitar melhor as oportunidades e que vai sair desse período melhor e maior do que entrou, e que esse será o maior ganho.

Mas o que é necessário para se destacar no mercado? “Parceria (sem aspas…), comunicação clara, portfólio completo, capilaridade, robustez financeira para suportar o crescimento dos nossos clientes, tudo isso compõe um ‘pacote’ que tem se mostrado vencedor. Olhando para o mercado com uma visão mais ‘macro’, cada empresa tem que desenvolver seu ‘pacote’, seus diferenciais, e executar o que se propor com a maior qualidade possível”, diz Mello.

As expectativas para 2018 são muito boas, como o profissional afirma. A organização quer manter ou até acelerar o ritmo de crescimento, ajudada por uma economia que ela espera que comece a reagir mais.

“Acreditamos que várias empresas, que estavam em ‘modo sobrevivência’, voltarão a acelerar os investimentos. Como as crises tendem a depurar o mercado, os clientes estarão mais exigentes e os competidores mais preparados. Estamos ansiosos por esse momento”, diz

Eficiência
“Apesar do cenário desfavorável, a empresa conseguiu atravessar o ano sem demitir colaboradores e sem se endividar, tornando mais eficientes suas entregas e demais operações, mas, principalmente, consolidando sua participação de 46 anos no mercado de suporte ao food service, estendendo sua atuação ao e-commerce e mercado doméstico, com o sucesso da inauguração da nova loja em 2015”, destaca Wagner Antonio Natale, presidente da Rebal.

De acordo com ele, uns dos maiores desafios enfrentados em 2017 foram o treinamento e o empenho da equipe para enfrentar um cenário tão adverso. Já as principais conquistas foram o fortalecimento das vendas via e-commerce e a aceitação crescente da nova loja, que passou a atender pessoas físicas com mais variedade, conforto e apresentação.
E sobre 2018? “O ano nos reserva, como primeira e principal preocupação, o destino político do país. Qual será a linha de conduta do novo ‘administrador’? Se o governo deixar o povo e os empresários trabalharem, o ano será bom. Apesar da efervescência política, o país não pode parar; no nosso ramo, em especial, pois ‘ninguém fica sem comer’; assim, os empresários estão sempre encontrando caminhos para superar as dificuldades”, destaca o profissional.

Lançamentos
Em 2017, de acordo com Marcelo Citrangulo, head de Nestlé Professional no Brasil, a empresa inaugurou novas plataformas, novos negócios e, ainda, apresentou ao mercado o lançamento de itens que proporcionaram bons resultados no ano. “Um exemplo do desenvolvimento dessas novas plataformas é o lançamento de NESCAFÉ® Espresso, o primeiro café em grãos da Nestlé no Brasil, sendo um café de altíssima qualidade, plantado no sul de Minas Gerais e produzido em nossa fábrica de Araras-SP. O impacto inicial do lançamento está sendo muito positivo e com resultados acima de nossas expectativas.

Além de NESCAFÉ® Espresso, Nestlé Professional apresenta ao mercado outras duas frentes de lançamento, que são os produtos da linha Alpino®, marca icônica da Nestlé e com sabor único, sendo o achocolatado em pó para a preparação de bebidas e Alpino® Cobertura e Recheio, um produto versátil para a preparação de doces e bolos; e também a reformulação da linha CHEF® de fundos líquidos, que agora conta com muito mais proteína e não possui adição de glutamato monossódico, sendo produtos capazes de proporcionar um boost de sabor e fazer a diferença em qualquer preparação. Estamos muito confiantes com os lançamentos que apresentamos ao mercado em 2017, que com certeza nos preparam para um bom ano em 2018”, destaca ele.

Quando o assunto são os desafios vividos em 2017, Marcelo Citrangulo acredita que um dos maiores deles foi o mesmo para todas as indústrias, que é a exigência dos consumidores para realizar os seus gastos fora do lar. O profissional ressalta, ainda, que viver em um período complicado requer a conquista de aprendizados para que se possa atuar com êxito em formatos novos, pensando em estruturas mais ágeis. “Em Nestlé Professional, procuramos sempre seguir a linha das tendências, customizando o atendimento e as receitas para cada um de nossos clientes e pensando em parcerias de longo prazo estabelecidas por meio de uma relação de confiança entre os operadores, que proporcionam um resultado fantástico e acima das expectativas para nossos consumidores finais”, frisa.

De acordo com ele, para que possa se destacar no mercado, a empresa coloca em prática a sua missão, que é a de surpreender e de encantar todos os operadores de maneira frequente, garantindo a qualidade dos produtos e oferecendo soluções que sejam completas. “Outro foco relevante é entregar um serviço diferenciado e competente aliado às novas tendências com o objetivo de ajudar nossos parceiros a prosperarem em seus negócios ao trazermos receitas customizadas para agregar valor ao portfólio destes clientes”, diz.

Para 2018, as expectativas são positivas, principalmente por causa dos lançamentos em 2017, além das novidades que ainda virão. “Temos uma estratégia consistente voltada à inovação, já que é um pilar para a nossa atuação em Nestlé Professional, fortalecendo, dessa forma, ainda mais a especialização dos serviços e da equipe. Para o próximo ano, estamos preparados e confiantes, pois sabemos que a nossa equipe de chefs contribuirá no desenvolvimento de receitas diferenciadas aos operadores para que eles consigam chamar a atenção de seus consumidores. Por meio de uma parceria sólida com os nossos clientes, temos a certeza de que impactaremos o consumidor final independentemente de onde ele esteja. Podemos afirmar que faremos um excelente trabalho em 2018”, finaliza.

Alibra
www.alibra.com.br
Áurea Alimentos
aureaalimentos.com.br
Bunge
www.bunge.com.br
Cargill
www.cargill.com.br
Catupiry
www.catupiry.com.br
Dellabruna
dellabruna.com.br
Diversey
diversey.com
Elgin
www.elgin.com.br
Forno de Minas
www.fornodeminas.com.br
Itambé
www.itambe.com.br
Kerry
www.kerry.com
Leão Alimentos e Bebidas
www.leaoalimentosebebidas.com.br
Linx
www.linx.com.br
Liotécnica
www.liotecnica.com.br
Mult-Grill
www.multgrill.com.br
Nestlé Professional
www.nestleprofessional.com.br
Ourolac
www.ourolac.com.br
Pif Paf
www.pifpaf.com.br
Rebal
www.rebalcomercial.com.br
Scala
www.scala.com.br
Sealed Air
sealedair.com
Teknisa
www.teknisa.com
Tramontina
www.tramontina.com.br
Unilever
www.unilever.com.br
Vemplast
www.vemplast.com.br
Vigor
www.vigor.com.br
Xamego Bom
xamegobom.com.br

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